Saímos do mirante cheio de gente, e um pouco depois chegamos ao plano da baixada. Eu, que estava na frente, errei uma entrada. O Paulo, logo atrás, me seguiu. O Marcus e o Maurício pararam na bifurcação, esperando por nós. Tinha um posto da polícia rodoviária bem na bifurcação, então eu achei melhor não voltar pelo acostamento. Fui a pé até eles. Eles me explicaram, e eu ia voltar com o Paulo, empurrando as motos, mas o Marcus e o Maurício entraram pelo caminho que erramos, para fazer um retorno mais adiante. Fizemos o retorno na Rio - Santos, e seguimos em direção a São Sebastião. Fazia muito tempo que eu não passava pela Rio - Santos, porque da última vez que passei por ela, estava muito esburacada. Isso deve fazer uns 4 ou 5 anos. Agora ela está em condições bem melhores. As pistas continuam com apenas uma faixa em cada sentido, numa pista de mão dupla, mas o asfalto está bem melhor. Depois de uns 15 ou 20 km, o asfalto novo acaba, e lá está o velho asfalto que conhecia. Mas naquele trecho não estava tão ruim. E logo chegamos à Barra do Una. Eu via aquela areia branca na beira do asfalto e lembrava da minha infância, quando ia para o litoral norte de São Paulo todo ano, no verão, quase sempre acampar com meus pais em Ilha Bela. Eu não conhecia a Barra o Una. Esse local fazia parte da adolecência do Marcus, que tinha uma prima que tinha casa lá. Ele foi nos guiando pelo local, também removendo as teias de suas lembranças para tentar achar a praia onde sempre ficava. Chegamos lá. Foi uma lavagem na alma ver aquele clima denovo. Ainda mais com um bom sol e calor, como estava no domingo. Como não é verão, as pessoas lá pareciam ser residentes ou frequentadores assíduos, que conhecem bem o lugar e até as pessoas do local. Elas nos olhavam como se fôssemos estrageiros. Mas hoje em dia as motos não trazem boas impressões às pessoas que não conhecemos, então um olhar meio suspeito eu também percebia no ar. E como só o Marcus conhecia aquele lugar, nós outros três ficávamos olhando, capturando detalhes do lugar. Às vezes parecia que eu podia ouvir mentalmente um olhar de alguém dizendo "De onde serão esses caipiras??" Hehehehe...
Agora a dúvida era se ficávamos nessa praia, se procurávamos algum lugar para comer alguma coisa, se víamos algum lugar melhor pra deixar as motos (ali era passagem de muita gente). Mas o Marcus viu uma casa, e se lembrou de uma estrada que passva por trás das casas e comércio do outro lado do rio, e do local da casa da prima dele, e ficou curioso para procurar o tal lugar, ver se tinha alguém lá, etc.