Poesias de Jim Morrison
"A Forma é um Anjo"
A forma é um anjo com a alma
de cavalo para homem para rapaz
& ao invés
Música sexo & idéia são as
correntes da conexão
transição da amizade
condutor da alma desde o
gordo cérebro do segredo
até o crepúsculo
Realizar
Bem-vindos à noite
Bem-vindos à boa profunda
escura Noite Americana
um homem arranja tempo para morrer
o seu desperdício de âmbar
sujas pegadas de suíno
nos acampamentos, onde as amontoadas
estrelas torcidas
negra escuras trazem o número
do destino
Ajuda-nos senhor
"& O Tremente Vento Frio"
& o tremente vento frio
& a mão de uma criança marcada na
janela das imagens
& a espingarda transportada
ao ombro.
& o fogo na noite
à espera, numa casa às escuras
que minha ninhada louca e cruel
chegue da cidade
& venha acotovelando-se através do fumo
& o combustível & cinzas para o leite
& o olhar maligno nos seus rostos
que ladram triunfantes
Quem não os fará parar?
A árvore oca, onde
Nós três dormimos & sonhamos
com o movimento das
sombras rodopiantes & da erva
O sussurro cansado das folhas
Um velho atiça os bailarinos
c/ a sua celha dança
escurece
sombras rápidas inclinam-se para
a carne das florestas
permitindo a respiração
Levemente se agitam
Levemente se erguem
Os mortos são recém-nascidos
que despertam
c/ os membros devastados
& as almas úmidas
Suavemente suspiram
em trânsito espanto de funeral
Quem chamou estes mortos à dança?
Terá sido a rapariga
que aprendia a tocar a "Canção
dos Fantasmas" no seu piano de meia cauda
Terão sido os filhos da vastidão?
Terá sido o próprio Deus Fantasma,
gaguejando, aplaudindo,
conversando às cegas?
Convoquei-vos para
sangra a terra.
Convoquei-vos para anunciar
a tristeza que cai como
pela queimada
Convoquei-vos para vos desejar
o bem, para glorificar o
eu como um novo monstro
& agora convido-vos
a rezar
"Uma Vigília"
Uma Vigília Sacode os sonhos do teu cabelo
Minha menina,minha doçura
Escolhe o teu dia,& o teu sinal
do teu dia,
a primeira coisa que vês.
Uma árvore queimada,como uma gigantesca
ave primordial,uma folha,
seca & amarga,que crepita histórias
na sua tépidas ondulações.
Os deuses da tua calçada bastar-se-ão.
A floresta das proximidades, O vazio museu perdido,&
A meseta,& o prenche monumento
do Monte por cima do quiosque
onde as crianças se escondem
Quando as aulas acabam.
"Conheces o quente progresso"
Conheces o quente progresso
debaixo das estrelas?
Sabes que existimos?
Terás esquecido as chaves
do reino?
Terás nascido já
& será que estás vivo?
Reinventemos os deuses, todos os mitos
das eras.
Celebremos os símbolos das anciâs florestas profundos
( Terás esquecido as liçôes da guerra antiga )
Precisamos de grandes cópulas douradas
Os pais cacarejam nas árvores da floresta
A nossa mãe está morta no mar
Sabes que estamos a ser conduzidos ao
matadouro por plácidos almirantes
& que lentos generais gordos se tornam
obscenos com sangue jovem
Sabes que somos governados pela TV
A Lua é uma besta de sangue seco.
