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Hist�ria do Maculel�
Existe em Santo Amaro da Purifica��o,Bahia, uma dan�a um jogo de bast�es remanescente dos antigos �ndios da tribo Cucumbis.
O maculel�, esta "dan�a de porretes", tem origens �fro-Indignas, pois foi trazida pelos negros da �frica para c� e aqui foi misturanda com a cultura dos �ndios que aqui j� viviam.
A caracter�stica principal desta dan�a  �  a batida dos porretes um contra os outros na cad�ncia da batida forte do atabaque.
Conta a lenda que  a  encena��o do Maculel�  baseia-se em um epis�dio �pico ocorrido numa aldeia  primitiva do reino de Iorub�, em que, certa vez, todos os guerreiros sa�ram para ca�ar, permanecendo na aldeia com as mulheres e crian�as apenas 22 homem que na sua maioria eram idosos.
Vendo a oportunidade, uma  tribo inimiga  aproveitou-se da situa��o para atacar a aldeia, com maior n�mero de  guerreiros.
Os 22 homem que permaneceram na aldeia teriam ent�o se armado de curtos bast�es de pau e enfrentado os invasores, demonstrando  tanta  coragem  que  conseguiram  expuls�-los da  aldeia.  Quando  retornaram  os guerreiros, tomaram  conhecimento do ocorrido e promoveram uma grande festa para comemorarem o feito, tendo os 22 homem demonstrado a forma pela qual combateram os invasores.
O epis�dio  passou  ent�o  a ser comemorado freq�entemente  pelos membros  da tribo, sendo  enriqueci com m�sicas caracter�sticas  e  movimentos corporais.  A dan�a  passou  a  retratar, em f orma  de homenagem, � coragem daqueles bravos homens.
O  Maculel�  tem  muitos  tra�os marcados  que se assemelham  a  outras  dan�as tradicionais  do Brasil, tais como: O Mo�ambique de S�o Paulo, a Cana-Verde de Vassouras  do Rio de Janeiro, o Bate-Pau  de M. Grosso e outros.
Conta  a h istoria tamb�m que o Maculel� surgiu no s�culo XVlll entre os  canaviais de Santo Amaro, onde os negros praticavam uma esp�cie  de dan�a com cepos de cana nas m�os, para extravasar todo �dio que sentiam pelas atrocidades dos feitores.   Eles  diziam  que era dan�a, mas na verdade era  uma forma de luta contra os horrores da escravid�o.
Os cepos de cana substitu�am as armas que eles n�o podiam ter. Enquanto "dan�avam" com os cepos de cana no meio  do  canavial, os  escravos cantavam m�sicas  que evidenciavam  o �dio, por�m, eles as cantavam em dialeto africano, para que os feitores n�o entendessem o sentido das palavras.
Com a morte dos  grandes  Mestres do  Maculel�,  os fogueiros  que ocorriam  em  Santo Amaro no dia  02 de Fevereiro, em comemora��o ao dia de Nossa Senhora da Purifica��o (padroeira da cidade),  deixou de contar , por muitos anos,  com  a  apresenta��o  do Maculel�.  At�  que, em 1943 apareceu um novo Mestre - Paulinho Alu�sio de Andrade, conhecido como o Pop�  do Maculel�,  considerado  por muitos  como o "pai do Maculel�" no Brasil.   Mestre  pop�  reuniu parentes   e  amigos, onde baseando-se  em suas lembran�as, lhes ensinou a dan�a  do Maculel�, na  inten��o  de  inclu�-la novamente nas festas religiosas locais.  Pop� formou um grupo chamado "Conjunto de Maculel� de Santo Amaro", que ficou muito conhecido.
Hoje  em  dia  o  Maculel� tamb�m   � apresentado  nas rodas de capoeira em dias de: Batizados, formaturas e apresenta��es.
Capoeira Unidos Pela Arte - Mestre Vieira
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