TITLE: Ela nunca voltou - Part 1a/2 AUTHOR: Claudia Modell IDIOM: Portuguese E-MAIL: cmodell@hotmail.com HOMEPAGE - http://www.geocities.com/TelevisionCity/1828 SPOILER WARNING: Duane Barry DISTRIBUTION STATEMENT: Anywhere, but Gossamer (I did it already) RATING - PG - for the emotional content CATEGORY - A KEYWORDS - Mulder/Scully friendship SUMMARY: A phone call. And Mulder is unsure about who is Scully. The story is in Portuguese. Ela nunca voltou Ja passava das oito e Mulder ainda estava no escritorio. Scully ja tinha ido embora, mas ele quis ficar para examinar as fotos da cena do crime que eles estavam investigando. Era um caso banal, se comparado com os que eles normalmente investigavam.Ele ja estava decidido a ir embora quando o telefone tocou. Mulder disse alo tres vezes antes que a pessoa do outro lado se decidisse a falar. -Agente Mulder? -Sim, quem e? -Sua parceira nunca voltou. Click. O telefone ficou mudo. E quem era a pessoa que ligou? O que significaria aquela frase? Ele resolveu ligar para Scully, somente para ter certeza de que ela tinha chegado bem em casa. -Scully? -Mulder e voce? O que houve? -Nada, so queria saber a que horas voce vem amanha. Ainda temos muitas pessoas para interrogar. Ele disse isso disfarcando o embaraco de te-la chamado sem qualquer motivo. -Mulder, estarei na hora de sempre, nao se preocupe. -Ok, desculpe, nos vemos amanha. Boa noite. Mulder desligou o telefone e ainda ficou pensando sobre o que a mulher desconhecida lhe falou ao telefone. O que ela queria dizer com "sua parceira nunca voltou"?? Enfim ele resolveu deixar para o dia seguinte essa preocupacao. No dia seguinte, no entanto, ele ja havia se esquecido do incidente. Sua parceira estava ao lado dele como sempre, e nao havia qualquer motivo para se preocupar. _________________________________xxxxx________________________________ A sede dos Pistoleiros Solitarios estava em plena atividade. Os folhetos estavam sendo impressos, e os tres integrantes do grupo mal se falavam devido a grande quantidade de trabalho. Langly vasculhava os computadores alheios. Tudo normal portanto. Langly tinha conseguido entrar nos arquivos do FBI, mas nao era a primeira vez que isso acontecia. Resolveu entrar em alguns diretorios aparentemente inuteis, somente por curiosidade. Nao esperava encontrar nada de importante em diretorios que serviam a toda a rede do FBI. Entretanto verificou que um dos diretorios foi criado ha poucos dias. Resolveu olhar. Foi entao que sentiu um aperto no estomago. Havia uma lista de nomes. Com datas na frente, e cada um com uma frase. Alguns estavam catalogados como "sem volta", outros como "eliminado", outros ainda "devolvido". Mas o que o surpreendeu foi ver o nome de Dana Scully no meio daqueles nomes. A data que constava era a mesma da abducao ocorrida com ela anos atras. E apos a data vinha a frase "sem volta". Ele nao achou qualquer informacao adicional. A informacao que estava ali era estranha. Ela havia sido sequestrada e voltou depois de tres meses. Porque a etiqueta "sem volta"? Nada do que estava ali fazia sentido. Langly resolveu nao contar nada a seus colegas. Desligou o computador e disse que ia esticar as pernas. ___________________________xxxxxxxxxxx________________________________ Langly chegou na casa da Scully logo em seguida. Nem ao menos sabia se ela estava la, mas nao queria arriscar ligar para ela. Teve sorte. Ela estava. -Langly, ola. Ela ficou surpresa ao atender a porta. -Oi, desculpe vir na sua casa, mas eu realmente preciso falar com voce. -A vontade. Entre. O que houve? Entao ele relatou a ela o que tinha encontrado. Ela ficou surpresa e zangada em saber que seu nome estava arquivado ainda em relacao a sua abducao. De qualquer maneira nao entendeu o que significaria aquilo. Ela voltou da abducao. Sera que nao era para ela retornar? E os arquivos nao foram modificados? Mas Langly disse que o diretorio tinha sido criado recentemente. Entao isso nao fazia sentido. Ela decidiu entao falar com Mulder sobre o assunto. _______________________________xxxxxxxxx______________________________ -Tem certeza disso? Era mesmo