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MARKETING AMBIENTAL
No início dos anos 70, havia uma crença generalizada de que a ideologia
ambientalista era uma inimiga do desenvolvimento econômico. “A poluição é o
preço do progresso”, diziam em reuniões de grandes empresas multinacionais.
Vinte anos depois, na cúpula do Rio, em 1992, uma pauta de compromissos
ambientais foi formalizada na Agenda 21, em favor de um ambiente saudável e um
desenvolvimento sustentável em harmonia com o futuro.
No final da década de 90, a gestão ambiental tornou-se uma importante
ferramenta de modernização e de competitividade para as indústrias brasileiras e
internacionais, uma vez que a legislação ambiental era cada vez mais exigente.
As empresas, de maneira geral, começaram a se preocupar com o meio ambiente,
forçadas por uma regulamentação ambiental que as obrigaram a tomar medidas de
controle da poluição geradas pelos processos de produção.
Segundo Kotler (1998), o marketing consiste na atividade humana dirigida
para a satisfação das necessidades e dos desejos dos clientes, por meio dos
processos de troca. O desafio dos administradores de marketing consiste em
entender o consumidor e conhecer suas expectativas.
A crescente preocupação das empresas em satisfazer seus clientes direciona
o foco das suas estratégias competitivas para o ambiente onde ela está inserida,
desta forma o marketing ambiental vem ganhando, cada vez mais, espaço no
mercado, sendo discutido, analisado e incorporado pelas instituições.
O marketing ambiental objetiva desenvolver produtos que equilibrem as
necessidades dos consumidores, que tenham preços viáveis e que provoquem um
impacto mínimo no ambiente. Para tanto, a empresa tem de conhecer o ciclo de
vida de um produto integralmente, isto é, sua criação, passando pelo
planejamento, produção, distribuição, consumo, até o seu descarte.
Segundo Roberto Conti (2000) “o respeito pela natureza começa pela
fábrica, passa pelos escritórios e vai além dos limites externos da empresa”.
Essa afirmação é um alerta à necessidade de conscientização dos consumidores
para que exerçam o poder de compra de forma responsável. As empresas devem
preparar campanhas de divulgação das vantagens dos produtos ecologicamente
corretos, informando o ciclo de vida dos produtos, apresentação do processo
produtivo segundo os impactos que provocam ao ambiente, aos recursos naturais e
ao ser humano. Assim, o consumidor consciente saberá usar as próprias leis do
mercado no sentido de que, ao mudar seus padrões de consumo, determina mudanças
em todo o ciclo produtivo, somando a qualidade ambiental à qualidade do produto.
Certamente, a questão ambiental nunca foi tão debatida como hoje. A
sociedade tem oportunidade de inteirar-se de forma mais clara dos problemas
ambientais e das possibilidades de sua solução. A mídia tem desempenhado um
papel importante para este esclarecimento. O setor produtivo tem procurado
se adaptar à moderna realidade mundial de recursos naturais limitados, adotando
estratégias do chamado "desenvolvimento sustentável". As empresas têm se
preocupado em produzir o menor impacto possível sobre o meio ambiente, adotando
meios de produção "ecologicamente corretos". O consumidor está mais atento às
características dos produtos que consome. No entanto, esse produto ainda não é
economicamente viável para toda a população.
Os produtos ecologicamente corretos ainda são muito caros para a maioria
da população, o que os tornam pouco competitivos e acessíveis.
Com a série de problemas que o nosso planeta vem enfrentando (efeito
estufa, desmatamento, poluição de rios, buraco na camada de ozônio e outros), é
preciso que haja a conscientização das empresas e de toda a sociedade para
preservar e oferecer um ambiente limpo e com melhor qualidade de vida para as
futuras gerações.
Fonte. PERFEITO, Lúcio (GEÓGRAFO). MARKETING
AMBIENTAL (Ensaio).
Grupo de discussão da AGBDF- Associação dos Geógrafos
Brasileiros, Seção Distrito Federal, DF.
Original Message From:
[email protected] To:
[email protected] .Sent: Sunday, April 18, 2004 10:29 PM.
Subject: [AGBDF].
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