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MEUS TRABALHOS
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A DESCOBERTA DA INFÂNCIA
QUESTÃO Nº. 01
Até o fim do século XIII, não
existiam crianças caracterizadas por uma expressão particular. Na arte
medieval, por volta do século XII, a infância era desconhecida e não
representada.
Os artistas que representavam
as crianças nesta época, não conseguiam expressar a real forma da criança, as
suas características. Elas eram retratadas como um adulto em miniatura,
distinguindo ambos só pelo tamanho, sem nenhuma diferença de expressão ou de
traços.
No século X – XI, havia a
concepção de que a infância era um período transitório, não despertando o
interesse dos homens.
Por volta do século XIV
surgem os anjos, representados por uma aparência de um rapaz muito jovem,
educados para serem aprendizes do clero.
Surge então uma representação
mais realista e sentimental, voltados para uma imagem religiosa, no qual se
associava ao Menino Jesus ou Nossa Senhora menina, vista como infância sagrada.
Caracterizando um terceiro
tipo, aparece a criança na fase gótica, sendo que eram representadas nuas. Não
estava ausente das representações, surgindo o retrato e o putto, marco
muito importante na História, nunca sendo representada em sua forma real.
No século XVI, a criança
aparece representada inicialmente nas efígies funerárias de seus professores,
curiosamente, e não na de seus pais.
A perda de crianças através
de suas mortes não era de relevada importância ainda no século XVII. Havia o
forte sentimento de que dáva-se à luz a muitas crianças para poder conservar
apenas algumas. A opinião de Montaigne como a opinião comum, nos demonstra esse
sentimento: “não reconhecer nas crianças nem movimento na alma, nem forma
reconhecível no corpo”. Essa indiferença era típica das condições demográficas
da época, persistindo até o século XIX, mudando com a compatibilidade ao
cristianismo, que impunha o respeito na criança batizada como ser imortal,
sendo que as sem batismo eram enterradas nos jardins de suas casas, igual ao
que faziam com seus animais domésticos.
As crianças eram consideradas
insignificantes, pois ao morrer cedo, nem se concebia a idéia de que ela
voltasse para incomodar os vivos. Essa idéia desapareceu no século XVIII, onde
surgiu o mathusianismo e as práticas contraceptivas, sendo que com o retrato da
criança morta no século XVI, prova que a criança não era considerada como uma
perda inevitável. Era retratada nos túmulos dos seus pais, juntamente com
crianças ainda vivas. No fim do século XVI, eram representadas em alguns raros
casos, isoladamente com trajes peculiares à sua idade.
Já no século XVII a criança
aparece representada sozinha e por ela mesma, surgindo então a prática das
famílias de possuírem retratos (pinturas) de todos os seus filhos em idade em
que eram crianças. Esse costume se encontra substituído até hoje pela
fotografia, sem mudar o sentimento.
Segundo Áries, a infância
teve “lugar” ou foi descoberta no século XIII, mas desenvolveu-se de maneira
numerosa e significativa a partir do século XVI e durante o século XVII.
QUESTÃO Nº 02
No século V a iconografia
pré-bizantina representava os traços da futura arte românica, reduziam-se as
dimensões dos corpos dos mortos em menores que os corpos dos vivos.
Até o século XI a criança não
era representada, a arte medieval desconhecia a infância ou tentava não
representá-la.
No início do século XIII, as
crianças eram representadas em uma escala menor que os adultos, mas sem nenhuma
diferença nos traços de expressão. Os pintores da época, não hesitavam em dar à
nudez, nos raríssimos casos em que as mesmas eram expostas, os músculos
abdominais e peitorais que eram pintados até mesmo nos recém-nascidos. Até o
fim deste século, as crianças eram representadas com mais freqüência, não
existindo crianças caracterizadas por uma expressão partículas, mas sim homens
de tamanho reduzido (adulto em miniatura).
No século XIV os artistas representavam
as crianças em forma de anjos, sublinhando traços redondos e graciosos um tanto
efeminados. A pintura era voltada para a religiosidade, marcados por traços de
realismo sentimental que tardaram a se estender na iconografia religiosa.
Formou-se assim uma iconografia inteiramente nova, onde juntou o grupo de
crianças santas com ou sem suas mães, estendendo-se até o século XVII.
Denominava-se infância santa.
Apareceu no século XVI o
retrato da criança morta, inicialmente uma efígie funerária, não sendo
representada sozinha, mas sim sobre o túmulo de seus pais. Até meados deste
século, a nudez predominava nas descrições, e no fim é representada nos túmulos
isoladamente.
A grande novidade do século
XVII foi que a criança era expressada sozinha e por ela mesma, nascendo um
costume de as famílias possuírem retratos de seus filhos na idade em que eles
crianças, que no século XIX a pintura foi substituída pela fotografia. Nos
retratos também mencionamos as representações de crianças em ex-votos.
Na segunda metade do século
XVII que a criança era representada nua, ou seja, o “putto”, incluídas nas
pinturas religiosas, não sendo possível retratar a infância sem nudez.
O gosto do pitoresco
anedótico desenvolveu-se nos séculos XV e XVI e coincidiu com o sentimento da
infância, sublinhando a presença da criança dentro do grupo ou da multidão,
substituindo as representações estáticas de personagens simbólicos, como por
exemplo: a criança com sua família ou com seus companheiros de jogos, ou
brincando, ou na escola, etc.
As chamadas cenas de gênero
se desenvolveram através de uma iconografia alegórica convencional, inspirada
na concepção da natureza: idades da vida, estações, sentidos, elementos. Estas
cenas não se consagram em geral na descrição exclusiva da infância, mas que
muitas vezes tinham as crianças como protagonistas principais ou secundárias.
QUESTÃO Nº 03
O aparecimento do retrato da
criança morta no século XVI foi marcante na história dos sentimentos porque na
época não se pensava como hoje, acreditando que a criança já contivesse a
personalidade de um homem, com alma imortal.
Naqueles tempos muitas
crianças nasciam e a maioria tinha uma sobrevivência problemática. Inúmeros
eram os esforços realizados para se conservar algumas e esse sentimento
permaneceu durante muito tempo.
Havia a indiferença em
relação à infância em conseqüência da demografia da época, não existindo uma
concepção, mais tarde compatível com o cristianismo, de que a criança possuía
uma alma imortal (efetuando-se no batismo). Eram consideradas insignificantes,
pois como morriam muito cedo nem se cogitava a idéia de que ela “voltasse para
incomodar os vivos”.
Estes sentimentos
representavam então uma insensibilidade, porém naturais da época.
Mais tarde evidenciou-se a
precocidade do sentimento da infância, mesmo existindo ainda as condições
demográficas desfavoráveis, pelo fato de que a criança era vista
“pitorescamente ou engraçadinha” determinava uma visão de passatempo,
divertimento. Esse sentimento podia se acomodar à indiferença com relação à
alma imortal, mas não foi o que aconteceu.
Posteriormente descobriu-se
que a alma da criança era também imortal, através de uma consciência comum,
certamente ligados a uma profunda cristianização dos costumes.
Existia então a coexistência
de dois sentimentos:
- a importância de se
registrar lembranças de uma criança morta, provando que não era mais
considerada como uma perda inevitável;
- a indiferença, pelas
retratações insignificantes, baseando-se nos fatos de como muitas crianças
nasciam e apenas algumas “vingavam” concentravam-se em conservá-las, pois
usavam de consolo de que se perdera uma criança, era porque isso poderia
causar-lhes muitos problemas, evitando o apego ao que era considerado uma
“perda eventual”.
QUESTÃO Nº 04
A descoberta da infância
começou sem dúvida no século XIII. Seus sinais de desenvolvimento tornaram-se
numerosos e significativos a partir do fim do século XVI e durante o século
XVII, quando então se reconheceria que as crianças precisavam de tratamento
especial,antes que pudessem integrar o mundo dos adultos. Nos séculos XV e XVI
sua evolução era acompanhada através da história da arte e na iconografia.
Na época havia o gosto
manifestado pelos hábitos e pelo jargão das crianças pequenas. As crianças
receberam novos nomes: bambins, pitchorins e fanfans. Registravam-se as
expressões das crianças e o emprego de seu vocabulário (fala das amas).
Vestígios de jargões encontrados: pappo que significa pão, ou papin,
toutou(au-au), dada(cavalinho), cadet, populo,avoir campos, etc.Outro jargão da
época foi a palavra bonbon, a expressão “beau com me um ange” e “pás plus grand
que cela”(deste tamanhinho),existindo nos putti as gírias escolares ou
das academias militares.
Tentava-se registrar até
mesmo as onomatopéias das crianças que ainda não falavam, seus ruídos,
balbucios.Despertavam nas mães e amas um sentimento de carinho, proteção,amor
,mas que na época não se concebia a idéia de expressar esses sentimentos de
forma ambiciosa.
As descrições das crianças
eram feitas através de cenas literárias que correspondiam às cenas da pintura e
da gravura de gênero da mesma época: descobertas da primeira infância, do
corpo, dos hábitos e da fala das crianças pequenas.
As mudanças que ocorreram na
esfera cultural podem ser atribuídas à crescente influência do cristianismo e a
um interesse novo pela educação.
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A EDUCAÇÃO NO SÉCULO XVI |
A EDUCAÇÃO NO SÉCULO
XVII |
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-A educação não era meta
prioritária; -A educação assumia papel
de agente colonizador, através dos missionários, principalmente os jesuítas; -Os jesuítas fundaram
escolas elementares, secundárias, seminários e missões em todo o Brasil; -Eles introduziram a
catequese dos índios, a educação dos filhos dos colonos, a formação de novos
sacerdotes e da elite intelectual, com o controle da fé e da moral; -Destacaram-se Manoel da
Nóbrega (político), Aspilcueta Navarro (1º jesuíta que aprendeu a língua dos
índios) e José de Anchieta (organizou a gramática tupi para a catequese); -Pela substituição de
alguns costumes e hábitos nativos feitos pelos missionários, houve um choque
entre os valores da cultura, abalando o sistema comunal primitivo,
principalmente com a língua nativa; -Foram criadas as missões
(nos sertões) para realizar a ação missionária e consolidar as conversões dos
índios; -Os jesuítas mudaram as
práticas nômades, estabeleceram um sistema agrícola restrito a determinadas
áreas, organizaram o modo de vida dos índios, separando-os por famílias,
criando os gentios; -Criaram regras de higiene,
maneiras de comer, condenaram a antropofagia, a embriagues, o adultério, a
nudez, tirando os adornos; -Como forma de educar, usavam
as punições físicas como o açoite, o tronco e mutilações; -Nas missões desenvolveu-se
além das atividades agrícolas, a criação de gado, o artesanato, a fabricação
de instrumentos musicais e construção de templos; -Depois da expulsão dos
jesuítas, os índios aculturados não mais subsistiram moral e economicamente; -A educação dos índios era
para cristianizar e pacificar, dominando-os para o trabalho e a instrução da
elite se consolidava; -A educação dos colonos ia
além de ler e escrever e contar. Nos confessionários, através da confissão,
os padres moldavam o seu pensar; -A educação voltada para a
elite foi montada em três cursos: letras humanas, filosofia e ciência,
teologia e ciências sagradas; -Usavam a educação como
meio de domínio político; -Iniciou com os
missionários a desintegração da cultura indígena, conseqüência do processo de
silenciamento de culturas estranhas (maneira de civilizar igualando-os aos
melhores); -Os jesuítas imprimiram o
ideário católico na concepção de mundo dos brasileiros e consequentemente a
tradição religiosa do ensino. |
-A
educação começou a alterar-se, não apresentando grandes diferenças; -Fortaleceram-se
as missões (conversão religiosa, educação e trabalho); -Destacou-se
Pe. Antônio Vieira que lutava contra os colonos que escravizavam indígenas,
evangelizando, erguendo igrejas e realizando missões entre os índios do
Maranhão; -Firmaram-se
no Sul, os Sete Povos das Missões: eram
auto-suficientes, especializavam os índios nas artes e ofícios mecânicos,além
de ensinar a ler e a escrever, com direcionamento à conversão religiosa,com
rigorosa administração e inegável infra-estrutura; -Portugal
recebeu o direito de possuir as sete missões, após discussões diplomáticas
com a Espanha, o que ocasionou as guerras guaraníticas, pois, os indígenas
deveriam abandonar tudo o que construíram, o que de fato aconteceu.
