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Boa noite meus senhores
� boa noite a cantar
� a Casa dos A�ores
Que se esta apresentar
� minha terra querida
Terra assim eu nunca vi
Inicio da minha vida
O ber�o onde eu nasci
Eu canto desta maneira
Com prazer e alegria
Pico , Faial e Terceira
S�o Jorge e Santa Maria
S�o Miguel a mais formosa
Das nove ilhas dos A�ores
O Corvo e a Graciosa
Al�m da Ilha das Flores
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Sapateia - (F� Maior)
Sapateia meu bem sapateia
Ai , vira e volta � sapateia
� quantas vezes � quantas
O jantar serve de ceia
Se o padre cura soubesse
Ai o que a sapateia tem
Deixava de dizer missa
Sapateava tamb�m
Bela Aurora - (F� Maior)
J� vai chegando a bela aurora
Que tr�s o sol o astro rei a luz do dia
Tudo era trevas mas surge agora
A bela aurora o sol que a terra alumia
E j� passei aurora da vida
Agora s� espero ver a escurid�o
A bela aurora j� est� perdida
J� n�o h� luz que alumie meu cora��o
A bela aurora passa depressa
Mas dia a dia volta sempre amanhecer
Com bela aurora o dia come�a
E vai-se o sol e ela acaba por morrer
(3Vezes)
Eu corri o mar em roda
Com uma vela branca acesa
Em todo o mar achei fundo
S� em ti pouca firmeza.
S� neste mundo
Se passam fadigas
Parece que est�s jogando
Comigo �s escondidas
� carinhosas , minhas carinhosas
Contigo hei de te abra�ar
� cara de neve, � cara de rosas
� Mateus , Mateus
� c�o laparoso
Posto � janela
Barbas dum tinhoso
� Mateus , Mateus
Feito dum falquejo
Toda a noite andou
Como um caranguejo
� Mateus , Mateus
De barriga ao sol
Vai ao mar pescar
Mas n�o leva anzol
� Mateus , Mateus
Foi aos mori�es
Caiu num po�o
Rasgou os cal��es
� Mateus , Mateus
J� teve e n�o tem
Que a filha mais velha
J� bate na m�e
� Mateus , Mateus
J� n�o come papas
Que a filha mais velha
Botou-las as gatas
� Mateus , Mateus
J� n�o coze bolo
A filha mais velha
Quebrou-lhe o tijolo
� Mateus , Mateus
Tem uma atafona
Onde m�i a burra
Mais a sua dona
� Mateus , Mateus
Tem um chafariz
A m�e lava o rabo
A filha o nariz
� Mateus , Mateus
Toda a vida crama
Que a filha mais velha
Faz xixi na cama
� Mateus , Mateus
Toda a noite grita
Que a filha mais velha
� uma cabrita
� Mateus , Mateus
J� n�o tem coisinha
Que a filha mais velha
Cortou-lha rentinha
� Mateus , Mateus
Eu fui casar as capelas,
Por ser manco das canelas,
Com uma mulher sem nariz;
Esta gente das faj�s,
J� me deram os parab�ns,
Do casamento que fiz.
Fica aqui, d�-me o p�zinho, Devagar, devagarinho, Se vai a Ribeira Grande; - BIS
Eu tenho uma carta escrita, Para ti cara bonita, N�o tenho por quem a mande. - BIS
Eu fui � beira da rocha,
De sapato, meia e galocha,
Ver se o mar estava manso;
E encontrei uma garoupa,
Toda enrrolada em roupa,
A dormir no seu descanso.
