Highlander: O Guerreiro Imortal

Gregory Widen teve a idéia de criar Highlander enquanto olhava para uma armadura medieval. Ele ainda cursava a faculdade de cinema na Califórnia (UCA) quando fez uma viagem pela Escócia e pela Inglaterra durante suas férias de verão. Ao parar diante de uma armadura num museu, Greg começou a se perguntar o que aconteceria se o guerreiro que tinha usado aquilo ainda estivesse vivo hoje. Foi então que imaginou a história de guerreiros imortais que precisariam lutar uns contra os outros em segredo, vivendo escondidos do resto do mundo. A história evoluiu para um roteiro sombrio que Greg desenvolveu para as aulas de redação cinematográfica, uma das matérias de seu curso, e sua surpresa maior foi descobrir, depois, que existia mesmo uma lenda escocesa a respeito de guerreiros imortais.

No script original de Gregory Widen, todos os Imortais vinham da Escócia e o filme deveria chamar-se na verdade "Shadow Clan" ("Clã das Sombras" ou "Clã Sombrio"), enquanto o castelo dos MacLeod seria chamado de "Glamis" em homenagem ao trono ancestral da Rainha Mãe.

Ainda segundo o script, o nome de Kurgan seria "The Knight" (O Cavaleiro) e, após sua morte, surgiria um "demônio-serpente" para desafiar Connor para a verdadeira batalha final. Gregory Widen desistiu da idéia por falta de recursos na época, mas o demônio chegou a ser projetado por Nick Maley, designer especialista em criaturas exóticas para cinema.

A empresa britânica "Thorn EMI" forneceu os 16 milhões de dólares para a produção do filme.

Sean Connery custou 1 milhão de dólares por uma semana de trabalho e apareceu no filme por 22 minutos.

Sean Connery gastou 10 mil dólares em aulas de esgrima. Como ele não havia praticado muito, estava se machucando nos duelos contra Clancy Brown. Connery ficou louco por causa disso, e Russel Mulcalhy lhe disse para praticar mais. Depois disso, Sean era visto treinando arduamente com a espada durante as pausas para as refeições.

Christopher Lambert gastou bastante tempo treinando seus diálogos com um especialista a fim de desenvolver um sotaque que parecesse estrangeiro, mas sem revelar o país de origem.

Christopher Lambert realmente luta com katanas japonesas, e fez suas cenas de lutas sem dublês.

O nome "Connor" foi inspirado no sobrenome de Sean "Connery".

Clancy Brown quase desistiu de fazer Kurgan quando foi convidado para o papel, devido a sua forte alergia à maquiagem e à cola usada para aplicar as próteses de cicatrizes que usou no filme.

Para criar o efeito de faíscas entre as espadas durante os duelos, a produção usou o truque de passar fios elétricos ocultos por dentro da roupa dos atores. Os fios, de polaridades opostas (um negativo, outro positivo), passavam pelos braços dos atores e eram ligados às lâminas de metal. Ao conectar-se, as espadas entravam em circuito e produziam as faíscas. Protegidos por material isolante, contudo, os atores estavam livres de choques.

Pelo filme, o castelo do Clã MacLeod ficaria na vila de Glenfinnan, às margens do Lago Shiel. Glenfinnan fica mesmo às margens do Lago Shiel, porém nunca existiram castelos no local. O castelo mostrado é o Eilean Donan Castle, que fica na distante cidade de Dornie e pertencente ao Clã MacRae. O Clã MacLeod existe realmente, mas o castelo da família é o Dunvegan Castle e fica na Ilha de Skye, na Escócia.

O Eilean Donan Castle, mostrado no filme como sendo o castelo do Clan MacLeod, é ponto turístico famoso na Escócia e foi usado anteriormente na filmagem de "Monty Python e o Cálice Sagrado", de 1975.