Bandos de guerrilheiros contam efectivos
no próximo canteiro de verdes vinhedos
preparando-se para a guerra contra inocentes pastores
que se limitam a morrer
Ó grande criador dos seres
Concede-nos uma hora mais para
exibirmos nossa arte
& aperfeiçoarmos as nossas vidas
As traças & os ateus são duplamente divinos
& mortais
Vivemos, morremos
& a morte não é o fim
Viajamos mais ainda oara dentro do
pesadelo
Agarra-te a vida
a nossa flor apaixonada
Agarra-te às conas e pichas
do desespero
Obtemos a nossa visão última com o esquentamento
A virilha de Colombo
encheu-se de verde
(Toquei a coxa dela
& a morte sorriu)
Reunimo-nos no interior deste antigo
& insano teatro
Para propagarmos o nosso desejo pela vida
& escaparmos à enxameante sabedoria
das ruas
Os celeiros foram arrasados
As janelas conservadas & apenas um de todo o resto
dança e nos salva
com o divino arremedo
das palavras
A música inflama o temperamento
(Quando os assassinos do verdadeiro rei
têm licença para passearem livremente
1000 magos se erguem
sobre a terra)
Onde estão as festas
que nos prometeram
Onde está o vinho
O vinho novo
(morrendo nos vinhedos)
Arremedo permanente
dá-nos uma hora para a magia
Nós os da luva púrpura
Nós os do vôo de estorninho
& da hora de veludo
Nós os gerados por prazeres arábicos
Nós os da abóbada solar & da noite
Dá-nos um credo
para acreditarmos
Uma nooite de luxúria
Dá-nos confiança na
noite
Dá de cor
cem matizes
uma rica mandala
para mim & para ti
& para tua sedosa
casa almofadada
uma cabeça,sabedoria
& uma cama
Confuso decreto
o constante arremedo
te reinvindicou
Nós acreditávamos
nos bons velhos tempos
que ainda recebemos de
modo escasso
As coisas amáveis
& o sobrolho carregado
Esquecem e consentem
Sabes que a liberdade existe
num livro escolar
Sabes que os loucos são
quem dirige a nossa prisão
dentro de uma jaula, dentro de uma gaiola
dentro de um branco,livre e protestante
Maelstrom
Empoleirámo-nos, temerários
à beira do aborrecimento
Estendemo-nos para a morte
no cimom de uma vela
Esforçamo-nos por algo
que já nos encontrou
Podemos inventar os nossos próprios reinos
grandes tronos purpúreos, aquelas luxuriantes cadeiras
& amar é o que devemos,em leitos de ferrugem
Portões de aço fecham os gritos dos prisioneiros
& a musiqueta, onda média,embala os teus sonhos
sem o orgulho dos negros para alçar os sorrisos
Enquanto os anjos trocistas coam as aparências
Ser uma colagem do pó das revistas
Esboçada na testa dos muros da confiança
Não é mais que a prisão para aqueles que devem
levanter-se de manhã & lutar por tais
Inúteis padrões
enquanto as criadas chorosas
exibem penúria & caretas
delirantes a uma turba louca
Ena, sofro de incerteza
Vivo à luz de um certo
Sul
Laços cruéis
Os servos têm o poder
homens-cães & as suas mulheres mesquinhas
esticam pobres cobertas sobre
os nossos marinheiros
(& onde estavas tu na nossa
hora difícil)
A mungir o teu bigode?
Ou moendo uma flor?
Estou farto de rostos severos
olhando-ne desde a torre
da televisão. Quero rosas no
meu caramanchão; topas?
Bebés reais,rubis
devem agora substituir os estranhos
abortados na lama
Estes mutantes,alimento sanguíneo
para a planta cultivada
Eles estão à espera para nos conduzirem ao
jardim separado
Sabes quão pálida & sensacionalmenta travessa
chega a morte numa hora estranha
não anunciada,nada planejada
como um aterrador conviva ultra-amigável que tu
trouxeste para a cama
A morte faz anjos de todos nós
e dá-nos asas
onde tínhamos ombros
suaves como as garras de um corvo
Basta de denheiro, basta de vestidos bonitos
Este outro reino parece de longe melhor
até a sua outra mandíbula revelar incesto
& perder a obediência a uma lei vegetal
Eu não irei
Prefiro uma festa de amigos
À família do gigante.