As Cornetas do Inferno tocam em Londres.

       A coragem de um Cavaleiro da Cruz de Ferro, � inabal�vel. Mas quando nosso Gran Commandder nos chamou para uma miss�o especial, jamais sonhei que essa coragem, seria testada de maneira t�o grandiosa.
       Os Aliados ainda est�o muito, muito longe de Berlin, mas, n�s, por outro lado, estamos muito, muito perto de Londres . . . ent�o, porque n�o atacamos?
       Uma das leis da Arte da Guerra, diz: Se voc� n�o se conhece, nem ao seu inimigo, est� fadado a todas as derrotas. Se voc� se conhece, mas n�o ao seu inimigo, as derrotas e vit�rias, ser�o em igual n�mero. Mas, se voc� se conhece, e tamb�m ao seu inimigo, ter� todas as vit�rias ao seu alcance.
       Quatro Stukas, no meio de Londres, no meio de todos os aeroportos lotados de Spitfires e Hurricanes. Quatro her�is.
       Nosso objetivo principal nessa miss�o, era conhecer nosso inimigo: nosso objetivo secund�rio, abalar a moral.
       Quando nosso Comandante nos informou sobre nossa miss�o secund�ria: bombardear as docas de Londres, onde haviam alguns alvos militares, um sorriso se abriu em meus l�bios, e veio a pergunta: "- Posso guardar uma bomba para o Big Ben?". Meus companheiros rindo . . . nossa coragem era impressionante . . . . "-O Parlamento � meu ! ".Grita o l�der da miss�o.
       Fizemos uma rota pelo meio do mar, navegando com reconhecimento visual.
       Ainda muito longe da Ilha da Inglaterra, no meio do mar, no meio do nada, a primeira patrulha aliada.
"-Nove horas", grita o l�der de nossa patrulha . . . "que droga", pensei . . . o que eles fazem aqui?
Continuamos nosso curso normal, isso era apenas um pequeno teste, perto do que esper�vamos.
Tr�s de nos, est�vamos no grupo, ir�amos tentar chamar toda aten��o poss�vel, enquanto, o quarto cavaleiro, iria tentar fazer um ataque furtivo.
       Dois spitfires se aproximando da nossa forma��o, muito, muito r�pido. Eu, Stoffeushaus e Galland, continuamos na rota, at� que eles chegaram perto o suficiente para come�ar a atirar. Um se aproximou de mim, e o outro, de Galland.
       Quando vi o Spitfire se aproximando de mim, passou pela minha cabe�a que estava tudo perdido, mas, eles, t�o confiantes, desrespeitaram as leis da Guerra ! N�o nos conheciam.
       O Spitfire veio direto de encontro a mim, e a metralhadora m�vel do meu Stuka, por baixo . . . . nada mais �bvio, e f�cil de acertar. Levei o nariz do meu Stuka para cima, enquanto meu kamarade de vo� acertava incessantemente o Spitfire, e, ap�s um angulo de 90 graus com o nariz p'ra cima, desci, enquanto o Spitfire passava abaixo de mim, e ia de encontro a mira dos meu canh�es dianteiros. Mais uma passagem dessa, exatamente igual a primeira, cometendo todos os erros novamente, e vi o Spitfire explodindo nos c�us.
       Meu outro companheiro, Galland, n�o teve a mesma sorte: o spitfire que o perseguia, acabou se chocando, e, explodindo . . . . mas . . . . n�o acreditei . . . . o Stuka explodiu no ar, ap�s ter se chocado com o Spitfire, mas, o Spitfire, continuava voando . . . .
       �ramos dois Stukas agora, indo para Londres, e o Spitfire que havia abatido Galland, ia em dire��o ao l�der do meu grupo.
