20 de abril de 2004

Seguimos por ruas tortuosas atravessando a cidade de Mauá, passando até por uma estrada meio serrana na própria cidade, chamada estrada do Sapopemba. Saímos por outra estrada, também asfaltada, mas em mal estado de conservação, e cujo nome eu não lembro, que vai cortando sítios de produção de verduras (o cheiro das alfaces era forte! Ainda mais pela manhã!) , chegando a Suzano. De Suzano a Mogi das Cruzes, passamos por ruas e avenidas, sem notar a divisa entre uma cidade e outra. Paramos em uma rua, depois que o cabo da embreagem da Agrale do Marcus quebrou. Nenhuma grande surpresa, nem preocupação, porque eu tinha um cabo de embreagem reserva (que aprendi a importância de se ter depois de duas vezes ficar sem a embreagem por causa de cabo quebrado), e ele também tinha um cabo reserva. Ele disse que já estava de olho desde que pegou a moto, porque o cabo já tinha um fiozinho quebrado.

A fila indiana das motos em Suzano (ou Mogi, não sei... é uma conurbação!)
O Marcus escondido atrás da Agrale. Parece que a está ordenhando... Hehehe... Leite de Agrale para o café da manhã.
O Maurício sempre acompanhando os serviços de perto. Quem sabe um dia ele aprende alguma coisa... Hahaha!!!
Outro ângulo do nosso "São Nunca" no tempo do regime, fuçando... Aliás, uma boa demonstração do porquê do apelido de "Tatu"!!! Hehehehehe...
A DT é bem profissional: rivalidade apenas nas pistas.. Na hora H, ela topa dar uma mãozinha para sua arquirival Agrale... :)
Maurício conhecendo o porta ferramentas da Agrale. O Tatu (Marcus) disse nesse momento que o espaço para ferramentas da Agrale é grande. O Maurício completou, dizendo que o da DT é um cubículo.


Resolvido o caso do cabo, onde o Marcus quase ficou com uma chave minha (mania de mecânicos... Hehehe), seguimos em frente. Depois de rodarmos um tanto, paramos em uma padaria, não sei em qual das duas cidades, mas acho que em Mogi, para tomarmos um café.

A decisão de pararmos nessa padoca foi ali em frente, num farol vermelho. Nenhum "plano de vôo" estava estabelecido antes da chegada ao ponto... Parece que na base do improviso esse tipo de combinação fica mais certa... Hehehe.
Aqui as motocas enfileiradas.
A Agrale do Marcus: um brinco... Quem sabe ela ainda será minha um dia... :)
Nova pose para foto. Minha Agrale rodeada pelos "caras".. Hehehe.. O Maurício encontrou um momento propício para coçar o nariz...


Durante o cafezinho, uma observação interessante e verdadeira feita pelo Paulo: "Curioso como o simples pãozinho com manteiga da padaria fica muito mais saboroso do que quando a gente tenta fazer em casa..." Concordo!! Hehehe... E, mais uma vez, na base do improviso é que decidimos definitivamente se iríamos para Caraguá ou Barra do Una. Já estava decidido, mas agora era certeza.. hehehe.. Pegamos as motos e fomos seguindo pela longa avenida. Saída para a estrada Mogi - Bertioga à direita, seguindo um viaduto. A partir desse ponto, o caminho era novo, pelo menos para mim, que nunca tinha descido por essa estrada, e já planejava percorrê-la a tempos. Durante os kilômetros que seguimos em direção à estrada, vimos que na região parece ser comum o movimento nesse sentido naquele horário, umas 8h do domingo, num dia de sol. Havia carros e pickups com pranchas de surf no teto ou na caçamba, pessoal na faixa dos 20 e poucos, já com som alto, vidros abertos e óculos escuros. Entre uma curva e outra, vejo morros com subidas e descidas, cobertos por vegetação baixa. Lembra bem o visual da rodovia Ayrton Senna, depois de Jacareí. Mas a distância de Mogi ao começo da descida não é muito grande. Pouco antes, uma bela reta, com uma descida pouco acentuada, boa pra testar a esperteza de minha 27.5 . O Marcus, que vinha atrás de mim, já me fazia lembrar de sua existência fazendo o motor de sua 16.5 berrar por brincadeira, ameaçando me passar. Era um ronquinho estridente e bem saudável de um motorzinho de 125 cm3, mas muito valente. Tão valente que encara de frente sua rival direta, a DT 180, e não faz feio!! Na reta seguinte, uma nova baixada, e a curiosidade de ver minha 27.5 de 190 cm3 acelerando ao lado da grande Sahara, enquanto logo atrás um outro duelo estava proposto, entre uma 125 cm3 e uma 180 cm3. De repente, pelo espelho vejo o começo do duelo das duas pelo retrovisor, e começo a acelerar também. Elas já estavam chegando em mim, mas não me ultrapassaram. O Paulo também acelerou, mas acho que ele demorou mais para perceber. Nenhum de nós é piloto, e essa brincadeira não nos levou a mais do que 110 ou 120 km/h, e segundos depois já estávamos novamente nos nossos 80 km/h. Da mesma forma que o Paulo demorou para começar a acelerar, ele demorou para começar a frear, passando por mim a uns 110 km/h, enquanto eu já devia estar a uns 90 ou 80 km/h. Bom, o teste de motor na minha SXT estava feito, e das outras também. Inclusive depois o Paulo disse que a Sahara começou a balançar bastante lá pelos 110 km/h. Foi o momento em que ele passou por mim, e freou mais adiante.




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