Title: 24 Horas - Manha Author: Claudia Modell Idiom: Portuguese E-mail: cmodell@hotmail.com Homepage: http://www.geocities.com/TelevisionCity/1828 Rating: PG Classification: XF Keywords: Mulder/Scully friendship Archive: Anywhere, but Gossamer (I will do it) Sumary: Opening of a fanfic serial. The story is told for four characters. The story is in Portuguese. Manha Mulder estava quase dormindo. Era uma hora da manha, e ele estava tendo dificuldade em pegar no sono. Somente a lembranca da pizza fazia ele se sentir mal. O sono ja estava chegando e era tudo o que ele queria. Mas o telefone tocou. Ele se levantou sobressaltado. Uma hora da manha, so podia ser alguma tragedia. Em caso de tragedia ligue para Fox Mulder, de preferencia de madrugada. Era Scully. -Scully? O que houve? -Mulder, eu nao estava conseguindo dormir. -Comeu pizza? -O que? Nao, eu estava pensando na Melissa. -Scully, tente dormir, acho que ficar remoendo lembrancas tristes nao e bom para ninguem. -Eu sei, mas e que eu fico pensando que ela estaria viva hoje se somente eu tivesse seguido um caminho diferente. -Se voce nao tivesse trabalhando comigo por exemplo. Ele ja tinha pensado nisso muitas vezes. O simples fato dela trabalhar com ele tinha mudado radicalmente a vida dela. -Mulder eu nao quis dizer isso. -Mas e verdade nao? -Acho que e. Ela parecia muito triste mesmo. Ele se sentiu culpado. Ele queria muito dizer a ela isso. Dizer o quanto se sentia mal por todo o mal que tinha causado a ela. -Scully, eu si.... Mas ela ja tinha desligado. Ele pensou em ligar de volta para ela. Mas decidiu que era melhor ele ir ate la. Dizer pessoalmente o quanto ele se sentia mal sobre a morte da irma dela. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx x Ele nao queria acorda-la caso ela tivesse conseguido pegar no sono. Resolveu usar sua chave reserva. Foi ate o quarto dela. Estava tudo apagado. Mas nao completamente escuro. Ele notou que ela nao estava na cama. Acendeu a luz entao e levou um susto quando a viu em frente a ele de arma em punho. -Mulder? Pelo amor de Deus, voce conhece campanhia??? Droga, ate quando nao queria assusta-la ele conseguia. -Mulder, o que houve? Voce esta bem? -Sim, tudo bem Scully. Eu so queria falar com voce. -Mulder, voce percebe que são 2 horas da manha? Duas horas da manha! Agora ele sabia que tinha feito besteira. -Droga, não sabia que era tao tarde. Ou tao cedo. Ele ainda tentou brincar, mas ela nao parecia muito disposta. -Mulder, voce quer me dizer logo o que voce queria falar comigo? Assim posso voltar a dormir, como todos os outros seres humanos normais dessa cidade. -Scully, eu vim te dizer uma coisa importante. -Ok, entao diga. Ele nao sabia como comecar a dizer isso. Era embaracante demais vir na casa dela de madrugada somente pra dizer algo que ja devia ter dito ha muito tempo. -Scully, eu precisava dizer pra voce que eu sinto muito o que houve com sua irma. -Mulder, eu não acredito que voce tenha vindo aqui as duas da manha somente para dizer que sente o que aconteceu com minha irma. -Ok, entao amanha a gente se fala. Ela estava certa. Foi uma loucura. Ela deve estar achando que ele era doido. Resolveu ir embora e deixar sua parceira, que nao tinha comido pizza, dormir em paz. