O diâmetro alveolar permanece constante durante todo o processo respiratório. Dessa
forma é possível haver trocas gasosas tanto na expiração quanto na inspiração.
A hemoglobina liga O2 fracamente em tensão baixa de O2 , e
fortemente em tensão alta. A ligação do primeiro O2 a cada molécula de
hemoglobina aumenta a ligação das moléculas subseqüentes de O2.
Em situações de hipóxia tissular, como anemia e insuficiência cardiopulmonar, o
nível de 2,3-difosfoglicerato nos eritrócitos é elevado. Esse composto, também
chamado BPG, faz com que a hemoglobina libere mais O2 para os tecidos do que
aquilo que ela liberaria na ausência do mesmo BPG.
A elevação da temperatura tem um efeito semelhante ao de altos níveis de BPG. Isso é
importante, por exemplo, em quadros de febre ou exercício físico, em que as temperaturas
do organismo e músculo (respectivamente) aumentam.
O pH do eritrócito é mais ácido do que o do plasma, mas como esses dois líquidos
estão em equilíbrio, as mudanças de um refletem mudanças no outro.
O aumento na acidez da hemoglobina quando ela se liga ao O2 é conhecido como
Efeito Bohr. Isso reflete a equação a seguir:
Hb + O2 ó HbO2 + H+
Formas de transporte de CO2:
# CO2 dissolvido
# HCO3-
# Carbo-hemoglobina
O sangue venoso contém apenas cerca de 10% mais dióxido de carbono total do que o
sangue arterial.
Quando o CO2 vai para o sangue, difunde-se para os eritrócitos, onde reage
com água e forma H2CO3, sob a catálise da anidrase carbônica. O
excesso de H2CO3 se dissocia em H+ e HCO3-,
sendo que a maior parte deste difunde-se para o plasma, de modo que a concentração de
HCO3- do plasma venoso é maior que a do arterial, mas o eritrócito
foi o seu local de formação.
A formação de carbamino-hemoglobina decorre da ligação de CO2 com grupos
amino de proteínas dos eritrócitos. A oxigenação causa a liberação de CO2
da carbamino-hemoglobina.
Os aminogrupos N-terminais das cadeias de beta-globina fazem parte do sítio de
ligação de BPG. Como não podem ligar BPG e também formar grupos carbamino, surge uma
competição. Dióxido de carbono diminui o efeito de BPG, e, por outro lado, BPG diminui
a capacidade de a hemoglobina formar carbamino-hemoglobina.
No tamponamento sangüíneo, há uma captação de 60% do ácido gerado no transporte
normal de dióxido de carbono. Os principais tampões do organismo são:
# hemoglobina (intracelular)
# bicarbonato (extracelular)
# fosfatos orgânicos dos eritrócitos (intra e extra-celular)
# proteínas plasmáticas
O H+ que vai para a Hb quando o CO2 é captado dos tecidos não
vai por tamponamento, mas sim por causa da reação HbO2 + H+ ó HHb + O2, já citada anteriormente. Isso é
denominado transporte isoídrico de CO2.
O mecanismo isoídrico é responsável por cerca de 40% do H+ gerado durante
o transporte normal de CO2.
Deslocamento de cloreto
: entrada de um cloreto na hemácia em troca de HCO3-
que saiu.
Em hipóxia, temos baixo BPG livre, o que eleva a síntese do mesmo, pela BPG Mutase.
A síntese de BPG é diretamente proporcional ao pH sangüíneo.
A principal diferença entre o líquido intersticial e o plasma sangüíneo é que o
líquido intersticial não contém muita proteína e que o seu teor de cátions também é
mais baixo do que o do plasma. Esses dois líquidos compõem o material extra-celular, e
se equilibram rapidamente.
O sistema tampão bicarbonato do corpo é um sistema aberto, no qual pCO2 é
ajustada para atender às necessidades do corpo.
Acidose Respiratória
: quadro que resulta de hipoventilação dos alvéolos, de modo
que CO2 acumula-se no corpo.
Alcalose Respiratória
: causada por uma pCO2 diminuída.
Acidose Metabólica
: causada por acúmulo de ácidos não-voláteis. Podem ser
formados, por exemplo, pela ingestão de salicilatos, álcool metílico ou etileo glicol.
Outra causa pode ser a liberação anormal de base por parte do organismo, como ocorre na
acidose tubular renal e na diarréia, nas quais o organismo perde muito HCO3-.
Acúmulo de corpos cetônicos e lactato também provocam acidose metabólica.
Alcalose Metabólica
: quadro que surge a partir da ingestão exagerada de álcali ou
da perda anormal de ácido. Pode-se aumentar a concentração alcalina no organismo pela
ingestão de bicarbonato ou de qualquer sal ácido orgânico que possa ser metabolizado.
O rim excreta o excesso de ácido ou base do organismo. O pH da urina varia de 4,4 a 8.
A maior parte do H+ é excretado ativamente em troca de Na+. A
seguir, o Na+ reabsorvido, juntamente com o HCO3-, são
lançados no sangue.
Papel do rim na alcalose metabólica
: permitir que HCO3-
escape. Essa doença, portanto, tem curta duração, a menos que haja administração
contínua de álcali ou impedimento na eliminação de HCO3-.