Wait english version at 10/01/98
Esta pretende ser a primeira de uma s�rie sobre Ecologia, Viagens, Fotografias, que deve contar com:
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros encontra-se no nordeste do estado de Goi�s, pr�ximo a fronteira com o estado de Tocantins, a 200km ao norte de Bras�lia, possuindo como munic�pio sede Alto Para�so de Goi�s (cerca de 5.000 habitantes), estendendo-se pelo munic�pio de Cavalcanti. O parque surge no papel em 1960, como parque nacional do Tocantins, com 600.000 ha e localizado mais ao sul, no governo Juscelino Kubitschek, como forma de preservar a vegeta��o do Centro-Oeste, frente a interioriza��o do pa�s, possuindo hoje cerca de 60.000 ha. A regi�o se caracteriza por um relevo montanhoso, altura m�dia superior a 800 metros, localizando-se em Cavalcanti o ponto culminante do estado, com 1.600 metros. Regi�o abundante de rios, que formam diversas cachoeiras e "canyons", correndo em dire��o ao norte, ajudando a formar a cabeceira do Tocantins, a cerca de 100 km ao norte, onde desde o final do ano passado, deixou de correr o rio para encher o reservat�rio da usina hidroel�trica da Serra da Mesa, de 180 metros de coluna d'agua, que formar� o maior lago artificial do Brasil em volume d'�gua.
O acesso a sede do parque � por uma estrada de terra, que liga Alto Para�so ao povoado de S�o Jorge, praticamente encravado no parque, onde hoje a maior parte dos seus 300 habitantes, vive do turismo, mas outrora foi centro de extra��o de cristal. Caso v� para l�, n�o exite em optar por ficar em S�o Jorge, pois Alto Para�so vive hoje um "boom" tur�stico, que apesar da comodidade do progresso, descaracteriza um pouco a hospitalidade do interior. Apesar da inicial desconfian�a, os habitantes de S�o Jorge s�o de extrema simpatia, ap�s se acostumarem com a sua cara. H� pousadas e camping v�rios. Pessoalmente preferi ficar acampado no fundo da casa de um morador, o do Seo Jo�o.
ONDE �:
A foto no in�cio n�o faz jus a beleza da flor do cerrado "chuveirinho", que com suas parentes movimenta parte da economia local, atrav�s da coleta para confec��o de arranjos, feita com a planta seca no fim do inverno, sendo parte da produ��o destinada ao exterior.
Indo direto ao assunto, vale dizer que para um paulista do interior como eu, a pr�pria viagem de Bras�lia para Alto Para�so foi uma atra��o, pois a geografia da regi�o � muito diferente da de S�o Paulo e mesmo do sul de Goi�s e Tri�ngulo Mineiro, podendo voc� ser brindado com a experi�ncia de topar com uma comitiva de tropeiros, deixando o gado descansar no meio da rodovia, que ali�s, asfaltada est� em melhores condi��es que as do interior de S�o Paulo, ou ainda observar os ga�chos tomando chimarr�o, no CGT de S.Jo�o d'Alian�a, atra�dos que foram para a regi�o, pelas novas terras abertas no cerrado para o plantio de soja.
As atra��es "padr�o", encontram se na ponta sudoeste do parque, pr�ximas da entrada do parque, via S�o Jorge, e em �reas particulares nas proximidades, abertas a visita��o frente uma m�dica contribui��o.
A foto acima e a logo abaixo, mostram uma vista do vale do Rio Preto (na ponta sudoeste do Parque), tirada da dura trilha do abismo, que at� a bem pouco quase n�o era visitada, subsequente a foto da queda conhecida pelos guias como "queda de 120", que possu� cerca de 80 metros (o porqu� do nome est� na soma com 40 metros de profundidade do po�o). A trilha do abismo � r�pida, mas deve ser feita por quem est� bem condicionado e nunca sem guia, aconselho procurar o Neto ou Seo Jo�o para guia-los at� l�.
A seguinte mostra o "canyon" pelo qual corre o rio Preto ap�s a queda de 120, onde se pode tirar outras fotos da queda, por �ngulos diferentes, seguindo para a queda anterior, de cerca de 50 metros, que oferece boas condi��es para nadar, no per�odo de seca.
Click para visualizar melhor as fotos menores

Ap�s temos o vertedouro e o canyon em s�, do chamado "canyon 2" e depois as fotos da cachoeira das carioquinhas, vistas de duas vistas diferentes superiores e mais um laguinho, que se formou l� embaixo, ao lado desta queda, com a cheia do rio.
N�o perca o Vale da Lua, que est� em propriedade particular, mas recebeu este nome devido ao aspecto que voc� pode conferir nas duas fotos acima.
Tendo tempo, visite a '�gua quente', que � uma piscina r�stica, feita sobre uma fonte de �gua quente, ao lado da estrada que leva � cidade de Colinas. Apesar da estrada ser de terra e cheia de pedras, � muito interessante e os mais aventureiros v�o a noite, nadar a luz de velas e pior que fica no meio da mata. Interessante tamb�m � o riacho do 'Raizama', que cai em queda, no canyon do rio S�o Jos�, que tem uns quarenta metros de profundidade al�, com uma largura de menos de 10 metros. Nesse lugar � poss�vel descer no 'canyon', mas � bem perigoso, quando fui eram crian�as de cerca de 8 anos que te levavam l�. No mesmo 'Raizama', um pouco acima h� uma pequena queda, que forma um po�inho, onde voc� pode sentar em uma pedra sob a cachoeira, o pessoal do lugar chama de 'hidromassagem'.
H� outros lugares que voc� pode ir. O Uiter, presidente da associa��o dos guias, comentou em janeiro que cogitavam abrir trilhas de tr�s dias cortando o parque, a la Chapada Diamantina, talvez j� estejam rolando. Eu fui no ver�o, quando o cerrado � luxuriante e o volume de �gua dos rios d�o um espet�culo, mas � extremamente perigoso devido as trombas d'�gua, que fazem um rio subir metros em minutos, portanto para nadar � aconselh�vel o inverno.
A regi�o � um lugar que tem atra��es para umas duas semanas, em todas as dire��es. Informe no CAT (Centro de Atendimento ao Turista) sobre o Parque Solarion (para quem faz o g�nero esot�rico) e sobre novas trilhas na regi�o de Cavalcanti, onde a vegeta��o � de cerrad�o (porte florestado), estando mais conservada do que nas imedia��es do parque, fui de carro l�, s� para conhecer e voltar e n�o me arrependi. Dois lugares que eu n�o fui e me arrependo, � a minera��o de n�quel(Grupo Votarantin), em Niquel�ndia, ap�s Colinas, que possu� dimens�es gigantescas, com um solo roxo, oferecendo um espet�culo dantesco. A regi�o da Serra da Mesa � um espet�culo por si s�, vale conferir o Link, basta falar que a Funai acredita que ainda h� remanescentes dos Av�-Canoeiros, arredios na regi�o.
MAIS SOBRE A REGI�O E A CHAPADA:
OUTRAS CHAPADAS:

LINKS INTERESSANTES
Cr�ticas, sugest�es e contatos s�o bem vindos(fotos podem ser enviadas).
O autor desta home-page � Gustavo Santos Junqueira, 25 anos, natural de Barretos (SP), estudante de Engenharia de Produ��o Mec�nica, na Universidade de S�o Paulo, campus de S�o Carlos (SP).
VISITANTE
Desde 17/07/97