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Sede do FBI 9:10 am Ele estava atrasado. Dormir foi bem mais complicado do que ele pensava. O estomago ainda doia, e estava sendo dificil para ele pensar em outra coisa que nao fosse uma maneira rapida e indolor de arrancar o proprio estomago e lavar com agua e sabao. Scully ja estava la quando ele chegou. Estava arrumando a papelada. Ele disfacou e entrou mal dizendo bom dia, com medo de ser notado demais. -Mulder, voce esta com algum problema? Mas nao, ela nunca ia deixar de notar nao e? Ele nao sabia se ficava contente ou zangado com isso. -Não, porque? Mulder tinha pensado em metodos indolores de acabar com seu sofrimento, e com certeza Scully iria arrumar algum remedio bem ruim ou alguma agulhada. -Voce foi na minha casa de madrugada somente para dizer que sentia muito pela morte da Melissa. -Mas eu sinto mesmo! -Eu sei que voce sente. Mas voce há de convir que e muito estranho voce resolver me dizer isso depois de tanto tempo, e no meio da madrugada, não? -E eu sei, eu devia ter dito antes. -Skinner quer falar conosco. Kimberly avisou assim que eu cheguei. Ele provavelmente já deve estar esperando. -Quem? Mulder estava ainda pensando em uma maneira de se auto mutilar usando o pensamento. Nao estava prestando atencao em nada do que sua parceira falava. -Mulder, eu disse Skinner. Quem voce acha que seria? Porque ela estava tao irritada? Era ele que estava morrendo naquela sala. -Eu não estava prestando atencao, desculpe. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Quando eles chegaram, a secretaria de Skinner disse que eles podiam entrar. Havia mais uma pessoa na sala quando eles entraram. -Agentes Mulder e Scully, esse e o Agente Dunsmuir. Ele gostaria que voces participassem de uma investigacao já em curso. -O senhor não trabalha em Washington, Agente Dunsmuir? -Não, na verdade trabalho nos nossos escritorios na California. Trabalho na secao de sequestros. Isso, California, qualquer lugar longe dali. Sera que na California as pizzas eram boas? -California! Tai um lugar onde eu adoraria trabalhar. Essa declaracao saiu antes mesmo dele se dar conta. Scully agora estava olhando como se ele tivesse dito uma coisa terrivel. -O que foi? Mulder perguntou irritado. Ela virou o rosto. Bem, nem todo mundo podia ser perfeito nao? Muito menos ele, sem duvida. Skinner resolveu interromper situacao. -O Agente Dunsmuir vai apresentar os arquivos em que ele esta trabalhando, assim voces poderao comecar a trabalhar imediatamente. -Sim senhor. -Estao dispensados. Quando Mulder ia saindo sentiu uma dor terrivel no estomago. Achou mesmo que estava pronto para morrer. Bom, ele tendia a exagerar um pouco a situacao, mas ainda assim a dor era bem grande. Ele parou um instante no corredor, e deixou que Scully acompanhasse Dunsmuir. Quando a dor diminuiu ele seguiu em direcao ao elevador. Um homem esbarrou nele. Era um rapaz que aparentava estar ali ha apenas algumas horas. Devia ser um estagiario. -Desculpe senhor. -Nao foi nada. Mulder respondeu ja querendo ir embora. Mas o tal rapaz tinha outras ideias. -O senhor e agente nao? -Sim. Fox Mulder. -Muito prazer. Eu sou estagiario. Meu sonho e ser um agente do FBI algum dia. -Bem, tenho certeza que voce vai conseguir. Mulder em outra circunstancia teria sido mais simpatico, mas ele estava cansado e com pressa. -Agente Mulder, o senhor tem acesso a todos os andares? -Acho que sim, nunca fui barrado. -E que um outro agente que eu conheci hoje disse que tentou entrar em uma sala, no final do corredor do segundo andar. Mas o guarda disse que ele nao podia entrar. Ele perguntou se eu poderia levar ele ate la. Eu disse a ele que nao tinha acesso a areas restritas. Ele agradeceu e nao disse mais nada. Mas talvez isso tenha acontecido porque ele nao trabalha nesse predio. -E onde ele trabalha? Mulder comecou a ficar interessado. -Na California. -Sabe o nome dele? -Nao, nao perguntei. Desculpe. -Nao tem importancia. Bom, eu tenho que ir. Boa sorte pra voce, ok? Mulder ja tinha esquecido a pizza e seus efeitos nefastos e estava disposto a descer ate o segundo andar e averiguar a historia que o rapaz tinha contado. