| Acidente em 2 atos | ||||||||||||||||||||||||||||
| Essa � uma das hist�rias da C, a pessoa mais hil�ria de todos os tempos. Ela talvez seja um pouco incompreendida pelos demais por ter a voz bem alta e algumas vezes bem aguda quando se empolga. Para mim, � uma amiga muito divertida e que fez com que todo esse per�odo fosse bem mais leve. Como ela mesma disse, para justificar a nossa falta de interesse em estudar exageradamente: �A gente preza qualidade de vida, bitole menos, viva mais�. Mas, essa hist�ria foi uma daquelas que ela me fez rir por horas e uma das favoritas da minha irm�. Certa vez, ela chegou com o p� engessado. �Menina, o que houve?� Foi a pergunta mais �bvia que todo mundo fez. S� que a resposta n�o tinha nada de �bvio. Ali�s, at� tinha. Ela se machucou, quanto a isso n�o havia d�vidas. Ela ent�o respirou fundo e come�ou a nos contar toda a trag�dia. Ato I �Ent�o, deixa eu te contar...�, era sempre assim que ela come�ava. Bom, ela e o namorado foram comprar num supermercado que fica numa avenida bem movimentada nesta cidade. O Villela � relativamente cheio e fica bem pr�ximo de uma esquina que tem um ferro. N�o d� pra entender o que � aquilo. De certo � para arranhar qualquer carro que passar pela cal�ada ao fazer a curva. Ou seria melhor dizer, uma laje? Bom, ele deve ter uns 15cm no m�ximo. De qualquer forma, ela levava algumas coisas e o namorado dela, o restante. Chegando na esquina, ela n�o percebeu o tal ferro e, por um passe de m�gica trope�ou, torceu o p� e caiu na rua. O namorado dela desesperado gritou: �Ai meu Deus, os ovos!� Nem preciso dizer que ela ficou profundamente indignada com essa exclama��o. Mas, � l�gico que ele n�o pensou que o acidente tivesse sido t�o grave. A gente vive trope�ando nessas cal�adas. Como ela chegou no hospital e como ela conseguiu a cadeira de rodas, � um mist�rio. O que sabemos � o que aconteceu depois... Ato II �N�o, tem mais...� quando a gente pensava que a aventura dela j� tinha acabado. Eles chegaram no pronto socorro. Ela, em cadeira de rodas. Para que ela conseguisse ser atendida, ela precisava passar para o corredor. S� que l� tem uma porta que precisa ser empurrada com for�a para permitir a passagem. Seria o susto ou sabe-se l� qual motivo, para entrar rapidamente no atendimento, ele for�ou a passagem com o carrinho. Ele s� se esqueceu que o apoio que ele usou para abrir eram os p�s dela que estavam levantados justamente para que ficassem imobilizados. Imagine a cena, ela batendo com tudo na porta. N�o deu outra, ela ficou berrando de dor. At� que foi bom, os m�dicos sa�ram correndo para ver o que estava acontecendo e ela p�de realmente ser atendida mais r�pido. :) |
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