Fica aqui, d�-me o p�zinho, Devagar, devagarinho, Entre as folhas do papel. - BIS
Veja aqui como se baila - BIS
O p�zinho de S�o Miguel - BIS
Os teus olhos, negros lindos, negros lindos, que brilham como cristais ; - BIS
Ai devem ser dos c�us vindos, devem ser dos c�us vindos, s� de l� v�m coisas tais. - BIS
Os meus olhos, de chorar, de chorar, fizeram covas no ch�o ; - BIS
Ai, os meus choram pelos teus, os meus choram pelos teus, os teus por quem chorar�o ?! - BIS
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Balho da Povoa��o - (R� Maior)
Ontem a noite fui ao balho
Mais a minha rapariga
Eu dei-lhe um beijo na cara
E um belisc�o na barriga
Minha av� quando nasceu
Eu j� tinha tr�s semanas
J� vinha da povoa��o
Com saquinho de castanhas
� que linda rosa esta
Trago eu ao p� de mim
Pelo cheiro que ela deita
Parece que vem do jardim
O meu cravinho vermelho
Salpicado na botica
Adeus que me vou embora
Meu cora��o c� te fica
Quando minha m�e nasceu
Eu j� estava em S�o Vicente
Minha m�e est� teimosa
Que nasceu � minha frente
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Balho das Fitas - (Sol Maior)
Esta dan�a dos cadar�os
Dan�ada com delicadeza
Das fitas se faz em la�os
Que s�o mesmo uma beleza
Rua abaixo rua acima
Ei de te fazer andar
As solinhas do sapato
Ei de te fazer gastar
( Refr�o )
Hei-de cantar e bailar
Hei-de pintar o sarilho
Enquanto n�o se acabar
Os copinhos de quartilho
( Refr�o )
( Refr�o )
H� tr�s dias que eu n�o janto
H� quatro que n�o almo�o
H� cinco que n�o te vejo
Ai meu amor eu n�o posso
( Refr�o )
Quem me dera que me desses
Eu tamb�m quero te dar
Abra�os at� cair
E beijos at� cansar
( Refr�o )
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Balho Furado
Rapazes alarga alarga
Que eu alarga quero andar
Senhora dona da casa
Por favor vamos bailhar
Venham mo�as venham mo�as
Venham mo�as ao terreiro
Venham gra�das e mi�das
Toda a palha enche o palheiro
Este balho vai furar
� preciso que se dia
Rapaz n�o vai encostar
No rosto da rapariga
Minha m�e pra me casar
Ofereceu-me uma tigela
Depois de eu estar casada
Partiu-me a cara com ela
Entra na roda do balho
Mas entra com alegria
Rapazes vinde tirar
A mais linda rapariga
Senhores se aqui me encontro
� com licen�a duma hora
Boa noite meus senhores
Com licen�a vou embora
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Eu c� sei - ( Sol Maior )
Para tr�s para diante - ( bis )
Hei-de te fazer andar
As solinhas dos sapatos - ( bis )
Hei-de te fazer gastar
Abana casaca abana - ( bis )
Abana para mim tudo
Eu tenho sete casacas - ( bis )
Todas elas de veludo
Eu c� sei e tu l� sabes
Tu bem sabes o que eu sei
Eu j� vi andar a morte
�s costas dum peixe rei
Abana casaca abana
Abana para mim s�
Eu tenho sete casacas
Do tempo da minha v�
Gra�as a Deus que eu cheguei
Ao lugar onde eu estou bem
Eu n�o ou�o murmurar
Nem dizer mal de ningu�m
Abana casaca abana
Abana torna � abanar
Eu tenho sete casacas
Todas elas por talhar
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Merciana ( Sol Maior )
Merciana, Merciana minha nega
Vai fiar vai fiar teu algod�o
Esses rapazes de agora
Prometem saias n�o d�o
Merciana , Merciana foi a vila
Meteu-se, meteu-se pelos atalhos
Coitadinha anda perdida
Isto � que s�o os trabalhos
Merciana, Merciana j� foi rica
Tinha de, tinha de seu um pataco
Merciana foi gast�-lo
Num macinho de tabaco
Merciana, Merciana diz que tem
Se ela tem se ela tem deixa-a ter
Um galo e uma galinha
Pra Merciana comer
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Chamarrita - (Sol Maior)
Vou bailhar a chamarrita
Na pontinha do meu p�
H� muita mo�a bonita
Que n�o sabe o que isto
Chamarrita, chamarrita
Chamarrita bailadeira
