Title: 24 Horas - Madrugada Author: Claudia Modell Idiom: Portuguese E-mail: cmodell@hotmail.com Homepage: http://www.geocities.com/TelevisionCity/1828 Rating: PG Classification: XF Keywords: Mulder/Scully friendship Archive: Anywhere, but Gossamer (I will do it) Sumary: Opening of a fanfic serial. The story is told for four characters. The story is in Portuguese. Madrugada Scully escutou um barulho. Parecia alguem mexendo na porta. Ela olhou o relogio em cima da cabeceira. 2:10 da manha. Tarde demais para visitas. Imediatamente ela pegou a arma e se colocou atras da porta do quarto. Ouviu os passos de alguem se aproximando do seu quarto. Ela tinha que se concentrar, apesar da preocupacao. O intruso entrou no quarto. Estava tudo escuro e ela somente podia ver que se tratava de uma pessoa alta, talvez um homem. Entao a luz se acendeu. Ela suspirou de alivio. -Mulder? Pelo amor de Deus, voce conhece campanhia??? O medo já tinha se transformado em raiva. Mas parecia que para ele o fato de ter invadido a casa dela no meio da noite, se arriscando a levar um tiro, não importava muito. Ele estava calmo e olhava fixamente para ela. -Mulder, o que houve? Voce esta bem? Ele não respondia, não falava nada. A raiva dela já estava se transformando em preocupacao por ele. -Sim, tudo bem Scully. Eu so queria falar com voce. -Mulder, voce percebe que são 2 horas da manha? Ele olhou o relogio, e pareceu surpreso. -Droga, não sabia que era tao tarde. Ou tao cedo. -Mulder, voce quer me dizer logo o que voce queria falar comigo? Assim posso voltar a dormir, como todos os outros seres humanos normais dessa cidade. -Scully, eu vim te dizer uma coisa importante. -Ok, entao diga. Ela examinou a expressao facial dele. Não parecia que ele tinha alguma coisa importante a dizer. Ele não estava nervoso. Não parecia estar em conflito sobre dizer ou não dizer algo. -Scully, eu precisava dizer pra voce que eu sinto muito o que houve com sua irma. -Mulder, eu não acredito que voce tenha vindo aqui as duas da manha somente para dizer que sente o que aconteceu com minha irma. -Ok, entao amanha a gente se fala. Dizendo isso ele foi embora. Do mesmo jeito que tinha entrado, em silencio. Scully demorou a voltar a dormir. Ela não tinha entendido o que tinha acontecido. O que Mulder queria realmente falar para ela? Ela não tinha visto ele durante todo o final de semana. Ele não havia nem ao menos ligado para ela. Mas isso não era realmente um motivo de preocupacao. Quanto a ele vir no meio da noite falar com ela, tambem não era preocupante. Mas o objeto da visita e que a tinha deixado preocupada. Amanha ela iria perguntar a ele o que ele realmente queria falar com ela. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Sede do FBI 9:00 am Scully já tinha chegado há meia hora, mas Mulder ainda não tinha aparecido. Ela resolveu colocar em ordem alguns papeis enquanto esperava ele chegar. Logo depois das nove ele chegou. Foi direto para a mesa dele, resmungando um bom dia. -Mulder, voce esta com algum problema? -Não, porque? -Voce foi na minha casa de madrugada somente para dizer que sentia muito pela morte da Melissa. -Mas eu sinto mesmo! -Eu sei que voce sente. Mas voce há de convir que e muito estranho voce resolver me dizer isso depois de tanto tempo, e no meio da madrugada, não? -E eu sei, eu devia ter dito antes. Ela não respondeu. Não sabia se ele queria dizer que deveria ter dito há muito tempo atras ou no dia anterior. Mas ela resolveu não questiona-lo mais. -Skinner quer falar conosco. Kimberly avisou assim que eu cheguei. Ele provavelmente já deve estar esperando. -Quem? -Mulder, eu disse Skinner. Quem voce acha que seria? Ela respondeu secamente. O jeito dele a estava irritando. Era como se ele não se importasse com nada. -Eu não estava prestando atencao, desculpe. Ela se arrependeu imediatamente de ter ficado zangada. Havia alguma coisa errada com ele. E era por isso que ele estava agindo desse modo. Ela somente queria entender o que era. