O segredo
1� parte
Em uma mans�o, pr�xima � um bosque, moravam uma fam�lia muito feliz. A filha mais velha, ajudava a manter a casa e cuidar da pequena irm�. Os pais passavam a maior parte do tempo fora, cuidando do rebanho, das planta��es. Eles n�o tinham muito e, eles realmente n�o precisavam de tanto. A casa havia sido heran�a e eles n�o conheciam ningu�m mais. � certo de que havia um vilarejo por perto, mas era preciso atravessar o bosque e eles n�o faziam isso, pelo menos n�o as filhas. Ainda assim, a maior havia tido uma boa educa��o por parte dos pais e, eles tinham uma pequena biblioteca na casa.
Uma certa vez, os pais sa�ram como de costume, mas n�o voltaram. J� �a entardecer e nada deles aparecerem. O c�u come�ou a escurescer rapidamente pelas nuvens que se aglomeravam. Um temporal fora do comum teve in�cio. As luzes de velas dentro da casa, n�o eram suficientes para iluminar e, as duas se abra�aram na sala e sentiram medo. A mais velha, sabia que seus pais dificilmente iriam voltar. Ela sabia que algo havia acontecido. Seus pais lhe contaram certa vez que eles guardavam um segredo e, que a �nica coisa que ela precisava se preocupar at� ter a idade suficiente para saber a verdade, era continuar em casa. Ela jamais poderia abandonar a sua irm� e jamais atravessar o bosque.
Muitas vezes a curiosidade a tentou e, ela chegou at� a caminhar alguns metros dentro dele. Numa ocasi�o, ela teve a impress�o de ter visto uma imagem ao longe, vigiando seus passos. N�o tinha forma de um animal, apenas estava l�. Ela n�o pretendia desobedecer seus pais e, portanto, n�o passava muito tempo fora.
A sua maior tristeza era justamente ficar sozinha. O dia seguinte seria seu anivers�rio e ela cumpriria 21 anos, idade na qual seus pais haviam prometido contar toda a verdade. O que seria da vida das duas garotas agora? Elas iriam continuar na mesma vida de sempre? Ela sabia que poderia continuar assim sem problemas, mas ela sabia tamb�m que algo mais deveria ser descoberto e, a id�ia de atravessar o bosque, lhe vinha sempre a cabe�a.
N�o demorou muito e elas ouviram sons estranhos na porta. Uma curta batida ressoou na porta principal, a pequena correu para l� e, sem pensar duas vezes, abriu. Certa de que eram seus pais, um vulto voou sobre sua cabe�a e entrou pela casa. Quando a maior chegou, ela p�de apenas ver o pequeno vulto semelhante a um morcego, se transformar em um homem alto de longos cabelos escuros e olhos sem vida. Repentinamente, a porta se trancou, assim como as janelas. A maior, correu para alcan�ar sua irm�, mas foi segurada por aquele homem. Ela p�de apenas ver seus caninos salientes enquanto ele ria. Assustada, ela conseguiu se soltar e juntas, as duas come�aram a correr pela casa procurando algum meio de poder escapar dali. A risada era cada vez mais alta e o homem se divertia ao saber que elas de forma alguma iriam escapar. �s vezes, ele desaparecia para instantes depois, reaparecer na frente delas, provocando gritos.
Elas seguiram por outros quartos, correndo em busca de sa�da e, elas entraram numa pequena capela. Aquele homem teve um acesso de raiva pois, n�o conseguia entrar ali. O medo come�ou a se tornar pavor para a maior. A id�ia de ter um estranho na casa j� era assustadora o bastante para ver que ele n�o conseguia entrar em lugares sagrados. Ela se lembrou dos livros que havia lido quando pequena, sobre vampiros. Ele era um deles. Ela n�o se lembrava de como ela podia combat�-lo. A �nica coisa que ela queria era salvar a garotinha de 10 anos com ela que tremia de medo.
De repente, um barulho na janela de vitral fez com que elas pulassem de susto. O vitral se espatifou no ch�o. Um rapaz olhava do outro lado. De alguma forma, ele pareceu familiar. Ele as chamou e disse que a �nica sa�da era segui-lo e r�pido. Sem saber se podiam confiar, a maior resolveu arriscar e as duas pularam a janela. Ele as guiou rapidamente para o bosque e, isso fez com que ela parasse abruptamente. O aviso de seus pais...
O rapaz ficou intrigado pela mudan�a de comportamento e perguntou o que estava acontecendo. Antes que ela pudesse responder, o outro homem chegou, segurando a garotinha. Sem saber qual for�a a motivou, a garota, simplesmente se encheu de energia, de raiva e investiu contra o vampiro. O rapaz tentou segur�-la, mas foi em v�o. Ela conseguiu alcan��-lo antes que ele se transformasse e sa�sse voando. Recuperando a garotinha e cheia de coragem, ela disse: Voc� ter� de me matar primeiro para colocar suas m�os nela novamente. E, junto ao rapaz, sa�ram correndo entre o bosque.
O vampiro sorriu e disse a si mesmo que talvez a tarefa iria se tornar um pouco mais dif�cil e ele desistiu de segu�-los naquela noite. Ele sabia que outros inimigos estariam no caminho e, que o mais importante ele j� havia conseguido...ele havia feito com que elas sa�ssem da mans�o.
Durante a corrida, a garota perguntou ao rapaz se ele n�o sabia meios de acabar com vampiros. Ele ficou espantado em saber que ela j� tinha ouvido falar desses seres e, disse ainda que sim, sabia como derrot�-los. Ela parou e perguntou porque ele n�o havia feito nada. Assim, elas nem precisariam ter sa�do da casa. O rapaz ficou um pouco envergonhado e, por fim, disse que os vampiros comuns, ele podia tomar conta, mas ele n�o tinha o poder suficiente para destruir o pr�ncipe deles. A garota perguntou ent�o, quem ele era e que gostaria de saber tudo o que ele sabia e, o principal, porque ele estava l� naquela hora.
-�Eu sou seu guardi�o!�
- �Voc� � o que?�, ela perguntou.
-�Assim como � seu dever tomar conta dessa garotinha, � meu dever cuidar de voc�. Talvez eu n�o seja a melhor pessoa para lhe contar tudo. Seus pais, tiveram um acidente e, vou lev�-las a algu�m que pode ajudar. L�, voc�s estar�o a salvo.�
No fundo, junto � paisagem sombria, uma risada sinistra ecoava...
In�cio
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