N�o h� outra mais bonita
Do que da Ilha Terceira
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Viradinha - (Sol Maior)
A� vem a viradinha
A� vem a vira��o
A� vem o meu amor
A� n�o me digas que n�o
Vou bailar a viradinha
Viradinha dum p� s�
Era assim que a bailhava
Meu av� e minha av�
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Amor do Estudante - (F�)
O amor do estudante ( 3 vezes )
N�o dura mais que uma hora
Toca o sino vai pra aula ( 3 vezes )
Tira o chap�u vai se embora
Namorei um estudante ( 3 vezes )
S� para me atrapalhar
Ia de manh� pra aula ( 3 vezes )
E � noite passear
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Era meia-noite cerrada, � Man�-Chin�
Dizia o filho pr� m�e
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
As mo�as da Ribeirinha o Man�-Chin�
S�o poucas mas dan�am bem
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
O padre cura das Relvas, � Man�-Chin�
Est� metido numa alhada
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
Que correu atr�s das mo�as , � Man�-Chin�
Com as fraldas levantadas
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
Minha av� quando morreu � Man�-Chin�
Deixou-me uma mala em deixa
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
Deixou-me uma mala velha � Man�-Chin�
Que j� n�o abre nem fecha
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
Anda c� meu preto, preto, � Man�-Chin�
Meu queimadinho do sol
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
Quanto mais preto mais firme , � Man�-Chin�
Quanto mais firme melhor
Vai de banda , vai de banda , ol� , Vai de banda ,
� Man�-Chin� -BIS
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Os Bravos -
(D� Menor)
Eu fui � terra dos bravos - ( bis )
Bravo meu bem , Para ver se embravecia -(bis)
Cada vez fiquei mais manso - ( bis )
Bravo meu bem, Para a tua companhia -( bis )
Eu fui � terra dos bravos - ( bis )
Bravo meu bem, Com meu lencinho vermelho -( bis )
O mais bravo que eu l� vi - ( bis )
Bravo meu bem, Foi um mansinho coelho -( bis )
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Morte que mataste Lira
Mata-me a mim sem piedade
Que desde que ela morreu
Ando a morrer de saudade
Morte que mataste Lira
Se matares o meu bem
Mata-me com os mesmos ferros
Que eu quero morrer tamb�m
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Eu a remar pra te ver - BIS
E tu a fugir de mim - BIS
De certo o que mais te quero - BIS
Que tu me queres � ti - BIS
Ora que rema, Torna a remar - BIS
Barquinha nova , No meio do mar - BIS
Eu navego e tu navegas - BIS
Ambos todos navegantes - BIS
Eu navego em mar douro - BIS
Tu em mar de diamantes - BIS
Ora que rema, Senhor piloto - BIS
Ai quem n�o rema , N�o chega ao porto - BIS
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O pai do ladr�o que era sapateiro - BIS
Fazia sapatos ganhava dinheiro - BIS
Oh! Senhor ladr�o que andas ligeirinho - BIS
N�o queiras ficar na roda sozinho - BIS
Na roda sozinho n�o hei de ficar - BIS
Eu hei de ir � roda e escolher meu par - BIS
Rouba, rouba, rouba se sabes roubar - BIS
Rouba uma menina que te saiba amar - BIS
J� c� vem no bra�o, j� c� vem na m�o - BIS
J� c� vem ao lado do meu cora��o - BIS
O pai do ladr�o que era galocheiro - BIS
Fazia galochas ganhava dinheiro - BIS
Oh! Senhor ladr�o que andas ligeirinho - BIS
N�o queiras ficar na roda sozinho - BIS
Na roda sozinho n�o hei de ficar - BIS
Eu hei de ir � roda e escolher meu par - BIS
Rouba, rouba, rouba se sabes roubar - BIS
Rouba uma menina que te saiba amar - BIS
J� c� vem no bra�o, j� c� vem na m�o - BIS
J� c� vem ao lado do meu cora��o - BIS
