Bom, pedaleiros, aqui estou eu denovo. Dessa vez, temos mais dois pontos de vista para a mesma pedalada. Um deles é do nosso conhecido Maurício Y. O outro é de um cara que nos acompanhou, mas, até onde sei, não participa do fórum qui do pedal. Ele se chama Edgar, e participa de um outro fórum, sobre as Yamahas RD 350, do qual participo também. Como postei o link sobre os tópicos das viagens (a Pirassunuga e Campos do Jordão) lá, ele soube que eu curto pedalar, e disse gostar também. Segundo ele, coincidiu a minha proposta de pedalada para Paranapiacaba com uma proposta que ele mesmo fez há pouco tempo a uns amigos dele. A diferença é que ele não costuma pedalar, então não sabia muito bem se conseguiria ou não, mas o importante é que ele tinha vontade de fazer. E galera, apesar de ele ter usado uma dessas bikes comuns, ele nos acompanhou, e até muito bem!!! Meus parabéns a ele, pela determinação!! Bom, o combinado era nos encontrarmos no Extra Anchieta entre 8:45h e 9:00h, para sairmos às 9:00h pela Via Anchieta, ir até o Riacho Grande, pegar a estrada que vai para a estrada velha, passar a entrada da Índio Tibiriçá, seguindo pela estrada velha de Santos, pegar uma estrada de terra que, além de dar acesso à casas e sítios, dá acesso a uma estrada de manutenção da Eletropaulo, que termina na estrada de asfalto que vem de Rio Grande da Serra, e termina em Paranapiacaba, na parte alta (como é chamada), que fica óbviamente mais alta que a parte baixa, com os trilhos da Fepasa ao meio, dividindo as duas partes da vila. Pelo meu ponto de vista, foi assim: Eu deixei meu despertador um pouco mais adiantado do que o horário real (uns 15 minutos), para evitar perder a hora, já que terminei os últimos ajustes na bike umas 2 horas da madrugada... Saí de casa mais ou menos 8:45 (segundo o meu relógio), já meio atrasado. Tinha que passar ainda numa bicicletaria para pegar uma daquelas cintas de plástico, para fixar melhor o conduite do freio traseiro ao quadro, porque no dia anterior que eu descobri que duas não eram suficientes, e com isso o conduite ficava batendo e fazendo barulho. Mas a bcicletaria ficava no caminho, então isso não ia me atrasar muito. Feito isso, cheguei ao Extra às 8:58h, segundo o relógio do meu velocímetro, que também está um pouquinho adiantado, mas esse apenas 7 minutos. Olhei o odômetro parcial, que eu tinha zerado em casa, e ele marcava uns 3,5 km mais ou menos. Zerei denovo, para ter uma marcação igual a do pessoal. Aliás, o Maurício Y e o Edgar já estavam lá, quando cheguei. Faltava o Luciano. Esperamos por ele até umas 9:10h (sempre que eu mencionar o horário, será o indicado pelo meu relógio, que estava 7 minutos adiantado), e nada do Luciano. Como eu tinha enfatizado a importância de se cumprir o horário de saída, resolvemos sair. Mas eu precisava calibrar meus pneus, e recomendei ao Edgar que fizesse o mesmo, para deixar os pneus mais cheios para o asfalto. Assim, já aproveitamos para esperar um pouquinho mais pelo Luciano, mas até as 9:20h ele ainda não tinha aparecido. Deixei meu celular no bolso, ligado no modo vibração. Assim, se ele chegasse, poderia me ligar, e esperaríamos por ele em algum ponto da Anchieta. Saímos do extra, subindo o acesso à Anchieta. Na Anchieta, tem um ponto de ônibus, onde passei para uma calçada que segue pela borda da Via por um trecho. Esse procedimento era recomendado por um amigo que costumava pedalar comigo pela Anchieta (e ele está nessa história..), por medida de segurança. No começo eu não gostava muito, mas depois me acostumei. O Edgar me seguiu, mas o Maurício preferiu ir pelo acostamento mesmo. Não há grandes problemas, mas não é muito bom confiar nos carros e caminhões na estrada, como foi narrado por um amigo nosso, naquele tópico sobre o falecimento de um colega de pedal, em Itu... Mas graças a Deus, não tivemos nenhum problema desse tipo. Bom, seguimos a Via, depois pelo acostamento mesmo, passamos pela fábrica da Volks, descemos um pouquinho