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Mulder chamou o elevador e quando a porta se abriu viu Scully. Era o odio em pessoa. Ela parecia que estava pronta pra acabar com ele. Somente pelo atraso. Bom, quem mandou ele perder tempo conversando com um estagiario? Ele entrou no elevador, nao ousando dizer nada. Ela estava passando um periodo ruim, com certeza. Culpando ele de tudo, nao tendo a minima paciencia com ele. E foi nesse momento que ele sentiu uma pontada no estomago. Novamente. Droga, ele ia acabar tendo que entregar os pontos e tomando algum remedio com gosto de cabo de guarda-chuva. Ele ficou ali, olhando para ela, esperando que ao menos ela apertasse algum botao. Ele mal conseguia respirar quem dira se mover. -Mulder, o que houve? Finalmente ela percebeu que ele estava morrendo! Ok, nao era justo esperar que ela saiba toda vez que ele nao esta bem, mas naquele instante ele nao estava nem um pouco preocupado com justica. -O que houve???? Voce tem a coragem de me perguntar o que houve?? Ao dizer isso ele perdeu o equilibrio quase caindo em cima dela. -Mulder, eu nao estou entendendo, posso saber porque voce esta tao nervoso? Nesse momento o elevador comecou a funcionar. Mulder olhou para o indicador de andares. Na verdade ele ficou olhando o tempo todo para o indicador. Ele olhava e contava, e esperava que com isso a dor passasse. O elevador parou no segundo andar. Isso era uma coisa boa. Ele ia aproveitar para verificar a historia da porta no final do corredor. Essa historia da porta tinha deixado ele curioso, ja que por alguma razao ela era importante para Dunsmuir. Mulder ate se esqueceu de Scully. -Mulder, esse e o segundo andar, nos nao temos nada o que fazer aqui. Ele nao dava ouvidos a ela. Continuou seguindo pelo corredor ate que virou a direita. Ela o seguiu. -Mulder, eu nao gostaria de ser repetitiva, mas posso perguntar o que esta acontecendo? -Scully, se voce quiser vir comigo venha, mas nao me peca pra explicar nada. Eu so tenho que seguir esse corredor e abrir uma porta que fica la no final. -Nos temos que viajar em uma hora Mulder. Temos que ir para Sacramento. E importante, envolve um sequestro de um rapaz de dezoito anos. Droga, ele tinha esquecido que tinha esse caso na California. Bom, viajar com Dunsmuir ia ajudar a entender o que ele queria nesse andar. -Ok, entao vamos, mas quando nos voltarmos eu preciso seguir por este corredor, ok? -Ok. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxx Mulder foi para o apartamento para arrumar a mala. Nao pretendia levar muitas coisas, mas nao tinha ideia de quanto tempo eles iam ficar na California. Scully nao tinha dado muitos elementos sobre o caso que eles estavam indo investigar. Quando ele chegou viu que a TV estava ligada. Nao lembrava de te-la sequer ligado, quanto mais nao ter desligado. Foi quando ele notou que a TV estava sintonizada no videocassete e nao da TV. Ele se sentou e resolveu ver o que tinha na fita. Era uma gravacao caseira. Ate escura, mal se podia ver. Mas ele podia reconhecer uma pessoa. Dunsmuir. Nao havia nada de estranho no que Dunsmuir estava fazendo. Ele estava saindo por uma porta. Mas ao mesmo tempo havia algo de muito estranho. Mulder podia notar que se tratava do mesmo corredor que ele queria seguir. Entao Dunsmuir tinha saido por aquela porta, mas como se ele nem ao menos havia entrado por ela? Conforme o estagiario tinha dito para ele. A fita tinha uma indicacao embaixo. Pertencia ao sistema de seguranca do proprio FBI. Quem teria mandado a fita? E o que diabo estava Dunsmuir fazendo naquela sala? Ele ficou la pensando nisso tudo, esquecendo