O Muro da Coréia

O país marcado por uma guerra que não acabou e no qual ainda sobrevive o fantasma da Guerra Fria .

Muitos acreditam que a Guerra Fria chegou ao fim, pelo menos é o que afirma a imprensa escrita e falada, mas o conflito armado entre as duas Coréias, que em 25 de junho deste ano deve completar meio século, ainda sobrevive ao mundo neoliberal e globalizado. O auge da escalada militar ocorreu entre 1950 e 1953, envolveu a participação direta de duas grandes potências, Estados Unidos e China, e resultou num saldo de 3 milhões de mortos. A Guerra da Coréia foi o marco efetivo da comprovação da existência de um mundo bipolarizado que se opunham ideologicamente URSS e EUA. Com a fragmentação do império soviético e o fim do subsídio russo ao programa de desenvolvimento da indústria pesada da Coréia do Norte o país atravessa uma fase de adaptação aos novos tempos .

Divididas após intervenção norte-americana na altura do paralelo 38o N, desde 1948, ambas seguem separadas e com sistema econômicos antagônicos: Coréia do Norte ( República Democrática Popular da Coréia - capital Pyongyang ) e Coréia do Sul ( República da Coréia - Seul ) .

O Japão dentro da sua política expansionista, no final do século XIX, vence as guerras contra a China e contra a Rússia e consolida seu domínio sobre a Coréia ( anexada em 1910 ). O líder coreano Singman Rhee estabelece um governo paralelo em Xangai ( China ). A reação coreana vem com a derrota do Japão na 2a. Guerra Mundial ( 1945 ) . EUA e URSS formalizam a divisão da Coréia em 1948. Em 1950 a Coréia do Norte invade a do Sul mas as tropas norte-americanas preservam os limites do paralelo 38o Norte. Em 1953 assinam a Paz mas continuam divididas até hoje. A URSS elabora acordos de industrialização e de auxílio militar com a Coréia do Norte.

O líder Kim Sung se coloca contra as medidas de abertura ao capitalismo realizada por Gorbatchev na URSS em 1988. Na década de 90 a saída do TNP ( Tratado de Não Proliferação Nuclear ) e denúncias de pesquisas em armas nucleares tornaram os ânimos mais aquecidos com os EUA.

Já a Coréia do Sul , no século XIX , reage a presença de Ingleses e Franceses que tentam impor o modelo ocidental, criada em 1948, após a derrota do Japão, enfrenta a invasão da China nos anos 50, em plena Guerra Fria, e com o apoio dos EUA consegue manter sua autonomia. Uma série de golpes militares, pressões das grandes potências e práticas de corrupção os governantes sul coreanos abrem a economia ao capital estrangeiro e passam por uma fase de prosperidade com o setor de autopeças tornando-se um Tigre Asiático. Só que as melhorias na economia não foram e não repassadas ao grosso da população que, em especial os estudantes, reage contra as medidas de austeridade defendidas pelo governo e pela forte descapitalização após a crise na Ásia no final dos anos 90.

ProfºBeto - Direitos do Boletim do Lunch

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