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Afrodicções: matéria de poesia.

 
Maria Nazareth Soares Fonseca
PUC - Minas

Sempre que as literaturas africanas de língua portuguesa são referidas, salienta-se seu envolvimento com o processo de formação de uma consciência de pertencimento a espaços definidos por larga tradição oral ou com particularidades que acentuam, nessas literaturas, a conquista de uma autonomia que se revela, principalmente, na apuração do trabalho de reinvenção verbal. No entanto, se essas vertentes podem nos fornecer alguma possibilidade de compreensão de aspectos gerais das literaturas africanas de língua portuguesa, certamente não serão suficientes para se apreenderem os diferentes modos como essas literaturas assumindo o desafio de se constituírem como diferença. Nas culturas africanas de língua portuguesa, as expressões de pertencimento e o registro da busca de identidade ganham significados ao mesmo tempo amplos e particularizados que englobam tanto os mecanismos de restauração de traços identitários, quanto os que almejam conquistar outros espaços onde a arte, num sentido amplo, e a literatura se deixam fluir em imagens não mais tão presas à realidade imediata. A escrita literária, ainda que atenta a "uma certa função de socialização"(Kandjimbo, 1997:34), assume o compromisso mais intenso com a palavra, com inovações de linguagem que se exibem na materialidade do texto escrito, em sua textualidade.

Questões relacionadas com a escrita literária e com feições dessa escrita que denotam uma preocupação mais intensa com a feitura do texto, com a arte de reinvenção da palavra, definem, neste trabalho, o propósito de acompanhar, ainda que de forma sucinta, o que se poderia denominar de dissensões poéticas, os modos como o poema volta-se para si mesmo, ainda que, em muitos casos, exponha-se a uma relação imediata do poema com realidade social nele latente. Textos escritos por poetas de Angola e de Moçambique serão intencionalmente referidos por se voltarem, mais especificamente, para a busca de outros modos de se pensar o fazer literário, mostrando-se mais atentos ao ato mesmo de construção de redes ardilosamente tramadas para colher, no real, o que não se vê a olho nu, como bem salienta Leyla Perrone-Moisés (1998:107). Esses poemas se querem distante às vezes do eterno turbilhão das guerras e se direcionam para a indagação do lugar de poeta e de poesia em sociedades que enfrentam sérios entraves à concretização de uma autonomia literária. Expõem uma autoconsciência, uma interrogação sobre si mesmos, ainda que aludem a indagações próprias de culturas que têm um número significativo de não letrados. Sobre essa situação de existência da literatura em sociedades em que a escrita, nos moldes legitimados pela cultura ocidental, pode ser, ainda, considerada um privilégio, é pertinente referir-se uma observação do crítico Pires Laranjeira. Retomando mais especificamente a realidade dos anos 50, nos países africanos de língua portuguesa, o crítico acentuou o lugar ocupado pela literatura, cuja divulgação delineava-se através de uma função restrita à aprendizagem escolar, que não chegava a desenvolver uma comunidade de leitores ou a fortalecer, de forma concreta, uma literatura tipicamente africana. O alto índice de analfabetismo em Angola (96,97%), em Moçambique (97,86%) e Cabo Verde (cerca de 80% de não escolarizados) pode explicar, no período assinalado por Laranjeira, a predominância de autores e de títulos europeus e o pouco conhecimento, entre a maior parte da população letrada, do que já se fazia nesses lugares em termos de literatura. Essa peculiaridade demonstra o fato de que a literatura, como instituição que engloba textos, leitores, críticos, professores, editoras e outros componentes ligados à produção e circulação de livros, tinha um lugar bastante restrito nessas sociedades. Esse lugar só irá se fortalecer de fato um pouco mais tarde, quando a literatura vai-se colocar como aliada do processo de libertação.