de serra até Riacho Grande, atravessamos a represa e paramos em um posto perto da represa, pertinho da saída para a estrada que vai para a estrada velha de Santos. Não me lembro que horas eram, mas o meu odômetro parcial marcava 14 km e uns quebrados. Bebemos água. O Edgar disse que estava tranquilo. O Maurício disse que não sabia que a Anchieta era tão boa pra pedalar, e que pretendia voltar a pedalar por lá. Eu ia tirar algumas fotos, mas tinha umas pessoas meio estranhas por perto, e achei melhor deixar pra tirar mais pra frente. Ficamos uns 10 minutos parados lá. Até então, nada do Luciano ligar. Acho que era umas 9:50h. Àquela altura, achava que o Luciano não ligaria mais. Acho que deve ter perdido a hora. Continuamos pela estrada que vai para a estrada velha. Essa eu não me lembro o nome. Passamos em frente ao Estância Alto da Serra, que apresentei ao Maurício, pela entrada da Índio Tibiriçá, e entramos na estrada velha de Santos. O asfalto lá é novo. A primeira vez que fui para lá nesse século (hehe), o asfalto não era ruim, mas era velho, poroso. Então há uns 3 ou 4 anos, reformaram o asfalto da parte plana da estrada. Os motivos eu não sei, mas logo que fizeram isso, gravaram um comercial lá..... "será" que tem alguma coisa a ver?? .... O Edgar quase não falava. Não sei se ele estava se concentrando, ou se ele não é de falar muito.. hehehe. Eu também não sou, mas às vezes falo bastante.. hehehe. O Maurício gostou também da estrada velha. Cruzamos com alguns ciclistas, a grande maioria de speed. A Estrada Velha também entrou nos planos futuros do Maurício.. Hehehe. Pedalamos até um bar, que se chamava Bar Bem Estar, mas que hoje não tem nada escrito na fachada, mas é muito conhecido na região, e pelos trilheiros, como "Bar da Lú", que é uma moça que trabalha lá. Apesar de ter olhado, não me lembro quanto marcava meu odômetro parcial. Talvez o Edgar lembre (ele sempre me perguntava a kilometragem, nas paradas). Mas me lembro que eram 10:32h. Achei até que tínhamos chegado cedo àquele lugar. Falei para o Maurício que naquele rítimo, poderíamos chegar a Paranapiacaba até antes de meio-dia. Hum... Baixou uma neblina, e tirei as primeiras fotos. Também não ficamos muito. Acho que uns 15 minutos. Continuamos pela estrada, em velocidade moderada, e de ouvidos atentos a barulho de motos de trilha (que tinha algumas no bar da lu), porque os caras costumam andar pelo acostamento. Aliás, tinha um monte de carros com carretinha no bar, indicando que tinha uma certa quantidade de trilheiros pela região. Eu fiquei também atento à entrada da estrada de terra, que era do outro lado da pista, e com a neblina que estava, ficava difícil ver as referências da estrada, como vegetação, baixada e curvas da estrada velha, que eu conhecia. Em dado momento, vi a entrada, que tem uma placa grande amarela de aviso. Paramos bem em frente a ela, do lado oposto da estrada, e ouvimos com atenção se não vinha nenhum carro. Tudo calmo e silencioso... Alguém já jogou "Silent Hill", do Playstation?? Pois é, parecia aquilo... hehehehe... Atravessamos a pista, e entramos na estrada de terra. Já no começo deu pra ver que não seria tão fácil como eu imaginava. Tinha bastante lama, e bem escorregadia, porque naquele trecho tem um movimento maior de carros, já que essa estrada serve de acesso a sítios e casas de campo. Estávamos secos, e a idéia de levar lama na cara e nas costas não era nada agradável! Eu tentei manter o para-lama instalado, quando preparei a bike, em casa, mas infelizmente o dianteiro ficava raspando no pneu. Então eu estava sem para-lamas. E eles fizeram bastante falta! Tinha muito cascalho também, e era grosso! O Maurício comentou que o Luciano teria que voltar, se estivesse com a gente. Eu acho que daria para ele ir, mas iria sofrer bastante. Fomos andando, tirei mais algumas fotos, e fomos indo. Começou a chover, pra piorar um pouquinho, mas não paramos. Entramos na estrada de manutenção da Eletropaulo, e aí ficou