| Amor Platônico | ||||||||||||||||||||||||||
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| Nunca entendi muito bem o que isso quer dizer. Em primeiro lugar, jamais li algo de Platão que se relacionasse a qualquer sentimento de amor correspondido ou impossível. Talvez precise procurar mais a respeito. De qualquer forma, todo mundo relaciona o termo platônico quando envolve um sentimento que foge da imaginação. Uma amiga, que é extremamente tímida, me contou essa história e acho que se encaixa bem nesse tipo. Ela me disse que durante o colegial, ela paquerava um rapaz que havia conhecido apenas há 1 dia atrás. Primeira semana de aula e todos os alunos ficavam ansiosos com os novos rostos. Eu era aquelas em que me preocupava mais em arrumar minha mochila e contar com a sorte para que pelo menos um dos meus amigos continuasse na mesma sala. Mas, essa história não é sobre mim. Ela se sentou no fundo da sala, de forma que ela pudesse ver o tal rapaz. Depois de um certo tempo de aula, um outro rapaz que estava sentado a duas cadeiras na sua frente, se levantou e parou bem ao seu lado. Nessa hora, ela estava tentando prestar atenção no professor mas ela não conseguia enxergar com aquele garoto na sua frente. Foi então que ela ergueu os olhos e o viu. Na verdade, ele não tinha parado ali, é que nessas horas a teoria da relatividade se aplica muito bem, pequenos momentos parecem durar uma eternidade. Ele saiu e ela ficou tentando se lembrar onde havia visto aquele rosto. O tempo passou e o rapaz voltou. Ao invés de prestar atenção na aula, ela começou a procurar brechas pra ver se conseguia reparar um pouco melhor no rosto. Ela queria de qualquer forma lembrar. Foi então que ele se virou pra trás e perguntou ao outro rapaz que estava entre eles. Nem preciso dizer que ela nem ouvia, e foi uma chance enorme pra ela olhar bem. E é lógico que o tal cara reparou nisso pois antes de se virar novamente, ele sorriu. Isso bastou para que ela se lembrasse. Ele era a cara do ator favorito dela. Nascia ali um princípio de paixão à primeira vista e, é claro, um amor platônico. Digo isso porque ela ficou nessa por 1 ano. E, ouvi-la falar dele e da semelhança começava a cansar. Todos a encorajavam a falar com ele. Imagina, na mesma sala e sem ao menos falar um oi. Tudo bem que no começo ele tinha namorada mas, ele terminou uns meses depois. Tentávamos levá-la aos bailes para ver se criava alguma oportunidade. Pensamos até em apresentá-lo para ela. Mas, tenho que admitir que ele era realmente muito bonito e qualquer garota diria o mesmo. Falar com ele era uma tarefa muito difícil. Imagina, o cara era idêntico ao Dr. Kovac. Basicamente o que aconteceu depois porque sim, esta história continua foi que no último dia de aula, ou seja, na prova final, os dois entregaram a prova ao mesmo tempo. Ela resolveu ir pra portaria esperar o pessoal sair. Nisso, entretida nos seus pensamentos, ele passou por ela e dessa vez, realmente parou ao seu lado. E acho graça de lembrar que ela mesma dizia a si mesmo para levantar a cabeça. E foi o que ela fez. Ele sorriu e cumprimentou. Nossa, a garota foi para as nuvens com isso. Ele seguiu em frente, parou e perguntou se eles não estavam na mesma sala. Ela disse que sim. Então, ele foi se aproximando, cada vez mais perto perguntando da prova. Aquilo começou a incomodá-la porque ele estava realmente muito perto. E, ela não pode conter e ficou extremamente vermelha. Mas, a conversa foi seguindo tranqüilamente e ela começou a se sentir segura. Com mais confiança, eles mudaram para outros assuntos e acho que ele não esperava uma reação tão espontânea por parte dela e foi a vez dele de ficar vermelho. Nessa parte da história, ela suspirava e me dizia coisas do tipo: “Que lindo!” Mas, as pessoas começaram a sair. Um amigo dele apareceu e como eles voltavam sempre juntos, o rapaz se despediu mas, dizendo que na semana seguinte, quando saíssem as notas, eles iriam se encontrar novamente, torcendo para que tanto um como o outro tivessem passado de ano. |
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