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Atividade
é vida!
Se o descanso é reparador das
energias gastas na atividade, o trabalho é, por sua vez, reparador dos
debilitamentos ocasionados pela inércia mental.
Convém, pois, sob todo ponto
de vista, que a mente esteja sempre ocupada em algo útil.
Deverão ter por
conduta o desenvolvimento de um constante labor de adestramento mental, no
sentido de predispor o ânimo a sustentar uma resolução com firmeza e afastar,
assim, todos os sintomas de indecisão e preguiça.
A paciência há de ser uma
das virtudes que mais se deve cultivar, por ser a que cria a inteligência do
tempo.
Compreender a linguagem do tempo e atuar inspirado em seus conselhos,
deve constituir uma das máximas aspirações do ser humano, pois o segredo que
com isso se revela à consciência, transcende todos os limites do imaginado.
Para o homem consciente, para o que sabe esperar com sensatez as coisas que são
objeto de sua preocupação, por mais variadas e até adversas que sejam a seu
gosto, deve continuar existindo para sua razão, todo o tempo necessário, até
que vincule à sua vida e se harmonize com suas aspirações, se estas são
justas e razoáveis.
Em outras palavras, as grandes obras, como as pequenas,
requerem seu tempo, mas desde que esse tempo seja fértil e não estéril.
Em
conseqüência, quem perseverar alcançará triunfos merecidos e não esmorecerá
em seus afãs, enquanto atua com inteligência, discrição e tolerância.
Toda
interrupção é perniciosa e compromete a eficácia dos meios honestos e úteis
que se empregam e, também, os resultados a que se aspire chegar.
Na própria
natureza, quando se interrompe um processo, altera-se a harmonia de suas combinações,
perturbam-se as funções dos elementos que nele intervêm e, finalmente,
malogra-se sua manifestação, ou seja, o resultado do processo.
E se isto
ocorre exatamente nos seres mais visíveis da Criação, não é admissível que,
tratando-se do homem, exista uma exceção.
O segredo está, pois, na
continuidade, na não interrupção das energias de que se dispõe para alcançar
um propósito que haverá de vincular-se estreitamente à vida.
Jamais se
conseguirá uma culminação feliz se, em qualquer dos estados em que se
encontre o processo iniciado, se rompe bruscamente os fios de conexão com a
consciência.
Pode-se ilustrar esta imagem de forma mais gráfica se tomarmos um
exemplo corrente, como o do estudante de Direito ou de Medicina que interrompe
seus estudos.
Não conseguirá, é lógico admiti-lo, terminar sua carreira, uma
vez que terá malogrado o processo que devia levá-lo ao término da mesma.
Um
fato que se repete muitas vezes e que evidencia esta tese é que todo aquele que
cessa seus empenhos, hoje nisto e amanhã naquilo, sempre se acha no princípio
e não varia sua posição, mesmo que o passar dos anos abale sua altivez.
(González
Pecotche) Trecho do Livro : Introdução ao Conhecimento Logosófico.
Logosofia
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