Constituem, por esses motivos, matéria de indagação sobre o lugar do poeta e da poesia, no período pré-independência, os poemas que formam a antologia de Poesia negra de expressão portuguesa, organizada por Francisco Tenreiro e Mário Pinto de Andrade, no ano de 1953, cujo valor documental é acentuado por mostrar ao público de fora de África um tipo de literatura que é também uma tomada de consciência de problemas específicos das culturas africanas. Os textos da antologia em referência fundam um perfil de poeta comprometido com a valorização da cultura, mas, ao mesmo tempo, evidenciam os modos como as literaturas africanas de língua portuguesa, incipientes ainda, interagem com outras literaturas. Exibe-se, na antologia, um jogo de absorção e de transformação de textos, em que o fator identitário pode ser visto na esteira de movimentos de exaltação da cultura negra que eclodiam nos Estados Unidos e nas Antilhas Francesas e mesmo na Europa.

A explicitação do diálogo evidente entre os textos africanos, da antologia, e os movimentos ligados ao "Renascimento Negro" torna-se evidente com a inclusão de um poema do cubano Nicolás Guillén, a quem a antologia é oferecida. Essa homenagem pode ser entendida como um indicador de tendências que se vinham estruturando a partir do reconhecimento das virtualidades do povo negro, em concretas manifestações no campo das artes e da literatura. O aporte rítmico e sonoro da poética de Guillén ajuda a construir uma consciência estética e política visível nas mesclas culturais que o poeta cubano percebe em sua cultura constituída de "blancos y negros, todo mezclado", uma "... tierra mulata/ de africano y espagñol). Guillén faz-se porta-voz de uma expressão que celebra as sonoridades e o ritmo quente das festas populares e traz para o corpo do texto literário os alaridos da rua e a expressão dos segmentos marginalizados. Como bem acentua o crítico Manuel Ferreira, na introdução que faz para a edição de 1982 da antologia de Poesia Negra de Expressão Portuguesa, Guillén não figura assim por acaso na abertura da antologia. Os poemas de Motivos de son, escritos com a mesma prosódia do povo negro de Cuba, e de Sóngoro cosongo explodiam em sonoridades, levando para a antologia os alaridos da rua, os pregões e cantos que podem ser ouvidos no poema "Son numero 6" , integrado ao livro. Entretanto, as reverberações sonoras aparecem em outros poemas, porque o impulso a uma expressão mais solta, mais atenta à performance das classes populares atravessa algumas das composições que formam a antologia organizada por Mário Pinto de Andrade e Francisco Tenreiro. Alda do Espírito Santo recorta, em "Lá no Água Grande", um cenário em que "negritas batem que batem co'a roupa na pedra/ Batem e cantam modinhas da terra". Agostinho Neto apreende os ruídos e sons das senzalas e casas do subúrbios das cidades, ainda que a intenção mais forte seja a de salientar a fermentação de um ideal que transgride os sons da marimba, da viola e do saxofone (Aspiração). O poema "Coração em África", de José Tenreiro celebra as "vozes d'Africa" espalhadas pelo mundo. E Noémia de Souza em "Deixa passar o meu povo" salienta os sons que invadem a noite moçambicana vindos dos bairros pobres de madeira e zinco. Nesse poema, os sons moçambicanos dialogam com vozes negras que entoam, no Harlem distante, a conclamação à liberdade. O refrão "let my people go" assume-se como expressão híbrida que expande os sentidos meramente históricos. Celebram-se os cantos, as vozes negras americanas e de Moçambique, nelas repercutindo, por certo, os motivos sonoros de Guillén que cadenciam feições de uma identidade africana:

Yoruba soy, soy lacumí
Mandinga, congo, carabali. (p. 57).

As vozes que entoam o canto de esperança, nos diferentes poemas que compõem a pequena antologia Poesia negra de expressão portuguesa anunciam, por esses elementos, uma dicção que será retomada, em outros momentos, por diversos escritores africanos, em cuja escrita pode ser ouvida ainda a "a fala ancestral que nas rodas, à volta das fogueiras, contava estórias..."(Padilha, 1995:92).

