MINI-CONTOS

Palavras

"Palavras" As palavras pingavam e se desmanchavam ao ca�rem no ch�o. Juntas elas tinham coer�ncia, mas no ch�o havia um imenso aglomerado de letras. Eram milhares de letras no ch�o. Olhava novamente para cima e via as palavras ca�rem formando os mais belos poemas, os mais belos par�grafos e aos meus p�s uma sopa ca�tica de letras. A chuva de palavras foi se rarificando e minha compreens�o se divagava nas poucas palavras que ca�am. Ao cabo apenas algumas letras ca�am: um e um o um am, mais a frente um or, depois um se, mais um dil, seguido de uiu, um no, um tem, e com um pouco de demora pingou um p e finalmente um o, e a chuva havia despejado esta hist�ria, mas somente estas letras consegui anotar entre toneladas de letras que escorriam pelo ch�o.

O almejar de uma donzela

"O almejar de uma donzela" O poeta almejava perdidamente a donzela. Da pureza desta, surgiam os mais belos poemas pela mente do poeta: eram met�foras de esperan�a. Ela dizia palavras doces e enfeiti�ava o poeta. Os poemas era ela; o feiti�o dela na mente do poeta. E o que o cora��o quer se compra a pre�o de alma. Rios de poemas nasciam da mente insana pelo amor, e deles a donzela sorria como Monalisa. O reluzente, l�mpido e puro mundo plat�nico foi se tornando opaco, real e carnal. O poeta tocava loucamente aquele corpo intocado. A cortina vermelha que dividia os dois mundos; o plat�nico do real, da donzela e do poeta foi rasgada. Gritos de dor faziam duetos com gemidos de orgasmo. O poeta descarregava a vida e de seu corpo emergia sua alma, pois em suas costas fora cravado um punhal e a ex-donzela almejava mais que o ex-poeta, almejava deste a alma. E o que o cora��o quer se compra a pre�o de alma.

Os dois entes de Hesse

"Os dois entes de Hesse" H� muito, quando ainda crian�a, achava o mundo um imenso mar l�dico, onde pessoas brincavam, onde mentiras eram de mentira. Quando adolescente encontrei no amor a raz�o da vida, da felicidade. Mas percebi a� nesse tempo que as mentiras n�o eram de mentiras, eram de verdade e que por tr�s delas o amor era desmascarado e atr�s da m�scara angelical estava um monstro, e em meu cora��o nascia a crueldade. Adulto, comecei a brincar de mentir de verdade e transmitir para as novas gera��es que isto era poss�vel. Via a velhice com preconceito. Olhava a morte como fic��o. Mas estou velho neste leito mon�tono vendo a morte me olhar do horizonte, crescendo como a luz do alvorecer.

Reger � ...

Reger � revivermos o som reviver � reger.

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