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Cultivada no Alto-Alentejo interior desde
h� s�culos, a variedade de ameixeira "Rainha Claudia Verde"
adquiriu uma especificidade pr�pria, fruto das condi��es ecol�gicas da regi�o, que a
tornam diferente da produzida em outras regi�es. Essa adapta��o perfeita aos solos e
clima da regi�o, tornam poss�vel a sua cultura praticamente sem recurso � utiliza��o
de pesticidas, encontrando-se a maioria dos pomares em perfeito equil�brio ecol�gico.
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Com uma boa resist�ncia ao transporte e conserva��o no ponto de venda,
os frutos da "Rainha Claudia Verde" para consumo em fresco s�o colhidos na
pr�-matura��o quando atingem os 18% Brix de a��car e 3 Kg/cm2 de consist�ncia.
Nestas condi��es podem conservar-se durante tr�s semanas no frigor�fico e mais de uma
semana no fruteiro, evoluindo naturalmente sem perda de qualidade. O per�odo ideal de
colheita corresponde � altura em que o fruto inicialmente verde, come�a a adquirir tons
rosados e amarelados caracter�sticos.
Ap�s atingirem a plena matura��o e o seu m�ximo teor de a��car, cerca de 25% Brix, os frutos podem ainda ser colhidos e secos ao sol junto aos pomares, dando origem a uma passa natural bem caracter�stica, conhecida na regi�o por passa de abrunho. Em virtude das particularidades deste fruto, as passas "Ameixas d'Elvas" tem uma forma arredondada, s�o doces e arom�ticas, constituindo um �ptimo aperitivo e muito utilizadas em alguns pratos da cozinha regional. |
Para a obten��o das famosas Ameixas d'Elvas confeccionadas em calda ou escorridas, utilizam-se frutos de polpa bem consistente que ap�s rigorosa selec��o, sofrem o processo de cozedura lenta, de forma a conservar todos os aromas do fruto. A utiliza��o deste antigo processo de transforma��o, cujo �xito est� intimamente ligado aos conhecimentos herdados de pais para filhos, garantem a originalidade deste produto, �nico em todo o mundo e de qualidade extraordin�ria.
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A sua qualidade foi sendo reconhecida ao longo dos anos em todo o mundo e premiada com mais de tr�s dezenas de pr�mios
e medalhas nas exposi��es em que participaram |
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� uma sina portuguesa com certeza: porque � que
todas as falas sobre os nossos melhores produtos tradicionais h�o-de incluir sempre um choradinho
pelo meio? Sabe-se que j� os Romanos secavam as ameixas ao sol para depois, gulosamente, as comerem secas. Por terras de Elvas, tantos anos depois, ainda � assim que a tradi��o manda que se tratem. |
As
Rainhas Cl�udia, num estado de matura��o pr�prio s�o cozidas em �gua e depois
colocadas numa calda de a��car onde ficam a repousar um dia ou dois, at� irem novamente
ao lume, na mesma calda, opera��o que se repete conforme a receita original do convento
local das Dominicanas fundado em 1528. Depois da calda do a��car atingir o ponto pr�prio para conservar, ficam mais uns dias em repouso para adquirirem a consist�ncia necess�ria para serem escorridas, lavadas e secas (de prefer�ncia ao sol) ficando assim prontas para serem comercializadas Um dos �ltimos basti�es onde se prepara e comercializa esta especialidade � na Pastelaria Pimar. A� as poder� encontrar a 4 200$00 o quilo, com direito a caixinha de corti�a pintada � m�o. Pena � que no actual mar de dinheiro dos fundos comunit�rios n�o sobre nem um tost�o para apoio � produ��o desta verdadeira rel�quia do patrim�nio gastron�mico portugu�s. Em Elvas, em 1383, no banquete dos prometidos D. Jo�o de Castela e da nossa princesa D. Beatriz, ao ver-se sem assento na mesa de honra (ainda por cima, pejada de Castelhanos), perante tamanha descortesia Nuno �lvares Pereira virou a mesa de pernas para o ar e saiu porta fora. E se ainda houver por aquelas ban- das algum descendente de D. Nuno com o mau-feitio do seu ilustre ante passado, como poder� ele reagir � actual desconsidera��o das entidades ditas competentes em rela��o a um dos principais ex-libris de Elvas, a par das boas azeitonas e da fofinha sericaia?
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