um pouco mais difícil. Mais barro, com alguns atoleiros e buracos cavados por trilheiros de moto e jipe. Passamos por dois ou três caras de MTB. Cumprimentamo-os, mas não conversamos com eles, porque estavam no sentido oposto. A chuva era fina. Parava, depois voltava. Às vezes engrossava, depois afinava... não tinha regra alguma. O mesmo valia para a neblina, que hora vinha sozinha, hora com a chuva. Hora mais densa, hora mais rarefeita. Tinha umas retas planas, cortando vales, depois chegava a umas subidas bem inclinadas, e cheias de cascalho. Na primeira não foi possível subir pedalando, porque tinha muito cascalho e era bem inclinada, o que fazia-nos perder a tração. A descida logo a seguir também era bem inclinada. Se os freios não estivessem bons, era melhor descer da bike, porque senão não segurava!! Os meus não estavam tão bons quanto no asfalto, mas ainda seguravam. O Edgar e o Maurício preferiram descer com os pés no chão mesmo. Eu gosto de DownHill, mas não me dou muito bem com velocidade. Também gosto de trial, mas não sei puxar legal a bike para subir ou pular obstáculos. Então foi muito agradável descer aquela rampa, cheia de cascalho, bem na boa, e com técnica, deixando ela desenvolver um pouco de velocidade quando dava, e soltando de vez no final!! Uma mistura de trial leve com DownHill leve, no meio de um XC com lama!!! Hehehehe... Uma mistureba que agradou muito meu gosto!!! Então caía novamente num retão esburacado, e no final tinha outro morro com subida muito íngrime. Nessa ainda deu pra escolher um caminho e subir com um pouquinho de embalo, e pedalando pra valer!! Essas subidas eram curtas, apesar de muito íngrimes. Mas cansavam bastante. Depois vinha mais uma descida técnica! Um pouco mais adiante, o terreno já não era tão plano, nem a vegetação tão descampada. Já tinha uma quantidade maior de árvores, e quase sem retas. Tirei mais algumas fotos. Esperava pegar o Maurício e o Edgar "aparecendo" no meio da neblina, logo depois de uma descida íngrime, mas demorei para tirar a câmara da mochila, e não deu tempo. Como eu conhecia o caminho, sabia que não faltava muito para chegar ao asfalto da estrada que seguia para Paranapiacaba. Mas o Maurício estava declaradamente cansado de lama e cascalho. Depois da última subida forte, tem uma pequena reta entre árvores, num trechinho de floresta fechada! Eu acho muito legal o ambiente. O Maurício disse que parecia o cenário de "A bruxa de Blair"... Hehehe. Depois veio uma descida inclinada, mas não tanto. O Maurício estava um pouco à minha frente, e assim como ele, deixei a bike deslanchar um pouco. Logo percebi que ele estava passando apuros, por causa de uns cascalhos no final da descida, em curva. Já avisado, comecei a frear antes, mas também já tinha cascalho onde eu estava, o que não me deixou diminuir muito a velocidade, mas consegui escolher um caminho um pouco melhor. Parei e esperei o Edgar aparecer, para avisá-lo do perigo. Ele ouviu e veio por fora da curva, que era um caminho mais tranquilo. Continuamos, e mais algumas subidinhas e descidinhas leves, chegamos ao asfalto. Mais uma vez, o Edgar me perguntou a kilometragem. Eu disse a ele, mas não me lembro quanto foi. Mas me lembro que dava mais ou menos 14 km de estrada de terra. Estávamos os três ensopados, com lama e areia por toda roupa, e pela bike. Os câmbios já não trocavam direito as marchas, mas ainda funcionavam. A chuva continuava caindo aleatóriamente. O ruim dessa estrada é que o acostamento não era asfaltado, e ainda por cima estava cheio de mato. E com a neblina, tínhamos que ficar bem atentos ao som de carros, e bem pros cantos do asfalto. Eu propus andar pela contra-mão, para ficar mais fácil detectar a aproximação de carros, mas o Maurício achou melhor andar na mão normal. Às vezes eu andava contra, às vezes na mão mesmo. Quando alguém ouvia carro, gritava para quem estava na frente. Nesse trecho nossas distâncias aumentavam. O Maurício parecia estar bem forte ainda. Eu