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NOTÍCIAS DA ACADEMIA
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AGOSTO - 2002
3o ENCONTRO LITERÁRIO - DIVAGANDO NA MEMÓRIA DE CAETITÉ, PEQUENINA E ILUSTRE
LIVRO SOBRE O DOIS DE JULHO É LANÇADO
  Da lavra do Bel. e Prof. Bartolomeu de Jesus Mendes, a obra historiográfica "Dois de Julho em Caetité - do cívico ao popular", registra este grande evento patriótico que a cidade de Caetité tem consagrado ao longo dos anos, desde o consagrado dia 2 de julho de 1823, terra eleita por um dos heróis da Independência Baiana, o Periquitão. Trazendo diversos depoimentos, além de registrar a memória dos saudosos Ovídio Rochael e do Maestro Lindouro, o livro é indispensável a quantos queiram conhecer a história deste evento, que marca a cultura em Caetité.
Capa do Livro
  Na programação que une a Academia Caetiteense de Letras, a Casa Anísio Teixeira e o Arquivo Público Municipal, o Encontro Literário é hoje o maior evento cultural da região, sempre às segundas quartas-feiras de cada mês.
   Neste agosto ocorreu no dia 14, e homenageou as Patronas da Academia:
Prof.ª Emiliana Nogueira Pita, pelos seus 90 anos de lucidez e poesia, autora do livro Divagando, de 1986, e Helena Lima Santos, historiadora-mór da cidade, falecida em 1998.

    
O Evento - Apresentando o encontro, a Dr.ª Mara Lédo (Coordenadora da Casa Anísio Teixeira), e o Acadêmico Bel. André Koehne, que convidaram jovens alunas do Colégio da Coopec para fazer uma homenagem às mestras. Raquel Ladeia, Clarissa Vilas Boas, Alanna Lopes e Isabela Ivo dançaram ao som de uma música que falava precisar o Brasil de professores. O palco foi montado um cenário com mobílias e objetos que lembravam o ambiente doméstico da saudosa Helena Lima, e foi ali que teve lugar a segunda parte do evento.

    
Recordando a Professora Helena -  O Prof. e Bel. Bartolomeu Mendes, Imortal que assenta sob o patronato da homenageada, proferiu discurso em que realçou a importância da "operária da educação" na história local; a Prof.ª e Acadêmica Elza Teixeira, ex-aluna de D. Helena, rememorou os tempos inolvidáveis da Escola Normal, que de Caetité esparziu cultura para o país inteiro, onde a homenageada, que ajudou na fundação daquele importante centro educacional, ministrava suas aulas com magnetismo, falando da História com tanto realismo que, ao narrar a invasão de Átila, "podíamos até mesmo ouvir o tropel dos cavalos!", ressaltando ter ela levado o magistério como sacerdócio. A Prof. e Imortal Palmira Guanaes Fausto, então, recordou sua ex-mestra como exemplo de mulher firme nos seus propósitos, a severidade de seu caráter. A Imortal da Academia de Letras e Artes de Brumado, jornalista Lúcia Oliva, que foi nora da homenageada, revelou seu relacionamento com a matriarca cuja memória é inapagável. Ao fim destes depoimentos em todos ficou a saudade e certeza de que muito deve Caetité àquela sua filha adotiva e dileta, verdadeira "caetiteense de coração".

    
Espaço Livre I - O jovem músico Samuel Teixeira executou ao teclado as músicas "Meu querido, meu velho", de Roberto Carlos, lembrando o dia dos pais do domingo anterior, e a belíssima "Ave Maria", de Gunot, em honra às homenageadas. As crianças Lucas F. Cunha e Renan David, da Escolinha Grão de Areia, declamaram o poema "Caridade", da Imortal Emiliana Pita. O Sr. Silvio Prisco, que em breve tomará posse na ACL, como Emérito, cativou a platéia com os versos do belo poema "Mãe", do genial caetiteense Camillo de Jesus Lima. Enleando inda mais os presentes a jovem Raianna Silveira e o Mestre Boanerges Chaves - maior músico de nossa história - povoaram o espaço do Auditório Anísio Teixeira com as melodias "Romaria" e "Debaixo dos Caracóis". O Prof. Galdino Neto recitou então versos do inspiradíssimo poeta Mariano Borges (Matos), "A Caetité" e que terminou seus dias em extrema penúria: "E, assim, em loira tela, pinto em versos / Esboçando-te a grandeza e fidalguia,/ Porque tu és - oh! Caetité formosa! / Tradicional cidade, excelsa e honrosa,/ Onde a cultura tem soberania."

    
Homenagem à Profª Emiliana Nogueira Pita - O Bel. Éder David, Vice-Presidente do Silogeu Caetiteense enalteceu a figura daquela que lhe é amorável Patrona, enquanto esta ouvia, enleada e comovida. O Imortal leu, da lavra da também Acadêmica e Patrona Prof.ª Idalina Vieira, uma breve biografia da homenageada. A Prof.ª Emiliana, dentre o muito que contribuiu para a Caetité natal, é autora do Hino Oficial do município. Então, do alto de seus 90 anos de uma vida inteira dedicada ao magistério, às letras e amor pela missão que exerceu no magistério, D. Emiliana leu sem titubear um discurso que a todos imantou, onde agradeceu a homenagem, e traduziu com seu verbo límpido e sereno, a lição de amor àquilo que fazemos como receita segura de sucesso. Tendo, então, recebido um belo buquê de flores silvestres ofertado pela Prof.ª Magda David, muitos dos presentes, emocionados e felizes, abraçaram a Mestra - paradigma eterno para Caetité!

   Espaço Livre II - Este "segundo tempo" teve início com as escritoras Jucelma Gomes e Keila Mendes que declamaram os poemas "Versos" e "Esperança", da autoria de ambas, uma falando o poema da outra em interessante jogral. As alunas da Coopec novamente fizeram uma apresentação de dança, desta vez acompanhadas de mais quatro garotos deste Colégio, em interessante performance ao som de "O que é, o que é", do saudoso Gonzaguinha. Boanerges Chaves então apresentou um solo ao violão, arrebatando os felizardos presentes ao som do chorinho "Para nós", de sua autoria, e de "Jesus, alegria dos homens", de Johan Sebastian Bach!
    Encerrando este Terceiro Encontro Literário, dos mais belos e inolvidáveis, foi apresentada a gravação - até então inédita - do "
Hino a Caetité", cantada por Péro Paixão, em honra a sua autora ali presente: e todos ouviram de pé, encerrando a noite sob comovidos aplausos.
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