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Quando eles chegaram, a secretaria de Skinner disse que eles podiam entrar. Havia mais uma pessoa na sala quando eles entraram. -Agentes Mulder e Scully, esse e o Agente Dunsmuir. Ele gostaria que voces participassem de uma investigacao já em curso. O homem tinha aparentemente quarenta anos, e Scully nunca tinha visto ele nos corredores do FBI. -O senhor não trabalha em Washington, Agente Dunsmuir? -Não, na verdade trabalho nos nossos escritorios na California. Trabalho na secao de sequestros. -California! Tai um lugar onde eu adoraria trabalhar. Scully já tinha se acostumado com o silencio de Mulder, assim o que ele disse a pegou de surpresa. Ela olhou para ele, demonstrando claramente essa surpresa. -O que foi? Mulder perguntou irritado. Ela virou o rosto, não gostando de ver o modo como ele tinha olhado para ela. Skinner resolveu interromper situacao. -O Agente Dunsmuir vai apresentar os arquivos em que ele esta trabalhando, assim voces poderao comecar a trabalhar imediatamente. -Sim senhor. Scully respondeu já se encaminhando para a porta, quando ouviu Skinner concluir. -Estao dispensados. Dunsmuir a seguiu carregando consigo os arquivos a que Skinner tinha se referido. Scully e Dunsmuir entraram no elevador, mas Mulder tinha ficado para tras, e no que dizia respeito a ela, ele podia ficar la mesmo. Ela estava irritada com ele. Ele nao parecia estar prestando atencao em nada. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx -Agente Dunsmuir pode me mostrar os arquivos? Ela perguntou apos entrarem no escritorio. -Nao deseja esperar seu parceiro? -Gostaria, mas ele esta demorando muito. -Ok, eu e alguns colegas estavamos investigando o sequestro do filho de um politico de Sacramento. Durante as investigacoes surgiram alguns fatos que pode ser descritos, no minimo, como estranhos. -Que tipo de fatos? Agora ela tinha entendido o motivo deles terem sido chamados. Qualquer caso "estranho" era passado para eles. Ela nao sabia bem se sentia honrada ou ofendida. Mas Dunsmuir estava demonstrando o maximo respeito pelo trabalho que ela e Mulder faziam. -Bom, o rapaz sequestrado estava com amigos em um bar quando simplesmente desapareceu. Os amigos o procuraram no banheiro, na parte dos fundos do bar, foram a casa dele na esperanca que ele tivesse simplesmente voltado para la. Apos horas eles resolveram chamar a policia. Como o rapaz e filho de um politico de grande influencia, o FBI foi chamado e nos comecamos as investigacoes, sempre com a possibilidade de sequestro. -E voces continuam achando que ele foi sequestrado? Houve pedido de resgate? -Nao, nao houve pedido de resgate ate o momento, e nao acreditamos que va haver. Na nossa opiniao o rapaz esta morto. -Agente Dunsmuir, quais seriam os fatos estranhos que o trouxeram ate aqui? -Na semana passada um corpo foi encontrado. Ele correspondia perfeitamente a descricao feita pelos parentes do rapaz. Na verdade o corpo foi reconhecido sem sombra de duvidas. O DNA foi examinado, as impressoes digitais recolhidas, enfim todos os requisitos para a identificacao foram preenchidos. -Mas...??? -Sim, tem um mas. O rapaz foi enterrado quando a familia recebeu um pedido de resgate. -Nao acredito que os sequestradores puderam ser tao estupidos assim! -Mas nao para por ai. Eles mandaram provas de que o rapaz estava vivo. Provas "praticamente" irrefutaveis. Uma fita de video onde o rapaz aparece segurando um jornal do dia anterior e fios de cabelos que, apos analise, demonstram pertencer de fato ao rapaz. -Quanto aos fios de cabelo me parece simples. Bastava que os sequestradores tivessem guardado um pouco antes de matar o rapaz. Ja a fita