completamente da mala por fazer. E nem notando que a fita tinha acabado de rodar. -Mulder? Voce ainda nao arrumou sua mala? Ele levou um susto. Nao tinha visto ela entrar. Ele se levantou e foi correndo pegar a mala. Ele queria ter uma conversinha com Dunsmuir e rapido. Ele saiu pelo corredor com a mala e sua parceira atras dele. Quando chegou nas escadas e que se lembrou de que nao tinha feito a mala. Bem, talvez ja tivesse deixado alguma roupa la. Ele abriu a mala mas ela estava vazia. -Voce nao fez sua mala Mulder? -Scully, voce tem que ver o que tem naquela fita. -Que fita? Mulder, escute, nos precisamos ir. Ok? Com toda a correria ele nao tinha tempo de explicar nada a ela. Eles voltaram. Ele comecou a pegar as coisas dos armarios e jogar dentro da mala, com pressa. Mas fazia isso sem usar qualquer ordem. Colocava roupas de frio e botas, sem lembrar que eles estavam indo para a California, onde dificilmente eles iriam usar esse tipo de roupa. Entao ela o interrompeu. -Mulder, deixa que eu arrumo sua mala. Nos estamos atrasados. Mulder adorou a sugestao. Ele nao conseguia arrumar uma mala correndo. Ele se sentou esperando que ela terminasse. Ele nunca tinha visto ela tao zangada. Em seguida eles foram para o aeroporto, ela dirigiu, ou melhor, ela voou. Ele nao ousava sequer retrucar. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Aeroporto de Washington 1:00 pm Scully e Mulder se encontraram com o Agente Dunsmuir na hora combinada. Apesar de todos os problemas enfrentados. Dunsmuir entregou as passagens a eles e em seguida eles foram fazer o check in. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx A viagem teria sido mais produtiva se Scully nao tivesse se sentado entre ele e Dunsmuir. Mulder adoraria perguntar a ele sobre a sala no segundo andar. Mas nao queria irritar mais ainda sua parceira. De vez em quando ele se pegava examinando Dunsmuir, tentando captar algo em seus relatos sobre alguns casos nos quais tinha participado durante os anos em que vinha trabalhando na secao de sequestros. Essa atitude, da parte de Mulder, foi notada por Dunsmuir que retribuia com um desprezo visivel. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Quando finalmente eles chegaram a Sacramento, o Agente Dunsmuir os levou ao motel onde eles ficariam hospedados. Nao era grande coisa, mas foi o melhor que ele havia conseguido em pouco tempo. Alem do que as acomodacoes so serviriam por uma noite. Pelo menos e o que pretendia Mulder. Ele queria saber o que realmente estava se passando com Dunsmuir. Mas o que ele queria mesmo e conversar com Scully e contar o que ele sabia. Entretanto, o humor dela nao estava muito bom, e ele achou melhor nao aborrece-la ainda mais com mais uma conspiracao. -Mulder, ainda temos algumas horas antes do encontro para a troca do refem. Gostaria de comer algo? Meu Deus, somente o pensamento de comer algo ja fazia sentir dores. Ele tinha ate esquecido a dor de estomago, mas ja estava com fome de novo e a dor estava voltando. -Nao estou com fome, se voce quiser eu te acompanho. Ele tentou um sorriso. Qualquer coisa para faze-la contente e pronta para escutar sua ultima teoria. Eles seguiram para o pequeno restaurante e Scully pediu somente um sanduiche e um refrigerante. Ela insistiu para ele comer algo, mas foi em vao. Durante o jantar eles quase nao falaram. Ele por nao querer interromper a calma que estava experimentando. Ela por motivos sobre os quais ele nao tinha qualquer ideia. Quando terminaram seguiram para o quarto dele. Foi quando comecou o interrogatorio. -Mulder, voce nao gosta muito do Agente Dunsmuir nao? -Nao, ele mentiu sobre a porta no final do corredor. -Que porta, Mulder? -A