Dispersaram-se no mundo dos gaúchos, foram escravizados, refugiaram-se nas
matas; -Na
educação da elite o ensino jesuítico manteve a escola conservadora, em nível
secundário, havia a formação humanística, com estudo do latim, clássicos e
religião; -A
educação interessava à poucos,tinha função de ornamento e erudição.Era
literária,abstrata e dogmática; -Para a
formação superior, os brasileiros necessitavam dirigir-se a Universidade de
Coimbra (dos jesuítas),pois no Brasil não havia,ou então a Montpellier na
França.Traziam idéias renovadoras, aspirações das civilizações mais
avançadas,proporcionando o alargamento de horizontes,germinando o sentimento
nativista; -Alterou a
tradição colonial, as inovações trazidas pela chegada do Príncipe de Nassau
em Pernambuco, remodelando a cidade, instaurando a tolerância religiosa, o
que poderia ser o momento da cultura jesuítica mudar; -As
mulheres, os negros, os curumins eram excluídos do ensino, pois a sociedade
era escravista e agrária; -Os
mulatos reivindicaram espaços na educação e conseguiram, pois não poderia
haver discriminação em escolas públicas; -O
menosprezo pela cultura popular (saberes, religião e música negra) era imenso
através da visão etnocêntrica da educação européia (pois esta deveria ser
modelo a seguir), evidenciando a exclusão desses segmentos da educação
formal; -Os
trabalhos manuais eram desprezados, pois eram considerados ofícios de
escravos, índios e pobres (trabalho desqualificado); -Na Europa
estabeleceu-se a contradição entre o ideal da pedagogia realista e a educação
conservadora; -No Brasil
a igreja permaneceu mais forte e duradoura, impondo a religiosidade cristã
sobre as influências do judeu, índio e negro; -A educação
foi utilizada para homogeneizar culturas. |
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A
INTERNET
Procura-se constantemente encontrar
a melhor forma de utilizarem-se os recursos da internet em nosso cotidiano,
ressaltando a importância e os cuidados que esta passa a dispensar em âmbitos
variados, tanto profissionais, como doméstico e de entretenimento.
Quando bem utilizados, os
recursos da informática via internet trazem muitos benefícios e avanços nas
áreas de pesquisa, acelerando enormemente a possibilidade de acesso a
informações diversas. Proporciona e auxilia o desenvolvimento de habilidades e
raciocínios quando em contato com atividades específicas, como jogos
construtivos, grupos de discussão de assuntos pertinentes, representando uma
excelente ferramenta de apoio ao estudante. Facilita e agiliza a comunicação
entre pessoas do mundo inteiro, diminuindo a utilização de outras vias de
comunicação mais lentas e onerosas.
Por outro lado, podemos
constatar muito fatos que vêm ocorrendo em virtude da utilização indevida da
internet: seqüestros de crianças que se comunicam com desconhecidos, fornecendo
endereços e dados pessoais que facilitam a ação destes oportunistas; desfalques
em contas bancárias em que o titular, acessando via internet, revela números e
senhas e que neste propício momento os chamados “hackers” estão a postos para
se infiltrarem no sistema; provoca alienação e dependência, quando usado em
tempo prolongado, principalmente por crianças, impedindo que estas dediquem
mais tempo aos estudos, à interação com outras crianças ,à novas descobertas, a
fazer coisas que crianças devem fazer: o simples brincar de faz-de-conta, que
permite o uso da imaginação, sem estarem a todo instante recebendo informações.
Tendo em vista os argumentos
apresentados, devemos continuar perseverantes na busca da melhor forma da
utilização da internet em nosso cotidiano, pois ela faz parte de uma realidade
crescente, na qual todos nós somos remetidos a acompanhar. O que se torna de
suma importância são os cuidados que devemos ter em contato com esta forma de
tecnologia, priorizando algumas áreas específicas que sejam realmente
proveitosas e em relação ao uso infantil, os pais ou responsáveis devem estar
sempre atentos e vigilantes para poderem evitar conseqüências indesejáveis.
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AS TRANSFORMAÇÕES NAS CONCEPÇÕES DE INFÂNCIA
AS CRIANÇAS
CONSTRUINDO A PRIMEIRA INFÂNCIA
INTRODUÇÃO
Este trabalho
traz explicações, obtidas por meio de leitura e pesquisa feitas em grupo,
relativas às transformações nas concepções de infância, as crianças em um mundo
mais amplo e a construção da primeira infância.
Para tanto, traz
respostas a algumas questões de forma bem precisa e contextualizada explanando,
como a concepção de infância foi se modificando até esta ser reconhecida como
uma fase importante da vida, as concepções de criança para Rousseau e Locke e a
repercussão das mesmas para a educação além de relatar como foi a transição da
criança para a escola.
Remete-nos a uma
série de questionamentos, para que com a continuidade dos estudos sobre a vida
das crianças, nos permitirá identificar o que muitas vezes se encontra
subentendido pelos registros da História e da opinião de autores-pensadores,
posssibilitando-nos uma reflexão crítica e necessária em torno do assunto em discussão.
QUESTÃO Nº. 01
Explicar a
seguinte colocação, da página 36 do texto/ As transformações nas concepções de
infância: “No âmbito da atmosfera rarefeita e da sociedade educada e
inteligente”, o contexto cultural era, com certeza, favorável a uma reavaliação
da infância.
Como no período
medieval a sociedade não dava importância à criança, os monges eram
responsáveis pela educação de algumas, tornando-a eminentemente religiosa,
porém no século XII a “revolução agrária” trouxe aprimoramento às técnicas de
cultivo para uma Europa predominantemente agrícola, a população mais que
dobrou, a ameaça de invasões externas fizeram o comércio florescer, as pequenas
cidades começaram a desenvolver-se e assim a sociedade que era composta
principalmente por padres, guerreiros e camponeses, passou a incluir outros
tipos de profissões. Em certas camadas da sociedade os jovens tinham alguma
possibilidade de escolher a profissão. Todos esses fatos possibilitaram uma
maior atenção à criança e sua educação, pois as mesmas precisavam ser
instruídas com novos conhecimentos, preparando-as para as diversas profissões
que as mudanças sociais, econômicas e políticas da época exigiam. Esta
sociedade com escassas opções de profissões proporcionou uma reavaliação da
infância e da forma de educação que lhes era dispensada, pois elas precisavam
ser preparadas para a nova ordem social.
QUESTÃO Nº. 02
Explique a
concepção de criança de Locke, século XVIII. O que ela representa para a
educação?
Para
Locke, a criança é entendida como uma “tábula rasa”, iniciando a vida sem nada
e a partir de nada, como um vaso vazio, uma folha de papel em branco ou uma
cera a ser moldada e formatada como se quiser. Ele argumenta contra os
princípios racionalistas que afirmam que a criança já nasce pronta, que suas
idéias são inatas. Essas idéias não podem ser inatas, pois, segundo sua teoria,
toda idéia tem como fonte primeira e fundamental a experiência, comparando a
mente da criança a um “gabinete vazio”.
A partir desta
teoria, a criança é vista como um reprodutor de conhecimento, identidade e
cultura, pois desde pequena precisa ser equipada com as verdades que já estão
prontas, determinadas, através do processo de reprodução ou transmissão e deve
ser treinada para a adaptação que o ensino obrigatório requer, deixando-a
“pronta para aprender e para escola”.
Locke através de
seu livro “Some thoughts concerning education” foi considerado uma influência
das mais importantes na modificação de atitudes em relação à infância, tendo em
vista que a criança é apresentada como nascida nem boa nem má e que pela
educação mediante aos estímulos (de fora para dentro da criança, do meio para o
sujeito) se poderão criar e desenvolver hábitos que em sua opinião constituem a
essência do processo educativo, abrangendo três aspectos: o físico, o moral e o
intelectual, respeitando as etapas das idades.
Sobrepõe a
formação do caráter em relação à formação intelectual, não escapando de uma
concepção negativa de seus aspectos para a educação, pois preconizava o
desenvolvimento da capacidade de racionar nas crianças desde cedo e por serem
descuidadas, desatentas e alegres necessitavam de ajuda para seu processo de
formação. Também enfatiza o papel do educador como um observador direto
mediante a natureza do temperamento da criança, sendo que este deverá agir como
auxiliar no desfrute dos estudos de seus pupilos.
A visão da imagem
da criança anterior à concepção de Locke, era de que esta é um resultado do
pecado original (noção cristã de impureza), nascida repleta de más inclinações,
considerada como “pequenos demônios”. Contrário a essas idéias, Locke remete a
criança como um ser nascido sem nada, podendo ser completamente construído pelo
mundo que a cerca. Essa concepção de criança como sendo uma tábula rasa,
repercute na educação, pois esta será empirista, ou seja, a criança será objeto
e a educação lhe proporcionará as experiências, assumindo o papel de inculcar
na criança as aprendizagens, dar-lhe todo o conhecimento que não possui e que é
necessário para ela, moldando-a conforme os padrões da sociedade.
QUESTÃO Nº. 03
Explique a
concepção de criança de Rousseau, e qual a repercussão dessa concepção para a
educação.
Rousseau,
principal representante do Iluminismo, reconstrói a visão da infância,
opondo-se intensamente às tradições cristãs do pecado original, cultuando a
inocência original das crianças. Considerado radical em suas idéias, pois
afirmava que “o homem nasce bom, mas a sociedade o perverte”.