de video seria necessaria uma analise demonstrando que houve colagem. -Agente Scully, nos nao duvidamos que o garoto esteja morto. No entanto a analise dos fios de cabelo demonstra que eles foram arrancados e nao cortados, e assim ficou facil verificar que isso tinha acontecido no dia anterior. E quanto ao video nos fizemos diversas analises e nao vemos qualquer prova de fraude. -O rapaz nao tem outro irmao? -Hipotese improvavel nao acha? Um irmao desconhecido que e sequestrado juntamente com o rapaz. Isso seria muito mais estranho que qualquer outra explicacao. -Entao qual e a sua teoria, Agente Dunsmuir? -Na verdade eu confiava em voces dois para achar uma explicacao para tudo isso. -A familia pagou o resgate? -Isso vai ocorrer hoje a noite. Os sequestradores marcaram um ponto para troca do refem pelo dinheiro, as 3 da manha. Em uma estrada secundaria perto de Sacramento. -Bem, entao parece que meu parceiro finalmente vai para a ensolarada California. -As passagens ja estao prontas, nosso voo sai em duas horas. Acha que e tempo suficiente para voces se arrumarem? -Sem duvida. Nao se preocupe. Vou avisar o Agente Mulder e nos encontramos no aeroporto. -Obrigado. Nos vemos la entao. Vai ser um prazer trabalhar com voces. Scully pensou, imaginando onde diabos teria se metido Mulder. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxx Dunsmuir ja tinha ido embora ha meia hora e Mulder ainda nao havia aparecido. Scully resolveu subir e perguntar a Skinner se Mulder tinha dito algo a ele sobre onde iria. Quando a porta do elevador se abriu ela deu de cara com Mulder. A expressao no rosto dele era de pura raiva. Ela nao teve tempo de sair do elevador e ele ja tinha entrado. Na verdade ele tinha praticamente corrido para dentro do elevador empurrando Scully. Institivamente ela deu alguns passos para tras. A porta do elevador se fechou, mas nenhum andar tinha sido marcado. Mulder ficou olhando fixo para ela, com uma expressao que estava deixando Scully no minimo nervosa. A sensacao que ela tinha era de que ele iria agredi-la, mas isso era ridiculo. Ele nunca faria uma coisa dessas, ela sabia. Alem do que nao havia qualquer motivo para isso. -Mulder, o que houve? -O que houve???? Voce tem a coragem de me perguntar o que houve?? Ele deu mais um passo em direcao a ela, nao deixando a Scully outra escolha senao recuar. Mas nao havia mais para onde recuar. Ela ja estava encostada na parede do elevador. -Mulder, eu nao estou entendendo, posso saber porque voce esta tao nervoso? Nesse momento o elevador comecou a funcionar. Mulder olhou para o indicador de andares. Na verdade ele ficou olhando o tempo todo para o indicador, como se tivesse esquecido completamente de sua parceira, que continuava encurralada entre ele e a parede do elevador. Quando o elevador parou Mulder saiu, deixando Scully para tras. -Mulder, esse e o segundo andar, nos nao temos nada o que fazer aqui. Ele nao dava ouvidos a ela. Continuou seguindo pelo corredor ate que virou a direita. Ela o seguiu. -Mulder, eu nao gostaria de ser repetitiva, mas posso perguntar o que esta acontecendo? -Scully, se voce quiser vir comigo venha, mas nao me peca pra explicar nada. Eu so tenho que seguir esse corredor e abrir uma porta que fica la no final. -Nos temos que viajar em uma hora Mulder. Temos que ir para Sacramento. E importante, envolve um sequestro de um rapaz de dezoito anos. -Ok, entao vamos, mas quando nos voltarmos eu preciso seguir por este corredor, ok? -Ok. Ela resolveu nao retrucar mais. Ele estava definitivamente estranho. Mais do que o normal e claro. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxx Aeroporto de Washington 1:00 pm Scully e Mulder se encontraram com o Agente Dunsmuir na hora combinada. Somente Scully, no entanto, sabia o sacrificio que tinha sido chegar no aeroporto em tempo. Ela tinha seguido para casa, somente para pegar a mala que mantinha ja pronta para casos de viagens repentinas. Em seguida ela foi para o apartamento de Mulder. Bateu na porta algumas vezes mas ele nao atendeu. Entao ela usou a chave que ele tinha dado a ela, e entrou. Mulder estava parado vendo TV. Vendo TV nao seria a expressao correta, ele parecia que estava vendo o aparelho de TV, ja que nao havia nenhum canal sintonizado. Somente os chuviscos. Isso a fez lembrar do menino que eles haviam encontrado anos atras, Kevin, que dizia receber mensagens atraves dos chuviscos da TV. -Mulder? Voce ainda nao arrumou sua mala? Antes mesmo dela terminar essa frase ele ja havia se levantado. Ele correu ate o quarto e pegou a mala, e sem dizer mais nenhuma palavra saiu pelo corredor. Ela seguiu atras dele somente para encontra-lo nas escadas do predio com a mala aberta no chao. Nao havia nada dentro da mala. -Voce nao fez sua mala Mulder? -Scully, voce tem que ver o que tem naquela fita. -Que fita? Mulder, escute, nos precisamos ir. Ok? Ela estava preocupada. Comecava a achar que ele estava tendo uma crise nervosa. Eles voltaram. Comecou a pegar as coisas dos armarios e jogar dentro da mala. Mas fazia isso sem usar qualquer ordem. Colocava roupas de frio e botas, sem lembrar que eles estavam indo para a California, onde dificilmente eles iriam usar esse tipo de roupa. Entao ela o interrompeu. -Mulder, deixa que eu arrumo sua mala. Nos estamos atrasados. Ela achou que ele ia retrucar mas ficou surpresa ao ver que ele simplesmente se sentou esperando que ela terminasse. Revendo a correria que tinha sido Scully agora imaginava a que velocidade ela tinha dirigido. Dunsmuir entregou as passagens a eles e em seguida eles foram fazer o check in. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx A viagem teria sido mais tranquila e agradavel se Scully nao tivesse se sentado entre os dois agentes. Mulder permaneceu em silencio o tempo todo, mas de vez em quando lancava olhares ironicos em relacao a Dunsmuir na medida em que este ia relatando alguns casos nos quais tinha participado durante os anos em que vinha trabalhando na secao de sequestros. Essa atitude, no minimo agressiva de Mulder, foi notada por Dunsmuir que retribuia com um desprezo visivel. Ela se encontrava entre os dois, nao podendo fazer nada mais do que rezar que o aviao chegasse logo ao seu destino. Logicamente isso levou uma eternidade. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Quando finalmente eles chegaram a Sacramento, o Agente Dunsmuir os levou ao motel onde eles ficariam hospedados. Nao era grande coisa, mas foi o melhor que ele havia conseguido em pouco tempo. Alem do que as acomodacoes so serviriam por uma noite. Pelo menos e o que pretendia Scully. Ela queria que o caso fosse logo resolvido e assim ela veria o que estava acontencendo com seu parceiro. -Mulder, ainda temos algumas horas antes do encontro para a troca do refem. Gostaria de comer algo? -Nao estou com fome, se voce quiser eu te acompanho. Ele disse isso com um sorriso, e ela quase chegou a esquecer os problemas que vinha tendo com ele desde a madrugada anterior. Mas ela sabia que isso era somente uma pausa no comportamento bizarro que Mulder resolveu assumir, sabe-se la porque. Eles seguiram para o pequeno restaurante e Scully pediu somente um sanduiche e um refrigerante. Ela insistiu para ele comer algo, mas foi em vao. Durante o jantar eles quase nao falaram. Ela por nao querer interromper a calma que estava experimentando. Ele por motivos sobre os quais ela nao tinha qualquer ideia. Quando terminaram seguiram para o quarto dele. Ela resolveu questiona-lo. -Mulder, voce nao gosta muito do Agente Dunsmuir nao? -Nao, ele mentiu sobre a porta no final do corredor. A porta no final do corredor. A maldita porta de novo. Mas do que e que ele estava