MEUS TRABALHOS

 

 

A DESCOBERTA DA INFÂNCIA

QUESTÃO Nº. 01

Até o fim do século XIII, não existiam crianças caracterizadas por uma expressão particular. Na arte medieval, por volta do século XII, a infância era desconhecida e não representada.

Os artistas que representavam as crianças nesta época, não conseguiam expressar a real forma da criança, as suas características. Elas eram retratadas como um adulto em miniatura, distinguindo ambos só pelo tamanho, sem nenhuma diferença de expressão ou de traços.

No século X – XI, havia a concepção de que a infância era um período transitório, não despertando o interesse dos homens.

Por volta do século XIV surgem os anjos, representados por uma aparência de um rapaz muito jovem, educados para serem aprendizes do clero.

Surge então uma representação mais realista e sentimental, voltados para uma imagem religiosa, no qual se associava ao Menino Jesus ou Nossa Senhora menina, vista como infância sagrada.

Caracterizando um terceiro tipo, aparece a criança na fase gótica, sendo que eram representadas nuas. Não estava ausente das representações, surgindo o retrato e o putto, marco muito importante na História, nunca sendo representada em sua forma real.

No século XVI, a criança aparece representada inicialmente nas efígies funerárias de seus professores, curiosamente, e não na de seus pais.

A perda de crianças através de suas mortes não era de relevada importância ainda no século XVII. Havia o forte sentimento de que dáva-se à luz a muitas crianças para poder conservar apenas algumas. A opinião de Montaigne como a opinião comum, nos demonstra esse sentimento: “não reconhecer nas crianças nem movimento na alma, nem forma reconhecível no corpo”. Essa indiferença era típica das condições demográficas da época, persistindo até o século XIX, mudando com a compatibilidade ao cristianismo, que impunha o respeito na criança batizada como ser imortal, sendo que as sem batismo eram enterradas nos jardins de suas casas, igual ao que faziam com seus animais domésticos.

As crianças eram consideradas insignificantes, pois ao morrer cedo, nem se concebia a idéia de que ela voltasse para incomodar os vivos. Essa idéia desapareceu no século XVIII, onde surgiu o mathusianismo e as práticas contraceptivas, sendo que com o retrato da criança morta no século XVI, prova que a criança não era considerada como uma perda inevitável. Era retratada nos túmulos dos seus pais, juntamente com crianças ainda vivas. No fim do século XVI, eram representadas em alguns raros casos, isoladamente com trajes peculiares à sua idade.

Já no século XVII a criança aparece representada sozinha e por ela mesma, surgindo então a prática das famílias de possuírem retratos (pinturas) de todos os seus filhos em idade em que eram crianças. Esse costume se encontra substituído até hoje pela fotografia, sem mudar o sentimento.

Segundo Áries, a infância teve “lugar” ou foi descoberta no século XIII, mas desenvolveu-se de maneira numerosa e significativa a partir do século XVI e durante o século XVII.

QUESTÃO Nº 02

No século V a iconografia pré-bizantina representava os traços da futura arte românica, reduziam-se as dimensões dos corpos dos mortos em menores que os corpos dos vivos.

Até o século XI a criança não era representada, a arte medieval desconhecia a infância ou tentava não representá-la.

No início do século XIII, as crianças eram representadas em uma escala menor que os adultos, mas sem nenhuma diferença nos traços de expressão. Os pintores da época, não hesitavam em dar à nudez, nos raríssimos casos em que as mesmas eram expostas, os músculos abdominais e peitorais que eram pintados até mesmo nos recém-nascidos. Até o fim deste século, as crianças eram representadas com mais freqüência, não existindo crianças caracterizadas por uma expressão partículas, mas sim homens de tamanho reduzido (adulto em miniatura).

No século XIV os artistas representavam as crianças em forma de anjos, sublinhando traços redondos e graciosos um tanto efeminados. A pintura era voltada para a religiosidade, marcados por traços de realismo sentimental que tardaram a se estender na iconografia religiosa. Formou-se assim uma iconografia inteiramente nova, onde juntou o grupo de crianças santas com ou sem suas mães, estendendo-se até o século XVII. Denominava-se infância santa.

Apareceu no século XVI o retrato da criança morta, inicialmente uma efígie funerária, não sendo representada sozinha, mas sim sobre o túmulo de seus pais. Até meados deste século, a nudez predominava nas descrições, e no fim é representada nos túmulos isoladamente.

A grande novidade do século XVII foi que a criança era expressada sozinha e por ela mesma, nascendo um costume de as famílias possuírem retratos de seus filhos na idade em que eles crianças, que no século XIX a pintura foi substituída pela fotografia. Nos retratos também mencionamos as representações de crianças em ex-votos.

Na segunda metade do século XVII que a criança era representada nua, ou seja, o “putto”, incluídas nas pinturas religiosas, não sendo possível retratar a infância sem nudez.

O gosto do pitoresco anedótico desenvolveu-se nos séculos XV e XVI e coincidiu com o sentimento da infância, sublinhando a presença da criança dentro do grupo ou da multidão, substituindo as representações estáticas de personagens simbólicos, como por exemplo: a criança com sua família ou com seus companheiros de jogos, ou brincando, ou na escola, etc.

As chamadas cenas de gênero se desenvolveram através de uma iconografia alegórica convencional, inspirada na concepção da natureza: idades da vida, estações, sentidos, elementos. Estas cenas não se consagram em geral na descrição exclusiva da infância, mas que muitas vezes tinham as crianças como protagonistas principais ou secundárias.

QUESTÃO Nº 03

O aparecimento do retrato da criança morta no século XVI foi marcante na história dos sentimentos porque na época não se pensava como hoje, acreditando que a criança já contivesse a personalidade de um homem, com alma imortal.

Naqueles tempos muitas crianças nasciam e a maioria tinha uma sobrevivência problemática. Inúmeros eram os esforços realizados para se conservar algumas e esse sentimento permaneceu durante muito tempo.

Havia a indiferença em relação à infância em conseqüência da demografia da época, não existindo uma concepção, mais tarde compatível com o cristianismo, de que a criança possuía uma alma imortal (efetuando-se no batismo). Eram consideradas insignificantes, pois como morriam muito cedo nem se cogitava a idéia de que ela “voltasse para incomodar os vivos”.

Estes sentimentos representavam então uma insensibilidade, porém naturais da época.

Mais tarde evidenciou-se a precocidade do sentimento da infância, mesmo existindo ainda as condições demográficas desfavoráveis, pelo fato de que a criança era vista “pitorescamente ou engraçadinha” determinava uma visão de passatempo, divertimento. Esse sentimento podia se acomodar à indiferença com relação à alma imortal, mas não foi o que aconteceu.

Posteriormente descobriu-se que a alma da criança era também imortal, através de uma consciência comum, certamente ligados a uma profunda cristianização dos costumes.

Existia então a coexistência de dois sentimentos:

- a importância de se registrar lembranças de uma criança morta, provando que não era mais considerada como uma perda inevitável;

- a indiferença, pelas retratações insignificantes, baseando-se nos fatos de como muitas crianças nasciam e apenas algumas “vingavam” concentravam-se em conservá-las, pois usavam de consolo de que se perdera uma criança, era porque isso poderia causar-lhes muitos problemas, evitando o apego ao que era considerado uma “perda eventual”.

 

QUESTÃO Nº 04

A descoberta da infância começou sem dúvida no século XIII. Seus sinais de desenvolvimento tornaram-se numerosos e significativos a partir do fim do século XVI e durante o século XVII, quando então se reconheceria que as crianças precisavam de tratamento especial,antes que pudessem integrar o mundo dos adultos. Nos séculos XV e XVI sua evolução era acompanhada através da história da arte e na iconografia.

Na época havia o gosto manifestado pelos hábitos e pelo jargão das crianças pequenas. As crianças receberam novos nomes: bambins, pitchorins e fanfans. Registravam-se as expressões das crianças e o emprego de seu vocabulário (fala das amas). Vestígios de jargões encontrados: pappo que significa pão, ou papin, toutou(au-au), dada(cavalinho), cadet, populo,avoir campos, etc.Outro jargão da época foi a palavra bonbon, a expressão “beau com me um ange” e “pás plus grand que cela”(deste tamanhinho),existindo nos putti as gírias escolares ou das academias militares.

Tentava-se registrar até mesmo as onomatopéias das crianças que ainda não falavam, seus ruídos, balbucios.Despertavam nas mães e amas um sentimento de carinho, proteção,amor ,mas que na época não se concebia a idéia de expressar esses sentimentos de forma ambiciosa.

As descrições das crianças eram feitas através de cenas literárias que correspondiam às cenas da pintura e da gravura de gênero da mesma época: descobertas da primeira infância, do corpo, dos hábitos e da fala das crianças pequenas.

As mudanças que ocorreram na esfera cultural podem ser atribuídas à crescente influência do cristianismo e a um interesse novo pela educação.

*************************************************************************************************************

 

A EDUCAÇÃO NO SÉCULO XVI

A EDUCAÇÃO NO SÉCULO XVII

-A educação não era meta prioritária;

-A educação assumia papel de agente colonizador, através dos missionários, principalmente os jesuítas;

-Os jesuítas fundaram escolas elementares, secundárias, seminários e missões em todo o Brasil;

-Eles introduziram a catequese dos índios, a educação dos filhos dos colonos, a formação de novos sacerdotes e da elite intelectual, com o controle da fé e da moral;

-Destacaram-se Manoel da Nóbrega (político), Aspilcueta Navarro (1º jesuíta que aprendeu a língua dos índios) e José de Anchieta (organizou a gramática tupi para a catequese);

-Pela substituição de alguns costumes e hábitos nativos feitos pelos missionários, houve um choque entre os valores da cultura, abalando o sistema comunal primitivo, principalmente com a língua nativa;

-Foram criadas as missões (nos sertões) para realizar a ação missionária e consolidar as conversões dos índios;

-Os jesuítas mudaram as práticas nômades, estabeleceram um sistema agrícola restrito a determinadas áreas, organizaram o modo de vida dos índios, separando-os por famílias, criando os gentios;

-Criaram regras de higiene, maneiras de comer, condenaram a antropofagia, a embriagues, o adultério, a nudez, tirando os adornos;

-Como forma de educar, usavam as punições físicas como o açoite, o tronco e mutilações;

-Nas missões desenvolveu-se além das atividades agrícolas, a criação de gado, o artesanato, a fabricação de instrumentos musicais e construção de templos;

-Depois da expulsão dos jesuítas, os índios aculturados não mais subsistiram moral e economicamente;

-A educação dos índios era para cristianizar e pacificar, dominando-os para o trabalho e a instrução da elite se consolidava;

-A educação dos colonos ia além de ler e escrever e contar. Nos confessionários, através da confissão, os padres moldavam o seu pensar;

-A educação voltada para a elite foi montada em três cursos: letras humanas, filosofia e ciência, teologia e ciências sagradas;

-Usavam a educação como meio de domínio político;

-Iniciou com os missionários a desintegração da cultura indígena, conseqüência do processo de silenciamento de culturas estranhas (maneira de civilizar igualando-os aos melhores);

-Os jesuítas imprimiram o ideário católico na concepção de mundo dos brasileiros e consequentemente a tradição religiosa do ensino.