Onésimo Silveira em "Um poema diferente" (1975) formula imagens de poesia que, na África, precisa ser escrita "com batuque e tchabéta, "com saracoteio d'ancas e gargalhadas de marfim"(p. 56). António Jacinto, em "Poema da alienação" solta um verso "pobre roto e sujo" que percorre as ruas de terra batida dos musseques para resgatar os pregões dos vendedores e os cheiros que exalam das cozinhas. Com os sons e cheiros dos musseques o poema afirma uma concepção de poesia e delineia um perfil de poeta:

O meu poema sou eu-branco
Montado em mim-preto
A cavalgar pela vida .
(Andrade: 1975:177)

Essa poética, talhada em letra e voz, opera sempre em tensão, pois visa a inscrever, no universo da literatura, uma tradição de cantos e uma gestualidade. Mesmo quando não se faz mais tão urgente a busca de mecanismos que, no espaço da literatura, renovem o compromisso com a luta pela independência e com a construção das novas nações africanas, é possível ouvirem-se sons que, buscados na tradição oral, alcançam o texto escrito. Ruy Duarte de Carvalho nos dirá dessa procura de gestos e de palavras para a construção do texto literário:

Um texto é como um esforço de existir. A intenção de um lado, uma proposta vaga, uma moral herdada. Do outro lado o curso das palavras, a esteira do seu eco, os sons e os gestos seguidos uns aos outros, um som que pede um som e essa resposta e já um bolbo de emoção autónoma de força para florir madura, à revelia da intenção primeira. (Carvalho, 1988:9)

Nesse fragmento retirado da primeira parte d'"A aprendizagem do dizer festivo", o envolvimento do poeta com a criação do texto, com os alicerces de sua construção. A procura da palavra e de seus ecos, de sons e de gestos faz-se motivo de poesia e elabora-se como escrita do poema. O afastamento de uma intenção marcada, o esmaecimento de um sentido a ser construído na relação do texto com o referente sócio-político imediato desvelam virtualidades outras que se voltam para a exibição da feitura do texto. Nessa construção, vislumbram-se os ecos de uma moral herdada, a própria inscrição do poema no código que possibilita a sua construção e que ainda o obriga a dizer em português, "uma noção nyaneka" (p.11). Todavia, o uso da língua portuguesa dá-se em movimentos que distendem, tensionando, as palavras, mas não se mostra, em muitos outros escritores, como uma danação.

O poeta angolano João Melo, em "Arte Poética 72" (1989), se apropria da língua portuguesa para reforçar imagens de uma poesia "ferozmente angolana":

A minha poesia é angolana ferozmente
 
Escrevo com medo e raiva
E força e ritmo e alegria
 
Escrevo com fogo e com terra
 
Escrevo sempre como se comesse
funje com as mãos
 
mesmo quando utilizo
garfo e faca.
(Melo, 1989:12)

Nas referências explícitas ao processo de criação do seu poema, o eu-lírico não se furta a mencionar elementos de uma poética que registra os modos de inserção do escritor no seu tempo. Uma intenção de ruptura com modelos legitimados fica evidente na aproximação entre "comer funje com as mãos" e fazer uma poesia "ferozmente"angolana.

