O Segredo - parte 2
O vampiro voltou a seu castelo. Sabrina, uma de seus conselheiros, foi ao seu encontro. Ela j� sabia o que havia acontecido na mans�o, mas ainda queria entender porque ele n�o havia destru�do as garotas. Sua resposta foi apenas: �N�o era necess�rio�. Sabrina ficou indignada com a resposta. Ela sabia que embora tivessem sa�do da casa e estavam mais vulner�veis, deix�-las viver havia sido um erro muito grande. �Espero que saiba o destino que lhe aguarda�, ela disse por fim. �Eu mudo meu pr�prio destino�, ele disse desafiando-a. Algo havia acontecido. Ela podia sentir, mas o que tinha mudado? Era algo que ela n�o conseguia prever. Foi consultar sua bola de cristal, mas sua vis�o n�o funcionava. Isso era alarmante.
Enquanto caminhavam pelo bosque, um sil�ncio tomou conta do lugar. Aos poucos, sons de �gua...de um rio, se tornaram mais altos. �� na dire��o do rio que n�s estamos indo�, disse o rapaz. �Estou cansada� falou a pequena. O rapaz olhou com pena e disse que faltava pouco. A jovem falou ent�o: �Voc� me parece familiar�.
-�Familiar?� Ele se virou para ela e sorriu. �Pelo que sei voc� chegou a desobedecer a ordem de seus pais.�
-�Do que est� falando?�
-�Voc� deixou sua casa algumas vezes.�
-�Como sabe? Bem, eu caminhava em torno da casa, n�o chegava a sair totalmente.�
-��, eu sei. Eu a vigiava.�
-�Era voc� ent�o? Afinal, quem � voc�? Meus pais devem t�-lo visto. Eu me lembro que eles foram uma vez na sua dire��o.�
-�� melhor n�o falar...melhor n�o falarmos deles agora.� Ele disse com pesar...
Pr�ximo ao rio havia uma pequena casa. A impress�o que dava era de que um peda�o do tronco de uma �rvore larga havia se tornado o lar de algu�m. Uma senhora saiu ao seu encontro e abra�ando a todos, ela os convidou para que entrassem. O rapaz pediu para que a verdade fosse contada o mais breve poss�vel. Eram necess�rios preparativos pois a luta iria se tornar algo inevit�vel.
-�Tudo a seu tempo�, respondeu a senhora.
-�Mas eu quero saber, quanto antes melhor�, disse a jovem.
Fingindo ignor�-la, a senhora desviou a aten��o para a pequena garota.
-�Esta � a Raquel, ent�o? Est� com sono, n�o querida? V� descansar um pouco. O Conde te far� companhia.� De repente, o cansa�o se tornou maior e a pobre menina mal se aguentava em p�. Um gato persa apareceu na sala e guiou a menina at� um quarto.
-�Desculpe-me mas quem � o Conde?� Perguntou a jovem.
-�Meu gato�, sorriu a senhora. �Pois bem, seus pais lhe prometeram contar a verdade quando tivesse idade suficiente. Eles se prepararam anos para isso e, sinto muito que eles n�o estejam mais aqui.�
-�Aquele vampiro os matou!� Gritou o rapaz.
-�Erik, querido. N�o podemos acus�-lo. Afinal foi ele quem nos avisou do acidente.�
-�Sim, para poder ir ao encontro delas e mat�-las tamb�m.�
-�O destino e sua coragem fez com que elas estivessem aqui conosco agora.�
-�Posso v�-los?�
-�Desculpe querida, algu�m j� foi ver e duvido muito que tenha sobrado algo...suas cinzas devem ter sido espalhadas pelo vento�, respondeu a senhora com l�grimas no rosto. N�s cuidaremos de voc�s agora. Sei que tem muitas perguntas e que sempre teve curiosidade de nos conhecer.�
-�A voc�s?!�
-�Sim, seu av� est� por chegar. Eu sou sua av�. E Erik �...�
-�Sou o filho adotivo de seus av�s. Eles cuidaram de mim a vida toda.�
Uma mistura de alegria e tristeza tomou conta da jovem. Ela podia ver a semelhan�a entre sua m�e e aquela senhora. As duas se abra�aram por um longo tempo, por fim, ela se virou para o rapaz e disse:
-�Obrigada por me trazer aqui, Erik. Muito obrigada por ter nos ajudado.�
O agradecimento tomou Erik de surpresa. Meio encabulado, resolveu dar uma olhada pela janela. Seu palpite estava certo, algu�m mais chegara.
-Voc� j� chegou rapaz? Ent�o, elas j� est�o aqui?
-Sim, Diana est� na sala.
-Ainda fico surpresa por saberem tanto sobre mim e eu t�o pouco de voc�s.
-Minha querida, este � seu av�.
-H� muitos anos, esperava por esse encontro minha jovem, eu sinto muito que tenha sido nessas circunst�ncias.
Av� e neta se abra�aram.
Alguns fatos foram revelados, grande parte sobre a vida que as meninas haviam tido, como era o vilarejo, enquanto todos estavam sentados na sala. � men��o de p�es ch�s para continuarem a conversa fez com que a jovem curiosamente percebesse que sentia fome. Ap�s o lanche, a av� disse a todos que naquela noite, n�o seriam mais discutidos os planos futuros. Aquela noite seria apenas de pesar pelo acidente. Todos respeitaram a decis�o e tentaram dormir.
Voltar
Hosted by www.Geocities.ws

1