Acima da porta do castelo Eilean Donan há uma antiga placa que diz: "Wherever there is a MacRae inside there will never be a Frasier outside" ("Onde quer que haja um MacRae dentro, não haverá nunca um Frasier do lado de fora"). A placa faz alusão à antiga rivalidade entre os clãs MacRae e Frasier. E no filme os MacLeod estão indo lutar contra os Frasiers!

A vila dos MacLeod, que aparece ao redor do castelo, foi toda construída onde na verdade fica o estacionamento do Eilean Donan Castle, apenas para a filmagem. Apesar de o visual original do castelo ter sido preservado, foram pendurados esqueletos de mentira ao longo da ponte de entrada, como se fossem de prisioneiros mortos há algum tempo, e o estacionamento foi recoberto com toneladas de areia, lama e tufos de grama para esconder seu aspecto moderno e dar um ar medieval ao lugar. O trabalho de cenografia foi tão bem feito que muitos escoceses acreditaram que a aldeia realmente existia e elogiaram a produção.

A batalha entre o Clã dos MacLeods e o dos Frasiers usou vários turistas como coadjuvantes. A sequência do combate, no qual Connor sofre sua primeira morte pelas mãos do Imortal Kurgan, foi rodada na área de Glencoe, na Escócia, mas não havia atores extras o suficiente para encarnar o mínimo de guerreiros necessários de ambos os Clãs, mesmo contratando moradores da região. Temendo que a importante cena perdesse impacto e realismo por falta de gente lutando, a equipe de produção chamou na hora todos os turistas que passavam pelo local, incluindo dois alpinistas chineses, e vestiu-os com trajes escoceses e armamento de combate da época. Hoje o Sr. Alistair, um dos escoceses legítimos que participaram do filme, trabalha como motorista de ônibus para uma companhia turística e atende especialmente os fãs de Highlander, contando-lhes esses e outros divertidos detalhes de bastidores enquanto leva-os para conhecer os vários locais onde foram rodadas cenas dos filmes e séries.

Perto da velha torre onde Connor morava com Heather há um monumento histórico que assinala o local onde a Rainha Vitória da Inglaterra sentou-se para descansar durante uma de suas peregrinações pela Escócia, e o marco não poderia de forma alguma ser removido ou danificado durante as filmagens. Só que o trambolho estava bem no meio do caminho das câmeras, então os produtores desmontaram cuidadosamente o tal monumento em segredo e, após o fim das filmagens, reconstruíram-no exatamente no mesmo lugar, sem que ninguém notasse qualquer diferença.

Uma câmera caiu das montanhas durante a filmagem da cena em que Connor e Ramirez treinavam em cima de uma enorme rocha, logo após Ramirez ser desarmado por Connor. A rocha onde Ramirez deixa cair sua espada é chamada de "Cioch Gully".

Na sequência durante a Segunda Guerra Mundial apresentada na versão "Director's Cut", Rachel vê Connor voltar à vida após ser metralhado por um soldado nazista. Disfarçando, Connor diz para a pequena Rachel: "It’s a kind of magic!" ("É uma espécie de mágica"). Na verdade, a cena foi gravada muito tempo após a estréia de "Highlander" nos cinemas americanos, e "A Kind of Magic" é o nome do álbum do grupo Queen que contém as músicas feitas especialmente para o filme, e também nome de uma das músicas da trilha sonora.

A sequência durante a Segunda Guerra Mundial estava prevista no roteiro original, mas foi cortada durante a produção por questões financeiras. Os produtores e diretores mais tarde usaram dinheiro do próprio bolso para gravar a sequência, acreditando que ela seria fundamental para a compreensão da história, e incluíram-na em versões posteriores do filme.

Para diminuir os custos de produção da sequência sobre a Segunda Guerra, o soldado nazista foi interpretado pelo filho de um assistente de direção, que nem era ator, e seu nome nem consta dos créditos do filme.

Apesar de os letreiros finais do filme dizerem que a trilha sonora já estaria à venda em discos e fitas K7, produzidos pela gravadora EMI, nunca houve o lançamento oficial desta trilha. Algumas músicas podem ser encontradas, em versão ligeiramente diferente, no álbum "A Kind of Magic" do grupo Queen, e outras podem ser encontradas no CD "Highlander: The Original Scores", que reúne as músicas incidentais dos três primeiros filmes.