isso que estava escrito? Que voce nao voltou? Ele parecia muito preocupado, mais do que ela imaginou que ele ficaria. -Mas eu nao acho que isso seja realmente um motivo de preocupacao Mulder. Afinal eu estou aqui. -Nao e isso. E que outra noite, antes de ligar para voce eu recebi um telefonema estranho. Alguem disse que voce nunca teria voltado. -Mulder, usando suas proprias teorias isso nao passa de uma campanha de desinformacao, ridicula por sinal. -Eu sei que tudo e estranho, mas nao se preocupa que seu nome conste em um arquivo do governo e mencionado dessa forma?? -Mulder, eu nao sei e sinceramente prefiro nao saber. Ja fui envolvida demais nessa trama. O implante no meu pescoco. O cancer. Prefiro nao ter mais nada a ver com esse pessoal que trabalha nas sombras. -Mas voce nao pode fugir disso. Voce ja esta envolvida. Seu nome esta naqueles arquivos. Eu acho que temos que investigar isso a fundo. -Entao Mulder, voce vai estar sozinho nisso. Ele ficou ao mesmo tempo chocado e triste. Era no interesse dela que ele queria investigar. Mas ela nao queria isso. Mesmo assim ele decidiu prosseguir, mas nao tinha ideia de como fazer isso. Que pista seguir? A quem procurar? Resolveu procurar a ultima pessoa que ele gostaria de encontrar. O canceroso. Ele sabia de todos os detalhes da abducao da Scully. Nao havia outra saida . Ele precisava saber se Scully corria algum risco. Mesmo que isso nao interessasse a ela. Nao foi dificil encontra-lo. Alias era mais provavel que Mulder tenha sido encontrado. Mulder estava saindo do predio do FBI quando foi abordado por ele. -Senhor Mulder, soube que queria falar comigo. Deve ser um assunto muito importante, dada a hostilidade com que sempre me tratou. Ele disse no tom ironico que lhe era peculiar. -A hostilidade continua, pode ter certeza. O que eu preciso e de uma resposta. -E porque o senhor acha que eu lhe daria qualquer resposta? -Eu nao sei. Daria? -Nao posso afirmar antes de saber a pergunta. -Entao vamos ver. A Agente Scully esta catalogada em um arquivo do governo, como "sem volta". O que isso significa? Mulder olhou atentamente para o homem a sua frente, e percebeu que a reacao inicial dele havia sido de raiva. Essa era uma faceta do Canceroso que Mulder nao conhecia. Ele sempre se mostrava calmo, ironico e seguro de si. Mas naquele momento ele o viu zangado, e isso o preocupou. -O que houve? Mulder perguntou com curiosidade. -Sr. Mulder, existem coisas que talvez ninguem deva descobrir. Coisas que estao escondidas ha muito tempo. -Se essas coisas a que se refere devem ficar escondidas, porque eu pude ter acesso a elas com tanta facilidade? -Isso e que me intriga. Como teve acesso a essa informacao? O Canceroso parecia agora muito interessado na resposta de Mulder. -E essa e a questao. Que informacao e essa??? O que significa "sem volta"? -Sr. Mulder, sem volta significa sem volta. E exatamente o que significa. Sua parceira nunca voltou. O Canceroso falou isso mas nao parecia muito seguro de sua propria afirmacao. Mulder lembrou das palavras do homem desconhecido ao telefone. As mesmas palavras. -O que esta dizendo e que Scully nunca voltou da abducao? Percebe o que esta dizendo? Ela esta aqui, eu trabalho com ela ha anos. -O senhor ja respondeu a sua propria pergunta. Eu realmente nao tenho mais nada a acrescentar. -Supondo que voce esteja falando a verdade, quem seria a pessoa com que eu venho trabalhando? Mulder tinha medo dessa pergunta, mas havia uma resposta que tinha que ser dada. -Talvez ela seja um clone, Senhor Mulder. -Talvez?? Voce nao saberia? -Senhor Mulder, eu com certeza sei que existem casos de abducoes que nao tiveram volta. Nao sabia que sua parceira era um deles. -Eu nao acredito em voce! -Em que parte nao acredita? Que ela seja um clone ou que eu esteja no escuro sobre esse assunto? -Os dois. Tudo o que ele havia dito nao tinha qualquer nexo. Scully um clone??? Isso era ridiculo. Ele nao saber o que estava acontecendo? Impossivel. Mulder decidiu que nao tinha mais nada a falar com aquele homem. Suas mentiras nao iriam atingi-lo. Provavelmente tudo nao passava de uma conspiracao para