 

-A educação começou a alterar-se, não apresentando grandes diferenças;

-Fortaleceram-se as missões (conversão religiosa, educação e trabalho);

-Destacou-se Pe. Antônio Vieira que lutava contra os colonos que escravizavam indígenas, evangelizando, erguendo igrejas e realizando missões entre os índios do Maranhão;

-Firmaram-se no Sul, os Sete Povos das Missões:

eram auto-suficientes, especializavam os índios nas artes e ofícios mecânicos,além de ensinar a ler e a escrever, com direcionamento à conversão religiosa,com rigorosa administração e inegável infra-estrutura;

-Portugal recebeu o direito de possuir as sete missões, após discussões diplomáticas com a Espanha, o que ocasionou as guerras guaraníticas, pois, os indígenas deveriam abandonar tudo o que construíram, o que de fato aconteceu. Dispersaram-se no mundo dos gaúchos, foram escravizados, refugiaram-se nas matas;

-Na educação da elite o ensino jesuítico manteve a escola conservadora, em nível secundário, havia a formação humanística, com estudo do latim, clássicos e religião;

-A educação interessava à poucos,tinha função de ornamento e erudição.Era literária,abstrata e dogmática;

-Para a formação superior, os brasileiros necessitavam dirigir-se a Universidade de Coimbra (dos jesuítas),pois no Brasil não havia,ou então a Montpellier na França.Traziam idéias renovadoras, aspirações das civilizações mais avançadas,proporcionando o alargamento de horizontes,germinando o sentimento nativista;

-Alterou a tradição colonial, as inovações trazidas pela chegada do Príncipe de Nassau em Pernambuco, remodelando a cidade, instaurando a tolerância religiosa, o que poderia ser o momento da cultura jesuítica mudar;

-As mulheres, os negros, os curumins eram excluídos do ensino, pois a sociedade era escravista e agrária;

-Os mulatos reivindicaram espaços na educação e conseguiram, pois não poderia haver discriminação em escolas públicas;

-O menosprezo pela cultura popular (saberes, religião e música negra) era imenso através da visão etnocêntrica da educação européia (pois esta deveria ser modelo a seguir), evidenciando a exclusão desses segmentos da educação formal;

-Os trabalhos manuais eram desprezados, pois eram considerados ofícios de escravos, índios e pobres (trabalho desqualificado);

-Na Europa estabeleceu-se a contradição entre o ideal da pedagogia realista e a educação conservadora;

-No Brasil a igreja permaneceu mais forte e duradoura, impondo a religiosidade cristã sobre as influências do judeu, índio e negro;

-A educação foi utilizada para homogeneizar culturas.

 

 

 

*************************************************************************************************************

 

A INTERNET EM NOSSA VIDA

 

Procura-se constantemente encontrar a melhor forma de utilizarem-se os recursos da internet em nosso cotidiano, ressaltando a importância e os cuidados que esta passa a dispensar em âmbitos variados, tanto profissionais, como doméstico e de entretenimento.

Quando bem utilizados, os recursos da informática via internet trazem muitos benefícios e avanços nas áreas de pesquisa, acelerando enormemente a possibilidade de acesso a informações diversas. Proporciona e auxilia o desenvolvimento de habilidades e raciocínios quando em contato com atividades específicas, como jogos construtivos, grupos de discussão de assuntos pertinentes, representando uma excelente ferramenta de apoio ao estudante. Facilita e agiliza a comunicação entre pessoas do mundo inteiro, diminuindo a utilização de outras vias de comunicação mais lentas e onerosas.

Por outro lado, podemos constatar muito fatos que vêm ocorrendo em virtude da utilização indevida da internet: seqüestros de crianças que se comunicam com desconhecidos, fornecendo endereços e dados pessoais que facilitam a ação destes oportunistas; desfalques em contas bancárias em que o titular, acessando via internet, revela números e senhas e que neste propício momento os chamados “hackers” estão a postos para se infiltrarem no sistema; provoca alienação e dependência, quando usado em tempo prolongado, principalmente por crianças, impedindo que estas dediquem mais tempo aos estudos, à interação com outras crianças ,à novas descobertas, a fazer coisas que crianças devem fazer: o simples brincar de faz-de-conta, que permite o uso da imaginação, sem estarem a todo instante recebendo informações.

Tendo em vista os argumentos apresentados, devemos continuar perseverantes na busca da melhor forma da utilização da internet em nosso cotidiano, pois ela faz parte de uma realidade crescente, na qual todos nós somos remetidos a acompanhar. O que se torna de suma importância são os cuidados que devemos ter em contato com esta forma de tecnologia, priorizando algumas áreas específicas que sejam realmente proveitosas e em relação ao uso infantil, os pais ou responsáveis devem estar sempre atentos e vigilantes para poderem evitar conseqüências indesejáveis.

*************************************************************************************************************

 

AS TRANSFORMAÇÕES NAS CONCEPÇÕES DE INFÂNCIA

AS CRIANÇAS EM UM MUNDO MAIS AMPLO

CONSTRUINDO A PRIMEIRA INFÂNCIA

 

 

INTRODUÇÃO

 

Este trabalho traz explicações, obtidas por meio de leitura e pesquisa feitas em grupo, relativas às transformações nas concepções de infância, as crianças em um mundo mais amplo e a construção da primeira infância.

Para tanto, traz respostas a algumas questões de forma bem precisa e contextualizada explanando, como a concepção de infância foi se modificando até esta ser reconhecida como uma fase importante da vida, as concepções de criança para Rousseau e Locke e a repercussão das mesmas para a educação além de relatar como foi a transição da criança para a escola.

Remete-nos a uma série de questionamentos, para que com a continuidade dos estudos sobre a vida das crianças, nos permitirá identificar o que muitas vezes se encontra subentendido pelos registros da História e da opinião de autores-pensadores, posssibilitando-nos uma reflexão crítica e necessária em torno do assunto em discussão.

 

QUESTÃO Nº. 01

Explicar a seguinte colocação, da página 36 do texto/ As transformações nas concepções de infância: “No âmbito da atmosfera rarefeita e da sociedade educada e inteligente”, o contexto cultural era, com certeza, favorável a uma reavaliação da infância.

Como no período medieval a sociedade não dava importância à criança, os monges eram responsáveis pela educação de algumas, tornando-a eminentemente religiosa, porém no século XII a “revolução agrária” trouxe aprimoramento às técnicas de cultivo para uma Europa predominantemente agrícola, a população mais que dobrou, a ameaça de invasões externas fizeram o comércio florescer, as pequenas cidades começaram a desenvolver-se e assim a sociedade que era composta principalmente por padres, guerreiros e camponeses, passou a incluir outros tipos de profissões. Em certas camadas da sociedade os jovens tinham alguma possibilidade de escolher a profissão. Todos esses fatos possibilitaram uma maior atenção à criança e sua educação, pois as mesmas precisavam ser instruídas com novos conhecimentos, preparando-as para as diversas profissões que as mudanças sociais, econômicas e políticas da época exigiam. Esta sociedade com escassas opções de profissões proporcionou uma reavaliação da infância e da forma de educação que lhes era dispensada, pois elas precisavam ser preparadas para a nova ordem social.

 

QUESTÃO Nº. 02

Explique a concepção de criança de Locke, século XVIII. O que ela representa para a educação?

Para Locke, a criança é entendida como uma “tábula rasa”, iniciando a vida sem nada e a partir de nada, como um vaso vazio, uma folha de papel em branco ou uma cera a ser moldada e formatada como se quiser. Ele argumenta contra os princípios racionalistas que afirmam que a criança já nasce pronta, que suas idéias são inatas. Essas idéias não podem ser inatas, pois, segundo sua teoria, toda idéia tem como fonte primeira e fundamental a experiência, comparando a mente da criança a um “gabinete vazio”.

A partir desta teoria, a criança é vista como um reprodutor de conhecimento, identidade e cultura, pois desde pequena precisa ser equipada com as verdades que já estão prontas, determinadas, através do processo de reprodução ou transmissão e deve ser treinada para a adaptação que o ensino obrigatório requer, deixando-a “pronta para aprender e para escola”.

Locke através de seu livro “Some thoughts concerning education” foi considerado uma influência das mais importantes na modificação de atitudes em relação à infância, tendo em vista que a criança é apresentada como nascida nem boa nem má e que pela educação mediante aos estímulos (de fora para dentro da criança, do meio para o sujeito) se poderão criar e desenvolver hábitos que em sua opinião constituem a essência do processo educativo, abrangendo três aspectos: o físico, o moral e o intelectual, respeitando as etapas das idades.

Sobrepõe a formação do caráter em relação à formação intelectual, não escapando de uma concepção negativa de seus aspectos para a educação, pois preconizava o desenvolvimento da capacidade de racionar nas crianças desde cedo e por serem descuidadas, desatentas e alegres necessitavam de ajuda para seu processo de formação. Também enfatiza o papel do educador como um observador direto mediante a natureza do temperamento da criança, sendo que este deverá agir como auxiliar no desfrute dos estudos de seus pupilos.

A visão da imagem da criança anterior à concepção de Locke, era de que esta é um resultado do pecado original (noção cristã de impureza), nascida repleta de más inclinações, considerada como “pequenos demônios”. Contrário a essas idéias, Locke remete a criança como um ser nascido sem nada, podendo ser completamente construído pelo mundo que a cerca. Essa concepção de criança como sendo uma tábula rasa, repercute na educação, pois esta será empirista, ou seja, a criança será objeto e a educação lhe proporcionará as experiências, assumindo o papel de inculcar na criança as aprendizagens, dar-lhe todo o conhecimento que não possui e que é necessário para ela, moldando-a conforme os padrões da sociedade.

 

QUESTÃO Nº. 03

Explique a concepção de criança de Rousseau, e qual a repercussão dessa concepção para a educação.

Rousseau, principal representante do Iluminismo, reconstrói a visão da infância, opondo-se intensamente às tradições cristãs do pecado original, cultuando a inocência original das crianças. Considerado radical em suas idéias, pois afirmava que “o homem nasce bom, mas a sociedade o perverte”.

Assim a criança nasce inocente com o risco de ser sufocada pelas instituições da sociedade na qual está inserida (preconceitos, autoridade, necessidades, etc.). Argumenta que era desejo da natureza que a criança fosse criança antes de ser adulta. Acreditava que as virtudes não eram adquiridas até os 12 anos de idade, porque uma “educação negativa” as protegeria do vício. A única virtude que ela concebe como sendo natural ao homem, e não produto do convívio social é a piedade. Sem a piedade, a razão não serviria para nada e os homens não passariam de monstros. O respeito pela infância era priorizado por ele, pois a própria criança deveria agir por bastante tempo e posteriormente o homem agiria em seu lugar.

Reflete uma idéia da infância como o período inocente da vida de uma pessoa, e a crença de que a capacidade de auto-regulação e o inato busca as virtudes, as belezas e as verdades, sendo que a sociedade corrompe a bondade com que todas as crianças nascem.

A educação, segundo ele, não devia ter por objetivo a preparação da criança com vista ao futuro nem modelá-la para determinados fins: devia ser a própria vida da criança. Mostrou-se contrário à educação precoce, precisando levar em conta que a criança representa a própria fonte da educação e não por ser o objeto da educação, sendo conveniente dar à criança a possibilidade de um desenvolvimento livre e espontâneo. Defende uma pedagogia da natureza, pois é necessário educar a criança a partir de seus interesses naturais. Preconiza que a criança aprenda a pensar, partindo de desenvolvimento interno e natural. Enfatiza uma educação afastada do artificialismo das convenções sociais. O professor não deve impor saberes à criança, tampouco deixá-la no espontaneísmo. É criticado, pois nas suas idéias inovadoras, caracterizando uma concepção romântica, a educação proposta é para a elite e o individualismo. É considerado um teórico racionalista.

QUESTÃO Nº. 04

Como foi a transição da criança para a escola, a partir da substituição do trabalho?

