Passado? parte 2
Sons no s�t�o desviaram a minha aten��o. Mesmo sem estar l�, consegui ver toda a cena com muita clareza. A garotinha havia aberto uma janela de l� e havia tentado segurar um dos canos (que escoam a chuva) que passavam pela casa. Ela se apoiou nele mas, o seu peso era demais. O cano n�o resistiu e despencou junto com ela. O choque foi t�o grande para mim e eu mal pude entender. A cena da persegui��o voltou. Meu marido no caso, n�o havia suportado descobrir a morte da menina e me culpava por isso.
Quando tudo ficou claro, aquela senhora apareceu novamente. Ela era a governanta. Olhando para mim ela simplesmente disse: �Chegou a hora de voc� mudar tudo.� Subi correndo as escadas do s�t�o e usei t�buas para fechar a janela. Desci para checar se tudo estava pronto na cozinha. Ouvi a porta da frente sendo aberta. Ele havia chegado. De repente, ouvi t�buas caindo no ch�o e o barulho de uma janela se abrindo. Comecei a chorar enquanto subia para checar. Eu havia prendido t�o bem, n�o podia ser. Quando cheguei l�, a minha filha estava se debru�ando pela janela. Chamei e corri para poder alcan��-la. N�o deu tempo. Ela j� estava se apoiando no cano. Minhas m�os n�o foram r�pidas e nem fortes o suficiente para segur�-la. Ouvi os passos e a voz de baixo. N�o iria permitir. N�o outra vez. Me joguei e acho at� que consegui t�-la nos meus bra�os antes da queda. Se ao menos pudesse amortecer o impacto... Acordei desesperada e chorando muito. Nunca havia sentido tanta dor e ang�stia. Muito tempo se passou at� que eu pudesse me recompor. Chorava ainda quando contei tudo � minha irm�. Ela acreditou em mim. Disse que de alguma forma eu havia tido uma regress�o porque era muito vis�vel que todo o sonho havia tido muito impacto sobre mim. Eu me lembro de cada detalhe daquela casa e tenho calafrios s� de imaginar que um dia eu possa v�-la realmente.
Di�rio de sonhos
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