faze-lo perder a confianca na unica pessoa em quem ele podia confiar. Ele nao ia deixar isso acontecer. Decidiu ignorar o que tinha ouvido. Decidiu esquecer este assunto. Mas isso nao foi tao facil. Ele foi para casa e passou a noite pensando no assunto.As perguntas que lhe vinham a mente eram respondidas por ele mesmo, mas as respostas que encontrava eram rebatidas por novas pergutas. Scully nunca voltou da abducao? Claro que ela voltou. Ela estava ao lado dele todos os dias. Ela quase morreu de cancer, que ocorreu por causa do implante no pescoco dela. Mas a cura foi inexplicada pela ciencia. O implante foi colocado durante sua abducao. Mas a que servia exatamente? A teoria que ele tinha era de que o implante servia para manter controle das pessoas abduzidas, armazenando as memorias destas pessoas. Mas e se o chip servisse para controlar os clones? E se na verdade ao inves de retirar informacoes da memoria das pessoas, o chip na verdade implantasse as memorias do original no clone? Isso explicaria a utilidade dos implantes, manter o clone informado sobre a memoria do original e controlar todos os passos do clone. E uma vez retirado o chip todo a trama ficava em perigo. O consorcio ou seja la quem fosse que tivesse arquitetado o plano, nao teria mais controle sobre os clones, e isso era perigoso. Entao o chip funcionava como uma bomba relogio. Tudo ia bem enquanto estava no corpo do clone, mas uma vez retirado o corpo sofria de uma doenca perfeitamente conhecida entre os humanos, e assim nao havia suspeitas. Tudo havia sido previamente estudado. A Colonizacao ja havia comecado, ele ja sabia disso. Ja havia tido provas de que isso ja vinha ocorrendo. Agora parecia tudo tao claro. Tao facil de entender. Mas nao de aceitar. Seus pensamentos voltaram para Scully. Ele nao podia aceitar que ela fosse um clone. Teria sido ele enganado tao bem durante esses anos?? E nao somente ele, mas tambem o seu superior, e a familia dela. Todos enfim. Mas havia outra coisa que nao entendia. O sangue dela era normal. Nao era verde como o dos clones que havia encontrado. Mas isso tambem tinha uma explicacao plausivel. Era somente um dos tipos de clones. Ele se lembrou da colonia que havia visitado, e do que Jeremiah Smith lhe havia dito sobre os diferentes tipos de clones. Entao Scully era na verdade um clone avancado, projetado para conviver perfeitamente em nossa sociedade. Com as memorias da Scully original implantada no chip. O fato de Scully estar esteril tambem poderia ser consequencia nao da abducao em si, mas do fato de ela ser um clone. Mas qual seria o verdadeiro motivo para que tivessem colocado um clone ao lado dele? Estaria a verdadeira Scully morta? Ou esse clone foi colocado somente para manter Mulder sob controle?? Mulder lembrou-se que Scully foi abduzida num momento em que estava claro que ela confiava nele completamente, e nao estava disposta a fazer jogo duplo. Mas essa Scully, que agora ele mentalmente se referia como o clone, nunca o havia traido. Ele nao tinha motivos para achar que ela trabalhava contra ele. Mesmo quando ela atirou nele, o que ela estava visando era protege-lo de ser acusado de homicidio. Mulder nao sabia mais no que pensar. Ja se sentia culpado por nao confiar em sua parceira. Resolveu parar de pensar sobre o assunto. Iria tentar descobrir mais no dia seguinte. ______________________________xxxxxxxxx______________________________ Ela chegou um pouco mais tarde na manha seguinte. Mulder ja estava ansioso esperando por ela. Ele queria confronta-la, mas nao sabia como. Tudo o que havia pensado na noite anterior nao fazia qualquer sentido a luz do dia. Era tudo um absurdo e se Scully jamais duvidou da sanidade de Mulder, essa seria com certeza a primeira vez. Mas ele resolveu ir aos poucos. -Scully, voce se lembra de algo que tenha ocorrido durante a sua abducao? Ele sabia que este era um terreno perigoso. Ele temeu que ela ficasse furiosa com essa pergunta. Mas ela simplesmente disse Nao. Somente isso. Nao. Ele ficou desconcertado com a falta de elementos conseguidos nessa abordagem. Resolveu continuar. -Scully, qual e a ultima