Rayearth - Lucy e Nova
A História

Lucy e Nova - Duas metades de uma mesma alma

A batalha final havia chegado. O que deveria ser motivo de orgulho se transformara no mais puro sofrimento. A Princesa Esmeralda, a qual as Guerreiras Mágicas se empenharam tanto para salvar, agora precisava ser morta pelas mãos dessas mesmas Guerreiras. E assim, com muito pesar, foi feito. Mas não sem deixar profundas cicatrizes nos corações das bravas meninas. Cicatrizes muito maiores do que as deixadas por qualquer outra batalha em Zefir.

No momento de maior tristeza, com a espada do Gênio Rayearth, fusão do Rayearth de Lucy com os outros dois Gênios, cravada no peito do Gênio de Esmeralda, o coração de uma das guerreiras chegou ao limite de sua dor. E separou de si os piores sentimentos que o feriam - tristeza, arrependimento e frustração -, fazendo criar um outro ser, abandonado nos destroços de uma Zefir em ruínas. A guerreira era Lucy. E o ser, reflexo do sofrimento de Lucy, era Nova.

Lucy e suas amigas, Marine e Anne, retornaram à Terra. Nova procurou por muito tempo por sua "mãe", mas em vão. Completamente triste e sem rumo, a menina de longos cabelos cor-de-rosa foi encontrada por Deboner, um ser criado pelos corações temerosos dos habitantes de Zefir.

Percebendo as habilidades de Nova e aproveitando-se de sua ingenuidade, Deboner a "acolheu". A menina, por ser parte de Lucy, possuía seus mesmos poderes, lembranças e determinação - e Deboner sabia disso. Nova via Deboner como se fosse sua "mãe adotiva", a quem ela devia a vida. Mal sabia ela que sua "nova mãe" só a estava usando para conseguir completar seu perverso plano de dominar o mundo de Zefir e infestá-lo de medo.

Zefir, sem seu Pilar, tornou-se totalmente instável e mergulhou em uma profunda destruição. A última resistência era o Castelo, mantido pela força de vontade dos que lá estavam. Todos os sobreviventes encontrados - humanos e algumas criaturas - eram levados para lá. Enquanto isso, Deboner contava os minutos para a destruição total de Zefir.

Como se isso não bastasse, três planetas inimigos - Autozam, Tizeta e Faren - planejavam conquistar Zefir pondo alguém de seu planeta como Pilar.

Na Terra, Marine, Anne e principalmente Lucy passavam os dias a lamentar a morte da Princesa Esmeralda. Até que marcaram para se encontrar na Torre de Tóquio, e de lá mais uma vez foram chamadas, inesperadamente, para Zefir.

Nova ficou sabendo que sua verdadeira mãe tinha retornado, e queria muito encontrá-la. Em sua inocência, já tinha acreditado em tudo que Deboner lhe dissera: "Sua mãe veio te encontrar. Ela voltou porque te ama, sabia? Mas ela está sofrendo. Sabe por quê? Por causa da luta. Por causa da Princesa, que a chamou para a luta. E por causa de todos que Lucy mais ama, que são aqueles pelos quais ela sofre. Se todos os que ela ama desaparecessem, ela não teria mais por quem quem sofrer nem por quem lutar, e teria tempo para viver feliz com você."

Nova estava determinada a trazer Lucy para o seu lado, mesmo que isso significasse matar a todos que ela mais amava.

E, a partir daí, começou um dos mais profundos dramas de consciência de que tenho conhecimento. Com Nova tentando persuadir Lucy de que aqueles que ela mais amava não eram bons para ela. Tentando convencê-la a ficar do seu lado - o lado das sombras - para sempre.

Mesmo depois de todas as dificuldades pelas quais Lucy passou, especialmente o amor cheio de dificuldades que ela sentia por Lantis ("Lantis é o irmão de Zagar. Você matou o irmão dele, não é mesmo? Então porque o ama se sabe que ele nunca vai retribuir esse amor?") e o sentimento confuso que alimentou por Visão de Águia, comandante do ataque de Autozam e antigo amigo de Lantis ("Você, Águia! Você é outro a quem Lucy respeita. Hmmm, e ela até gosta de você! Então, você deve morrer!") ela conseguiu vencer sua tristeza e fazer Nova voltar para dentro de si. Saiu-se vitoriosa, e acredite: ela mereceu!

 

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