Assim a criança
nasce inocente com o risco de ser sufocada pelas instituições da sociedade na
qual está inserida (preconceitos, autoridade, necessidades, etc.). Argumenta
que era desejo da natureza que a criança fosse criança antes de ser adulta.
Acreditava que as virtudes não eram adquiridas até os 12 anos de idade, porque
uma “educação negativa” as protegeria do vício. A única virtude que ela concebe
como sendo natural ao homem, e não produto do convívio social é a piedade. Sem
a piedade, a razão não serviria para nada e os homens não passariam de
monstros. O respeito pela infância era priorizado por ele, pois a própria
criança deveria agir por bastante tempo e posteriormente o homem agiria em seu
lugar.
Reflete uma idéia
da infância como o período inocente da vida de uma pessoa, e a crença de que a
capacidade de auto-regulação e o inato busca as virtudes, as belezas e as
verdades, sendo que a sociedade corrompe a bondade com que todas as crianças
nascem.
A educação,
segundo ele, não devia ter por objetivo a preparação da criança com vista ao
futuro nem modelá-la para determinados fins: devia ser a própria vida da
criança. Mostrou-se contrário à educação precoce, precisando levar em conta que
a criança representa a própria fonte da educação e não por ser o objeto da
educação, sendo conveniente dar à criança a possibilidade de um desenvolvimento
livre e espontâneo. Defende uma pedagogia da natureza, pois é necessário educar
a criança a partir de seus interesses naturais. Preconiza que a criança aprenda
a pensar, partindo de desenvolvimento interno e natural. Enfatiza uma educação
afastada do artificialismo das convenções sociais. O professor não deve impor
saberes à criança, tampouco deixá-la no espontaneísmo. É criticado, pois nas
suas idéias inovadoras, caracterizando uma concepção romântica, a educação
proposta é para a elite e o individualismo. É considerado um teórico
racionalista.
QUESTÃO
Nº. 04
Como foi a transição da
criança para a escola, a partir da substituição do trabalho?
Essa transição
ocorreu por meio de um processo extremamente lento e arrastado. A sociedade que
sofria transformações de ordem econômica, política e cultural requeria um
sistema de educação mais comercial e urbanizado, abandonando um tipo de
educação que se dava na família, caracterizada por aprendizado de ofícios em
que muitas vezes as crianças eram enviadas a lares de parentes ou amigos para
adquirirem conhecimentos na prática, junto com os adultos (geralmente em
sociedades agrárias), ou ainda eram ensinadas por seus próprios pais a ler e
escrever, tendo uma instrução religiosa, moral básica e conhecimentos tidos
como informais.
Em 1686, uma lei
da Igreja (reforma protestante), estimulava as crianças a “ler e a escrever com
os seus próprios olhos aquilo que Deus manda e ordena
Não se concebia a
idéia de que a infância era feita para brincar, ser educada e preparada para a
vida adulta.
Nos séculos XVI e
XVII as escolas começaram a isolar as crianças do mundo dos adultos,
modificando o panorama e ampliando o recrutamento com exceção das “ordens
inferiores” que não se alterou até o século XIX. Tornaram-se instituição social
necessária, possuindo disciplina rigorosa e classes numerosas. Essa evolução da
escola está ligada a uma mudança do sentimento das idades e da infância. A
escola aparece conservadora, pois exercia um papel de quem precisava garantir a
reprodução cultural, como requisito à sobrevivência da sociedade.
Mas, o grande
marco dessa transformação foi o aparecimento de um movimento higienista, que se
preocupavam com o alto índice de mortalidade infantil, retirando as crianças de
suas casas e colocando-as em internatos, pois acreditavam estar na família a
origem de várias patologias, devido a irresponsabilidades, maus tratos e falta
de educação. Instaurou-se, pois, a preocupação com a reiteração da educação
moral, social e intelectual da criança. Admitia-se que a criança não estava
madura para a vida, e precisava passar pela quarentena (período de isolamento
antes de se unir aos adultos).
A família deixa
de ser instituição de direito privado, assumindo funções morais e espirituais,
a fim de formar os corpos e a alma. Confundem-se o que é privado e o que é
público, pois os pais passam a ser “treinados” para cuidar de seus filhos. A
aprendizagem tradicional foi substituída pela escola transformada,
disciplinando severamente as crianças, protegida pela justiça e pela política.
Visava separar as crianças do “mundo que as corrompia”, proporcionando o
convívio com outras da mesma idade.
Ao Norte da
Europa, a cidade de Weimar, em 1619, foi a primeira a tornar obrigatória a freqüência
das crianças entre 6 e 12 anos na escola durante todo o ano, exceto no mês da
colheita. Outros estados tentavam regulamentar a educação, mas o entusiasmo era
exagerado, não levando em conta a deficiência do número de professores formados
e os poucos prédios escolares, contudo, conseguiram destaque parcial na Europa,
na Escandinávia, na Irlanda e no Sul da Itália.
No século XVIII,
os reformadores educacionais na Europa Continental começaram a pensar num
sistema de educação nacional, foram retiradas lentamente as escolas das mãos da
Igreja e tornada a educação primária gratuita e compulsória, chegado o momento
algumas décadas depois de 1852 em que a criança passa a ser vista “sem valor
econômico, mas emocionalmente inestimável”.
As transformações
na educação foram somente na forma de como preparar a criança para a vida
adulta e as respostas a essas transformações pelas crianças e suas famílias.
Podiam-se questionar a eficiência dos métodos formais das escolas que realmente
existiam em relação aos métodos informais de socialização dentro da família.
CONCLUSÃO
Com este trabalho
foi possível obtermos um conhecimento mais aprofundado sobre importantes
questões relacionadas à História Social da Criança, com as quais conseguimos compreender
com clareza, como ocorreu e em que âmbito as transformações da concepção de
infância, as concepções de criança de Rousseau e Locke, bem como, a freqüência
da criança na escola, aprendizados esses que vamos levar para muito além da
vida acadêmica.
Apresentou-se uma
síntese que reuniu pontos importantes da História Social da Criança e que nos
permitiu uma visão ampla à respeito da vida infantil dentro de um
direcionamento crítico, esclarecedor e que, em hipótese alguma encerra as
discussões em torno deste assunto.
O tema em questão
tornou-se muito pertinente com a escolha que fizemos em relação ao
aprimoramento dos nossos conhecimentos por intermédio do curso na área da
educação, pois trata-se de fundamental importância tudo o que diz respeito ao principal
protagonista (a criança) dentro do processo-ensino aprendizagem.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
HEYWOOD, Colin. Uma
História da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente. Porto
Alegre: Artmed, 2004, pág.
DAHLBERG (org.). Qualidade
na Educação da Primeira Infância, perspectivas pós-modernas. Porto Alegre:
Artmed, 2003, pág.
CHALITA, Gabril. Vivendo a
Filosofia. SP: Ática, 2005, pág.
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TEORIAS DE
APRENDIZAGEM - PSICOLÓGICAS |
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TEORIA
COMPORTAMENTALISTA OU ASSOCIACIONISTA/ BEHAVIORISTA |
TEORIA DO
APRENDIZADO SOCIAL |
TEORIA HUMANISTA |
TEORIA DO PROCESSAMENTO
DE INFORMAÇÃO(MENTALISTA) (não é teoria,é enquadre teórico) |
TEORIA PSICOLÓGICA DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO (não é teoria de
aprendizagem) |
|
Campo epistemológico |
EMPIRISTA |
EMPIRISTA |
INATISTA/RACINALISTA |
INATISTA/RACIONALISTA |
INTERACIONISTA |
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Objeto de pesquisa |
COMPORTAMENTO OBSERVÁVEL |
COMPORTAMENTO |
|
O processo de modificação/combinação das estruturas cognitivas |
Investigação da construção
do pensamento lógico da criança |
|
Como se dá a aprendizagem |
Ocorre na mente,é o tipo de
resposta (operante ou respondente) dada pelo sujeito através dos estímulos
reforçadores, fazendo com que seu comportamento se modifique |
Ocorre mediante três estágios: exposição,aquisição e aceitação e subprocessos de atenção,retenção,repro-dução motora e motivacionais. |
|
Se dá através do fluxo de
informações que entram através do in put e saem como conhecimento através do
out put que foi armazenado pela memória. |
Segue uma lógica de
construção: quando o sujeito entra em conflito passa por um descentramento ou
desequilíbrio cognitivo, depois precisa assimilar a realidade(incorporá-la),
acomodar(modificá-la) e enfim equilibrá-la e adaptá-la ao meio,mudando suas
estruturas cognitivas. |
|
Conceito de aprendizagem |
É uma mudança no
comportamento produzida pela experiência. É uma associação entre uma resposta
desejada e um estímulo reforçador que a segue |
É a modificação do
comportamento de um organismo em virtude da exposição ao comportamento de um
outro organismo(o modelo) Aprendizagem
através da observação
de outros: muitos
Cºs são aprendidos através de um processo de observação do Cº (e das respectivas consequências) de modelos sociais |
É ativa, orientada por um processo
de descoberta , autônoma e refletida, através de atividades e experiências
significativas para o educando, vista com uma perspectiva de desenvolvimento
humano. |
É um processo de
modificação e combinação de estruturas cognitivas e a informação ganhou o
status de matéria-prima de que é feita a aprendizagem.Aprender é mudar
comportamentos, depende da nossa capacidade de armazenamento. |
É o desenvolvimento mental
do sujeito, a partir do aumento do conhecimento, havendo aprendizagem quando
o esquema de assimilação sofre acomodação,ou seja quando as estruturas
mentais se modificam.Tem a ver com organizar, estruturar e explicar a partir
da vivência. |
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Principais pensadores |
SKINNER,Pavlov;
Watson |
BANDURA |
ROGERS |
VÁRIOS PSICÓLOGOS |
PIAGET, Bruner, Ausubel; Lewin (Teoriado Campo); Wertheimer, Kohler, Koffka (Ψ
da Forma), |
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TEORIA DA MEDIAÇÃO
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INTERACIONISTA |
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Mecanismos do desenvolvimento cognitivo |
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VIGOTSKI |
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A VIOLÊNCIA NA FAMÍLIA
Um dos índices alarmantes que mais preocupa os responsáveis pela coibição da violência é o que encontra-se instaurado em muitos lares das famílias de nosso país: a violência doméstica, onde tristemente verificamos fatos lamentáveis, tanto de ordem física quanto psicológica.
Ao analisarmos algumas das causas dessa violência, constatamos que se apresentam devido ao uso excessivo de bebidas alcoólicas ou entorpecentes, juntamente com distúrbios de conduta, muitas vezes originadas pela falta de princípios morais e religiosos essenciais que se fazem necessários para equilibrar muitos comportamentos. A busca desenfreada pelo ter, ou seja, a saciedade pela posse do material desencadeia uma série de conflitos que na maioria das vezes resultam em agressões físicas ou psicológicas.