porta que voce nao me deixou ver! Apos dizer isso e que ele percebeu que ela na verdade nao sabia muito sobre esse assunto. Ela o interrompeu antes mesmo dele comecar a explicar. -Mulder, nos estavamos atrasados, se voce quer ver o que tem atras da maldita porta, quando nos voltarmos pra Washington voce vai la pessoalmente e abre a porta. Otimo, agora ela estava zangada de novo. E tudo por causa da porta. Bom, ele achou que era melhor fazer tudo o que ela queria. -Scully, tudo bem, vamos resolver esse caso aqui e nao precisamos ver nunca mais esse Dunsmuir. -Isso. Mal ela tinha terminado de falar e alguem bateu na porta. Era Dunsmuir. -Agentes, os meus colegas ja estao a postos em uma van, em uma estrada paralela a estrada do encontro. Podemos seguir para la agora. Eles seguiram o Agente Dunsmuir. Quando chegaram ao local nao viram nenhuma van. Mulder sentiu a dor voltando. Dessa vez com uma forca enorme. Mas ele nao teve forcas para dizer isso. Segurou o braco de sua parceira. -Agente Dunsmuir, onde esta a van? Ela perguntou. Havia algo na voz dela, comos e ela estivesse nervosa. A van nao estava la. Dunsmuir tinha mentido? Mulder agora tinha outra preocupacao alem da dor. Ele tinha que avisar a Scully que Dunsmuir nao era de confianca. Devia ter dito antes. Mas nao disse e agora nao havia como fazer isso. -Eles devem estar mais adiante. Vamos seguir a pe. Era uma armadilha, ele sabia. Nao sabia porque mas sabia. -NAO! Mulder gritou, empurrando Scully para o lado. Ela caiu no chao. Ele pegou a arma e apontou para Dunsmuir. -Mulder! O que e que voce esta fazendo? Ela perguntou, olhando para ele como se ele fosse o mais louco dos homens. -Voce nao percebe Scully? Esse desgracado tem a chave pra porta no final do corredor. Ele armou isso tudo. Voce nao percebe??? Nao???? -Mulder abaixa a arma, por favor. -Scully, voce tem que me ouvir, tem que acreditar em mim. -Eu acredito em voce, mas e melhor voce abaixar a arma e nos podemos averiguar o que aconteceu ok? Enquanto essa discussao seguia o Agente Dunsmuir tambem seguia, mas em direcao desconhecida para os dois agentes. Quando Mulder viu Dunsmuir ja tinha desaparecido da vista deles. Agora Scully iria admitir que o comportamento de Dunsmuir era estranho. Para que ele iria fugir? Bom, fora o fato de ter uma arma apontada para a propria cabeca. Mulder vendo que Dunsmuir havia sumido, abaixou a arma e ajudou Scully a se levantar. Em seguida eles foram para o carro. -Mulder, e sobre o Agente Dunsmuir? Nao e melhor alguem procura-lo? -Scully, eu acho que nao vamos ver ele nunca mais. -E quanto ao rapaz sequestrado? -Nao existe rapaz sequestrado. Scully, voce tem se comportado de forma estranha ultimamente sabia? -Eu? Mulder voce foi na minha casa no meio da noite!!! Pra falar que sentia muito sobre a morte de Melissa. Voce praticamente me agrediu naquele elevador. Voce estava atras de uma porta no final do corredor e nao sabia nem do que estava falando! -Scully, voce me ligou antes de eu ir pra sua casa, voce disse que eu era o culpado pela morte da sua irma! Eu nao agredi voce no elevador, nao faco a minima ideia do que voce esta falando. Quanto a porta no final do corredor, voce vai ter que ver a fita que eu te falei. -Mulder, isso ja esta ficando completamente sem sentido. Eu nunca acusaria voce pela morte de Melissa. Vamos esquecer o elevador, pode ter sido impressao minha. Quanto a porta no final do corredor, eu vou ver a tal fita, ok? -Ok, nao vamos mais discutir sobre isso. Vamos voltar para Washington. E tentar explicar ao Skinner o que diabos nos viemos fazer aqui, e onde se meteu Dunsmuir. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Skinner nao esperava ver os dois tao cedo. O caso em Sacramento nao era tao complicado afinal. -Mulder, Scully, como prosseguiram as investigacoes em Sacramento? Scully e Mulder resolveram falar ao mesmo tempo, mas Skinner interrompeu os dois e pediu a Scully que falasse. -Senhor, o Agente Dunsmuir, aparentemente, tinha intencoes desconhecidas. Nos chegamos a conclusao que o rapaz realmente morreu. A familia disse que nao houve qualquer pedido de sequestro. Nos fomos levados ate Sacramento sem qualquer motivo, ou por algum motivo que nos nao sabemos. -Onde esta Dunsmuir agora? Skinner estava confuso e ate zangado. Como e que esses dois conseguiam sempre se meter em algum caso estranho, mesmo quando tudo parecia tao simples? -Nos nao sabemos. Na verdade nos descobrimos algo estranho. Nao existe nenhum agente com esse nome. E nunca existiu. -Nao entendo. Com que proposito voces foram levados ate la? -Nao sabemos tambem, senhor, mas acho que Dunsmuir ja vinha nos estudando ha algum tempo. Mulder disse isso esperando nao soar como mais uma teoria de conspiracao. Nao teve sucesso. -Agente Mulder, por que acha que esse homem viria ate aqui, trazendo uma documentacao falsa, muito bem elaborada, visando somente levar voces dois ate Sacramento? -Nao e somente isso senhor. Desde a noite anterior a chegada dele a Agente Scully vem agindo de forma estranha, acho que ele tem algo a ver com isso. No momento em que ele disse isso se arrependeu. Nao podia botar a culpa do comportamento dela em Dunsmuir. -Mulder, acho que voce nao esta se atendo aos fatos. Ou seja, quem vem agindo estranhamente e voce e nao eu! Ela reagiu elevando o tom de voz. Ele sabia que nao devia ter dito aquilo agora tinha que arcar com as consequencias. Mulder nao sabia o que dizer. Mas Skinner sabia. -Agente Scully, Agente Mulder, quero um relatorio completo dos fatos. Estao dispensados. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Ela estava furiosa, ele sentia isso. Ele sabia que dessa vez nao ia escapar com vida. Ele tinha certeza. Ele a acompanhou a uma distancia segura ate o escritorio deles. Quando ela entrou ele seguiu direto para a propria mesa. Ele estava em silencio, esperando que ficando calado ela o deixaria viver. Mas dessa vez nao estava dando certo a estrategia dele. Ela nao iria deixar ele dizer que ela tinha agido de forma estranha na frente de Skinner. -Mulder, o que voce falou la em cima nao foi justo. Voce sabe muito bem que seu comportamento nao tem sido o mais sensato. -Scully, esse e seu ponto de vista. Do meu ponto de vista voce e que vem agindo de forma estranha. -Ok, Mulder, vamos fazer o que Skinner mandou. Voce faz seu relatorio e eu faco o meu. Mas nao esquece de mencionar a porta no final do corredor. Quando ela terminou de dizer isso ele se lembrou da porta no final do corredor.Tendo em vista o desaparecimento de Dunsmuir, a porta tinha se tornado uma coisa importante e ate mesmo ela tinha que admitir isso. Entao ele disse: -Vamos. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Eles seguiram o corredor e encontraram a porta no final dele. -Sinceramente Mulder, essa porta parece bem normal nao? -Eu tambem acho. Mas ela deve ser muito importante. Eu nao sei porque. -Ok, entao vamos entrar. -Scully, o que voce acha que tem do lado de la? -Provavelmente nada, mas eu sou curiosa. -Mulheres... -Mulder! Voce e que queria ver o que tem do outro lado! -Ok,ok, eu tambem sou curioso, vamos entrar. Eles abriram a porta e entao perceberam que existem portas que devem ser abertas e portas que devem ficar fechadas e aquela definitivamente pertencia ao segundo grupo. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Fim da Manha, siga para Tarde