 

Essa transição ocorreu por meio de um processo extremamente lento e arrastado. A sociedade que sofria transformações de ordem econômica, política e cultural requeria um sistema de educação mais comercial e urbanizado, abandonando um tipo de educação que se dava na família, caracterizada por aprendizado de ofícios em que muitas vezes as crianças eram enviadas a lares de parentes ou amigos para adquirirem conhecimentos na prática, junto com os adultos (geralmente em sociedades agrárias), ou ainda eram ensinadas por seus próprios pais a ler e escrever, tendo uma instrução religiosa, moral básica e conhecimentos tidos como informais.

Em 1686, uma lei da Igreja (reforma protestante), estimulava as crianças a “ler e a escrever com os seus próprios olhos aquilo que Deus manda e ordena em Seu Mundo Sagrado”, sendo que era da responsabilidade dos sacerdotes luteranos a verificação do ensino dos pais às crianças, através de exames regulares de leitura e conhecimentos católicos, impondo instruções de fé através de sermões e aulas de catecismo.

Não se concebia a idéia de que a infância era feita para brincar, ser educada e preparada para a vida adulta.

Nos séculos XVI e XVII as escolas começaram a isolar as crianças do mundo dos adultos, modificando o panorama e ampliando o recrutamento com exceção das “ordens inferiores” que não se alterou até o século XIX. Tornaram-se instituição social necessária, possuindo disciplina rigorosa e classes numerosas. Essa evolução da escola está ligada a uma mudança do sentimento das idades e da infância. A escola aparece conservadora, pois exercia um papel de quem precisava garantir a reprodução cultural, como requisito à sobrevivência da sociedade.

Mas, o grande marco dessa transformação foi o aparecimento de um movimento higienista, que se preocupavam com o alto índice de mortalidade infantil, retirando as crianças de suas casas e colocando-as em internatos, pois acreditavam estar na família a origem de várias patologias, devido a irresponsabilidades, maus tratos e falta de educação. Instaurou-se, pois, a preocupação com a reiteração da educação moral, social e intelectual da criança. Admitia-se que a criança não estava madura para a vida, e precisava passar pela quarentena (período de isolamento antes de se unir aos adultos).

A família deixa de ser instituição de direito privado, assumindo funções morais e espirituais, a fim de formar os corpos e a alma. Confundem-se o que é privado e o que é público, pois os pais passam a ser “treinados” para cuidar de seus filhos. A aprendizagem tradicional foi substituída pela escola transformada, disciplinando severamente as crianças, protegida pela justiça e pela política. Visava separar as crianças do “mundo que as corrompia”, proporcionando o convívio com outras da mesma idade.

Ao Norte da Europa, a cidade de Weimar, em 1619, foi a primeira a tornar obrigatória a freqüência das crianças entre 6 e 12 anos na escola durante todo o ano, exceto no mês da colheita. Outros estados tentavam regulamentar a educação, mas o entusiasmo era exagerado, não levando em conta a deficiência do número de professores formados e os poucos prédios escolares, contudo, conseguiram destaque parcial na Europa, na Escandinávia, na Irlanda e no Sul da Itália.

No século XVIII, os reformadores educacionais na Europa Continental começaram a pensar num sistema de educação nacional, foram retiradas lentamente as escolas das mãos da Igreja e tornada a educação primária gratuita e compulsória, chegado o momento algumas décadas depois de 1852 em que a criança passa a ser vista “sem valor econômico, mas emocionalmente inestimável”.

As transformações na educação foram somente na forma de como preparar a criança para a vida adulta e as respostas a essas transformações pelas crianças e suas famílias. Podiam-se questionar a eficiência dos métodos formais das escolas que realmente existiam em relação aos métodos informais de socialização dentro da família.

CONCLUSÃO

 

Com este trabalho foi possível obtermos um conhecimento mais aprofundado sobre importantes questões relacionadas à História Social da Criança, com as quais conseguimos compreender com clareza, como ocorreu e em que âmbito as transformações da concepção de infância, as concepções de criança de Rousseau e Locke, bem como, a freqüência da criança na escola, aprendizados esses que vamos levar para muito além da vida acadêmica.

Apresentou-se uma síntese que reuniu pontos importantes da História Social da Criança e que nos permitiu uma visão ampla à respeito da vida infantil dentro de um direcionamento crítico, esclarecedor e que, em hipótese alguma encerra as discussões em torno deste assunto.

O tema em questão tornou-se muito pertinente com a escolha que fizemos em relação ao aprimoramento dos nossos conhecimentos por intermédio do curso na área da educação, pois trata-se de fundamental importância tudo o que diz respeito ao principal protagonista (a criança) dentro do processo-ensino aprendizagem.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

HEYWOOD, Colin. Uma História da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente. Porto Alegre: Artmed, 2004, pág. 33 a 45 e 203 à 218.

DAHLBERG (org.). Qualidade na Educação da Primeira Infância, perspectivas pós-modernas. Porto Alegre: Artmed, 2003, pág. 63 a 73.

CHALITA, Gabril. Vivendo a Filosofia. SP: Ática, 2005, pág. 278 a 283 e 253 a 259.

 

*************************************************************************************************************

 

TEORIAS DE APRENDIZAGEM - PSICOLÓGICAS

 

TEORIA COMPORTAMENTALISTA OU ASSOCIACIONISTA/

BEHAVIORISTA

TEORIA DO APRENDIZADO

SOCIAL

TEORIA HUMANISTA

TEORIA DO PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO(MENTALISTA)

(não é teoria,é enquadre teórico)

TEORIA PSICOLÓGICA DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO (não é teoria de aprendizagem)

 

Campo epistemológico

EMPIRISTA

EMPIRISTA

INATISTA/RACINALISTA

INATISTA/RACIONALISTA

INTERACIONISTA

Objeto de pesquisa

COMPORTAMENTO OBSERVÁVEL

COMPORTAMENTO

 

O processo de modificação/combinação das estruturas cognitivas

Investigação da construção do pensamento lógico da criança

Como se dá a aprendizagem

Ocorre na mente,é o tipo de resposta (operante ou respondente) dada pelo sujeito através dos estímulos reforçadores, fazendo com que seu comportamento se modifique

Ocorre mediante três estágios: exposição,aquisição e aceitação e subprocessos de atenção,retenção,repro-dução motora e motivacionais.

 

Se dá através do fluxo de informações que entram através do in put e saem como conhecimento através do out put que foi armazenado pela memória.

Segue uma lógica de construção: quando o sujeito entra em conflito passa por um descentramento ou desequilíbrio cognitivo, depois precisa assimilar a realidade(incorporá-la), acomodar(modificá-la) e enfim equilibrá-la e adaptá-la ao meio,mudando suas estruturas cognitivas.

 

 

Conceito de aprendizagem

É uma mudança no comportamento produzida pela experiência. É uma associação entre uma resposta desejada e um estímulo reforçador que a segue

É a modificação do comportamento de um organismo em virtude da exposição ao comportamento de um outro organismo(o modelo)

Aprendizagem através da observação de outros:

muitos Cºs são aprendidos através de um processo de observação

do Cº (e das respectivas consequências) de modelos sociais

É ativa, orientada por um processo de descoberta , autônoma e refletida, através de atividades e experiências significativas para o educando, vista com uma perspectiva de desenvolvimento humano.

É um processo de modificação e combinação de estruturas cognitivas e a informação ganhou o status de matéria-prima de que é feita a aprendizagem.Aprender é mudar comportamentos, depende da nossa capacidade de armazenamento.

É o desenvolvimento mental do sujeito, a partir do aumento do conhecimento, havendo aprendizagem quando o esquema de assimilação sofre acomodação,ou seja quando as estruturas mentais se modificam.Tem a ver com organizar, estruturar e explicar a partir da vivência.

 

 

 

Principais pensadores

SKINNER,Pavlov; Watson

 

BANDURA

 

ROGERS

VÁRIOS PSICÓLOGOS

PIAGET, Bruner, Ausubel; Lewin (Teoriado Campo); Wertheimer, Kohler, Koffka (Ψ da Forma),

 

 

 

 

TEORIA DA MEDIAÇÃO

 

                                                                

 

 

 

 

INTERACIONISTA

 

 

 

 

 

Mecanismos do desenvolvimento cognitivo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VIGOTSKI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*************************************************************************************************************

 

 

 

 

 

 

 

A VIOLÊNCIA NA FAMÍLIA

 

 

Um dos índices alarmantes que mais preocupa os responsáveis pela coibição da violência é o que encontra-se instaurado em muitos lares das famílias de nosso país: a violência doméstica, onde tristemente verificamos fatos lamentáveis, tanto de ordem física quanto psicológica.

            Ao analisarmos algumas das causas dessa violência, constatamos que se apresentam devido ao uso excessivo de bebidas alcoólicas ou entorpecentes, juntamente com distúrbios de conduta, muitas vezes originadas pela falta de princípios morais e religiosos essenciais que se fazem necessários para equilibrar muitos comportamentos. A busca desenfreada pelo ter, ou seja, a saciedade pela posse do material desencadeia uma série de conflitos que na maioria das vezes resultam em agressões físicas ou psicológicas.

            Em conseqüência disso, diariamente somos informados de inúmeros casos de desentendimentos, brigas, discussões, nas quais, na maioria das vezes obtemos resultados estarrecedores com vítimas seriamente lesionadas. Quase sempre essas vítimas são mulheres e crianças, pois são identificados com sendo mais vulneráveis e indefesos, devido à fragilidade que representam. Crianças com queimaduras, quebraduras, hematomas são um dos resultados mais freqüentes que geralmente são verificados pela escola. Comportamentos que apresentam dificuldades de relacionamento e aprendizagem da criança devem ser imediatamente investigados, pois podem ser um dos fatores resultantes da violência doméstica. O silêncio, a vergonha e o medo, principalmente por parte das mulheres, quando vítimas, proporcionam a continuidade dessas práticas, que a cada dia constata-se a urgência em modificar-se, pois abreviações de muitas vidas, que poderiam ser evitadas, estão se efetuando.

            Dessa forma, as preocupações em torno dos índices da violência na família são no mínimo alarmantes, para não dizermos desesperadores. Tornam-se necessárias a tomada de atitudes mais rígidas e firmes, tanto por parte de autoridades, quanto das vítimas, sendo que depende destas a punição pelos assédios que estão sofrendo, pois quanto mais cedo houver a denúncia dessas práticas, os responsáveis já poderão adotar medidas para coibir o aumento dessas atitudes evitando assim a fatalidade iminência.    

 

*************************************************************************************************************

 

 

 

 

 

ALUNA:   ANA CLÁUDIA DE MENEZES

PEDAGOGIA  -  1º SEMESTRE

 

                                                                      

 

DISSERTAÇÃO

 

 

A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO EM SALA DE AULA

 

 

            Na maioria dos assuntos trabalhados em sala de aula, faz-se necessário o silêncio, pois este é considerado fator primordial no transcorrer das atividades, proporcionando uma melhor concentração, tanto do professor, quanto do aluno, tornando o ambiente harmonioso e possibilitando um maior aproveitamento dos conhecimentos transmitidos.

            O silêncio é fundamental para o raciocínio coerente ser desenvolvido pelo professor, tornando suas idéias organizadas, seguindo uma lógica que somente com bastante concentração torna-se possível, bem como, ao aluno se faz mister o pensamento estável, agradável, decorrente do silêncio colaborador.

            A harmonia no espaço físico utilizado para o processo ensino-aprendizagem é uma das conseqüências geradas pela ausência de perturbações, ruídos, conversas desnecessárias, saídas fora do horário estabelecido, perguntas inadequadas, uso de aparelhos eletrônicos (telefone celular), dentre outras, as quais muito prejudicam o equilíbrio e o bem estar dos envolvidos.A atmosfera agradável é sem dúvida pré-requisito importantíssimo para o bom desenvolvimento de uma aula.