Em conseqüência disso, diariamente somos informados de inúmeros casos de desentendimentos, brigas, discussões, nas quais, na maioria das vezes obtemos resultados estarrecedores com vítimas seriamente lesionadas. Quase sempre essas vítimas são mulheres e crianças, pois são identificados com sendo mais vulneráveis e indefesos, devido à fragilidade que representam. Crianças com queimaduras, quebraduras, hematomas são um dos resultados mais freqüentes que geralmente são verificados pela escola. Comportamentos que apresentam dificuldades de relacionamento e aprendizagem da criança devem ser imediatamente investigados, pois podem ser um dos fatores resultantes da violência doméstica. O silêncio, a vergonha e o medo, principalmente por parte das mulheres, quando vítimas, proporcionam a continuidade dessas práticas, que a cada dia constata-se a urgência em modificar-se, pois abreviações de muitas vidas, que poderiam ser evitadas, estão se efetuando.
Dessa forma, as preocupações em torno dos índices da violência na família são no mínimo alarmantes, para não dizermos desesperadores. Tornam-se necessárias a tomada de atitudes mais rígidas e firmes, tanto por parte de autoridades, quanto das vítimas, sendo que depende destas a punição pelos assédios que estão sofrendo, pois quanto mais cedo houver a denúncia dessas práticas, os responsáveis já poderão adotar medidas para coibir o aumento dessas atitudes evitando assim a fatalidade iminência.
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ALUNA: ANA CLÁUDIA DE MENEZES
PEDAGOGIA - 1º
SEMESTRE
DISSERTAÇÃO
A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO
Na maioria dos assuntos trabalhados em sala de aula, faz-se necessário o silêncio, pois este é considerado fator primordial no transcorrer das atividades, proporcionando uma melhor concentração, tanto do professor, quanto do aluno, tornando o ambiente harmonioso e possibilitando um maior aproveitamento dos conhecimentos transmitidos.
O silêncio é fundamental para o raciocínio coerente ser desenvolvido pelo professor, tornando suas idéias organizadas, seguindo uma lógica que somente com bastante concentração torna-se possível, bem como, ao aluno se faz mister o pensamento estável, agradável, decorrente do silêncio colaborador.
A harmonia no espaço físico utilizado para o processo ensino-aprendizagem é uma das conseqüências geradas pela ausência de perturbações, ruídos, conversas desnecessárias, saídas fora do horário estabelecido, perguntas inadequadas, uso de aparelhos eletrônicos (telefone celular), dentre outras, as quais muito prejudicam o equilíbrio e o bem estar dos envolvidos.A atmosfera agradável é sem dúvida pré-requisito importantíssimo para o bom desenvolvimento de uma aula.
Nas avaliações das aprendizagens realizadas pelos professores, infelizmente, são constatados vários casos de alunos com baixo aproveitamento, denunciando um conhecimento superficial, para não dizer insuficiente, para o qual concorrem todas as formas de perturbações do silêncio. Sabe-se que, quanto mais conversa em sala de aula, menos os alunos conseguem entender os conteúdos e informações que estão recebendo,demonstrando isso através dos resultados nas suas avaliações.
Tendo em vista os aspectos observados, pretende-se com esses pré-requisitos, um caráter mais produtivo, no que tange aos resultados de uma exposição científica, fazendo valer o esforço empregado na busca do saber que o aluno tem como objetivo, aliados ao profissionalismo, princípios e sonhos que o professor consciente oferece nas suas práticas de ensino. Nos trabalhos em sala de aula é imperativo o uso do silêncio em momentos e assuntos que requerem dos participantes maior atenção, regados pelo respeito que deve nortear as relações sociais em que estão inseridos, estabelecendo aspectos de seriedade que devem ser valorizados a partir da conscientização por parte dos alunos, mudando o rumo e os parâmetros da educação atual.
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PEQUENA CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DOS JOGOS E DAS BRINCADEIRAS
(CAPÍTULO 04 DA OBRA DE PHILLIPE ÀRIES)
Encontramos os registros da vida de Luís XIII feito por seu médico,
Herord, em seu diário, expondo-nos o seu desenvolvimento físico e mental:
Seu nascimento: 27 de setembro de 1601, século XVI,na
França;
Até um ano e cinco meses: brincava com cavalo de pau, catavento, pião,pássaro
preso por um cordão;
Com um ano e meio: tocava violino (chamado rebeca) e canta ao
mesmo tempo, joga malha (hoje críquete ou golfe). Notamos a importância da
dança e da música;
Com um ano e dez meses: é ensinado a falar, foi colocado à mesa para
as refeições, muitas vezes levava surras;
Aos dois anos: familiarizou-se mais com a música e dançava
ao som do violino, vários tipos de danças, mas ainda brincava com brinquedos de
criança;
Com dois anos e sete meses: brincava com bonecas, de pequenas ações
militares com seus soldados, freqüentava o jogo da péia e de malha;
Com dois anos e nove meses: saiu de seu berço, passando a dormir em uma
cama, iniciaram-no nos conhecimentos religiosos, fala melhor divertindo os
adultos;
Aos três anos: participava das comemorações e festas
tradicionais, ganhou presentes como: bola, pomba mecânica, brincava de cortar
papel com tesoura. A música e a dança tinham lugar importante no seu dia-a-dia.
Dançava a galharda, a sarabanda e a velha bourrée (dança popular). Participava
de jogos de rima;
Próximo dos quatro anos: sabia o nome das cordas do alaúde (antigo
instrumento de corda) e ouvia com interesse os violinos e os tocadores de gaita
de foles, começa a aprender a ler.
A partir dos quatro anos: começa a aprender a escrever, ainda brincava
com bonecas e miniaturas em madeira. É iniciado no mundo das histórias comuns
aos adultos. Praticava o arco, jogava cartas, xadrez, jogos de raquetes e os de
salão;
Aos seis anos: jogava o jogo dos ofícios e brincava de
mímica, mistura-se com os adultos assistindo seus espetáculos (lutas).
Participava dos balés e outras danças da corte, e danças populares. Uniu-se aos
adultos nas festas tradicionais (Natal, Festa de Reis, Festa de São João);
Aos
sete anos: sua educação foi entregue aos homens,
abandonando os trajes da infância, os brinquedos da primeira infância (bonecas,
miniatura em madeira, etc.). Começa aprender a montar cavalo, a atirar e a
caçar, joga jogos de azar. Idade que marcava etapa importante: a criança
entrava na escola ou começava a trabalhar;
Passando dos nove anos: aumenta sua freqüência nos teatros (quase
todo dia), torneio de argolinhas, jogava cara ou coroa, brincava de esconder,
cabra-cega e assistia aos jogos de péla;
Com mais de treze anos: ainda brincava de esconder.
Através destes registros
verifica-se que parecia não haver separação tão rigorosa como hoje, entre as
brincadeiras e os jogos, pois ambos eram comuns às crianças e aos adultos,
sendo que no surgimento de alguns desses pode-se verificar a imitação das
crianças às atitudes dos adultos, por exemplo: o cavalo de pau, constatando o
principal meio de transporte e tração da época.
O pássaro amarrado pode ter
sido um dos brinquedos mais comuns, com origem diferente à da imitação, pois
refletia talvez um sentimento voltado para a religiosidade. Este brinquedo
juntamente com o balanço fazia parte das festas coletivas e sazonais.
Com o tempo a brincadeira
deixa de ter simbolismo religioso de caráter comunitário, passando a ser
profana e individual, voltadas especificamente às crianças.
O surgimento da boneca e dos
brinquedos miniaturas nos reporta a hipóteses de relação destes com os objetos
do mundo dos adultos (imagens ou estatuetas) de significação religiosa. A
boneca era também considerada instrumento do feiticeiro e do bruxo. Dos
brinquedos-miniaturas resultou a arte da ilusão, hoje, por exemplo, os
presépios napolitanos. Eram chamados na França “bimbeloterie” (o bibelô), com o
tempo passaram a ser objetos familiares de decoração sem serem utilizados para
as brincadeiras das crianças.
Em 1747, surgem na França os
fantoches (bonequinhos), considerados hoje como bobagens, para eles foram tão
importantes que nas residências todos possuíam, sendo que todas as lojas os
comercializava como forma de presentes, principalmente dados às mulheres e
meninas. Na mesma arte popular das miniaturas criou-se o teatro de marionetes.
Vale lembrar que meninas e
meninos brincavam com bonecas, na época a discriminação era menos nítida.
Pela iconografia da época,
por volta de 1600, percebemos que os jogos em que as crianças participavam eram
os mesmos dos adultos, por exemplo, o boliche, os jogos de cartas e de azar
(por dinheiro). Ainda não chocava a opinião pública ver a criança jogando desta
forma. Nas tavernas de má-fama viam-se meninos de mais ou menos doze anos
entrosados e felizes.
No livro de horas de Adelaide
de Savoie (fim do século XV) continha um calendário ilustrado com cenas de
jogos: no início eram cenas de ofícios, passando a ser introduzidos neste
calendário os jogos de cavalaria (caça), os jogos populares, a guerra de bola
de neve. Numa tapeçaria do início do século XVI aparece a representação de um
tipo de cabra-cega entre camponeses e fidalgos, sem aparecer as crianças. Já no
século XVII as crianças aparecem misturadas aos adultos. Verificamos, então,
que os divertimentos dos adultos eram os mesmos do que os das crianças.
Nas festas sazonais (festas
realizadas de acordo com as estações do ano ou época mais favorável) as
crianças participavam regularmente, em pé de igualdade com jovens e adultos. Na
sociedade antiga os jogos e os divertimentos iam além de momentos furtivos,
sendo considerados meios utilizados para manter-se a união. Um dos maiores era
a Festa de Reis na Espanha e na França era o Natal. A participação das crianças
nestas cerimônias tradicionais e coletivas e nas refeições familiares era muito
ativa.
Nas refeições de família era
a criança mais nova que fazia as graças (ato de clemência, perdão) e o serviço
de mesa era feito por todas juntas adquirindo esta participação um caráter de
posição especial nas cerimônias tanto familiares como sociais.
Havia na Idade Média o dia
dos Santos-Inocentes, festa religiosa em que as crianças lotavam as igrejas, sendo
que uma delas era escolhida pelo bispo para presidir a cerimônia.
A Terça-feira gorda era a festa dos meninos de escola e
juventude que se reuniam cada um com seus galos de briga e durava toda a manhã.
Na parte da tarde saíam para os arredores da cidade para jogar bola. Este jogo
reunia várias comunidades, muitas das vezes opondo duas paróquias, ou formando
equipes rivais de homens casados e não-casados.