coisa que voce se lembra? -Mulder, onde voce quer chegar realmente? Porque nao faz uma pergunta clara e objetiva? Agora sim, ela parecia um pouco zangada. Por alguma razao desconhecida ele se sentiu mais a vontade com esse sentimento. -E que eu estive pensando sobre o que o Langly te falou. Sobre o arquivo com seu nome. -Sim?? Ela nao parecia muito interessada, nem mesmo em saber o que ele pensava. Ela sempre foi arredia quando o assunto era a abducao. Mas porque? -Falei com o Canceroso tambem. -Voce esta andando com estranhas companhias Mulder. Scully escondia um sorriso, ou era impressao dele. Afinal ele disse que conversou com o Canceroso e ela nem ao menos piscou. -Eu sei, mas e que eu precisava ter uma resposta sobre aquele arquivo. -Mesmo que seja referente a mim e que eu nao queira que voce investigue? Agora sim, Scully zangada. Ele se sentia mais a vontade. -Eu precisava saber, acho que isso diz respeito a mim tambem, e ao meu trabalho no departamento. -Sei, e como isso pode afetar voce? -Digamos que eles tenham colocado aquele chip em voce somente para poderem controlar os seus e os meus passos. -Mulder sua paranoia ainda consegue me surpreender. Eu nao sei se o chip servia a esse proposito. A unica coisa que eu sei e que eu quase morri sem ele. -Entao voce tem que concordar que a presenca do chip e necessaria para que voce continue saudavel. -Sim, eu nao tenho explicacao para isso, mas e verdade. -Voce nao tem uma explicacao cientifica para dizer porque a falta do chip causa o cancer. Mas e uma explicacao cientifica para o fato de que um pequeno chip nao poderia causar cancer, ou melhor a retirada do chip causar cancer. Isso e totalmente sem explicacao, concorda? -Sim, Mulder, eu concordo. Nao consigo achar a explicacao para esse fato. -Mas o seu conhecimento de medicina e o suficiente para buscar essa resposta certo? -Mulder, acho que meus conhecimentos de medicina nao podem ser julgados por um leigo. -Podemos parar com esse interrogatorio inutil? Ele ja tinha ido tao longe. Nao podia voltar atras. Nao teria outra oportunidade ou a coragem necessaria. -So mais uma pergunta. E se a medicina que voce estudou nao fosse adaptavel aos parametros relativos ao chip? Quero dizer, voce estudou medicina aplicavel a pessoas normais..... -Mulder! Aonde quer chegar??? Que eu nao seria uma pessoa normal?? Ou que eu nao seria sequer uma pessoa? Acha que eu sou o que? Um clone??? -Acho. Ela ouviu. Nao disse nada. Virou as costas e saiu do escritorio. Mulder se sentiu ao mesmo tempo perdido e aliviado. Agora ela tambem teria que pensar nessa possibilidade. ____________________________xxxxxxxxxx________________________________ Ela realmente estava furiosa. Mas mais do que isso estava preocupada. Ela havia visto os clones. A existencia deles era incontestavel, mesmo que ela nao soubesse como explicar. Mas dai a dizer que ela era um clone..... Nao isso era demais. A paranoia de seu colega estava se tornando fora do normal. Se e que algum dia foi. Apesar da raiva que tinha tomado conta dela e da tristeza em pensar que seu parceiro nao confiava nela, ela achou melhor ligar para ele. Ela pediu que eles se encontrassem em algum local. Ela tinha que enfreta-lo. Dizer a ele que ele tinha ido longe demais. Eles se encontraram e conversaram por algum tempo. Ele estava calmo e ela ja havia se acalmado o suficiente para nao gritar com ele. Afinal ele nao estava bem, aquilo era somente uma projecao da paranoia que sempre existiu nele e que agora, devido a algumas informacoes sem fundamento, estava aumentando. Ele disse a ela novamente o que havia passado a noite toda a remoer. Os motivos porque ele achava que ela era um clone. Ela escutou e ate concordou que tudo fazia sentido. Mas ela lembrou a ele que a pessoa a colocar essa ideia na cabeca dele tinha sido o Canceroso. Um homem no qual nao se podia confiar. E alem disso o arquivo que Langly tinha encontrado tambem nao servia como suporte para essa teoria absurda. Afinal que arquivo secreto e esse que esta disponivel para toda a rede do FBI? Mulder escutou tudo com calma e ja havia se convencido de que na verdade