            Nas avaliações das aprendizagens realizadas pelos professores, infelizmente, são constatados vários casos de alunos com baixo aproveitamento, denunciando um conhecimento superficial, para não dizer insuficiente, para o qual concorrem todas as formas de perturbações do silêncio. Sabe-se que, quanto mais conversa em sala de aula, menos os alunos conseguem entender os conteúdos e informações que estão recebendo,demonstrando isso através dos resultados nas suas avaliações.

            Tendo em vista os aspectos observados, pretende-se com esses pré-requisitos, um caráter mais produtivo, no que tange aos resultados de uma exposição científica, fazendo valer o esforço empregado na busca do saber que o aluno tem como objetivo, aliados ao profissionalismo, princípios e sonhos que o professor consciente oferece nas suas práticas de ensino. Nos trabalhos em sala de aula é imperativo o uso do silêncio em momentos e assuntos que requerem dos participantes maior atenção, regados pelo respeito que deve nortear as relações sociais em que estão inseridos, estabelecendo aspectos de seriedade que devem ser valorizados a partir da conscientização por parte dos alunos, mudando o rumo e os parâmetros da educação atual.

           

 

 

 

 

 

 

*************************************************************************************************************

 

 

PEQUENA CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DOS JOGOS E DAS BRINCADEIRAS

                                                               (CAPÍTULO 04 DA OBRA DE PHILLIPE ÀRIES)

 

 

     Encontramos os registros da vida de Luís XIII feito por seu médico, Herord, em seu diário, expondo-nos o seu desenvolvimento físico e mental:

 

*      Seu nascimento: 27 de setembro de 1601, século XVI,na França;

*      Até um ano e cinco meses: brincava com cavalo de pau, catavento, pião,pássaro preso por um cordão;

*      Com um ano e meio: tocava violino (chamado rebeca) e canta ao mesmo tempo, joga malha (hoje críquete ou golfe). Notamos a importância da dança e da música;

*      Com um ano e dez meses: é ensinado a falar, foi colocado à mesa para as refeições, muitas vezes levava surras;

*      Aos dois anos: familiarizou-se mais com a música e dançava ao som do violino, vários tipos de danças, mas ainda brincava com brinquedos de criança;

*      Com dois anos e sete meses: brincava com bonecas, de pequenas ações militares com seus soldados, freqüentava o jogo da péia e de malha;

*      Com dois anos e nove meses: saiu de seu berço, passando a dormir em uma cama, iniciaram-no nos conhecimentos religiosos, fala melhor divertindo os adultos;

*      Aos três anos: participava das comemorações e festas tradicionais, ganhou presentes como: bola, pomba mecânica, brincava de cortar papel com tesoura. A música e a dança tinham lugar importante no seu dia-a-dia. Dançava a galharda, a sarabanda e a velha bourrée (dança popular). Participava de jogos de rima;

*      Próximo dos quatro anos: sabia o nome das cordas do alaúde (antigo instrumento de corda) e ouvia com interesse os violinos e os tocadores de gaita de foles, começa a aprender a ler.

*      A partir dos quatro anos: começa a aprender a escrever, ainda brincava com bonecas e miniaturas em madeira. É iniciado no mundo das histórias comuns aos adultos. Praticava o arco, jogava cartas, xadrez, jogos de raquetes e os de salão;

*      Aos seis anos: jogava o jogo dos ofícios e brincava de mímica, mistura-se com os adultos assistindo seus espetáculos (lutas). Participava dos balés e outras danças da corte, e danças populares. Uniu-se aos adultos nas festas tradicionais (Natal, Festa de Reis, Festa de São João);

*      Aos sete anos: sua educação foi entregue aos homens, abandonando os trajes da infância, os brinquedos da primeira infância (bonecas, miniatura em madeira, etc.). Começa aprender a montar cavalo, a atirar e a caçar, joga jogos de azar. Idade que marcava etapa importante: a criança entrava na escola ou começava a trabalhar;

*      Passando dos nove anos: aumenta sua freqüência nos teatros (quase todo dia), torneio de argolinhas, jogava cara ou coroa, brincava de esconder, cabra-cega e assistia aos jogos de péla;

*      Com mais de treze anos: ainda brincava de esconder.

 

         

Através destes registros verifica-se que parecia não haver separação tão rigorosa como hoje, entre as brincadeiras e os jogos, pois ambos eram comuns às crianças e aos adultos, sendo que no surgimento de alguns desses pode-se verificar a imitação das crianças às atitudes dos adultos, por exemplo: o cavalo de pau, constatando o principal meio de transporte e tração da época.

O pássaro amarrado pode ter sido um dos brinquedos mais comuns, com origem diferente à da imitação, pois refletia talvez um sentimento voltado para a religiosidade. Este brinquedo juntamente com o balanço fazia parte das festas coletivas e sazonais.

Com o tempo a brincadeira deixa de ter simbolismo religioso de caráter comunitário, passando a ser profana e individual, voltadas especificamente às crianças.

O surgimento da boneca e dos brinquedos miniaturas nos reporta a hipóteses de relação destes com os objetos do mundo dos adultos (imagens ou estatuetas) de significação religiosa. A boneca era também considerada instrumento do feiticeiro e do bruxo. Dos brinquedos-miniaturas resultou a arte da ilusão, hoje, por exemplo, os presépios napolitanos. Eram chamados na França “bimbeloterie” (o bibelô), com o tempo passaram a ser objetos familiares de decoração sem serem utilizados para as brincadeiras das crianças.

Em 1747, surgem na França os fantoches (bonequinhos), considerados hoje como bobagens, para eles foram tão importantes que nas residências todos possuíam, sendo que todas as lojas os comercializava como forma de presentes, principalmente dados às mulheres e meninas. Na mesma arte popular das miniaturas criou-se o teatro de marionetes.

Vale lembrar que meninas e meninos brincavam com bonecas, na época a discriminação era menos nítida.

Pela iconografia da época, por volta de 1600, percebemos que os jogos em que as crianças participavam eram os mesmos dos adultos, por exemplo, o boliche, os jogos de cartas e de azar (por dinheiro). Ainda não chocava a opinião pública ver a criança jogando desta forma. Nas tavernas de má-fama viam-se meninos de mais ou menos doze anos entrosados e felizes.

No livro de horas de Adelaide de Savoie (fim do século XV) continha um calendário ilustrado com cenas de jogos: no início eram cenas de ofícios, passando a ser introduzidos neste calendário os jogos de cavalaria (caça), os jogos populares, a guerra de bola de neve. Numa tapeçaria do início do século XVI aparece a representação de um tipo de cabra-cega entre camponeses e fidalgos, sem aparecer as crianças. Já no século XVII as crianças aparecem misturadas aos adultos. Verificamos, então, que os divertimentos dos adultos eram os mesmos do que os das crianças.

Nas festas sazonais (festas realizadas de acordo com as estações do ano ou época mais favorável) as crianças participavam regularmente, em pé de igualdade com jovens e adultos. Na sociedade antiga os jogos e os divertimentos iam além de momentos furtivos, sendo considerados meios utilizados para manter-se a união. Um dos maiores era a Festa de Reis na Espanha e na França era o Natal. A participação das crianças nestas cerimônias tradicionais e coletivas e nas refeições familiares era muito ativa.

Nas refeições de família era a criança mais nova que fazia as graças (ato de clemência, perdão) e o serviço de mesa era feito por todas juntas adquirindo esta participação um caráter de posição especial nas cerimônias tanto familiares como sociais.

Havia na Idade Média o dia dos Santos-Inocentes, festa religiosa em que as crianças lotavam as igrejas, sendo que uma delas era escolhida pelo bispo para presidir a cerimônia.

              

 

 

 

 

A Terça-feira gorda era a festa dos meninos de escola e juventude que se reuniam cada um com seus galos de briga e durava toda a manhã. Na parte da tarde saíam para os arredores da cidade para jogar bola. Este jogo reunia várias comunidades, muitas das vezes opondo duas paróquias, ou formando equipes rivais de homens casados e não-casados.

O Carnaval era organizado pelo abade da jurisdição (chefes de prazer, príncipe de amor, capitão da juventude), permitia aos estudantes o direito de surrar os judeus e as prostitutas, a menos que estes pagassem um resgate. Nas cerimônias de maio associava-se a infância com a vegetação, pois as crianças percorriam as aldeias usando coroas de flores ou folhas e os adultos nas soleiras das portas de casa recebiam o cortejo.

Outra festa situada em novembro, era a mascarada de querubins, pois crianças e jovens mascaravam- se num clima de muita alegria. Por ser data próxima do dia de Finados foi banida de nossos costumes, sobrevivendo na América Anglo-saxônica como “Hallowen”.

Ainda em maio ocorria a festa de São Martim, que somente os jovens (escolares) participavam, sendo que os mais pobres batiam de porta em porta para pedir dinheiro.

Do século XV ao XVIII até inicio do século XIX as reuniões familiares eram retratadas por cenas de gêneros pintadas, gravadas ou tecidas mostrando a realização de interlúdios musicais (pequenos trechos musicais) durante as refeições, que se caracterizava como parte importantíssima na educação de uma pessoa. Hoje esse hábito não existe mais, a não ser na Alemanha, na Europa Central e na Rússia, sendo comum nos meios nobres. Nos meios mais populares também tomava parte a música através de instrumentos como a gaita de foles, o realejo e a rebeca. As crianças tomavam parte na música e na dança muito cedo, não havendo muita diferença na dança dos adultos, que subsistiu até o século XIX.

As crianças atuavam e assistiam às representações das danças e jogos dramáticos: roda coletiva, balé, comédia. O balé na época dançava-se como num baile, hoje se denomina balé como dança profissional. Era prática comum nos meios burgueses e igualmente nos populares, reunindo a coletividade, misturando as idades dos atores e dos espectadores.     

Ao longo do século XVII e XVIII surge em relação aos jogos um novo sentimento da infância: uma preocupação de preservar a moralidade das crianças e também de educá-la, proibindo os jogos maus e indicando os bons (reconhecidos como). Antes a antiga atitude era de indiferença moral, hoje consideramos os jogos de azar como perigosos e suspeitos.

Marechal de Caillière, escritor da época, defendia a idéia de que os jogos de azar não eram apenas um divertimento, mas uma profissão, um meio de fazer fortuna e de manter relações – perfeitamente honesto. Chevalier de Mére se refere ao jogo de azar como conquista de boa reputação na sociedade, produzindo bons efeitos sendo jogador hábil, de boa vontade e educado. Não provocando reprovação moral, não tinha porque proibi-los às crianças. Vives fornece regras: diz quando se deve jogar, com quem, que jogos, a que cacife, de que maneira e durante quanto tempo.

         Do século XVII até nossos dias os jogos de azar subsistiram tirando o papel do azar, em benefício do cálculo e do esforço intelectual do jogador.

Tanto a Igreja Antiga como a medieval condenava o jogo sob todas as suas formas, reprovando a imoralidade dos jogos de azar, a indecência dos jogos de salão, da comédia ou da dança, e a brutalidade dos jogos esportivos. Proibiram-nos nas escolas do clero: os jogos de dados, os desonestos ou proibidos e os admitidos, como a péla (bola).

Enfim, ao longo do século XVII, os jesuítas mudaram essa visão de reprovação, percebendo as possibilidades educativas dos jogos, disciplinando os reconhecidos como bons, regulamentando-os, considerados como meio de educação tão estimável quanto os estudos. Os balés, as comédias e as danças também foram tolerados.

O sentimento novo então apareceu na educação adotando os jogos, admitindo-se a necessidade de exercícios físicos, técnica chamada de cultura física. No fim do século XVIII os jogos de exercícios físicos recebem função patriótica, preparando para a ação militar (guerras). Estabelece-se uma relação de parentesco entre: jogos educativos dos jesuítas, a ginástica dos médicos e as necessidades do patriotismo.

