«Lembrai-vos D'Aquele que julga em última instância,
que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por
conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou
reprova o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos.
Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes anátema,
tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.»
«O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. X, Item 16»
Companheiros da Terra, à frente de todas as complicações e problemas do
sexo, abstende-vos de censura e condenação.
Todos nós – os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do Planeta – estamos emergindo de passado
multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra,
para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito. Ainda assim,
achamo-nos todos muito longe da meta por alcançar. Se alguém vos parece cair, sob
enganos do sentimento, silenciai e esperai!
Se alguém se vos afigura tombar em delinquência, por desvarios do
coração, esperai e silenciai!... Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque,
por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de
saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã.
Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós,
por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um
nas irreflexões e desequilíbrios dos outros. Somos todos peças integrantes de uma só
família, operando em dois mundos, simultaneamente – aquele das inteligências
corporificadas no plano físico e aquele outro das inteligências desencarnadas que se
domiciliam nas regiões da mesma Terra que habitais, disputando convosco, tanto
quanto igualmente entre si, a aquisição de recursos substanciais da evolução.
Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a
Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando
compreensão. A vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são
caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são
trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!...
Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo
afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos
acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais
em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo
inolvidável do Cristo: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.
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