Realizada durante o m�s de Julho e primeira semana de Agosto, a colheita da Rainha Claudia � realizada quando os frutos atingem os 18% Brix se estes se destinam ao consumo em fresco ou � transforma��o em doce e mais tarde quando plenamente maduros com 25% Brix, se destinados � secagem. O calibre varia entre os 30 e 40 mm

 

Cultivada no Alto-Alentejo interior desde h� s�culos, a variedade de ameixeira "Rainha Claudia Verde" adquiriu uma especificidade pr�pria, fruto das condi��es ecol�gicas da regi�o, que a tornam diferente da produzida em outras regi�es. Essa adapta��o perfeita aos solos e clima da regi�o, tornam poss�vel a sua cultura praticamente sem recurso � utiliza��o de pesticidas, encontrando-se a maioria dos pomares em perfeito equil�brio ecol�gico.
Condicionada pelas exig�ncias em frio durante o inverno e calor durante a matura��o dos frutos, a cultura encontra-se naturalmente delimitada a alguns concelhos do Alto Alentejo, onde � poss�vel produzir a qualidade exigida pela transforma��o. � exclusivamente nesta regi�o que s�o produzidos os frutos certificados com a Denomina��o de Origem AMEIXAS D'ELVAS.

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Apreciadas �s mesas portuguesas mais exigentes, as Ameixas d'Elvas acompanharam durante largos anos o Vinho do Porto nas suas exporta��es para a Inglaterra e Am�ricas, tendo-se tornado um dos doces mais apreciados pelos Ingleses durante o Natal.

Segundo antigos relatos, pelo menos desde o Infante D. Henrique que as ameixas Rainha Claudia s�o confitadas na regi�o de Elvas. Inicialmente nos Conventos da regi�o, que as promoveram � categoria de especialidade regional e mais recentemente com a extin��o das ordens religiosas, em pequenas unidades de transforma��o, conservando sempre as velhas receitas e a mesma mat�ria prima.

Com uma boa resist�ncia ao transporte e conserva��o no ponto de venda, os frutos da "Rainha Claudia Verde" para consumo em fresco s�o colhidos na pr�-matura��o quando atingem os 18% Brix de a��car e 3 Kg/cm2 de consist�ncia. Nestas condi��es podem conservar-se durante tr�s semanas no frigor�fico e mais de uma semana no fruteiro, evoluindo naturalmente sem perda de qualidade. O per�odo ideal de colheita corresponde � altura em que o fruto inicialmente verde, come�a a adquirir tons rosados e amarelados caracter�sticos.

Ap�s atingirem a plena matura��o e o seu m�ximo teor de a��car, cerca de 25% Brix, os frutos podem ainda ser colhidos e secos ao sol junto aos pomares, dando origem a uma passa natural bem caracter�stica, conhecida na regi�o por passa de abrunho. Em virtude das particularidades deste fruto, as passas "Ameixas d'Elvas" tem uma forma arredondada, s�o doces e arom�ticas, constituindo um �ptimo aperitivo e muito utilizadas em alguns pratos da cozinha regional.

Para a obten��o das famosas Ameixas d'Elvas confeccionadas em calda ou escorridas, utilizam-se frutos de polpa bem consistente que ap�s rigorosa selec��o, sofrem o processo de cozedura lenta, de forma a conservar todos os aromas do fruto. A utiliza��o deste antigo processo de transforma��o, cujo �xito est� intimamente ligado aos conhecimentos herdados de pais para filhos, garantem a originalidade deste produto, �nico em todo o mundo e de qualidade extraordin�ria.

A sua qualidade foi sendo reconhecida ao longo dos anos em todo o mundo e premiada com mais de tr�s dezenas de pr�mios e medalhas nas exposi��es em que participaram

   � uma sina portuguesa com certeza: porque � que todas as falas sobre os nossos melhores produtos tradicionais h�o-de incluir sempre um choradinho pelo meio?
   As gostosas ameixas de Elvas n�o escapam a esse triste fado nacional pois, apesar do pre�o a que a sua especialidade obriga a que sejam vendidas, a procura � mais que muita mas a oferta escasseia.
   Vamos por partes. Tudo come�ou no ano de 1141, quando os Cruzados rumo � Terra Santa pararam �s portas de Damasco. Reza a hist�ria que foi dessa cidade s�ria que, para nossa alegria, as primeiras ameixas (e respectivas ameixoeiras) foram trazidas para a Europa.
   Alguns s�culos depois surgiria a redondinha rainha-cl�udia, verde com reflexos amarelo-esverdeados, rija, suculenta, perfumada e muito a�ucarada. O nome vem-lhe da "boa, doce e delicada" esposa do rei Francisco I de Fran�a, Cl�udia de seu nome, a quem um naturalista do Renascimento dedicaria essa variedade entretanto rec�m-chegada do Oriente.

Sabe-se que j� os Romanos secavam as ameixas ao sol para depois, gulosamente, as comerem secas. Por terras de Elvas, tantos anos depois, ainda � assim que a tradi��o manda que se tratem.

As Rainhas Cl�udia, num estado de matura��o pr�prio s�o cozidas em �gua  e depois colocadas numa calda de a��car onde ficam a repousar um dia ou dois, at� irem novamente ao lume, na mesma calda, opera��o que se repete conforme a receita original do convento local das Dominicanas fundado em 1528.
Depois da calda do a��car atingir o ponto pr�prio para conservar, ficam mais uns dias em repouso para adquirirem a consist�ncia necess�ria para serem escorridas, lavadas e secas (de prefer�ncia ao sol) ficando assim prontas para serem comercializadas

Um dos �ltimos basti�es onde se prepara e comercializa esta especialidade � na Pastelaria Pimar. A� as poder� encontrar a 4 200$00 o quilo, com direito a caixinha de corti�a pintada � m�o.

Pena � que no actual mar de dinheiro dos fundos comunit�rios n�o sobre nem um tost�o para apoio � produ��o desta verdadeira rel�quia do patrim�nio gastron�mico portugu�s. Em Elvas, em 1383, no banquete dos prometidos D. Jo�o de Castela e da nossa princesa D. Beatriz, ao ver-se sem assento na mesa de honra (ainda por cima, pejada de Castelhanos), perante tamanha descortesia Nuno �lvares Pereira virou a mesa de pernas para o ar e saiu porta fora. E se ainda houver por aquelas ban- das algum descendente de D. Nuno com o mau-feitio do seu ilustre ante passado, como poder� ele reagir � actual desconsidera��o das entidades ditas competentes em rela��o a um dos principais ex-libris de Elvas, a par das boas azeitonas e da fofinha sericaia?

 

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