No fim da Idade Média os jogos de desafio estavam em alta, originando-se nos costumes da corte. Também chamados de jogos de rima, mais tarde surgiu na canção popular e nas brincadeiras infantis.

No século XIX verifica-se que alguns desses jogos começavam a ser abandonados: a cabra-cega, o cavaleiro gentil, o jogo do assobio, a faca na bacia com água, o esconde-esconde, o passarinho voa, o homem que não ri, o pote do amor, o rabugento, a berlinda, o beijo embaixo do castiçal, o berço do amor, sendo alguns condenados pelos moralistas, outros se tornando brincadeira de criança pelo caráter ambíguo que recebia.

Na primeira metade do século XVII, por Sorel e Ariste, os jogos de salão eram recebidos como “jogos de espírito e conversação” sendo comuns às crianças e ao povo (adultos das classes populares). Qualquer que fosse a classe, os jogos admitiam a participação, pois o seu emprego era recomendável podendo ser aplicados de maneira adequada.Alguns deles eram vistos como “baixos” ou “indignos”,mas poderiam ser soerguidos pela diferente forma a ser utilizada.

A partir do século XII certos jogos eram reservados aos cavaleiros (adultos), por exemplo, os torneios (jogos de cavalaria) proibidos às crianças (mesmo as nobres) e aos plebeus. Começa então a imitação no mundo infantil: algumas crianças cavalgam barris em vez de cavalos.

Nos documentos iconográficos do século XVI e início do XVII comprova-se a mistura de classes sociais nas festas sazonais, contrária à opinião de alguns da época que seria uma desonra feudal para os nobres a derrota pelos camponeses.

No fim do século XVI os torneios foram abandonados e substituídos pela quintana  e a argolinha, jogos reservados à nobreza. A quintana: montado à cavalo visava um alvo de madeira; a argolinha: o indivíduo disparava a cavalo e devia arrancar uma argolinha com a lança em plena corrida. Restou-nos dessas modalidades: divertimentos do povo e brincadeiras infantis. O arco, por exemplo, (acrobacia por vezes difícil, rolando o arco em uma varinha) passou a ser de uso infantil no fim do século XVII.

Fixou-se por muito tempo a tradição dos contos, iniciada no século XVII. Primeiramente os contos eram histórias para mimar e distrair, comuns à adultos e crianças,os chamados contos de fadas. Com o passar do tempo foram considerados muito simples, transformando-se em gênero literário da moda, passando então a serem postos no papel, o que eram mantidos oralmente. No fim deste século o conto torna-se um gênero novo da literatura escrita e séria, coexistindo os contadores de histórias ocasionais e os profissionais (declamadores, cantores e jograis). Os velhos contos passam a ser alvo do interesse das crianças, por pouco tempo, pois a renovação da literatura infantil é constante, da mesma forma que os jogos, as brincadeiras e os costumes.

O jogo da péla era um dos mais difundidos e populares entre os jogos desportivos, comum a todas as condições sociais, cessando no fim do século XVII. Primeiramente a nobreza adulta o abandona, ficando conservado pelas crianças (bem criadas) e pelos camponeses sob forma de jogo de raquetes, subsistiu renascendo aperfeiçoado como pelota basca, jogada com cestas grandes ou pequenas.

Outros jogos de exercício como a malha, o críquete e o boliche, ficariam sobre o domínio das crianças e do povo (dos campos).

O carnaval, a partir do século XVIII tornou-se popular, como forma de divertimento coletivo geral da sociedade, sob forma de fantasia e disfarce, sendo que caracterizava o gosto nas festas sazonais ou ocasionais. Deixados hoje de lado por todos, mantidos as fantasias e máscaras pelas crianças para brincar.

Verificamos então ao longo da história um fenômeno de abandono dos jogos e brincadeiras pelos adultos das classes sociais superiores, antes comuns a todas as idades e classes. Na França estes se transformaram, mas sob forma irreconhecível.

Romperam-se então as comunidades dos jogos ao mesmo tempo entre crianças e os adultos e entre o povo e a burguesia. Coincidência que permite vermos uma relação entre o sentimento da infância e o sentimento de classe.

    

                   

 

 

 

 

 

 

 


BRINQUEDOS

 

    ORIGEM DE IMITAÇÃO                                          ORIGEM RELIGIOSA

Rolagem vertical:  	Cavalo-de-pau ou cavalgavam barris
 	Catavento
 	Violino(rebeca)
 	Arco(rolar um arco numa varinha)
 	pomba mecânica
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Pergaminho horizontal:  	Galharda (italiana)
 	Sarabanda(espanhola)
 	Velha bourrée(popular)
 	Jogos dramáticos:roda coletiva,balé e comédia
DANÇAS

 

 

Pergaminho horizontal:  	FÁBULAS(comuns aos adultos e crianças)
 	CONTOS(usados para ninar)
                                                                                        HISTÓRIAS

 

                                                                                

 

 

 

 

 

Pergaminho horizontal:      COLETIVAS E SAZONAIS
 	Carnaval: surravam judeus e prostitutas
 	Mascarada de querubins(hoje Hallowen)
 	Festas de maio: coroavam-se de flores e de folhas
 	Festa de reis
 	Natal
 	São João
 	Festa dos Santos-Inocentes
 	Festa de São Martim: jovens pobres pediam dinheiro nas casas
BRINCADEIRAS                  PARTICIPAÇÕES EM FESTAS    

 

 

 

 

PARTICIPAÇÃO EM ESPETÁCULOS E TEATROS

Pergaminho horizontal:  	Assitia a lutas
 	Comédias
 	Balé
 

 

 

 

 

 

 

 

 


TORNEIOS                                       MÚSICA

Pergaminho horizontal:  	Jogos de cavalaria(caça)
 	Argolinha
 	Quintana

Pergaminho horizontal:  	violino
 	alaúde
 	realejo
 	gaita de foles
 	na família: interlúdios musicais
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


                              JOGOS

Pergaminho horizontal:  	Jogo de exercícios: Malha(críquete ou golfe, hoje)
                                      Boliche
 	Jogo da péia ou péla : mais utilizado,muito importante
 	Jogos de rima: jogos de desafio
 	Jogos dos ofícios (imitação)
 	Jogos de azar: dados, cartas, gamão(dados em cima de tabuleiro)
 	Jogo de xadrez
 	Jogo de raquetes
 	Jogos de salão
 	Jogos de cavalaria (caça)
   
             

 

 

**************************************************************************************************************************

 

DESCRIÇÃO DE OBJETO

 

 

 

(de uma peça)

                                                                                                                  

 

 

 

 

A SABONETEIRA

 

          Este objeto que iremos descrever é considerado muito útil em nosso dia-a-dia, localiza-se em cima de balcões ou pias de banheiros e sua função é de repouso e suporte do sabonete.

          Possui formato variado, por vezes retangular, quadrado, oval, circular ou ainda adquirindo características específicas de alguns animais, tais como cachorro, gato, peixe ou ainda com formas de traços humanos. É semelhante à pequenos pratos, com dimensões de aproximadamente 8 cm de largura e 12 cm de comprimento para os tipos retangulares e quadrados, e para os ovais, circulares e demais tipos em torno de 80 cm de diâmetro. Possui base com pequenos orifícios por onde se escoa a umidade do sabonete.

          A saboneteira se apresenta em vários tipos, logo, poderá ser encontrada composta por materiais plásticos, metálicos ou de vidro, com cores neutras ou específicas combinando com a decoração do banheiro, lavabo ou outro ambiente onde se situa. Possui transparência, brilho intenso ou mais opaco, dependendo do material de que foi composto. Nela o sabonete mantém-se mais seco, evitando também que deslize para todos os lados onde foi colocado.

          Sua necessidade se verifica para que possamos organizar mais nossos locais de higiênização evitando o desperdício em seu consumo pois se deixarmos o sabonete sem esse suporte este será gasto mais rapidamente devido ao  seu derretimento, que subdividirá em pequenas partes sem condições de uso.

                 

 

 

DESCRIÇÃO DE OBJETO

(de mais de uma peça)

 

 

REPOUSO NECESSÁRIO

 

          Encontrada nos cômodos se dormir de residências e hotéis, a cama é a aspiração do repouso necessário do nosso corpo físico. É fabricada em quantidade relativa ao seu uso em marcenarias, fábricas de móveis.

          Compõem-se de várias partes: guarda ou cabeceira, lastro, colchão, bases verticais para sustentá-la (também chamado de pés), adornos que decoram sua cabeceira. Suas partes são unidas através de encaixes com o auxílio de parafusos, passando a adquirir uma estrutura na qual forme uma espécie de caixa, suspensa do chão.

          Seu formato é retangular, com dimensões de aproximadamente 1,5 m de largura e 2 m de comprimento (se for de casal) e 80 cm de largura e 2 m de comprimento (se for de solteiro). É feita d diversos materiais variando conforme ao seu tipo, tais como madeira (a mais usada), alumínio ou ferro. De acordo com o material de que é composta a cama poderá pesar em torno de 10 e 50 kg. Poderá adquirir variadas cores ao ser pintada, verificando preferências em tons mais neutros, com mais ou menos brilho, com textura lisa.

          As pessoas em seus vários estágios (crianças, adolescentes, adultos e idosos),através do repouso que a cama proporciona mantêm verdadeiro deleite ao constatar a sua utilidade sendo almejada por muitos após um dia cansativo de atividades.

         

 

 

 

 

 

 

DESCRIÇÃO DE AMBIENTE

 

RECANTO ÍNTIMO

 

         À primeira vista, ao observarmos a estrutura em que se localiza o apartamento onde moramos, parece-nos um lugar pequeno, pois o edifício através de seu porte nos transmite uma idéia de um ambiente reduzido.

         As paredes da sala e dos quartos possuem cor branca, textura lisa, com aspecto de ótima conservação, exceto por alguns raspões num canto ou noutro. Na cozinha, nos banheiros e na área de serviço, o azulejo com cores neutras predomina na composição das paredes, proporcionando uma melhor higienização das peças. As janelas apresentam-se em ótimo estado, compostas de uma parte interna com vidraças e outra externa com persianas, adequando à iluminação ao tamanho de cada aposento. O chão é todo de lajotas de cores claras, colaborando com a facilidade para manter a sua limpeza. Sua extensão real é de 100 metros quadrados, porém ao visualizarmos e nos integrarmos ao ambiente a impressão é de um tamanho bem maior.

          A decoração do apartamento é simples, com móveis bem distribuídos, adequados ao tamanho de cada peça, aliando certo conforto com suas propriedades úteis. Predomina um estilo moderno em suas características, de cores variadas. Na sala de jantar a mesa de vidro compõe o ambiente junto com um balcão espelhado. Na sala de estar, um sofá muito confortável de cor vinho acolhe os usuários juntamente com aparelhos de som e imagem para seu entretenimento. Nos quartos, o aspecto é convidativo ao repouso: camas aconchegantes, cortinas bem postas aliado ao silêncio que as aberturas bem vedadas proporcionam. O ambiente reservado à confecção dos alimentos, tudo se caracteriza muito prático, desde o tamanho do lugar até os objetos e utensílios mais ocupados. Possui duas sacadas com vistas agradáveis e relaxantes, de tamanho adequado ao porte de três pessoas comodamente sentadas.

           O que a princípio dá a impressão de um apartamento pequeno, transforma-se em ambiente amplo e suficiente para uma família como a nossa, composta por três membros com necessidades práticas e básicas, que idealiza um cotidiano agradável, seguro e tranqüilo. 