estava meio cansado. Conseguia ir longe ainda, desde que fosse devagar. O Edgar nos acopanhava nas descidas, e ficava mais pra trás nas subidas. Ele nos pediu para pararmos um pouco porque ele não estava aguentando de fome. Achamos um pedacinho de acostamento asfaltado, e ficamos lá uns 10 minutos. Acho que o Maurício estava com pressa, porque ele distanciava uns 100 metros na frente, quase sumindo na neblina (que já não era tão densa), e o Edgar distanciava uns 100 metros atrás. Esse trecho de asfalto eu não lembrava bem a distância, então não tinha tanta noção do quanto faltava. Para mim, parecia estar demorando para chegar. Depois do ponto da passagem de nivel, de onde sai uma estrada de terra para a parte baixa de Paranapiacaba, as subidas começam a superar as descidas. Isso é 5 km antes da chegada à parte alta. E esse trecho é bem sofrido! Eu também fiquei bem cansado, mas dava pra continuar numa boa. Só não conseguia correr, de jeito nenhum. O Edgar teve que parar e empurrar, numa subida meio puxada (uma das últimas). Eu subi em primeira. O Maurício, que estava bem pra frente, voltava um pouco, e subia denovo. Ele estava aparentemente bem forte ainda. Fizemos a última curva à esquerda, em subida, e chegamos ao estacionamento. Vi as vagas pintadas no chão, mas não via mais nada, porque a neblina estava densa denovo. Nenhum carro estacionado. Mas mais pra frente tinha alguns, perto do cemitério. Enfim chegamos!! Paramos em frente à Igreja, e tiramos as últimas fotos. O Edgar viu uma placa indicando "Bar da Zilda. PF - R$ 5,00. Feijoada - R$ ... " não lembro o preço. Mas o barr da Zilda não era ali. Era na parte baixa. Achamos que fosse uma placa de indicação. Então descemos a ladeira (e que ladeira). Eu, como sempre, quis descer montado na bike. Era paralelepípedo molhado, mas indo devagar não escorregava. O Edgar e o Maurício desceram desmontados. Meus freios estavam ruins. O traseiro estava baixo pra caramba! E olha que eu tinha deixado os dois freios bem altos!! O dianteiro também tinha baixado, mas pouco. E eu costumo usar igualmente os dois freios.... Talvez por eu ser destro o freio traseiro tenha gastado mais.. não sei. Mas eu procuro distribuir a força de frenagem por igual. Ah! Acho que sei por que! Na estrada de terra, quando as descidas são fortes e o terreno é muito instável ou escorregadio, como no cascalho e na lama, eu diminuo muito a força no freio dianteiro, e compenso no traseiro, para evitar derrapagem de frente, que é muito mais difícil de controlar... Deve ser isso. Continuando, atravessamos a passarela, que deve ser atravessada obrigatóriamente desmontado da bicicleta, e aproveitei pra mostrar pro Edgar (caso ele não soubesse, sei lá) o quanto a madeira molhada é escorregadia. Para que ele sempre tome muito cuidado, tanto com madeira molhada quanto com ferro molhado. Finalmente chegamos ao Bar da Zilda. Estava chovendo, e tinha um telhadinho com calha na frente do bar, onde ficam as mesas. Estava caindo uma quantidade de água muito propícia para tirar o grosso do barro e areia da bike, principalmente dos câmbios e freios. Aproveitamos pra fazer isso. Depois encostamos as bikes e pegamos uma mesa. Acho que eram 13:45h, mais ou menos. Chegamos atrasados. O Maurício conferiu a nossa média, que estava bem baixa. Ele falou mais eu não lembro bem. Acho que era uns 12 e poucos km/h. Eu pensava mais é na comida! hehehe. Mas a nossa média estava baixa por causa da estrada de terra, sem dúvida. Também, com tanto cascalho (e dos grandes!), lama e areia, e sob chuva... não olhei, mas acho que a velocidade mais comum era uns 11 km/h no plano, desviando de poças d'água... Na hora de pedir, a supresa: o garçon disse que não serviam mais PF. Eu estranhei, e disse pra ele que tinha uma placa em frente à Igreja, indicando que o PF custava R$5,00 no bar da Zilda. Ele estranhou e foi se informar. Voltou, e disse que tem 3 bares da Zilda em Paranapiacaba, do mesmo dono. Eu disse que era estranho, que