O Carnaval era organizado
pelo abade da jurisdição (chefes de prazer, príncipe de amor, capitão da
juventude), permitia aos estudantes o direito de surrar os judeus e as
prostitutas, a menos que estes pagassem um resgate. Nas cerimônias de maio
associava-se a infância com a vegetação, pois as crianças percorriam as aldeias
usando coroas de flores ou folhas e os adultos nas soleiras das portas de casa
recebiam o cortejo.
Outra festa situada em
novembro, era a mascarada de querubins, pois crianças e jovens mascaravam- se
num clima de muita alegria. Por ser data próxima do dia de Finados foi banida
de nossos costumes, sobrevivendo na América Anglo-saxônica como “Hallowen”.
Ainda em maio ocorria a festa
de São Martim, que somente os jovens (escolares) participavam, sendo que os
mais pobres batiam de porta em porta para pedir dinheiro.
Do século XV ao XVIII até
inicio do século XIX as reuniões familiares eram retratadas por cenas de
gêneros pintadas, gravadas ou tecidas mostrando a realização de interlúdios
musicais (pequenos trechos musicais) durante as refeições, que se caracterizava
como parte importantíssima na educação de uma pessoa. Hoje esse hábito não
existe mais, a não ser na Alemanha, na Europa Central e na Rússia, sendo comum
nos meios nobres. Nos meios mais populares também tomava parte a música através
de instrumentos como a gaita de foles, o realejo e a rebeca. As crianças
tomavam parte na música e na dança muito cedo, não havendo muita diferença na
dança dos adultos, que subsistiu até o século XIX.
As crianças atuavam e
assistiam às representações das danças e jogos dramáticos: roda coletiva, balé,
comédia. O balé na época dançava-se como num baile, hoje se denomina balé como
dança profissional. Era prática comum nos meios burgueses e igualmente nos
populares, reunindo a coletividade, misturando as idades dos atores e dos espectadores.
Ao longo do século XVII e
XVIII surge em relação aos jogos um novo sentimento da infância: uma
preocupação de preservar a moralidade das crianças e também de educá-la,
proibindo os jogos maus e indicando os bons (reconhecidos como). Antes a antiga
atitude era de indiferença moral, hoje consideramos os jogos de azar como
perigosos e suspeitos.
Marechal de Caillière,
escritor da época, defendia a idéia de que os jogos de azar não eram apenas um
divertimento, mas uma profissão, um meio de fazer fortuna e de manter relações
– perfeitamente honesto. Chevalier de Mére se refere ao jogo de azar como
conquista de boa reputação na sociedade, produzindo bons efeitos sendo jogador
hábil, de boa vontade e educado. Não provocando reprovação moral, não tinha
porque proibi-los às crianças. Vives fornece regras: diz quando se deve jogar,
com quem, que jogos, a que cacife, de que maneira e durante quanto tempo.
Do século XVII até nossos dias os jogos de azar subsistiram
tirando o papel do azar, em benefício do cálculo e do esforço intelectual do
jogador.
Tanto a Igreja Antiga como a
medieval condenava o jogo sob todas as suas formas, reprovando a imoralidade
dos jogos de azar, a indecência dos jogos de salão, da comédia ou da dança, e a
brutalidade dos jogos esportivos. Proibiram-nos nas escolas do clero: os jogos
de dados, os desonestos ou proibidos e os admitidos, como a péla (bola).
Enfim, ao longo do século
XVII, os jesuítas mudaram essa visão de reprovação, percebendo as
possibilidades educativas dos jogos, disciplinando os reconhecidos como bons,
regulamentando-os, considerados como meio de educação tão estimável quanto os
estudos. Os balés, as comédias e as danças também foram tolerados.
O sentimento novo então
apareceu na educação adotando os jogos, admitindo-se a necessidade de
exercícios físicos, técnica chamada de cultura física. No fim do século XVIII
os jogos de exercícios físicos recebem função patriótica, preparando para a
ação militar (guerras).
Estabelece-se uma relação de parentesco entre: jogos educativos dos jesuítas, a
ginástica dos médicos e as necessidades do patriotismo.
No fim da Idade Média os jogos de desafio
estavam em alta, originando-se nos costumes da corte. Também chamados de jogos
de rima, mais tarde surgiu na canção popular e nas brincadeiras infantis.
No século XIX verifica-se que alguns desses
jogos começavam a ser abandonados: a cabra-cega, o cavaleiro gentil, o jogo do
assobio, a faca na bacia com água, o esconde-esconde, o passarinho voa, o homem
que não ri, o pote do amor, o rabugento, a berlinda, o beijo embaixo do
castiçal, o berço do amor, sendo alguns condenados pelos moralistas, outros se
tornando brincadeira de criança pelo caráter ambíguo que recebia.
Na primeira metade do século XVII, por Sorel e
Ariste, os jogos de salão eram recebidos como “jogos de espírito e conversação”
sendo comuns às crianças e ao povo (adultos das classes populares). Qualquer
que fosse a classe, os jogos admitiam a participação, pois o seu emprego era
recomendável podendo ser aplicados de maneira adequada.Alguns deles eram vistos
como “baixos” ou “indignos”,mas poderiam ser soerguidos pela diferente forma a
ser utilizada.
A partir do século XII certos jogos eram
reservados aos cavaleiros (adultos), por exemplo, os torneios (jogos de
cavalaria) proibidos às crianças (mesmo as nobres) e aos plebeus. Começa então
a imitação no mundo infantil: algumas crianças cavalgam barris em vez de
cavalos.
Nos documentos iconográficos do século XVI e
início do XVII comprova-se a mistura de classes sociais nas festas sazonais,
contrária à opinião de alguns da época que seria uma desonra feudal para os
nobres a derrota pelos camponeses.
No fim do século XVI os torneios foram
abandonados e substituídos pela quintana
e a argolinha, jogos reservados à nobreza. A quintana: montado à cavalo
visava um alvo de madeira; a argolinha: o indivíduo disparava a cavalo e devia
arrancar uma argolinha com a lança em plena corrida. Restou-nos dessas
modalidades: divertimentos do povo e brincadeiras infantis. O arco, por
exemplo, (acrobacia por vezes difícil, rolando o arco em uma varinha) passou a
ser de uso infantil no fim do século XVII.
Fixou-se por muito tempo a tradição dos contos,
iniciada no século XVII. Primeiramente os contos eram histórias para mimar e
distrair, comuns à adultos e crianças,os chamados contos de fadas. Com o passar
do tempo foram considerados muito simples, transformando-se em gênero literário
da moda, passando então a serem postos no papel, o que eram mantidos oralmente.
No fim deste século o conto torna-se um gênero novo da literatura escrita e
séria, coexistindo os contadores de histórias ocasionais e os profissionais
(declamadores, cantores e jograis). Os velhos contos passam a ser alvo do
interesse das crianças, por pouco tempo, pois a renovação da literatura
infantil é constante, da mesma forma que os jogos, as brincadeiras e os
costumes.
O jogo da péla era um dos mais difundidos e
populares entre os jogos desportivos, comum a todas as condições sociais,
cessando no fim do século XVII. Primeiramente a nobreza adulta o abandona,
ficando conservado pelas crianças (bem criadas) e pelos camponeses sob forma de
jogo de raquetes, subsistiu renascendo aperfeiçoado como pelota basca, jogada
com cestas grandes ou pequenas.
Outros jogos de exercício como a malha, o críquete
e o boliche, ficariam sobre o domínio das crianças e do povo (dos campos).
O carnaval, a partir do século XVIII tornou-se
popular, como forma de divertimento coletivo geral da sociedade, sob forma de fantasia
e disfarce, sendo que caracterizava o gosto nas festas sazonais ou ocasionais.
Deixados hoje de lado por todos, mantidos as fantasias e máscaras pelas
crianças para brincar.
Verificamos então ao longo da história um
fenômeno de abandono dos jogos e brincadeiras pelos adultos das classes sociais
superiores, antes comuns a todas as idades e classes. Na França estes se
transformaram, mas sob forma irreconhecível.
Romperam-se então as comunidades dos jogos ao
mesmo tempo entre crianças e os adultos e entre o povo e a burguesia.
Coincidência que permite vermos uma relação entre o sentimento da infância e o
sentimento de classe.




BRINQUEDOS
ORIGEM DE IMITAÇÃO ORIGEM
RELIGIOSA


DANÇAS
HISTÓRIAS
BRINCADEIRAS PARTICIPAÇÕES EM FESTAS 
PARTICIPAÇÃO

TORNEIOS MÚSICA


JOGOS
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DESCRIÇÃO DE
OBJETO
(de uma peça)
A SABONETEIRA
Este objeto que
iremos descrever é considerado muito útil em nosso dia-a-dia, localiza-se em
cima de balcões ou pias de banheiros e sua função é de repouso e suporte do
sabonete.
Possui formato
variado, por vezes retangular, quadrado, oval, circular ou ainda adquirindo
características específicas de alguns animais, tais como cachorro, gato, peixe
ou ainda com formas de traços humanos. É semelhante à pequenos pratos, com
dimensões de aproximadamente
A saboneteira se
apresenta em vários tipos, logo, poderá ser encontrada composta por materiais
plásticos, metálicos ou de vidro, com cores neutras ou específicas combinando
com a decoração do banheiro, lavabo ou outro ambiente onde se situa. Possui
transparência, brilho intenso ou mais opaco, dependendo do material de que foi
composto. Nela o sabonete mantém-se mais seco, evitando também que deslize para
todos os lados onde foi colocado.
Sua necessidade
se verifica para que possamos organizar mais nossos locais de higiênização
evitando o desperdício em seu consumo pois se deixarmos o sabonete sem esse
suporte este será gasto mais rapidamente devido ao seu derretimento, que subdividirá em pequenas
partes sem condições de uso.
DESCRIÇÃO DE
OBJETO
(de mais de uma peça)
REPOUSO
NECESSÁRIO
Encontrada nos
cômodos se dormir de residências e hotéis, a cama é a aspiração do repouso necessário
do nosso corpo físico. É fabricada em quantidade relativa ao seu uso em
marcenarias, fábricas de móveis.
Compõem-se de
várias partes: guarda ou cabeceira, lastro, colchão, bases verticais para
sustentá-la (também chamado de pés), adornos que decoram sua cabeceira. Suas
partes são unidas através de encaixes com o auxílio de parafusos, passando a
adquirir uma estrutura na qual forme uma espécie de caixa, suspensa do chão.
Seu formato é
retangular, com dimensões de aproximadamente
As pessoas em
seus vários estágios (crianças, adolescentes, adultos e idosos),através do
repouso que a cama proporciona mantêm verdadeiro deleite ao constatar a sua
utilidade sendo almejada por muitos após um dia cansativo de atividades.
DESCRIÇÃO DE AMBIENTE
RECANTO ÍNTIMO
À primeira vista, ao observarmos a estrutura
em que se localiza o apartamento onde moramos, parece-nos um lugar pequeno,
pois o edifício através de seu porte nos transmite uma idéia de um ambiente
reduzido.