 

 

DESCRIÇÃO DE PAISAGEM                    

 

                                       BEM VIVER COM SIMPLICIDADE

 

           Próxima à cidade de Três de Maio, localiza-se uma pequena propriedade rural, assemelhando-se a uma chácara, que acentua-se em relevo plano e bem arborizado.

           Em seu aspecto mais admirável, sobressai uma área verde composta por árvores frutíferas, com sombra frondosa, onde os animais da propriedade se abrigam do castigante sol do clima de verão. A fauna é composta de galinhas, porcos, vacas e animais domésticos como cães e gatos. Ao fundo está a fertilizada terra, com seu plantio de soja, milho, feijão e pequeno trecho com hortaliças e verduras muito bem adubadas e irrigadas. Ainda compõem a paisagem, próximo a casa, um velho galpão que comporta ferramentas e alguns utensílios de pouco uso, tais como, um arado em condições precárias, um amolador de facas, moedor de cana e vários objetos de marcenaria. Este espaço ocupa uma função de depósito de sobras de colheitas, permitindo o armazenamento sem a sua deterioração, tais como o alho, a cebola, o milho, a soja, o amendoim, as nozes e o feijão.

           A construção principal, habitada por seus proprietários, recentemente reformada, substituiu uma construção muito simples, quase em condições inabitáveis, devido ao desgaste de sua estrutura, com tábuas apodrecidas e telhado quebrado, assoalho em precárias condições com enormes frestas, por onde insetos perpassavam e as intempéries não poupavam os seus ocupantes.

           A nossa sensação ao admirar e participar da paisagem do local é de bem estar ao contato com elementos simples da natureza, o que nos remete à reflexões do quanto não valorizamos a origem de nossos alimentos que são produzidos em propriedades como essa, tampouco aproveitamos a tranqüilidade e o ar puro que dela emana.

 

 

 

*************************************************************************************************************

 

MARIA MONTESSORI

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VIDA

 

          Maria Montessori nasceu em 03 de março de 1870 em Chiaravalle, cidade da Itália Central, província de Ancona de las Marcas.Aos dezesseis anos muda-se com sua família para Roma para cursar o ensino superior.Em 1896 , após sua graduação em Medicina, na qual revela-se a primeira mulher formada nesta profissão,aos 26 anos de idade, dedica-se às crianças anormais (assim chamadas na época, hoje porém, chamadas de “crianças com necessidades especiais”) como auxiliar na clínica psiquiátrica da Faculdade de Medicina da Universidade de Roma.

          Em setembro de 1898, quando foi convocada para o I Congresso Pedagógico Nacional italiano em Turim, apresenta seu modelo pedagógico propondo um plano para a educação de crianças deficientes com criação de escolas, sendo este aprovado. Seguidora das idéias de Séguin (voltadas para o tratamento e à educação dos anormais), ela as toma como ponto de partida para desenvolver seu trabalho.

          Por volta de 1899-1900, Montessori realiza conferências para professores sobre o tema, resultando na criação da Escola Magistral Ortofrênica, à qual dirige por dois anos, recebendo alunos deficientes mentais. Nos dois anos seguintes funda em Roma, uma escola de ensino especial e ainda faz cursos de filosofia e psicologia experimental, fazendo viagens de estudo à Inglaterra e França. Começa a estender seu trabalho à todo tipo de crianças, depois de sugestões de Séguin.

          Fundou a primeira de suas Case dei Bambini (Casa de Crianças) em 1907, em Roma. Essas instituições eram de educação e vida e não apenas lugares de instrução. Com esta iniciativa, Montessori mudou os rumos da educação tradicional, que dava maior privilégio à formação intelectual, emprestando-lhe à educação um sentido vivo e ativo. Principia o movimento da educação nova.

          Em 1909 publica em seu livro, que foi traduzido em várias línguas, o método que desperta grande interesse, pelo qual foi conhecida na Espanha. Em seu livro, Montessori propunha despertar a atividade infantil através do estímulo e promover a auto-educação da criança, colocando meios adequados de trabalho à sua disposição e o educador, portanto, não atuaria diretamente sobre a criança, mas ofereceria meios para a sua autoformação, sustentando que só a criança é educadora de sua personalidade.

          Entre 1912 e 1913 o interesse por sua doutrina se amplia e realiza-se o I Curso Internacional Montessori, em Roma. Estende-se a diversos países o seu método, resultando em extensões nos Estados Unidos. No ano de 1916, em Barcelona, dirige o III Curso Internacional.

          Com o fim da Primeira Guerra Mundial,em 1917, sua atividade se multiplica com a promoção de conferências na Europa, na América Latina e na América do Norte, fundando uma obra filantrópica internacional para crianças mutiladas na guerra.

          Com o triunfo do fascismo, na Itália, suas atividades paralisaram, proibiram-se todas as suas atividades e suas escolas foram fechadas, período por volta de 1930 em que Maria Montessori deixa seu país. Em 1936, fixa residência em Noordwijk, Holanda. Atravessa períodos difíceis por causa dos conflitos políticos e pelos questionamentos aos seus métodos, feitos por alguns integrantes da Escola Nova, principalmente ao que se refere ao individualismo do método.

           Na Índia, em 1940, funda uma escola de formação de professores, onde é presa, sendo libertada provisoriamente graças a uma ceita teosófica.Publica trabalhos em Madrás, que completa a  revisão de  seu pensamento.

            Quando termina a guerra, retorna à Holanda, cria uma escola para professores perto de Amsterdã, visita a Itália, mas continua residindo em Noordwijk, Países Baixos, até sua morte em 06 de maio de 1952. Suas atividades se reúnem como educadora-pedagoga, médica e feminista, considerada uma verdadeira humanista, cidadã do mundo.

                                     

 

 

 

OBRAS

 

-         El método de la Pedagogia Científica aplicado a la educación de la primeira infancia en las Case dei Bambini. Araluce, Barcelona, s/d.(Pedagogia Científica)

-         El Niño. Araluce, Barcelona, s/d.(A Criança)

-         La mente absorvente del niño. Araluce, Barcelona, s/d.

-         Formación del hombre.Araluce, Barcelona, 1973.

 

 LIVROS SOBRE MONTESSORI

 

      Destacam-se na Espanha, como introdutor do método Montessori neste país, Joan Palau Vera, traduzindo os livros Antropologia Pedagógica, El método de la Pedagogia Científica e La autoeducación em la escuela elemental e a inspetora Leonor Serrano que traduziu e escreveu estudos sobre o método montessoriano.

      Outras obras publicadas:

       - Helming, H. (1970): El sistema Montessori, Barcelona: Miracle;     

       - Lubienska, M. (1969): El método Montessori, Madrid: Magistério Español;

       - Órem, R. C. (1986): El método Montessori de educación diferencial, Barcelona: Paidós Ibérica;

       - Orem, R. C. (1986): La teoría y el método Montessori en la actualidad, Barcelona: Paidós Ibérica.

 

ALGUNS SITES MONTESSORI

 

           Constructor SuiGávea - Rio de Janeiro;

          Amanda Oliveira RabeloRio de Janeiro;

          Escola MontessorianaChapecó – Santa Catarina;

          Reino Encantado – Brasília;

          Aldeia Montessori – Rio de Janeiro;

          Escola Bosque – São Paulo;

          Tip Toe School – São Paulo;

         

IDÉIAS E MÉTODO MONTESSORIANO

 

 

                 Na obra dessa médica-educadora está inserida o que na época considerava-se Pedagogia Científica e percebe-se, a preocupação em conhecer a criança, sentí-la nos vários aspectos de sua personalidade, atender às diferenças individuais de modo que ela se liberte interiormente e para que se adapte à vida social de forma livre, sendo esta liberdade uma condição indispensável para desenvolver as manifestações espontâneas. Via a infância como uma fase da existência que deveria ser plenamente vivida, adquirindo uma filosofia vitalista , sendo algo susbstantivo e a educação possibilitaria ao indivíduo ter as suas necessidades e interesses satisfeitos, e ao educador caberia criar condições para que o educando atingisse essas metas. O trabalho e o jogo, as atividades prazerosas, a formação artística, uma sociedade mais intensa colaboravam para desenvolver a personalidade integral. 

 

           O movimento da educação nova, na Itália, começou com a Dra Maria Montessori e suas Case dei Bambini” (Casas das Crianças). Elas não visavam à instrução somente, mas eram locais de educação e de vida; realizavam, enfim, a educação completa da criança. Neste contexto da Escola Nova, que se opõe aos métodos tradicionais não respeitando as necessidades e a evolução do desenvolvimento infantil, Maria Montessori, ocupa papel de destaque pelas novas técnicas introduzidas nos jardins de infância (que durante a 1ª Guerra Mundial teve seu interesse diminuído) e nas primeiras séries do ensino formal.                                            

 

 

 

“Eu não inventei um método, eu somente dei às crianças a oportunidade de viver.”

 


 Case dei Bambini, em Roma, San Lorenzo, 06 de Janeiro de 1907.

 

                Tão bons resultados deu, quanto a disciplina, a primeira Casa, que se resolveu abrir outra; a 7 de Abril, inaugurando a segunda, pouco depois uma terceira; pouco a pouco o método foi alcançando a toda a Itália e depois ao resto do mundo; os educadores começavam a chegar a Roma e a visitar as Case dei Bambini, regressando entusiasmados com o que se conseguia fazer: falavam de crianças novas, dos seres extraordinários de delicadeza, de precisão, de inteligência, de correção que Maria Montessori soubera criar; nas escolas que iam montando noutras cidades, os professores mais audaciosos guiavam-se todos pelas normas montessorianas que vinham aprender nas visitas às Casas. 

            Encontramos em sua teoria algumas aquisições pedagógicas que a precederam:

·        O individualismo de Rosseau;

·        A educação sensorial de Pestalozzi;

·        A educação das faculdades de Herbart;

·        A valorização do jogo, da auto-atividade e a criação de hábitos a partir de impulsos naturais que Froebel introduziu.

 

       Seu método foi um dos primeiros considerados ativos quanto à criação e aplicação, seu principal objetivo são as atividades motoras e sensoriais. Levando-se em conta que seu método parte do ensino de crianças anormais (logo se estendendo a todo público infantil), sua aplicação é biológica, com mais ênfase ao desenvolvimento do que à adaptação. Partindo da psicologia positivista e associacionista, baseia-se em princípios básicos de encorajamento de sua liberdade, de respeito pela individualidade, e educação da auto-atividade, sendo que educador e escola devem estar preparados para valorizar estes aspectos,o que inspirou verdadeiras reformas educacionais.Tem também um caráter social, uma vez que as crianças, em conjunto, devem colaborar para o ambiente escolar.

        Uma de suas grandes contribuições foi em estimular a criação de um ambiente apropriado para cultivar a atenção, à vontade, a inteligência, a imaginação criativa sem esquecer da educação moral. Na Casa dei Bambini, tudo tinha a dimensão da própria criança: mesas, cadeiras, estantes, banheiros, armários, etc., feitos de tamanho pequeno de forma a permitir às crianças enorme liberdade de locomoção e o domínio do ambiente.

         Nos centros montessorianos, para conseguir autonomia, a criança deve praticar continuamente hábitos de vida cotidiana, por exemplo: tirar e pôr roupas, abotoá-las, pendurá-las, lavar as mãos, comer e beber sozinhos, pôr e tirar a mesa, etc.Que aprenda a se desenvolver sem a ajuda do adulto, para tanto, seu ambiente deve estar em perfeita ordem, se referindo ao tempo (horários bem definidos) e ao espaço (lugar amplo para brincar e à parte o mobiliário e o material).No que tange à posição do professor, este requer um espírito científico com disciplina profunda, devendo saber a diferença entre a orientação (certa vigilância do aluno) e o exercício individual (trabalho exclusivo da criança).

