| Operação cupido | |||||||||||||||||||||||||||||
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| Rosemary havia acabado de se levantar.Fazia um lindo dia naquela primavera medieval em sua simples aldeia encantada no sul da Itália.Sim, eu disse encantada.Com direito a fadas madrinhas, dragões, príncipes bonitões e donzelas suspirantes. Na verdade, Rosemary, ou tia Rosy, para os mais íntimos, era a casamenteira da região.Alguns diziam que ela e Santo Antônio eram parentes por parte de pai, enquanto outros simplesmente acreditavam que ela era apenas boa demais no que fazia.Afinal, o seu currículo era de dar inveja: ela havia apresentado o príncipe a Bela Adormecida quando os dois ainda eram pequenos, havia juntado sapinhos encantados, fadinhas e fadinhos, havia arrumado um marido para a Chapeuzinho Vermelho, e também um velho sádico para a madrasta da Cinderela. Mas naquela manhã a boa senhora, que garantia um final feliz para todos, recebia sua nova cliente: a princesa Milena, que possuía expressivos olhos negros e longas madeixas loiras, que estava acompanhada com sua mãe, a rainha Elisa II. Acontece que a princesa, que tinha acabado de completar dezenove anos, queria desesperadamente um marido que realmente lhe interessasse.Mas o grande problema era seu gênio mimado e sua incrível capacidade de ser esnobe, o que inclusive foi fácil para Rosy descobrir nos primeiros cinco minutos de conversa: -Mãe, o que estamos fazendo nesse buraco no fim do mundo?!Você me disse que iríamos visitar uma casamenteira, e não fazer caridades. -Minha filha, seja mais educada, pois na verdade estamos, sim, na casa da mais famosa casamenteira da Itália!Faça o favor de se comportar, pois não vejo a hora de arranjar-lhe um marido bom para e me ver logo livre de você nesses momentos de criancice!Bata logo na porta. Ao em vez de doces batidas em sua porta, Rosy ouviu estrondos tão fortes que pensou que fossem arrebentar sua casa. -Bom dia, doce princesa! -Oi, serva, quero dizer, Rosemary.-disse, secamente. -Ouvi dizer que procuras um marido. -Sim, procuro.E já tenho aqui o perfil que quero. -É, dona Rosy...não há o que lhe faça tirar esse bendito perfil da cabeça!Ninguém é perfeito como meu bebê...e ela não entende isso!-disse por fim a rainha. Após se engasgar com o chá que estava tomando, Rosy disse: -Bom, veremos o que posso fazer! E então Milena desenrolou um longo pergaminho de seu decote e começou a ler: -O meu príncipe deve ter exatamente um metro e noventa e dois centímetros, deve ser loiro dos olhos azuis, ser simpático, educado, rico, lindo e modesto, assim como eu! Pobre Rosy...ela teve que se esforçar muito para não rir na frente das duas senhoras nobres (e pobres de espírito). -Bom, farei o possível. Procurarei por toda a região, mas creio que por aqui será um pouco difícil encontrar alguém a...sua nobre altura, princesa. -É, veja o que podes fazer dona casamenteira...minha filha só merece a felicidade!-disse Elisa, que, além de desejar apenas o bem para sua adorável filha, também queria se ver “de férias” dela, como gostava de comentar com o marido. |
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| Operação cupido - parte 2 | |||||||||||||||||||||||||||||
| Fernanda Machado | |||||||||||||||||||||||||||||
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