O diretor Russell Mulcahy, que já havia trabalhado em videoclipes do Queen, convidou a banda para gravar uma das canções para a trilha sonora mas, quando o grupo viu as primeiras cenas do filme, decidiu gravar pelo menos meia dúzia de músicas inéditas e exclusivas, baseadas na saga dos Imortais. A empolgação foi tamanha que a banda já começou a rascunhar as canções no banco de trás do carro, antes mesmo de sair do estacionamento do estúdio. Além de escrever as canções, o grupo compôs ainda algumas músicas instrumentais. Os produtores do filme, Peter Davis e Bill Panzer, ouviram e adoraram as gravações, mas a banda não estava satisfeita e queria ainda mais, a ponto de entrar sorrateiramente no estúdio na mesma noite para refazer tudo. Quando depois produziu o álbum "A Kind of Magic", com novas versões das músicas, a banda acrescentou voz às composições instrumentais, portanto foram feitas ao todo oito canções para o filme, até hoje entre as melhores músicas que o Queen já gravou.

Enquanto gravava a canção "A Kind of Magic", Freddie Mercury disse ao produtor musical David Richards que o som que queria fazer era o de "uma horda de bestas selvagens correndo de um lado para outro".

O encarte do álbum "A Kind of Magic" traz um aviso mencionando que as músicas do CD apresentam uma mixagem ligeiramente diferente da versão apresentada em "Highlander", e nem todas as músicas do filme foram incluídas no álbum – "A Dozen Red Roses for My Darling" e "Hammer to Fall" ficaram de fora. O encarte também traz agradecimentos, entre outros, ao diretor Russel Mulcahy e aos produtores do filme, Bill Panzer e Peter Davis. Este álbum circulou com capas diferentes dependendo do país onde foi lançado, e chegou-se a pensar que um dos discos, com uma foto de Kurgan na capa, fosse a trilha sonora completa do primeiro filme, mas na verdade o conteúdo era o mesmo de "A Kind of Magic". Foram lançados também LPs promocionais com a foto de Kurgan na capa, contendo apenas versões expandidas das canções "A Kind of Magic" e "A Dozen Red Roses for My Darling".

A versão que Fred Mercury canta de "New York, New York", ouvida no carro de Kurgan, jamais foi gravada em disco ou show e não existe em nenhum outro lugar além do filme.

Muito honrado com o convite para fazer uma participação especial no videoclipe de "Princes of the Universe", Christopher Lambert ri até hoje do dia em que foi ao trailer de Freddie Mercury a fim de ouvir a trilha sonora do filme e precisou sair correndo para não ficar surdo, pois o som estava alto demais.

No filme o veterano do Vietnã, Kirk Matunas, dirige ouvindo "Hammer to Fall", uma das músicas do Queen.

A placa do carro de Kirk Matunas é 793-TDE.

Apesar de o prédio do Silvercup Studios existir realmente em Nova York, a cena em que Kurgan e Connor lutam no telhado foi feita num estúdio em Londres, com um letreiro em escala reduzida. O trem do metrô que Connor vê passar ao fundo é uma miniatura, puxada por cabos para dar efeito de movimento.

A luta entre Connor e Kurgan no telhado do Silvercup precisou ser rodada em uma única sequência, pois a cena previa destruição completa do cenário, incluindo o desabamento da caixa d'água. Os produtores deixaram apenas a parte final da luta na água para o dia seguinte, mas ao voltarem ao set descobriram que a água havia vazado do cenário, causando uma verdadeira inundação no estúdio. Para dar continuidade à luta, foi preciso encher novamente o cenário com milhares de galões de água.

A última cena, quando Connor e Brenda estão na Escócia, na verdade foi filmada em Gales.

(Agradecimentos a Adam Kadmon, que descobriu vários dos detalhes acima)
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