falando afinal?? -Que porta, Mulder? -A porta que voce nao me deixou ver! Ele disse isso como se ela devesse saber muito bem do que ele estava falando. -Mulder, nos estavamos atrasados, se voce quer ver o que tem atras da maldita porta, quando nos voltarmos pra Washington voce vai la pessoalmente e abre a porta. Isso era uma loucura. Ela nao tinha a minima ideia do que ele estava falando. O maximo que ela podia fazer era dizer o que disse. E isso produziu o efeito que ela queria. -Scully, tudo bem, vamos resolver esse caso aqui e nao precisamos ver nunca mais esse Dunsmuir. -Isso. Mal ela tinha terminado de falar e alguem bateu na porta. Era Dunsmuir. -Agentes, os meus colegas ja estao a postos em uma van, em uma estrada paralela a estrada do encontro. Podemos seguir para la agora. Eles seguiram o Agente Dunsmuir. Quando chegaram ao local nao viram nenhuma van. Mulder segurou o braco de sua parceira. Ela sentiu a forca em seu braco e percebeu que Mulder estava bastante nervoso. -Agente Dunsmuir, onde esta a van? Ela perguntou, nao querendo demonstrar o nervosismo que sentia, nao porque a van nao estava la, mas pela dor que sentia no braco, que Mulder insistia em apertar, cada vez com mais forca. Ela nao queria dizer nada a Mulder, para evitar qualquer comentario vindo de Dunsmuir. -Eles devem estar mais adiante. Vamos seguir a pe. -NAO! Mulder gritou, empurrando Scully para o lado. Ela caiu no chao e so pode ver Mulder pegando a arma e apontando para Dunsmuir. -Mulder! O que e que voce esta fazendo? Ela perguntou, tendo esperanca que ele respondesse sem falar sobre portas no fim do corredor. Mas o que ela temia aconteceu. -Voce nao percebe Scully? Esse desgracado tem a chave pra porta no final do corredor. Ele armou isso tudo. Voce nao percebe??? Nao???? -Mulder abaixa a arma, por favor. -Scully, voce tem que me ouvir, tem que acreditar em mim. -Eu acredito em voce, mas e melhor voce abaixar a arma e nos podemos averiguar o que aconteceu ok? Enquanto essa discussao seguia o Agente Dunsmuir tambem seguia, mas em direcao desconhecida para os dois agentes. Quando Scully percebeu Dunsmuir ja tinha desaparecido da vista deles. Se o comportamento de Mulder era estranho, mais estranho era o desaparecimento de Dunsmuir. Para que ele iria fugir? Bom, fora o fato de ter uma arma apontada para a propria cabeca. Mulder vendo que Dunsmuir havia sumido, abaixou a arma e ajudou Scully a se levantar. Em seguida eles foram para o carro. -Mulder, e sobre o Agente Dunsmuir? Nao e melhor alguem procura-lo? -Scully, eu acho que nao vamos ver ele nunca mais. -E quanto ao rapaz sequestrado? -Nao existe rapaz sequestrado. Scully, voce tem se comportado de forma estranha ultimamente sabia? -Eu? Mulder voce foi na minha casa no meio da noite!!! Pra falar que sentia muito sobre a morte de Melissa. Voce praticamente me agrediu naquele elevador. Voce estava atras de uma porta no final do corredor e nao sabia nem do que estava falando! -Scully, voce me ligou antes de eu ir pra sua casa, voce disse que eu era o culpado pela morte da sua irma! Eu nao agredi voce no elevador, nao faco a minima ideia do que voce esta falando. Quanto a porta no final do corredor, voce vai ter que ver a fita que eu te falei. -Mulder, isso ja esta ficando completamente sem sentido. Eu nunca acusaria voce pela morte de Melissa. Vamos esquecer o elevador, pode ter sido impressao minha. Quanto a porta no final do corredor, eu vou ver a tal fita, ok? -Ok, nao vamos mais discutir sobre isso. Vamos voltar para Washington. E tentar explicar ao Skinner o que diabos nos viemos fazer aqui, e onde se meteu Dunsmuir. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Skinner nao esperava ver os dois tao cedo. O caso em Sacramento nao era tao complicado afinal. -Mulder, Scully, como prosseguiram as investigacoes em Sacramento? Scully e Mulder resolveram falar ao mesmo tempo, mas Skinner interrompeu os dois e pediu a Scully que falasse. -Senhor, o Agente Dunsmuir, aparentemente, tinha intencoes desconhecidas. Nos chegamos a conclusao que o rapaz realmente morreu. A familia disse que nao houve qualquer pedido de sequestro. Nos fomos levados ate Sacramento sem qualquer motivo, ou por algum motivo que nos nao sabemos. -Onde esta Dunsmuir agora? Skinner estava confuso e ate zangado. Como e que esses dois conseguiam sempre se meter em algum caso estranho, mesmo quando tudo parecia tao simples? -Nos nao sabemos. Na verdade nos descobrimos algo estranho. Nao existe nenhum agente com esse nome. E nunca existiu. -Nao entendo. Com que proposito voces foram levados ate la? -Nao sabemos tambem, senhor, mas acho que Dunsmuir ja vinha nos estudando ha algum tempo. Mulder disse isso esperando nao soar como mais uma teoria de conspiracao. Nao teve sucesso. -Agente Mulder, por que acha que esse homem viria ate aqui, trazendo uma documentacao falsa, muito bem elaborada, visando somente levar voces dois ate Sacramento? -Nao e somente isso senhor. Desde a noite anterior a chegada dele a Agente Scully vem agindo de forma estranha, acho que ele tem algo a ver com isso. Ela nao acreditava no que estava ouvindo! Mulder, o Senhor Estranho, estava ousando dizer que ela estava agindo de forma estranha. -Mulder, acho que voce nao esta se atendo aos fatos. Ou seja, quem vem agindo estranhamente e voce e nao eu! Scully nao percebeu que tinha falado tao alto ate que ouviu o som da propria voz. Mas Skinner e Mulder perceberam. Mulder fez uma expressao de condescendencia como se ela devesse ser perdoada somente porque estava doente, estressada, ou seja la qual outro motivo. Skinner no entanto, foi bem mais direto. -Agente Scully, Agente Mulder, quero um relatorio completo dos fatos. Estao dispensados. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Ela estava furiosa. Nao ia deixar Mulder escapar com vida disso. Ele podia ter certeza. Mas ele sabia. Ele a acompanhou a uma distancia segura ate o escritorio deles. Quando ela entrou ele seguiu direto para a propria mesa. Ele estava em silencio. Ela sabia que isso era uma estrategia dele. Nada de confrontos. Normalmente isso funcionava. Ou melhor, isso tinha funcionado bem no inicio da parceria deles, quando ela ainda nao o conhecia tao bem. Mas dessa vez nao. Ela nao podia deixar ele faze-la passar por histerica na frente de Skinner. -Mulder, o que voce falou la em cima nao foi justo. Voce sabe muito bem que seu comportamento nao tem sido o mais sensato. -Scully, esse e seu ponto de vista. Do meu ponto de vista voce e que vem agindo de forma estranha. -Ok, Mulder, vamos fazer o que Skinner mandou. Voce faz seu relatorio e eu faco o meu. Mas nao esquece de mencionar a porta no final do corredor. Quando ela terminou de dizer isso ela percebeu que eles tinham se esquecido completamente da tal porta. Tendo em vista o desaparecimento de Dunsmuir, a porta tinha se tornado uma coisa importante. Ele devia ter pensado a mesma coisa ja que simplesmente olhou para ela e disse: -Vamos. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Eles seguiram o corredor e encontraram a porta no final dele. -Sinceramente Mulder, essa porta parece bem normal nao? -Eu tambem acho. Mas ela deve ser muito importante. Eu nao sei porque. -Ok, entao vamos entrar. -Scully, o que voce acha que tem do lado de la? -Provavelmente nada, mas eu sou curiosa. -Mulheres... -Mulder! Voce e que queria ver o que tem do outro lado! -Ok,ok, eu tambem sou curioso, vamos entrar. Eles abriram a porta e entao perceberam que existem portas que devem ser abertas e portas que devem ficar fechadas e aquela definitivamente pertencia ao segundo grupo. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Fim da Madrugada, siga para Manha.