eu já tinha comido PF lá mesmo umas 3 ou 4 vezes. Ele explicou que pararam de servir o PF a partir desse ano. Então fiquei na dúvida se ficava ou ia pra outro bar da Zilda, porque eu não estava contando em gastar mais, mesmo porque estava com o dinheiro meio que contado. Então o cara foi gente boa, e disse que ia bater um papo com alguém lá dentro, pra liberar 3 PFs pra nós, mas pediu para que eu não contasse aos outros fregueses. Eu disse que tudo bem. Eis que de repente.... Quem me aparece?? Um amigo meu, o tal que andava bastante comigo do Extra até o Riacho Grande, de domingo! E geralmente era assim de última hora.. hehehe. Foi ele que me vendeu a Specialized. O nome dele é Carlos. Eu tinha convidado ele na sexta à noite. Ele pensou um pouco mas não quis ir. Pelas variáveis que ele mais mencionava durante seu raciocínio, a distância total da pedalada parece ter sido o fator mais determinante na decisão dele.. Hehehehe. Fiquei muito surpreso com a aparição dele!! E não entendi nada, quando o vi com um blusão amarelo emborrachado (tipo uma capa de chuva, mas com forro interno bem confortável), e bermuda, seco... Hehehehe... Cumprimeitei-o, e perguntei o que ele fazia por lá. Ele disse que foi conferir. Não estava botando fé que iria até lá!! Hehehe. Disse que parou num barzinho e lanchonete, que tem na beira da estrada (onde fica a passagem de nível), e comeu uma coxinha, e trouxe a bike trial dele pra ficar brincando um pouco, mas não contava com a chuva. Ele puxou uma cadeira e ficou lá conversando com a gente. O cara é muito gente fina mesmo!! E ele está por dentro do que rola pela federação, a loja do Mazzaron, algumas coisas políticas, rede de distribuidores, lojas bem equipadas, etc, etc, etc, e o Maurício também manja disso, então os dois começaram a papear lá, enquanto eu e o Edgar só enchíamos a pança!! Hehehehe. Também não olhei quanto tempo demorou para terminarmos de almoçar, mas entre encostar as bikes e pegá-las novamente, devemos ter gasto mais ou menos 1:15h. Subimos a passarela denovo, subimos a ladeira até o estacionamento, acompanhando o Carlos até o carro, onde ele me mostrou a bike (uma Alfameq muito linda!), e pegamos a estrada de volta. O Carlos ainda passou por nós e tirou um sarro, dizendo "quer aproveitar o vácuo??" Hehehe.. O odômetro parcial marcava 46,46 km. Nós três já estávamos descansados. Meu joelho esquerdo estava doendo um pouco no começo! Achei que ele ia me dar trabalho! Mas um pouco depois, parou de doer. Falando nisso, eu preciso me informar sobre o assunto... Na viagem a Pirassununga, não senti praticamente nada nos joelhos. Já pra Campos eu senti um pouco. E dessa vez eu senti uma dorzinha parecida com a da volta de Campos, só que eu tinha andado muito menos.... Tenho que ficar de olho nisso! Hoje, domingo, também senti um pouco o joelho aqui em casa, uma hora que sentei e levantei.. Bom, então, começamos a volta. Claro que estava bem mais fácil, fisicamente. Tinha parado de chover, durante o almoço, mas na hora em que pegamos a estrada, começou denovo. E mais chuvinha, e parava, depois voltava, e assim ia. Subidas, descidas... Eu costumo puxar mais nas subidas e aliviar nas descidas. Vi que o Maurício parece fazer o contrário. O Edgar distanciava nas subidas, e aproximava nas descidas. Em um momento, no Rio Grande da Serra, ele ficou bem pra trás. Acho que eu e o Maurício estávamos puxando além da conta. Então eu reduzi, e fui na manha, pra esperar o Edgar. Afinal, estamos juntos, e não é bom distanciar muito, porque se acontece alguma coisa com quem está atrás, quem está na frente não fica sabendo, ou demora pra saber.. Aí pode perder um tempo precioso caso seja necessária uma ajuda. Vendo que eu diminuí, o Maurício também diminuiu a velocidade. O Edgar nos alcançou, e como eu imaginei que ele tivesse se esforçado um pouco pra nos alcançar, achei melhor não voltar a puxar, para que ele pudesse descansar um pouco. Ah! Esqueci de dizer: eu pretendia voltar pelo