As paredes da
sala e dos quartos possuem cor branca, textura lisa, com aspecto de ótima
conservação, exceto por alguns raspões num canto ou noutro. Na cozinha, nos
banheiros e na área de serviço, o azulejo com cores neutras predomina na
composição das paredes, proporcionando uma melhor higienização das peças. As
janelas apresentam-se em ótimo estado, compostas de uma parte interna com
vidraças e outra externa com persianas, adequando à iluminação ao tamanho de
cada aposento. O chão é todo de lajotas de cores claras, colaborando com a
facilidade para manter a sua limpeza. Sua extensão real é de
A decoração do
apartamento é simples, com móveis bem distribuídos, adequados ao tamanho de
cada peça, aliando certo conforto com suas propriedades úteis. Predomina um
estilo moderno em suas características, de cores variadas. Na sala de jantar a
mesa de vidro compõe o ambiente junto com um balcão espelhado. Na sala de
estar, um sofá muito confortável de cor vinho acolhe os usuários juntamente com
aparelhos de som e imagem para seu entretenimento. Nos quartos, o aspecto é
convidativo ao repouso: camas aconchegantes, cortinas bem postas aliado ao
silêncio que as aberturas bem vedadas proporcionam. O ambiente reservado à
confecção dos alimentos, tudo se caracteriza muito prático, desde o tamanho do
lugar até os objetos e utensílios mais ocupados. Possui duas sacadas com vistas
agradáveis e relaxantes, de tamanho adequado ao porte de três pessoas
comodamente sentadas.
O que a
princípio dá a impressão de um apartamento pequeno, transforma-se em ambiente
amplo e suficiente para uma família como a nossa, composta por três membros com
necessidades práticas e básicas, que idealiza um cotidiano agradável, seguro e
tranqüilo.
DESCRIÇÃO DE
PAISAGEM
BEM
VIVER COM SIMPLICIDADE
Próxima à
cidade de Três de Maio, localiza-se uma pequena propriedade rural, assemelhando-se
a uma chácara, que acentua-se em relevo plano e bem arborizado.
Em seu aspecto
mais admirável, sobressai uma área verde composta por árvores frutíferas, com
sombra frondosa, onde os animais da propriedade se abrigam do castigante sol do
clima de verão. A fauna é composta de galinhas, porcos, vacas e animais
domésticos como cães e gatos. Ao fundo está a fertilizada terra, com seu
plantio de soja, milho, feijão e pequeno trecho com hortaliças e verduras muito
bem adubadas e irrigadas. Ainda compõem a paisagem, próximo a casa, um velho
galpão que comporta ferramentas e alguns utensílios de pouco uso, tais como, um
arado em condições precárias, um amolador de facas, moedor de cana e vários
objetos de marcenaria. Este espaço ocupa uma função de depósito de sobras de
colheitas, permitindo o armazenamento sem a sua deterioração, tais como o alho,
a cebola, o milho, a soja, o amendoim, as nozes e o feijão.
A construção
principal, habitada por seus proprietários, recentemente reformada, substituiu
uma construção muito simples, quase em condições inabitáveis, devido ao
desgaste de sua estrutura, com tábuas apodrecidas e telhado quebrado, assoalho
em precárias condições com enormes frestas, por onde insetos perpassavam e as
intempéries não poupavam os seus ocupantes.
A nossa
sensação ao admirar e participar da paisagem do local é de bem estar ao contato
com elementos simples da natureza, o que nos remete à reflexões do quanto não
valorizamos a origem de nossos alimentos que são produzidos em propriedades
como essa, tampouco aproveitamos a tranqüilidade e o ar puro que dela emana.
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MARIA
MONTESSORI

VIDA
Maria Montessori nasceu em 03 de
março de 1870 em Chiaravalle, cidade da Itália Central, província de Ancona de
las Marcas.Aos dezesseis anos muda-se com sua família para Roma para cursar o ensino
superior.Em 1896 , após sua graduação em Medicina, na qual
revela-se a primeira mulher
formada nesta profissão,aos 26 anos de idade, dedica-se às crianças anormais
(assim chamadas na época, hoje porém, chamadas de “crianças com necessidades
especiais”) como auxiliar na clínica psiquiátrica da Faculdade de Medicina da
Universidade de Roma.
Em setembro de 1898, quando foi
convocada para o I Congresso Pedagógico Nacional italiano em Turim, apresenta
seu modelo pedagógico propondo um plano para a educação de crianças deficientes
com criação de escolas, sendo este aprovado. Seguidora das idéias de Séguin (voltadas
para o tratamento e à educação dos anormais), ela as toma como ponto de partida
para desenvolver seu trabalho.
Por volta de 1899-1900, Montessori
realiza conferências para professores sobre o tema, resultando na criação da
Escola Magistral Ortofrênica, à qual dirige por dois anos, recebendo alunos
deficientes mentais. Nos dois anos seguintes funda em Roma, uma escola de
ensino especial e ainda faz cursos de filosofia e psicologia experimental,
fazendo viagens de estudo à Inglaterra e França. Começa a estender seu trabalho
à todo tipo de crianças, depois de sugestões de Séguin.
Fundou a primeira de suas Case dei
Bambini (Casa de Crianças) em 1907,
Em 1909 publica em seu livro, que foi
traduzido em várias línguas, o método que desperta grande interesse, pelo qual
foi conhecida na Espanha. Em seu livro, Montessori propunha despertar a
atividade infantil através do estímulo e promover a auto-educação da criança,
colocando meios adequados de trabalho à sua disposição e o educador, portanto,
não atuaria diretamente sobre a criança, mas ofereceria meios para a sua
autoformação, sustentando que só a criança é educadora de sua personalidade.
Entre 1912 e 1913 o interesse por sua
doutrina se amplia e realiza-se o I Curso Internacional Montessori,
Com o fim da Primeira Guerra
Mundial,em 1917, sua atividade se multiplica com a promoção de conferências na
Europa, na América Latina e na América do Norte, fundando uma obra filantrópica
internacional para crianças mutiladas na guerra.
Com o triunfo do fascismo, na Itália,
suas atividades paralisaram, proibiram-se todas as suas atividades e suas
escolas foram fechadas, período por volta de 1930
Na Índia, em 1940, funda uma escola
de formação de professores, onde é presa, sendo libertada provisoriamente
graças a uma ceita teosófica.Publica trabalhos em Madrás, que completa a revisão de
seu pensamento.
Quando termina a guerra, retorna à
Holanda, cria uma escola para professores perto de Amsterdã, visita a Itália,
mas continua residindo em Noordwijk, Países Baixos, até sua morte em 06 de maio
de 1952. Suas atividades se reúnem como educadora-pedagoga, médica e feminista,
considerada uma verdadeira humanista, cidadã do mundo.
OBRAS
-
El método de
-
El Niño. Araluce, Barcelona, s/d.(A
Criança)
-
La mente absorvente del niño. Araluce, Barcelona, s/d.
-
Formación del hombre.Araluce, Barcelona, 1973.
LIVROS SOBRE
MONTESSORI
Destacam-se na Espanha, como introdutor
do método Montessori neste país, Joan Palau Vera, traduzindo os livros Antropologia
Pedagógica, El método de
Outras obras publicadas:
- Helming, H. (1970): El sistema Montessori,
Barcelona: Miracle;
- Lubienska,
M. (1969): El método Montessori, Madrid: Magistério Español;
- Órem, R. C. (1986): El
método Montessori de educación diferencial, Barcelona: Paidós Ibérica;
- Orem, R. C. (1986): La teoría
y el método Montessori en la actualidad, Barcelona: Paidós Ibérica.
ALGUNS SITES MONTESSORI
Constructor Sui
– Gávea -
Rio de Janeiro;
Amanda
Oliveira Rabelo – Rio de Janeiro;
Escola
Montessoriana – Chapecó – Santa Catarina;
Reino
Encantado – Brasília;
Aldeia
Montessori – Rio de Janeiro;
Escola
Bosque – São Paulo;
Tip Toe
School –
São Paulo;
IDÉIAS E MÉTODO MONTESSORIANO
Na obra dessa médica-educadora
está inserida o que na época considerava-se Pedagogia Científica e percebe-se,
a preocupação em conhecer a criança, sentí-la nos vários aspectos de sua
personalidade, atender às diferenças individuais de modo que ela se liberte
interiormente e para que se adapte à vida social de forma livre, sendo esta
liberdade uma condição indispensável para desenvolver as manifestações
espontâneas. Via a infância como uma fase da existência que deveria ser
plenamente vivida, adquirindo uma filosofia vitalista , sendo algo susbstantivo
e a educação possibilitaria ao indivíduo ter as suas necessidades e interesses
satisfeitos, e ao educador caberia criar condições para que o educando
atingisse essas metas. O trabalho e o jogo, as atividades prazerosas, a
formação artística, uma sociedade mais intensa colaboravam para desenvolver a
personalidade integral.
O movimento da educação nova, na
Itália, começou com a Dra Maria Montessori e suas “Case
dei Bambini” (Casas das Crianças). Elas não visavam à instrução somente,
mas
eram locais de educação e de
vida; realizavam, enfim, a educação completa da criança. Neste contexto da
Escola Nova, que se opõe aos métodos tradicionais não respeitando as necessidades
e a evolução do desenvolvimento infantil, Maria Montessori, ocupa papel de
destaque pelas novas técnicas introduzidas nos jardins de infância (que durante
a 1ª Guerra Mundial teve seu interesse diminuído) e nas primeiras séries do
ensino formal.
“Eu não inventei um método, eu somente dei às crianças a
oportunidade de viver.”

Case dei Bambini, em Roma, San Lorenzo, 06 de
Janeiro de 1907.
Tão bons resultados deu, quanto
a disciplina, a primeira Casa, que se resolveu abrir outra; a 7 de Abril,
inaugurando a segunda, pouco depois uma terceira; pouco a pouco o método foi
alcançando a toda a Itália e depois ao resto do mundo; os educadores começavam
a chegar a Roma e a visitar as Case dei Bambini, regressando entusiasmados com
o que se conseguia fazer: falavam de crianças novas, dos seres extraordinários
de delicadeza, de precisão, de inteligência, de correção que Maria Montessori
soubera criar; nas escolas que iam montando noutras cidades, os professores
mais audaciosos guiavam-se todos pelas normas montessorianas que vinham
aprender nas visitas às Casas.
Encontramos em sua teoria algumas
aquisições pedagógicas que a precederam:
·
O individualismo de Rosseau;
·
A educação sensorial de Pestalozzi;
·
A educação das faculdades de Herbart;
·
A valorização do jogo, da auto-atividade e a criação de hábitos
a partir de impulsos naturais que Froebel introduziu.
Seu método foi um dos primeiros
considerados ativos quanto à criação e aplicação, seu principal objetivo são as
atividades motoras e sensoriais. Levando-se em conta que seu método parte do
ensino de crianças anormais (logo se estendendo a todo público infantil), sua
aplicação é biológica, com mais ênfase ao desenvolvimento do que à adaptação.
