Karpet, o Bearded Collie (parte 1)
1- Parecia ser uma manh� como qualquer outra, mas foi o dia em que meus irm�os e eu nascemos. Eu podia sentir o calor do sol e uma leve brisa no ar.
2- Meus irm�os passavam a maior parte do tempo brigando entre eles. Assim que comecei a enxergar e correr bem, procurava sempre por coisas novas. N�s mor�vamos num pequeno jardim nos fundos de uma casa. Um port�o de madeira a separava da rua e era ali t�o perto do barulho dos carros e das pessoas que eu gostava de ficar. Minha m�e estava sempre chamando a minha aten��o. Ela dizia que ali era perigoso. Bom, para mim n�o era.
3- Numa noite, alguns homens entraram na casa e nos colocaram em um grande saco. Tentei reagir, mas eles eram mais fortes do que eu. Eles nos levaram para um outro lugar. Sempre que eu podia, eu rosnava para eles e, por isso, eles acabaram levando um a um aos meus irm�os. Eles achavam que eu era um bom c�o de guarda.
4- Pel primeira vez me senti sozinho, com frio e fome. Eu precisava sair dali. N�o sabia que fim meus irm�os haviam tido mas, estava na hora de tomar conta da minha vida. V�rias vezes eu tentei fugir. Eu jamais iria desistir. Aproveitei um dia em que tudo estava calmo e arrombei a porta. Corri o mais r�pido que pude.
5- O come�o foi �timo. Livre, podia ir para onde eu quisesse. Por�m, a fome e o cansa�o foram tomando conta de mim. Encostado num canto, vi um c�o preto enorme passar por mim. Ele comandava outros c�es. Vi quando eles conseguiram comida atr�s de um restuarante. Me aproximei e perguntei se podia seguir com eles. Eles riram, mas o l�der deles, um doberman chamado Noite me disse que se eu passasse num teste, poderia fazer parte do grupo.
6- Aceitei prontamente. Num beco, � luz da lua, eu precisava farejar comida, trazer para o grupo e uivar. Eu ainda era um filhote e fazer tudo isso era quase imposs�vel. Eles sabiam disso. Tentei o m�ximo e, finalmente farejei um peda�o de queijo. Levei para o grupo e, tentei uivar de todas as maneiras. N�o consegui. Eles riram muito. Eu achava que era hora de sair dali, mas o l�der me chamou, disse que eu tinha fibra e que poderia seguir com eles.
7- Aprendi como os vira-latas devem viver e, fui crescendo forte. Ganhava quase todas as brigas e comecei a me sentir bastante valente. Mas, numa tarde, enquanto discut�amos os pr�ximos planos, a carrocinha apareceu. Um a um eles foram capturados. O Noite gritou para que eu fugisse e, tentasse arrumar uma casa. Ele me disse uma vez que havia sido abandonado, mas que nada se comparava a ter uma fam�lia e um lar.
8- Foi a segunda vez que me senti sozinho. Os outros c�es me seguiam, pegando tudo o que eu encontrava. Continuei assim at� que um homem me levou para sua casa. Ele achava que eu era de ra�a e que valia alguma coisa. Ele me deu para um pedreiro, como troca de algo.
9- Passei a morar numa constru��o. A casa estava ficando bonita e eu podia entrar e sair a hora que eu quisesse. Enquanto estava dormindo, a dona da casa apareceu. Ela concordou que eu permanecesse ali. Naquele final de semana, o resto da fam�lia apareceu: o marido e duas meninas. Elas achavam que eu era f�mea e faziam trancinhas com o meu p�lo. Que inc�modo!
Karpet
In�cio
Karpet (parte 2)
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