A reflexão sobre o material de que se faz o poema, sobre a busca da palavra que permite a feitura do texto, freqüenta, portanto, a produção de vários poetas da nova geração de escritores africanos de língua portuguesa. De certo modo, esses novos poetas, pertencentes a uma fase já distanciada dos fervores da luta e do mapeamento dos caminhos a serem trilhados pelas jovens nações, resgatam algumas feições já pré-anunciadas mesmo quando o ardor da luta se fazia sentir nos versos dos poemas. Isso não quer dizer que a urgência da construção da nação, ao impor o compromisso do poeta com a realidade imediata esteja ausente nas produções mais recentes, quando ainda se percebe a relação entre o texto e o contexto focalizado. Pode-se dizer, entretanto, que alguns poetas contemporâneos procuram se libertar da camisa de força do compromisso imediato, "do fogo-fátuo de um triunfalismo sem mais sentido", como acentua o poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim (Viegas,1989:8), e se voltam para a feitura de poemas em que se torna clara uma busca de sentidos menos rotulados. É interessante perceber que essa busca torna-se também, embora num outro sentido, outra versão de politização da escrita, marcando um compromisso do texto com os mecanismos de sua construção. Evidenciam-se, nessa arte poética, imagens que definem o fazer poético como trabalho, como criação de bens capazes de suprir as necessidades do homem e o poema quer-se lugar de exposição da matéria de que se serve o poeta. Essa visão, que insere a poesia num processo produtivo, ao se desgarrar da referência a uma situação identificável e se mostrar como uma tomada de consciência do compromisso do poeta com o seu texto, delineia formas de indagação sobre o lugar da literatura em lugares recém emersos de um longo período de lutas trágicas.

O poema "Novas ruminações", de José Luís Mendonça, de Angola, elabora-se como reconhecimento desses lugares em que a poesia mostra-se ainda como um dilema a ser enfrentado nesses novos tempos. O poema de Mendonça dirige-se para a observação do passado e para constatação de que as ações direcionadas a mudanças urgentes mostram-se já vazias de significado:

Mastigamos o vento
das bandeiras com olhos devastados.
Mastigamos o arado
do país ancorado aos bois de sol
Mastigamos a língua
Sentados na lavra da boca deserta
(p.28).

Há uma desilusão disseminada no poema que, ao voltar-se para a realidade, expressa a inutilidade de ações desenvolvidas como empenho de organização do futuro. A voz poética informa sobre essas ações que, realizadas, não possibilitaram a concretização da "sagrada esperança" que sustentou a urgência das lutas de libertação.

Também o poeta moçambicano Jorge Viegas, em dois pequenos poemas, retoma essa mesma desilusão frente à vida. Em "Frieza", constata-se a ineficácia dos sentidos que podem ser construídos pela palavra:

E a nossa existência é esta.
Puramente se desfaz
Na neve das palavras que dizemos
. (1986:30)

Em outro poema, o eu poético ressalta essa mesma inutilidade e, de algum modo, evidencia a ineficácia da palavra, sobretudo da palavra literária, de reorganizar o mundo. Por isso, seu poema faz-se como desmitificação da função eternizante da palavra e da literatura:

Acredito
 
Já todas as palavras foram ditas.
Já todos os poemas foram escritos.
Acreditas?
Acredito
. (1986:65)

Já o moçambicano Luís Carlos Patraquim, ao retomar o fazer poético como mote para repensar o lugar do poeta e do poema num mundo que se desfaz como organicidade, volta-se ao manancial de sons e de gestos tomados como elementos de fertilização de sua escrita. Em poemas do livro Lidemburgo Blues (1997), há explícitas referências à palavra ancestral que a escrita não conseguiu abafar. É essa palavra majestosa (Mpurukuma, Língua, corpo quase,) que ressoa em alguns de seus poemas:

Quando a palavra surge, inteira, das águas
E os espíritos batem a respiração do batuque,
Ele tacteia os nomes nas abóbodas de sangue
E entra pelo silêncio, dobrando-se
Em número
. (p. 23).