Partindo da psicologia positivista e associacionista, baseia-se em princípios básicos de encorajamento de sua
liberdade, de respeito pela individualidade, e educação da auto-atividade,
sendo que educador e escola devem estar preparados para valorizar estes
aspectos,o que inspirou verdadeiras reformas educacionais.Tem também um caráter
social, uma vez que as crianças, em conjunto, devem colaborar para o ambiente
escolar.
Uma de suas grandes contribuições foi
em estimular a criação de um ambiente apropriado para cultivar a atenção, à
vontade, a inteligência, a imaginação criativa sem esquecer da educação moral.
Na Casa dei Bambini, tudo tinha a dimensão da própria criança: mesas, cadeiras,
estantes, banheiros, armários, etc., feitos de tamanho pequeno de forma a
permitir às crianças enorme liberdade de locomoção e o domínio do ambiente.
Nos centros montessorianos, para
conseguir autonomia, a criança deve praticar continuamente hábitos de vida
cotidiana, por exemplo: tirar e pôr roupas, abotoá-las, pendurá-las, lavar as
mãos, comer e beber sozinhos, pôr e tirar a mesa, etc.Que aprenda a se
desenvolver sem a ajuda do adulto, para tanto, seu ambiente deve estar em
perfeita ordem, se referindo ao tempo (horários bem definidos) e ao espaço
(lugar amplo para brincar e à parte o mobiliário e o material).No que tange à
posição do professor, este requer um espírito científico com disciplina
profunda, devendo saber a diferença entre a orientação (certa vigilância do
aluno) e o exercício individual (trabalho exclusivo da criança).
O seu material didático é rico
voltando-se à estimulação sensorial e intelectual. Seus jogos são atraentes e instrutivos. O material criado tem papel
preponderante no seu trabalho educativo, pois pressupõem a compreensão das
coisas a partir delas mesmas, tendo como função estimular e desenvolver na
criança, um impulso interior que se manifesta no trabalho espontâneo do
intelecto.
Ela
produz uma série de cinco (5) grupos de materiais didáticos, levando em conta
três objetivos específicos: educação motora, educação dos sentidos e
educação intelectual. Classificam-se em:
- Exercícios Para a Vida Cotidiana;
- Material de Linguagem;
- Material de Matemática;
- Material de Ciências.
Estes materiais se constituem de
peças sólidas de diversos tamanhos e formas:
-
caixas para abrir, fechar e encaixar, de vários tamanhos;
- cubos e prismas;
- botões para abotoar;
- cartões
com série de cores, de tamanhos,de
formas e espessuras
diferentes;
-coleções de superfícies de diferentes
texturas;
- campainhas com diferentes sons;
- quebra-cabeças, diferentes alfabetos
para compor palavras;
- conjunto de contas coloridas, barras de
contagem;
- letras e algarismos em lixas e madeira;

O Material Dourado é um dos materiais criado por Maria Montessori,
que despertam no aluno: a concentração, o interesse, além de desenvolver sua
inteligência e imaginação criadora, pois a criança está sempre predisposta ao
jogo. Além disso, permite o estabelecimento de relações de graduação e de
proporções, e finalmente, ajuda a contar e a calcular.
. Este material baseia-se nas
regras do sistema de numeração, inclusive para o trabalho com múltiplos, sendo
confeccionado em madeira, é composto por: cubos (formado por dez placas, a
placa por dez barras e a barra por dez cubinhos, sendo de grande importância na
numeração, facilitando a aprendizagem dos algoritmos das quatro operações:
adição, subtração, multiplicação e divisão), placas, barras e
cubinhos. O aluno usa (individualmente) os materiais a
medida de sua necessidade e por ser autocorretivo faz sua auto-avaliação. Os
professores são auxiliares de aprendizagem e o sistema peca pelo individualismo.
Embora, hoje sua utilização é feita em grupo.
Embora especialmente elaborado para
o trabalho com aritmética, a idealização deste material seguiu os mesmos
princípios montessorianos para a criação de qualquer um dos seus materiais, a
educação sensorial:
-desenvolver na criança a independência, confiança em si mesma,
a concentração, a coordenação e a ordem;
-gerar e desenvolver experiências concretas estruturadas para
conduzir, gradualmente, a abstrações cada vez maiores;
-fazer a criança, por ela mesma, perceber os possíveis erros que
comete ao realizar uma determinada ação com o material;
-trabalhar com os sentidos da criança.
Inicialmente, o Material Dourado
era conhecido como "Material das Contas Douradas" e sua forma era a
seguinte: 
No
trabalho com esses materiais a
concentração é um fator importante. As tarefas são precedidas
por uma intensa preparação, e, quando terminam, a criança se solta, feliz com
sua concentração, comunicando-se então com seus semelhantes, num processo de
socialização.
A
livre escolha das atividades pela criança é outro aspecto
fundamental para que exista a concentração e para que a atividade seja
formadora e imaginativa. Essa escolha se realiza com ordem disciplina e com um
relativo silêncio.
O silêncio
também desempenha papel preponderante. A criança fala quando o trabalho assim o
exige, a professora não precisa falar alto.
Pés
e mãos têm grande destaque nos exercícios sensoriais (não se
restringem apenas aos sentidos), fornecendo oportunidade às crianças de
manipular os objetos, sendo que a coordenação se desenvolve com o movimento.
Em
relação à leitura e escrita, na escola montessoriana, as
crianças conhecem as letras e são introduzidas na análise das palavras e
letras; estando a mão treinada e reconhecendo as letras,a criança pode escrever
palavras e orações inteiras.A leitura e a escrita não são simultâneas, sendo
que a escrita precede a leitura. Para Maria Montessori, ler é interpretar uma
idéia por meio de sinais gráficos, podendo juntar as letras que formam uma
palavra antes de conseguir compreender seu significado.
Em
relação à matemática os materiais permitem o reconhecimento das
formas básicas, permitem o estabelecimento de graduações e proporções,
comparações, induzem a contar e calcular.
Escola Montessoriana em Holanda, 1915.
OS DOZE PONTOS DO MÉTODO
MONTESSORIANO
1º- Baseia-se em anos de
observação da natureza da criança por parte do maior gênio da educação desde
Froebel.
2º- Pelas suas demonstrações a
aplicabilidade é universal.
3º- Revelou que a criança
pequena pode ser um amante do trabalho intelectual, escolhido de forma
espontânea, conseqüentemente realizado com alegria.
4º- Tem por base que a criança
possui uma necessidade vital: aprender
fazendo, baseando-se nisso, à cada
etapa do crescimento mental da criança são proporcionadas atividades
correspondentes com as quais se desenvolvem suas faculdades.
5º- Ainda que ofereça à criança
uma grande espontaneidade, consegue
capacitá-la para alcançar os mesmos níveis, ou até mesmo níveis superiores de
sucesso escolar, que os alcançados sobre os sistemas antigos. Requer do
educador uma nova concepção de que deve
ensinar pouco, observar muito e orientar
as atividades psíquicas das crianças, bem como seu crescimento psicológico.
6º- Consegue uma excelente disciplina e liberdade, apesar de
prescindir de coerções tais como recompensas e castigos. Explica-se tal fato
por tratar-se de uma disciplina que tem origem dentro da própria criança e não
imposta de fora, na qual as atividades deveriam ser realizadas pela criança
pela própria necessidade e prazer da sua realização, exigindo uma mudança
radical do próprio professor, cujo estímulo, maneira de agir e o amor são
fundamentais para o desabrochar e o desenvolvimento da criança, sem se colocar
ao mesmo nível que ela.
7º- Baseia-se em um grande respeito pela personalidade da criança,
concedendo-lhe espaço para crescer em uma independência biológica,
permitindo-se à criança uma grande
margem de liberdade que se constitui no fundamento de uma disciplina real.
8º- Permite ao professor tratar
cada criança individualmente em cada matéria, e assim, fazê-lo de acordo com
suas necessidades individuais.
9º- Cada criança trabalha em seu
próprio ritmo.
10º- Não necessita desenvolver o
espírito de competência e a cada momento procura oferecer às crianças muitas
oportunidades para ajuda mútua o que
é feito com grande prazer e alegria.
11º- Já que a criança trabalha partindo
de sua livre escolha, sem coerções e sem necessidade de competir, não sente as
tensões, os sentimentos de inferioridade e outras experiências capazes de
deixar marcas no decorrer de sua vida. A criança não se separa do trabalho, é
assim que cresce, é o trabalho que aumenta a sua energia. Trabalho de criança é
a ação que desenvolve suas brincadeiras, suas descobertas, suas tentativas, suas
conquistas.
12º-
O método Montessori se propõe a desenvolver a totalidade da personalidade da criança
e não somente suas capacidades intelectuais. Preocupa-se também com as capacidades de iniciativa, de deliberação e de escolhas independentes, que constitui a base do sistema, e os componentes
emocionais.
Constatamos no trecho baixo,
algumas considerações de Maria Montessori, quanto ao seu método, extraído da
obra Em Família, Rio de Janeiro, s.d.
p.43-48:
“A
criança não pode levar uma vida normal no mundo complicado dos adultos.
Todavia, é evidente que o adulto, com a vigilância contínua, com as
admoestações ininterruptas, com suas ordens arbitrárias, perturba e impede o
desenvolvimento da criança. Dessa forma, todas as forças positivas que estão
prestes a germinar são sufocadas; e a criança só conta com uma coisa: o desejo
intenso de livrar-se, o mais rápido que for possível de tudo e de todos.
Portanto,
esqueçamos o papel de carcereiros e tratemos, ao invés disto, de preparar-lhes
um ambiente onde possamos o máximo possível, não cansá-las com a nossa
vigilância e nossos ensinamentos. É preciso que nos convençamos que tanto mais
o ambiente corresponde às necessidades da criança, tanto mais poderá ser
limitada a atividade do professor. Contudo, não podemos esquecer de um
princípio importante. Dar liberdade à criança não quer dizer que se deva
abandoná-la à própria sorte, muito menos, negligenciá-la. A ajuda que damos à
alma infantil não deve ser a indiferença passiva diante de todas as
dificuldades de seu desenvolvimento; muito pelo contrário, devemos assistir
esse desenvolvimento com prudência e com um cuidado repleto de afeto (...)