        O seu material didático é rico voltando-se à estimulação sensorial e intelectual.  Seus jogos são atraentes e instrutivos. O material criado tem papel preponderante no seu trabalho educativo, pois pressupõem a compreensão das coisas a partir delas mesmas, tendo como função estimular e desenvolver na criança, um impulso interior que se manifesta no trabalho espontâneo do intelecto. 

      Ela produz uma série de cinco (5) grupos de materiais didáticos, levando em conta três objetivos específicos: educação motora, educação dos sentidos e educação intelectual. Classificam-se em:

 

       - Exercícios Para a Vida Cotidiana;

       - Material Sensorial;                                                                      

       - Material de Linguagem;                                                                

       - Material de Matemática;

       - Material de Ciências.

 

       Estes materiais se constituem de peças sólidas de diversos tamanhos e formas:

     -  caixas para abrir, fechar e encaixar, de vários tamanhos;

     - cubos e prismas;

     - botões para abotoar;                                                                    

     - cartões com série de cores, de tamanhos,de formas e       espessuras diferentes;                                

       -coleções de superfícies de diferentes texturas;

      - campainhas com diferentes sons;

      - quebra-cabeças, diferentes alfabetos para compor palavras;

      - conjunto de contas coloridas, barras de contagem;

      - letras e algarismos em lixas e madeira;

 

 

                   O Material Dourado é um dos materiais criado por Maria Montessori, que despertam no aluno: a concentração, o interesse, além de desenvolver sua inteligência e imaginação criadora, pois a criança está sempre predisposta ao jogo. Além disso, permite o estabelecimento de relações de graduação e de proporções, e finalmente, ajuda  a contar e a calcular.

.                   Este material baseia-se nas regras do sistema de numeração, inclusive para o trabalho com múltiplos, sendo confeccionado em madeira, é composto por: cubos (formado por dez placas, a placa por dez barras e a barra por dez cubinhos, sendo de grande importância na numeração, facilitando a aprendizagem dos algoritmos das quatro operações: adição, subtração, multiplicação e divisão), placas, barras e cubinhos.     O aluno usa (individualmente) os materiais a medida de sua necessidade e por ser autocorretivo faz sua auto-avaliação. Os professores são auxiliares de aprendizagem e o sistema peca pelo individualismo. Embora, hoje sua utilização é feita em grupo.

             Embora especialmente elaborado para o trabalho com aritmética, a idealização deste material seguiu os mesmos princípios montessorianos para a criação de qualquer um dos seus materiais, a educação sensorial:

*           -desenvolver na criança a independência, confiança em si mesma, a concentração, a coordenação e a ordem;

*           -gerar e desenvolver experiências concretas estruturadas para conduzir, gradualmente, a abstrações cada vez maiores;

*           -fazer a criança, por ela mesma, perceber os possíveis erros que comete ao realizar uma determinada ação com o material;

*           -trabalhar com os sentidos da criança.

 

*          

            Inicialmente, o Material Dourado era conhecido como "Material das Contas Douradas" e sua forma era a seguinte: mdb8.JPG (10069 bytes)

     No trabalho com esses materiais a concentração é um fator importante. As tarefas são precedidas por uma intensa preparação, e, quando terminam, a criança se solta, feliz com sua concentração, comunicando-se então com seus semelhantes, num processo de socialização.
     A livre escolha das atividades pela criança é outro aspecto fundamental para que exista a concentração e para que a atividade seja formadora e imaginativa. Essa escolha se realiza com ordem disciplina e com um relativo silêncio.
    O silêncio também desempenha papel preponderante. A criança fala quando o trabalho assim o exige, a professora não precisa falar alto.
     Pés e mãos têm grande destaque nos exercícios sensoriais (não se restringem apenas aos sentidos), fornecendo oportunidade às crianças de manipular os objetos, sendo que a coordenação se desenvolve com o movimento.
     Em relação à leitura e escrita, na escola montessoriana, as crianças conhecem as letras e são introduzidas na análise das palavras e letras; estando a mão treinada e reconhecendo as letras,a criança pode escrever palavras e orações inteiras.A leitura e a escrita não são simultâneas, sendo que a escrita precede a leitura. Para Maria Montessori, ler é interpretar uma idéia por meio de sinais gráficos, podendo juntar as letras que formam uma palavra antes de conseguir compreender seu significado.
     Em relação à matemática os materiais permitem o reconhecimento das formas básicas, permitem o estabelecimento de graduações e proporções, comparações, induzem a contar e calcular.

 

Immagine:Montessori-school007.jpg

                                                Escola Montessoriana em Holanda, 1915.

 

OS DOZE PONTOS DO MÉTODO MONTESSORIANO

 

*                   1º- Baseia-se em anos de observação da natureza da criança por parte do maior gênio da educação desde Froebel.

*                   2º- Pelas suas demonstrações a aplicabilidade  é universal.

*                   3º- Revelou que a criança pequena pode ser um amante do trabalho intelectual, escolhido de forma espontânea, conseqüentemente realizado com alegria.

*                   4º- Tem por base que a criança possui uma necessidade vital: aprender fazendo, baseando-se nisso, à  cada etapa do crescimento mental da criança são proporcionadas atividades correspondentes com as quais se desenvolvem suas faculdades.

*                   5º- Ainda que ofereça à criança uma grande espontaneidade, consegue capacitá-la para alcançar os mesmos níveis, ou até mesmo níveis superiores de sucesso escolar, que os alcançados sobre os sistemas antigos. Requer do educador uma nova concepção de que deve ensinar pouco, observar muito e orientar as atividades psíquicas das crianças, bem como seu crescimento psicológico.

*                   6º- Consegue uma excelente disciplina e liberdade, apesar de prescindir de coerções tais como recompensas e castigos. Explica-se tal fato por tratar-se de uma disciplina que tem origem dentro da própria criança e não imposta de fora, na qual as atividades deveriam ser realizadas pela criança pela própria necessidade e prazer da sua realização, exigindo uma mudança radical do próprio professor, cujo estímulo, maneira de agir e o amor são fundamentais para o desabrochar e o desenvolvimento da criança, sem se colocar ao mesmo nível que ela.

*                   7º- Baseia-se em um grande respeito pela personalidade da criança, concedendo-lhe espaço para crescer em uma independência biológica, permitindo-se à criança uma grande margem de liberdade que se constitui no fundamento de uma disciplina real.

*                   8º- Permite ao professor tratar cada criança individualmente em cada matéria, e assim, fazê-lo de acordo com suas necessidades individuais.

*                   9º- Cada criança trabalha em seu próprio ritmo.

*                   10º- Não necessita desenvolver o espírito de competência e a cada momento procura oferecer às crianças muitas oportunidades para ajuda mútua o que é feito com grande prazer e alegria.

           11º- Já que a criança trabalha partindo de sua livre escolha, sem coerções e sem necessidade de competir, não sente as tensões, os sentimentos de inferioridade e outras experiências capazes de deixar marcas no decorrer de sua vida. A criança não se separa do trabalho, é assim que cresce, é o trabalho que aumenta a sua energia. Trabalho de criança é a ação que desenvolve suas brincadeiras, suas descobertas, suas tentativas, suas conquistas.

           12º- O método Montessori se propõe a desenvolver a totalidade da personalidade da criança e não somente suas capacidades intelectuais. Preocupa-se também com as capacidades de iniciativa, de deliberação e de escolhas independentes, que constitui a base do sistema, e os componentes emocionais.

 

           Constatamos no trecho baixo, algumas considerações de Maria Montessori, quanto ao seu método, extraído da obra Em Família, Rio de Janeiro, s.d. p.43-48:

 

           “A criança não pode levar uma vida normal no mundo complicado dos adultos. Todavia, é evidente que o adulto, com a vigilância contínua, com as admoestações ininterruptas, com suas ordens arbitrárias, perturba e impede o desenvolvimento da criança. Dessa forma, todas as forças positivas que estão prestes a germinar são sufocadas; e a criança só conta com uma coisa: o desejo intenso de livrar-se, o mais rápido que for possível de tudo e de todos.

            Portanto, esqueçamos o papel de carcereiros e tratemos, ao invés disto, de preparar-lhes um ambiente onde possamos o máximo possível, não cansá-las com a nossa vigilância e nossos ensinamentos. É preciso que nos convençamos que tanto mais o ambiente corresponde às necessidades da criança, tanto mais poderá ser limitada a atividade do professor. Contudo, não podemos esquecer de um princípio importante. Dar liberdade à criança não quer dizer que se deva abandoná-la à própria sorte, muito menos, negligenciá-la. A ajuda que damos à alma infantil não deve ser a indiferença passiva diante de todas as dificuldades de seu desenvolvimento; muito pelo contrário, devemos assistir esse desenvolvimento com prudência e com um cuidado repleto de afeto (...)

         Certamente aqui está a chave de toda a pedagogia: saber reconhecer os instantes preciosos da concentração, a fim de poder utilizá-los no ensinamento da leitura, da escrita, das quatro operações e, mais tarde, da gramática, da aritmética, das línguas estrangeiras, etc. Ademais, todos os psicólogos estão acordes ao asseverar que só existe uma maneira de ensinar: suscitando o mais profundo interesse no estudante e, ao mesmo tempo, uma atenção viva e constante. Portanto, trata-se apenas disto: saber utilizar a força interior da criança com relação à sua educação. Isto é possível? Não é apenas possível, é necessário. A atenção tem necessidade de estímulos gradativos para concentrar-se. No começo serão objetos facilmente reconhecíveis pelos sentidos, que interessarão aos pequeninos: cilindros de diversos tamanhos, cores que deverão ser dispostas segundo a sua coloração, diversos sons para distinguir, superfícies mais ou menos difíceis para serem reconhecidas pelo tato. Porém, mais tarde teremos o alfabeto, os números, a leitura, a gramática, o desenho, as operações aritméticas mais difíceis, a história, as ciências naturais, e assim se construirá o saber da criança.  

         Conseqüentemente, a tarefa da nova professora tornou-se muito mais delicada e mais séria. Depende dela se a criança encontrará seu caminho rumo à cultura e à perfeição ou se tudo será destruído. A coisa mais fácil é fazer a professora compreender que, para o progresso da criança, ela deve se eclipsar e renunciar os direitos que, antes, eram dela; deve entender muito bem que não pode haver nenhuma influência nem sobre a formação nem sobre a disciplina do aluno, e que toda a sua confiança deve ser colocada nas energias latentes de seu discípulo. Sem dúvida sempre há alguma coisa que a compele, constantemente a dar conselhos aos pequeninos, a corrigi-los ou encorajá-los, mostrando-lhes que é superior por experiência e por cultura; mas não obterá nenhum resultado até que não se tenha conformado em manter dentro dela mesma toda e qualquer vaidade.

         Em compensação, a sua atuação indireta deve ser assídua: deve preparar, com pleno conhecimento de causa, o ambiente, dispor o material didático com habilidade e introduzir, com o máximo cuidado, a criança nos trabalhos da vida prática. Cabe a ela saber distinguir a criança que procura o caminho certo daquela que se enganou de caminho; deve estar sempre tranqüila, sempre pronta a ajudar, quando é chamada, a fim de demonstrar o seu amor e a sua confiança. Estar sempre a postos: só isto.

         A professora deve dedicar-se à formação de uma humanidade melhor. Assim como a vestal devia conservar puro e isento de escórias o fogo sagrado, assim a professora é a guardiã da chama da vida interior em toda a sua pureza. Se esta chama não for cuidada, haverá de se apagar para nunca mais voltar a arder.”