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Cantigas cantadas a porta da casa: Acordai se estais dormindo Desse sono em que estais Bis Assim como eu n�o durmo N�o quero que v�s durmais. Bis L� no c�u vai uma nuvem Bem haja quem na viu Bis Mandai-nos abrir a porta Que temos muito frio. Bis Cantigas cantadas dentro de casa: Deus vos d� felizes noite Alegres manh�s tenhais Deus vos d� gra�as nos olhos Quando para n�s olhais. Essa tran�a de cabelo N�o � corteis tia Rosa Uma tran�a, duas tran�as Faz uma feia, formosa. Linda tran�a de cabelo N�o � corteis tia Rita Uma tran�a, duas tran�as Faz uma feia, bonita. Afusa Pedro afusa Afusa pra galrear Quanto mais Pedro afusa Mais tem para afusar. |
Quando nesta casa entrei Meu cora��o deu um pulo Meus olhos logo disseram C� est� quem eu procuro. Salta pra riba rapaz Faz perna de gafanhoto Quem o faz � pai e m�e N�o o bota em saco roto. Senhora dona da casa Sentada nessa cadeira Parece um bot�o de rosa Apanhado da roseira. � Pedro encaixa a perna � Pedro encaixa-a bem � Pedro encaixa a perna Que tu ganhas um vint�m. P�ssegos senhora p�ssegos P�ssegos n�o quero mais Por causa dos pesseguinhos Fogem as filhas aos pais. Expedida, expedida Expedida quero dar Meus senhores e senhoras Que nos queiram desculpar - * - Vocabul�rio Afusar = Dar forma de fuso Expedida = Licen�a para sair Galrear = Falar,tagarelar Roto = Esburacado,rompido |
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Vacas Lavradas - ( F� )
Rua abaixo rua acima
Toda a gente me quer bem
S� a m�e do meu amor
N�o sei que raiva me tem
O corvo � pequenino
Tem o mar no cora��o
Representa os A�ores
No seu lindo caldeir�o
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Chamateia - ( R� Maior )
No ber�o que a ilha encerra
Bebo as rimas deste canto
No mar alto desta terra
Nada a raz�o do um pranto
Mas no terreiro da vida
O jantar serve de ceia
E mesmo a dor mais sentida
Da lugar a sapateia
� meu bem � chamarrita
Meu alento e vai e vem
Vou embarcar nesta dan�a
Sapateia ... � meu bem
Se a sapateia n�o der
Pra acalmar minha alma inquieta
Estou pro que der e vier
Nas voltas da chamarrita
Chamarrita , sapateia
Eu quero � contradizer
O aperto desta bruma
Que as vezes me faz vencer
� meu bem � chamarrita
Meu alento e vai e vai
Vou embarcar nesta dan�a
Sapateia... � meu bem
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Boi de Mar ( R� Menor )
Vagando em botes ligeiros
Nas voltas do mar deserto
Navegaram baleeiros
Em busca de um rumo incerto
Fica terra barlavento
A baleia j� avan�a
Mar nos olhos proa ao vento
Vamos arpoar a esperan�a
| Baleeiros , baleeiros A mem�ria ainda perdura Sois os her�is derradeiros Da mar�tima aventura |
(Refr�o) |
A baleia � o boi do mar
Quem tombou na agonia
Rema, rema e s� remar
J� findou o negro dia
Quem plantou sonhas nas �guas
Quem do arp�o fez seu p�o
Quem sofreu tamanhas m�goas
Em vendavais de emo��o
( Refr�o )
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Ilhas de Bruma - ( R� Maior
)
Ainda sinto os p�s no terreiro
Que os meus av�s bailavam o p�zinho
� que nas veias corre-me basalto negro
E na lembran�a , vulc�es e terramotos
| Por isso � que eu sou das ilhas de bruma Onde as gaivotas v�o beijar a terra |
( Refr�o ) |
Se no falar trago a dol�ncia das ondas
O olhar � a do�ura das lagoas
� que trago a ternura das hort�nsias
No cora��o a ard�ncia das caldeiras
( Refr�o )
Trago o roxo a saudade esta amargura
E s� o vento me ecoa na lonjura
Mas trago o mar imenso no meu peito
E tanto verde a indicar-me a esperan�a
( Refr�o )
E que na veias corre-me basalto negro
No cora��o a ard�ncia das caldeiras
O mar imenso me enche a alma
E tenho verde , tanto verde a indicar-me a esperan�a
( Refr�o )
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