Em alguns dos 7 blues que ressoam na primeira parte do seu pequeno livro, os sons das várias culturas que se deixam ouvir em seu país invadem os poemas que se constróem como lugar de encontros, travessias, cruzamentos:

Et pur, magno Pórtico onde
Neither division nor unity
Matters! Tu, Mufana que te atraves,
Atira a pedra, rasga
A textura opaca de tanto sangue
! (p. 21)

Poemas escritos por outro moçambicano, Eduardo White, se concretizam numa escrita que se quer em vôo, como animal alado, pássaro ("Voar é uma dádiva da poesia"). Em Poemas da ciência de voar e da engenharia de ser ave, de 1996, e em Os materiais do amor seguido de desafio à tristeza, de 1996, vislumbra-se a intenção do poeta de desgarrar-se da tradição da poesia engajada, que sustentou um canto de luta pela libertação do colonialismo português, e de trilhar outras vertentes sem o peso do compromisso social imediato. A depuração da forma que se constróem imagens de poesia e de poeta mostra-se como traço recorrente da poesia que se faz em Angola e Moçambique, embora ainda marcados intensamente pela guerras fraticidas.

Eduardo White pertence a uma nova geração de escritores que se formam na esteira de Luandino Vieira, de José Craveirinha e de escritores portugueses e brasileiros( Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto), que investem em processos altamente significativos de tensionamento da linguagem. Essa intenção poética que se faz na exploração profunda das possibilidades da escrita de abrir-se às sonoridades da fala e às coreografias do gesto, reformula os processos de assentamento da língua portuguesa em África.

Em obra de diferentes poetas contemporâneos observa-se uma maior exposição da angústia de criar, da descrição do processo criativo, do poema como metalinguagem. Por outro lado, acentua-se a busca de dados singulares que se fazem matéria de poesia, percurso diferenciados de afrodicções, num tempo outro onde a conquista necessária se inscreve no ato de domar a palavra, de transformá-la em possibilidade de se abrir a apelos outros, diferentes dos que conduziram a voz dos poetas aos campos de batalha. Os ventos desses novos tempos induzem o fazer poético a assumir a face multifacetada de espaços onde se mostram possibilidades de recriação de motivos de sons e de sopros de ouvido que elaboram percussões poéticas e cenários onde a palavra se expõe plasticamente. Luís Carlos Patraquim, no poema "Lidemburgo Blues – 1, nos diz dessas outras matérias de poesia que se vêm cultivando nos países africanos de língua portuguesa, quando pinta cenários inusitados com as letras do texto:

É onde a Ilha regressa por uma estrada de boieiros,
A casa de caniço escorando-se frágil e tão dúctil,
Na osteoporose de uma coluna que chia, tchaia
Entre occipital e cóccix; um rumor – blood river! –
E as rodas do grande treck
. (p. 13)

Diferentes dicções se anunciam nesse fragmento de poema em que a língua portuguesa se mostra confrontada com outros falares: as línguas africanas, a inglesa, o africaner. A linguagem poética se expõe entre pinceladas e grafias cuja expressividade é explorada numa forma de escrita que se expande em sonoridades. Distanciando-se dos sentidos previsíveis para tentar alcançar efeitos poéticos inusitados, imagens de poesia e de poema fazem-se assim com motivos de som herdados da tradição oral, mas também com ousada deliberação de escrita criativa.


Referências bibliográficas

ANDRADE, Mário Pinto de. Antologia Temática de Poesia Africana; Na noite grávida de punhais. Lisboa: Sá da Costa Editora, 1975.

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FONSECA, Maria Nazareth Soares. Análise do discurso literário. In:

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MOREJÓN, Nancy. Recopilación de textos sobre Nicolás Guillén. La Habana: Casa de las Americas, 1994.

PATRAQUIM, Luís Carlos. Lidemburgo Blues. Lisboa: Caminho, 1997.

PERRONE-Moisés, Leyla. Flores na escrivaninha; ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

VIEGAS, Jorge. Novelo de Chamas. Lousã: Tipografia Lousanense, 1986.

WALTY, Ivete, Curi, Maria Zilda. Textos sobre textos: um estudo da metalinguagem. Belo Horizonte: Editora Dimensão, 1999.

WHITE, Eduardo. Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave. Lisboa: Caminho, 1992.

WHITE, Eduardo. Os materiais do amor seguido de O desafio à Tristeza. Maputo: Ndjira, 1996.

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