 

         O método montessoriano foi posteriormente criticado pelo fato de haver um excesso de materiais pedagógicos de diferentes tipos, não dando sequer tempo disponível à criança para desenvolver as capacidades da imaginação. Não podemos nos esquecer que uma de suas principais características foi a capacidade de adaptação, sem que isso implicasse a renúncia de um sistema com formulações muito específicas, sendo que readaptado às mudanças da época atual, formula-se a configuração vigente do método. Maria Montessori propõe organizar espaços de maneira que as crianças sejam as escritoras de suas próprias histórias, protagonistas de sua aprendizagem, sem depender de seus educadores. Sua proposta deveria ser revista levando em conta as atuais conquistas científicas, e ser reconhecida pela comunidade educacional, pois sua contribuição, tanto de sua filosofia quanto de sua lógica e metodologia constitui-se valiosa apesar de simples, porém plena de humanidade.

            Hoje, os livros de Maria Montessori estão traduzidos em numerosas línguas, entre as quais o chinês e o árabe; há escolas Montessori em todo o mundo, até no Tibete e no Quênia; na Itália, na Hungria, na Holanda, no Panamá e na Austrália, os governos mandam adotar o método nas escolas oficiais e modificam as leis escolares, todas as vezes que há entre elas e o funcionamento das escolas qualquer incompatibilidade; a preparação dos mestres também não foi descuidada e em vários países existem escolas de formação montessoriana; a sociedade Montessori tem secções em todas as terras civilizadas e funda escolas, organizam conferências, cursos de férias; o movimento amplia-se cada vez mais, embora com todas as modificações que os progressos recentes da pedagogia apresentam como aconselháveis. Muito mais do que um método, o trabalho deixado por Maria Montessori é considerado um sistema.

“O homem nasce quando sua alma se sente a si própria, se fixa, se orienta, escolhe...”
Maria Montessori

*************************************************************************************************************************

 

CIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DE VERDADES

 

 

 

       A ciência, como resultado de ações intrinsecamente humanas, está em constante processo de transformação das verdades convencionadas por seus sujeitos, que, incessantemente, estão em busca do aprimoramento e do progresso em todos os campos do conhecimento.

         Sabendo que a verdade é relativa, nunca absolutamente verdadeira, vemos a ciência, que se ocupa dessas verdades, ser construída através das buscas de pessoas que estão sujeitas a todo instante, a um processo de modificação de seus pontos de vista, baseados em novas descobertas.

         A ciência pode e deve ser modificada, ou seja, superada, ao passo que ela é o produto da evolução do conhecimento humano. A verdade que ela busca é definida pelas concepções de realidade que são separadas em: real objetivo e real subjetivo. Entende-se por real objetivo, aquilo que pode ser mensurável de forma única, e o subjetivo, o que não possibilita um critério único para sua medida, sendo que, na primeira, são as leis físicas, convencionadas pelos indivíduos, que proporcionam a aproximação mais eficiente do que pode tornar essa verdade válida.

Porém, somente uma ou outra lei convencionada é válida, dentro de uma precisão, o que possibilita à verdade ser passível de estar sendo modificada a qualquer momento, pois estas leis evoluem paralelamente às pessoas. O que hoje se entende por verdade, num futuro próximo, deverá transformar-se, pois o homem, desde os seus primórdios, vai evoluindo e progredindo, o que resulta no constante processo de superação dessas verdades da ciência.

No campo social, as pesquisas da ciência possibilitam o seu desenvolvimento, ampliando o seu entendimento, o que proporciona a construção do seu próprio sentido, na medida em que essas verdades ofereçam espaços de descobertas e de transformações individuais, o que leva às grandes modificações coletivas. A ciência é mais bem compreendida pelas pessoas, quando estas são instigadas a buscar o entendimento, através do conhecimento sobre a realidade em que estão inseridas, o que diminui a distância entre a sociedade e o conhecimento científico, ao passo que proporciona um despertar para novas e continuadas descobertas.

Em instituições educacionais, a contribuição de alunos e professores na construção das verdades que a ciência busca é fator preponderante para que os benefícios se façam presentes. A pesquisa de cunho didático-pedagógico torna contínuo o processo de construção e modificação do nosso ensino. Faz buscar respostas para os problemas e ajuda a vencer as dificuldades, bem como superar suas limitações.

Necessário se faz que nesta dinâmica educacional, a opinião e a verdade sejam entendidas claramente, para que se possa transformar e consensuar essas construções. Sendo que, o conhecimento se fundamenta na verdade, dando-lhe um caráter científico, verificável, portanto o mais aproximado da verdade, a opinião se não proporcionar novos rumos, se posiciona de maneira vazia e obscura, facilitando teorias equivocadas.

A ciência só continuará sendo um processo cada vez mais aprimorado, se o papel da educação for o de buscar os caminhos da pesquisa, paralelo ao ensino em nossas instituições, levando em conta algumas peculiaridades que atingem os estabelecimentos. A pesquisa enriquece o ensino, pois pode ser buscada pelo próprio aluno, mesmo que por procedimentos de pequenos níveis de dificuldades, de caráter didático, o que será o princípio para que a cientificidade seja pré-requisito para construir as verdades da ciência.

*************************************************************************************************************

        

 

IDADE ANTIGA

IDADE MÉDIA

IDADE MODERNA

Século IV a.c.

 

GRÉCIA:

Sofistas- Retórica, dialética, virtude é ensinada, transmissão de conhec.; do mestre para o discípulo;não se preocupavam com a verdade.

 

Platão

Sócrates

Aristóteles

-idéias inatas;

-aprendiza-

gem por espanto;

-cada um é responsável por sua própria aprendizagem;

-criou a academia

 (discussão

de idéias,filo-

sofia,etc)

-Questionava

os sofistas;

-Preocupava-se com o conhecimento;

-tábula rasa;

-Sem pontos finais;

-Discutia sempre a argumentação;

-idéias renovadoras

-Pesquisa do

conhecimento

pelas experiên-

cias;

-Sensações;

-Leis de conti-

güidade,simila-

ridade e con-

traste;

-Exercitar a me-

mória, repeti-

ções

 

ROMA:

Cícero

Quintiliano

-oposto aos sofistas;

-aptidões naturais;

-individualismo;

-independência;

-responsabilidade pes-

soal;

-meditação pessoal,ori-

ginalidade,observação

e reflexão;

-oposto aos sofistas;

-boa memória:exercício

contínuo;

-ensino vigoroso

-rigidez;

-aprendizagem por jogos;

-primeiras aprendiza- gens são mais impor-

tantes;

Séculos V ao XV

 

-Idéias predominantes:

   *sobrenaturais;

    *transcendentes;

 

 

 

Sto Agostinho

Sto Tomás de Aquino

-formação do cristão;

 

-iluminação interior;

 

-aprendizagem na al-

ma;

 

-seguidor da filosofia

platônica;

 

-origem patrística;

 

-idéia paradoxal de

que nunca se apren-

de nada;

-seguidor de Aristóteles;

 

-filosofia da escolástica;

 

-aprendizagem por:

  *descoberta(interna)

   *ensino(externo)

 

-conhecimentos anterio-

res;

Séculos XV ao XXI

-Contrasta com a Id. Média;

 -Valorização de potencialidades humanas;

-Educação intelectual,moral e física;

-Surge o Renascentismo e a filosofia humanista;

-Principia o Empirismo;

 

Séc  XV

 

Séc XVII

Séc. XVIII

E XIX            Séc. XX

Juan Luis Vives:

-indução;

-empirismo ex-

perimental;

-associação de

idéias;

-natureza da

memória;

-psicologia

animal;

-não a essência

da alma,mas co-

mo ela se opera;

-valorização vida terrena e

não da eterna;

-início do empirismo

-início psicolo-

gia educacional;

 

Comênio:

-ensino áu-

Dio-visual;

-didática;

-pedagogia

Moderna;

-escola primária,se-

Cundária e

Superior;

Hobbes:

-pai do empi-

Rismo;

-sensações

Como fonte

De idéias;

-relações por

Associações;

-não à líber-

Dade da von-

Tade;

-experiência

E consciência

São corpóreas

Locke:

-tábula rasa;

-experiências

sensoriais;

-associações

de idéias;

-

ASSOCIACIOCIONISMO

_____________________________

*EXPERIENCIAS(sentidos)

HERBART

EBBINGHAUS

Importância das

experências

passadas;

 

Condicionamen-

to clássico;

 

Condicionamento

Instrumental;

 

Observação +

Imitação(essência

da aprendizagem);

 

-preparação;

-apresentação;

-comparação;

-generalização;

-aplicação;

 

 

 

 

Estudo dos processos mentais superiores;

Foi pesquisa-

dor e sujeito

nas experiên-

cias;

Medida de aprendizagem:

Repetição de sílabas sem sentido;

Superaprendiza-

gem e a economia na

reaprendizagem

Grau de reten-

ção:quantidade+

volume do ma-

terial a ser

aprendido;

Métodos objetivos;

-oposição ao as-

Sociacionismo

-Estatística e matemática tem

sucesso na memória

 

 

 

 

 

*************************************************************************************************************

 

VALORES MORAIS ESQUECIDOS

 

 

                                                                           Ana Cláudia de Menezes

 

         Falam-se, escrevem-se, publicam-se inúmeras implicações a respeito dos valores morais, porém, a triste realidade que encontramos na prática, contradiz a teoria tão bem articulada. Em qual momento será que existirá realmente, a consciência em torno das menores atitudes do nosso dia-a-dia, nos vários segmentos (educacional, familiar, social, etc.), nos quais estamos inseridos?

         “Pimenta nos olhos dos é colírio”, já diz a expressão popular. Quando se trata de cobrar dos outros aquilo que na maioria das vezes não se faz, torna-se muito fácil, leviano e hipócrita. O que se quer em termos de honestidade, educação, ética, etc., deveria estar partindo do pressuposto de que algo que não se quer para si, não pode ser exigido dos outros. Que tal se tudo começasse partindo em primeiro lugar de cada um de nós?

         Ao passo que, no momento em que todo o indivíduo vigiasse suas ações, as mais simples que sejam, estariam se modificando as concepções em torno de que, agir corretamente só vale para os outros. Sabe-se, porém, da enorme dificuldade em entender e aceitar as várias condutas que lamentavelmente se fazem presentes, onde quer que estejamos.

         Onde deve começar a educação dos princípios morais? Sim, na primeira célula da sociedade, a família. É nela que se começa, desde a mais tenra idade, a cultivarem-se as noções de educação, de higiene e limpeza (tanto físicos como psíquicos), sendo que é o exemplo dos pais um dos meios principais que se deve utilizar para educar os filhos.

         Será que isso só se faz no âmbito familiar? E na escola? As nossas instituições de ensino são as extensões dos lares de nossas crianças. É na escola, que irá se formalizar e aprimorar os primeiros ensinamentos, dando continuidade ao trabalho na formação de um sujeito histórico-social.

         Paciência, perseverança, vontade e segurança são os principais requisitos para que se possam instaurar novamente os valores morais que se encontram tão esquecidos em detrimento dos conhecimentos científicos, que estão sendo muito mais priorizados em nosso sistema.

         Como o beija-flor, ao enfrentar o incêndio na floresta, que leva em seu pequeno bico, a sua parcela de contribuição para que o perigo diminua ( a gota de água que lhe cabe) assim todos, indistintamente devem repensar sobre sua posição mediante as conseqüências da falta de conduta ilibada em suas ações, a começar por ”pequenas grandes” atitudes, insuficientemente encontradas atualmente.

 

                                      Aluna do 2º Semestre do Curso de Pedagogia do Instituto de Ensino Superior de Santo Ângelo.

 

voltar

        

Hosted by www.Geocities.ws

1