       Eu fiz a volta, e fui em dire��o ao Spit, que perseguia meu l�der. Acertei, alguns tiros de canh�o, mas, meu Commandder, deu a ordem: "-Mc, voc� continua, eu vou ficar com ele!". Louco corajoso . . . . eu tentei ignorar os sons de tiro, e continuei em dire��o ao meu alvo: o mais importante agora, era meu sonho de crian�a: Bombardear o Big Ben !
       Mas, est�vamos no meio de Londres . . . . dizem que a coragem, � a capacidade de enfrentar os medos: e, eu tive muito o que enfrentar nesse dia.
       De repente, eu olhei � frente, e, mal podia contar o n�mero de Spitfires que vinham em nossa dire��o.
       Eles estavam com algum espa�amento entre eles: seria minha chance de honrar a cruz de ferro que eu levava sob meu casaco, e derrubar alguns inimigos.
       Minha mente estava clara, eu sabia exatamente como deveria voar, como deveria combater, e, automaticamente, decidir sobre a melhor estrat�gia de vo�. Mas, minhas emo��es, estavam explodindo, e eu soava, at� mal poder segurar o manche. No fundo de minha mente, minha �nica preocupa��o:"-Onde raios eu vou arrumar balas suficientes p'ra derrubar todas essas porcarias?!?!?!?".
       Nesse dia, eu conheci minha maior gl�ria. Teoricamente, � imposs�vel para um Stuka, abater um Spitfire, mas, eu j� havia derrubado um, e acertado outro. Agora, enquanto meu terceiro alvo se aproximava, um novato, eu fiquei imaginando se era aquele mesmo veterano que eu havia derrubado t�o facilmente, que dava aulas de vo� para ele . . .e, parece que era, porque eu vi ele se aproximando, e usando a mesma t�cnica de ataque: parecia que eles estavam atacando um B-25, com um piloto insensato no comando . . . me sentia at� ofendido em ser atacado daquela maneira t�o amadora. Da mesma maneira que o primeiro, mais dois Spitfires eu subjuguei. A Luftwaffe, j� havia provado sua superioridade. E nada do que os aliados pudessem fazer agora, lhes devolveria a honra neste combate.
       Quatro os cavaleiros do apocalipse s�o, e quatro Spitfires eu derrubei. . . . mas, havia mais, havia muito mais. Eu s� enchergava meu combate, e meu caminho: todo o resto havia sumido, quando olhei p'ra tr�s, e vi meu L�der de Grupo, com tr�s Spitfires atr�s dele. N�o sabia como ele estava vivo, n�o sabia como EU ainda estava vivo. Mas, eu estava, e me dirigia � Londres !
       Em meio � fuma�a, olhei para meu avi�o, cheio de buracos, e . . . . meu companheiro . . . sangue . . . ele tremia, parecia quase estar desmaiando. Mais um Spit se aproximando, e meu avi�o n�o estava mais manobrando direito . . . eu abri o canopy, tirei os cintos, e esperei. 600, 500, 400, "-Atire! Atire!", eu gritava! O Spit vinha em nossa dire��o, e , precis�vamos acert�-lo agora! . . . . ele estava quase morto, tremendo, por causa da perda de sangue, e, deveria estar apavorado. Mas, quanta honra sentimos, em voar ao lado de um verdadeiro homem, um verdadeiro Cavaleiro da Cruz de Ferro . . . abrindo um singelo sorriso, ele gritou"-Que merda, to quase sem muni��o!, esse n�o vou conseguir explodir no ar!".            
       Tremendo, com apenas um bra�o, quase sem conseguir segurar a metralhadora, meu irm�o disparou seus �limos tiros, a uma distancia de 100 metros, direto no vidro do Spitfire. E, deve ter matado o piloto, porque, o Spitfire continuou voando, direto p'ra n�s. Meu avi�o n�o manobrava mais.
Eu saltei.
       O estrondo da explos�o.
       Minha m�o puxou o cord�o p'ra abrir o para-quedas. Senti minha carne rasgando, mas, n�o sentia dor. Estilha�os.
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