mesmo caminho da ida, mas o Maurício e o Edgar acharam melhor voltar pelo asfalto, seguindo a estrada por Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá e Santo André. E foi o que fizemos. Em um trecho ainda fora da área urbana, o acostamento era muito ruim, e tinha um grande degrau entre a pista e o acostamento, o que dificultava muito entrar e sair da pista, para sair da frente dos carros e principalmente dos ônibus. Teve um momento em que eu estava andando sobre a faixa da beira da pista, e um ônibus passou a uns 2 palmos do meu guidão!! O Maurício estava uns 50 metros à minha frente, e o ônibus abriu um pouco, passando uns 80 cm dele. Acho que ao me passar, tinha carro na pista do outro sentido, e por isso o ônibus não abriu. Antes disso eu já tinha provado o perigo de passar do acostamento para a pista, e vice-versa, por causa do degrau. Num momento, fui passar do acostamento para a pista, e apesar de ter entrado num ângulo razoável, o pneu traseiro escorregou. Por sorte, eu estava numa posição tal que consegui controlar com facilidade, sem tirar os pés dos pedais (um pouco de prática de trilhas também). O Edgar estava logo atrás de mim e viu. Quase chegando à Índio Tibiriçá, o qual essa estrada que estávamos passa por baixo, tinha uma boa descida, que deu pra pegar uma boa velocidade. Assim que passei por baixo do alto viaduto, olhei para trás e não vi nem o Maurício nem o Edgar. Achei estranho porque eu não pedalei nessa descida. Eles poderiam ter me alcançado facilmente. Parei, esperei um pouco, e nada. Comecei a voltar, e eles apareceram. Só depois é que fiquei sabendo que o Maurício tinha caído ao passar do acostamento para a pista. E bem num lugar em que eu também tinha passado para a pista, porque no acostamento tinha uma baita cratera. Só que eu saí num ponto um pouquinho antes do ponto que o Maurício tentou sair. Além disso, o Maurício estava de sapatilha. Por causa disso ele levou mais um ou dois tombos leves na estrada de terra, durante a ida. Acho que ele é quem sabe melhor pra dizer, mas eu acredito que nesse tipo de pedalada, é melhor não usar clip. Continuando, atravessamos Ribeirão Pires, depois Mauá, fazendo mais uma paradinha, num ponto de ônibus, para o Edgar e o Maurício comerem (mais uns 10 minutinhos), continuamos, chegamos à Av. Perimetral, no centro de Santo André, e no fim dela, paramos, porque eu ia seguir um caminho diferente, para a minha casa. Me despedi deles, olhamos o odômetro, que marcava acho que uns 78 km, e segui pela Av. Portugal, enquanto eles seguiram pela Av. Dom Pedro II. No alto da Portugal, peguei uma rua plana, desci a Américo Brasiliense, atravessei o rio que divide Santo André e São Bernardo do Campo, e peguei a Av. Lauro Gomes, que vai quase até em casa, acompanhando o rio. Uma avenida plana, e de muito bom asfalto. Aí foi só sair dela, pegar a Av. Dr. Rudge Ramos, e entrar na rua de casa. Passei pra falar com um amigo, vizinho meu. Não vi a hora que cheguei, mas fiquei uns 20 minutos, e saí de lá às 17:57h. No portão de casa, o odômetro marcava 86,32km. Puxa! Pelo desgaste, parecia que eu tinha rodado um pouquinho mais de 100 km!!! Realmente os pneus de cravo seguram mais a bike! Quando a gente passa de cravo pra slick, não sentimos quase diferença, mas quando passamos de slick para cravo... a diferença é grande!! hehe. O Maurício também comentou isso. E além disso, a terra com cascalho, e areia molhada seguram bastante, aumentando o desgaste. Dados: Saída: 9:20h - Extra Anchieta ------- odo: zero ------~9:50h - Riacho Grande -------- oddo: ~ 14,?? km ------10:32h - Bar da Lu ------------ oddo: ???? ------13:45h - Bar da Zilda --------- oddo: 45,?? km -----~18:00h - em casa -------------- oddo: 86,32 km Dados do velocímetro: Odômetro parcial: 86,32 km Odômetro total: 2216 km Tempo de percurso: 5:09:47 h Veloc. média: 16,7 km/h veloc. máxima: 53 km/h Pretendo marcar outra pedalada interessante logo mais... Alguma idéia? Abraço a todos!! Alexandre