Certamente aqui
está a chave de toda a pedagogia: saber reconhecer os instantes preciosos da
concentração, a fim de poder utilizá-los no ensinamento da leitura, da escrita,
das quatro operações e, mais tarde, da gramática, da aritmética, das línguas
estrangeiras, etc. Ademais, todos os psicólogos estão acordes ao asseverar que
só existe uma maneira de ensinar: suscitando o mais profundo interesse no
estudante e, ao mesmo tempo, uma atenção viva e constante. Portanto, trata-se
apenas disto: saber utilizar a força interior da criança com relação à sua
educação. Isto é possível? Não é apenas possível, é necessário. A atenção tem
necessidade de estímulos gradativos para concentrar-se. No começo serão objetos
facilmente reconhecíveis pelos sentidos, que interessarão aos pequeninos:
cilindros de diversos tamanhos, cores que deverão ser dispostas segundo a sua
coloração, diversos sons para distinguir, superfícies mais ou menos difíceis
para serem reconhecidas pelo tato. Porém, mais tarde teremos o alfabeto, os
números, a leitura, a gramática, o desenho, as operações aritméticas mais
difíceis, a história, as ciências naturais, e assim se construirá o saber da
criança.
Conseqüentemente,
a tarefa da nova professora tornou-se muito mais delicada e mais séria. Depende
dela se a criança encontrará seu caminho rumo à cultura e à perfeição ou se
tudo será destruído. A coisa mais fácil é fazer a professora compreender que,
para o progresso da criança, ela deve se eclipsar e renunciar os direitos que,
antes, eram dela; deve entender muito bem que não pode haver nenhuma influência
nem sobre a formação nem sobre a disciplina do aluno, e que toda a sua
confiança deve ser colocada nas energias latentes de seu discípulo. Sem dúvida
sempre há alguma coisa que a compele, constantemente a dar conselhos aos
pequeninos, a corrigi-los ou encorajá-los, mostrando-lhes que é superior por
experiência e por cultura; mas não obterá nenhum resultado até que não se tenha
conformado em manter dentro dela mesma toda e qualquer vaidade.
Em compensação, a
sua atuação indireta deve ser assídua: deve preparar, com pleno conhecimento de
causa, o ambiente, dispor o material didático com habilidade e introduzir, com
o máximo cuidado, a criança nos trabalhos da vida prática. Cabe a ela saber
distinguir a criança que procura o caminho certo daquela que se enganou de
caminho; deve estar sempre tranqüila, sempre pronta a ajudar, quando é chamada,
a fim de demonstrar o seu amor e a sua confiança. Estar sempre a postos: só
isto.
A professora deve
dedicar-se à formação de uma humanidade melhor. Assim como a vestal devia
conservar puro e isento de escórias o fogo sagrado, assim a professora é a
guardiã da chama da vida interior em toda a sua pureza. Se esta chama não for
cuidada, haverá de se apagar para nunca mais voltar a arder.”
O método montessoriano foi
posteriormente criticado pelo fato de haver um excesso de materiais pedagógicos
de diferentes tipos, não dando sequer tempo disponível à criança para
desenvolver as capacidades da imaginação. Não podemos nos esquecer que uma de
suas principais características foi a capacidade de adaptação, sem que isso
implicasse a renúncia de um sistema com formulações muito específicas, sendo
que readaptado às mudanças da época atual, formula-se a configuração vigente do
método. Maria Montessori propõe organizar espaços de maneira que as crianças
sejam as escritoras de suas próprias histórias, protagonistas de sua
aprendizagem, sem depender de seus educadores. Sua proposta deveria ser revista
levando em conta as atuais conquistas científicas, e ser reconhecida pela comunidade
educacional, pois sua contribuição, tanto de sua filosofia quanto de sua lógica
e metodologia constitui-se valiosa apesar de simples, porém plena de
humanidade.
Hoje, os
livros de Maria Montessori estão traduzidos em numerosas línguas, entre as
quais o chinês e o árabe; há escolas Montessori em todo o mundo, até no Tibete
e no Quênia; na Itália, na Hungria, na Holanda, no Panamá e na Austrália, os
governos mandam adotar o método nas escolas oficiais e modificam as leis
escolares, todas as vezes que há entre elas e o funcionamento das escolas
qualquer incompatibilidade; a preparação dos mestres também não foi descuidada
e em vários países existem escolas de formação montessoriana; a sociedade
Montessori tem secções em todas as terras civilizadas e funda escolas,
organizam conferências, cursos de férias; o movimento amplia-se cada vez mais,
embora com todas as modificações que os progressos recentes da pedagogia
apresentam como aconselháveis. Muito mais do que um método, o trabalho deixado
por Maria Montessori é considerado um sistema.
“O homem nasce quando sua alma se sente a si própria, se fixa,
se orienta, escolhe...”
Maria Montessori
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CIÊNCIA:
CONSTRUÇÃO DE VERDADES
A ciência, como resultado de
ações intrinsecamente humanas, está em constante processo de transformação das
verdades convencionadas por seus sujeitos, que, incessantemente, estão em busca
do aprimoramento e do progresso em todos os campos do conhecimento.
Sabendo que a verdade é relativa, nunca absolutamente
verdadeira, vemos a ciência, que se ocupa dessas verdades, ser construída
através das buscas de pessoas que estão sujeitas a todo instante, a um processo
de modificação de seus pontos de vista, baseados em novas descobertas.
A ciência pode e deve ser modificada, ou seja, superada, ao
passo que ela é o produto da evolução do conhecimento humano. A verdade que ela
busca é definida pelas concepções de realidade que são separadas em: real
objetivo e real subjetivo. Entende-se por real objetivo, aquilo que pode ser
mensurável de forma única, e o subjetivo, o que não possibilita um critério
único para sua medida, sendo que, na primeira, são as leis físicas,
convencionadas pelos indivíduos, que proporcionam a aproximação mais eficiente
do que pode tornar essa verdade válida.
Porém, somente
uma ou outra lei convencionada é válida, dentro de uma precisão, o que
possibilita à verdade ser passível de estar sendo modificada a qualquer
momento, pois estas leis evoluem paralelamente às pessoas. O que hoje se
entende por verdade, num futuro próximo, deverá transformar-se, pois o homem,
desde os seus primórdios, vai evoluindo e progredindo, o que resulta no
constante processo de superação dessas verdades da ciência.
No campo social,
as pesquisas da ciência possibilitam o seu desenvolvimento, ampliando o seu
entendimento, o que proporciona a construção do seu próprio sentido, na medida
em que essas verdades ofereçam espaços de descobertas e de transformações
individuais, o que leva às grandes modificações coletivas. A ciência é mais bem
compreendida pelas pessoas, quando estas são instigadas a buscar o
entendimento, através do conhecimento sobre a realidade em que estão inseridas,
o que diminui a distância entre a sociedade e o conhecimento científico, ao
passo que proporciona um despertar para novas e continuadas descobertas.
Em instituições
educacionais, a contribuição de alunos e professores na construção das verdades
que a ciência busca é fator preponderante para que os benefícios se façam
presentes. A pesquisa de cunho didático-pedagógico torna contínuo o processo de
construção e modificação do nosso ensino. Faz buscar respostas para os
problemas e ajuda a vencer as dificuldades, bem como superar suas limitações.
Necessário se faz
que nesta dinâmica educacional, a opinião e a verdade sejam entendidas
claramente, para que se possa transformar e consensuar essas construções. Sendo
que, o conhecimento se fundamenta na verdade, dando-lhe um caráter científico,
verificável, portanto o mais aproximado da verdade, a opinião se não
proporcionar novos rumos, se posiciona de maneira vazia e obscura, facilitando
teorias equivocadas.
A ciência só
continuará sendo um processo cada vez mais aprimorado, se o papel da educação
for o de buscar os caminhos da pesquisa, paralelo ao ensino em nossas
instituições, levando em conta algumas peculiaridades que atingem os
estabelecimentos. A pesquisa enriquece o ensino, pois pode ser buscada pelo
próprio aluno, mesmo que por procedimentos de pequenos níveis de dificuldades,
de caráter didático, o que será o princípio para que a cientificidade seja
pré-requisito para construir as verdades da ciência.
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IDADE ANTIGA |
IDADE MÉDIA |
IDADE MODERNA |
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Século IV
a.c. GRÉCIA: Sofistas- Retórica,
dialética, virtude é ensinada, transmissão de conhec.; do mestre para o discípulo;não
se preocupavam com a verdade.
ROMA:
|
Séculos V
ao XV -Idéias
predominantes: *sobrenaturais; *transcendentes;
|
Séculos XV
ao XXI -Contrasta
com a Id. Média; -Valorização de potencialidades humanas; -Educação
intelectual,moral e física; -Surge o
Renascentismo e a filosofia humanista; -Principia
o Empirismo;
|
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VALORES MORAIS ESQUECIDOS
Ana Cláudia de Menezes
Falam-se, escrevem-se, publicam-se inúmeras implicações a
respeito dos valores morais, porém, a triste realidade que encontramos na
prática, contradiz a teoria tão bem articulada. Em qual momento será que
existirá realmente, a consciência em torno das menores atitudes do nosso
dia-a-dia, nos vários segmentos (educacional, familiar, social, etc.), nos
quais estamos inseridos?
“Pimenta nos olhos dos é colírio”, já diz a expressão
popular. Quando se trata de cobrar dos outros aquilo que na maioria das vezes
não se faz, torna-se muito fácil, leviano e hipócrita. O que se quer em termos
de honestidade, educação, ética, etc., deveria estar partindo do pressuposto de
que algo que não se quer para si, não pode ser exigido dos outros. Que tal se
tudo começasse partindo em primeiro lugar de cada um de nós?
Ao passo que, no momento em que todo o indivíduo vigiasse
suas ações, as mais simples que sejam, estariam se modificando as concepções em
torno de que, agir corretamente só vale para os outros. Sabe-se, porém, da
enorme dificuldade em entender e aceitar as várias condutas que lamentavelmente
se fazem presentes, onde quer que estejamos.
Onde deve começar a educação dos princípios morais? Sim, na
primeira célula da sociedade, a família. É nela que se começa, desde a mais
tenra idade, a cultivarem-se as noções de educação, de higiene e limpeza (tanto
físicos como psíquicos), sendo que é o exemplo dos pais um dos meios principais
que se deve utilizar para educar os filhos.
Será
que isso só se faz no âmbito familiar? E na escola? As nossas instituições de
ensino são as extensões dos lares de nossas crianças. É na escola, que irá se
formalizar e aprimorar os primeiros ensinamentos, dando continuidade ao
trabalho na formação de um sujeito histórico-social.
Paciência, perseverança, vontade e segurança são os
principais requisitos para que se possam instaurar novamente os valores morais
que se encontram tão esquecidos em detrimento dos conhecimentos científicos,
que estão sendo muito mais priorizados em nosso sistema.
Como o beija-flor, ao enfrentar o incêndio na floresta, que
leva em seu pequeno bico, a sua parcela de contribuição para que o perigo
diminua ( a gota de água que lhe cabe) assim todos, indistintamente devem
repensar sobre sua posição mediante as conseqüências da falta de conduta
ilibada em suas ações, a começar por ”pequenas grandes” atitudes,
insuficientemente encontradas atualmente.
Aluna do 2º Semestre do Curso de Pedagogia do Instituto de
Ensino Superior de Santo Ângelo.