tudo nao passava de um plano para fazer com que ele perdesse a confianca nela. Sim, ele tinha sido um tolo. Como podia sequer imaginar que ela era um clone??? Que tipo de clone e esse que esta sempre ao lado dele? Sempre arriscando a vida por ele? Que clone e esse que, sendo mandado para controla-lo, passa o tempo todo a dar apoio a ele em todas as investigacoes, inclusive contra o proprio consorcio? Apos essa longa conversa ele resolveu ir para casa. Ela se sentiu mais tranquila sabendo que ele ja tinha se convencido que ela era o que era, ou seja, um ser humano, que era sua parceira e que estava sempre do seu lado. Ele pediu desculpas a ela e prometeu nao pensar mais no assunto. Ela o perdoou e eles foram embora. __________________________xxxxxxxxxxx_____________________________ Quem nao estava muito contente com toda aquela confusao era o Canceroso. Ele sabia que haviam abduzidos que nunca voltavam, e que eram substituidos por clones. Mas o que ele nao sabia e que Scully tinha sido um desses casos. Ele resolveu verificar pessoalmente, e descobriu que estava enganado. Scully havia voltado. Mas a questao agora era, porque alguem teria colocado a falsa ideia de que ela nao teria voltado? Ele ja havia confrontado os membros do consorcio outras vezes e estava disposto a faze-lo de novo. Afinal era uma coisa que ele nunca suportou, ser deixado de fora de qualquer operacao. E se Scully realmente nao tinha voltado entao nao era o caso somente de ele ter sido deixado de fora, como tambem enganado sobre o assunto. Ele se encontrou com um de seus colegas, o homem que em segredo ele chamava de Cara de Lua. Ele lhe disse que tudo nao passava de um mal entendido. Que Scully tinha voltado. Que eles nao se arriscariam tanto ao ponto de colocarem um clone lado a lado com Mulder. Que toda aquela coisa era um absurdo. O Canceroso a principio seguiu essa linha de raciocinio, acreditando no seu colega, mas depois ficou imaginando que na verdade nao era um mal entendido o que tinha ocorrido. Afinal nao somente o arquivo ficou a mostra, podendo ser facilmente encontrado, como tambem houve um telefonema para Mulder. O proposito teria sido de fazer com que Mulder nao confiasse em sua parceira. Ele ate entendia os motivos, e sinceramente achou que foi uma boa ideia. Mas porque deixa-lo de fora? Ele tinha que descobrir de onde surgiu toda a trama. Quem teria dado o telefonema? O Cara de Lua nao sabia. Estaria ele tambem no escuro quanto a isso? Ele achava que nao. Ele resolveu ir a fundo nisso. _____________________________xxxxxxxx_________________________________ Apesar de Scully ter perdoado seu parceiro e lhe dito para nao pensar mais no assunto, ela nao conseguia parar de pensar nisso. Um clone! Era demais. Afinal ela saberia se era ela mesma ou nao. Ou nao?Sim, saberia. Mas e se as memorias foram implantadas incluindo memorias de infancia, de sua vida inteira? Entao ela realmente teria a memoria do original e acreditaria que era a verdadeira. Isso seria necessario para que tudo funcionasse com perfeicao. Se o proprio clone acreditasse que era o verdadeiro entao o projeto nunca estaria em perigo. Meu Deus, ela ja estava comecando a achar que era um clone. Isso estava se tornando destrutivo e absurdo. Era melhor nao pensar mais no assunto. _________________________________xxxxxxxxx____________________________ Mulder nao teve melhor sorte na tentativa de esquecer o assunto. Mas ele nao estava mais tao convencido de que Scully seria um clone. Sua preocupacao agora era descobrir porque quiseram que ele acreditasse nisso. E quem fez isso? O Canceroso ele tinha certeza de que nao tinha sido. A expressao de raiva que ele viu no rosto do homem era genuina. Ele realmente nao sabia de nada sobre o assunto. Mulder agora estava sem caminho para seguir. Sua unica esperanca de lancar luz no caso era, por mais absurdo que fosse, a confianca de que o Canceroso iria procurar saber a verdade. Mulder detestava isso. Depender daquele homem para qualquer coisa. Mas era um mal necessario. Ele iria aguardar. ________________________________xxxxxxxxx_____________________________ End Part 1a