
Dobermann e sua fama de excelente defensor.
![]()
......
Dobermann brasileiro esta passando pela pior fase dos �ltimos 20 anos. Esta � a opini�o de Jos� Peduti Neto, juiz de todas as ra�as h� 30 anos, que j� julgou mais de dois mil Dobermanns no Brasil e no Exterior. E n�o � s� ele que pensa assim: v�rios adestradores e criadores tamb�m. "A situa��o da ra�a est� p�ssima. Muitas vezes eu saio para comprar um Dobermann e acabo desistindo", diz o adestrador Carlos Rangel, administrador da empresa de seguran�a Pires, que j� adestrou cerca de 300 Dobermanns em seus 24 anos de experi�ncia. "A qualidade do plantel decaiu muito pois reduziu-se o n�mero de criadores que investiam na ra�a, importando e enviando f�meas para acasalar no exterior", afirma Zanizar Rodrigues da Silva, criador h� 14 anos pelo Zards Kennel, em S�o Paulo, e juiz especializado na ra�a.
......
A cr�tica rigorosa desses especialistas refere-se a incorre��es f�sicas que prejudicam uma das marcas registradas da ra�a: a agilidade. Ela foi um dos fatores decisivos para a elei��o do Dobermann como a melhor ra�a de guarda entre as sete mais populares, por tr�s conceituados adestradores (edi��o 197 de C�es & Cia). Dos 15 crit�rios avaliados, tr�s tinham rela��o com agilidade, e somente o Dobermann se destacou em todos: "capa-cidade de correr e saltar amea�adoramente", "agilidade ao lutar" e "facilidade de fazer a ronda". Como os pr�prios entrevistados ponderam, uma redu��o da agilidade compromete o potencial m�ximo do Dobermann em situa��es em que perder alguns segundos pode ser decisivo.
Movimenta��o ......
Correr e pular sem parar no port�o ajuda a intimidar os passantes. � uma encena��o desgastante que cansa f�cil outras ra�as menos �geis e mais pesadas - mas n�o um bom Dobermann. A ra�a tamb�m se destaca pela habilidade de saltar em todas as dire��es e desviar de chutes, tiros e facadas. Isso reduz a vulnerabilidade durante um confronto. E tem mais: com um salto r�pido e certeiro, pode impedir que um bandido use uma arma. Suas qualidades f�sicas permitem ainda percorrer um terreno por um bom tempo sem se cansar. Essa capacidade � important�ssima para defender s�tios ou terrenos industriais.
......
Um bom Dobermann tamb�m consegue correr em alta velocidade, o que facilita persegui��es a invasores. "Quanto menor o tempo para trocar de passada e maior o passo, maior a velocidade e menor o gasto de energia", explica Peduti. Ou seja: o c�o corre mais e se cansa menos. Flexibilidade � outra caracter�stica t�pica da ra�a: as pernas do Dobermann devem ser el�sticas o suficiente para saltar com facilidade. Quanto maior a propuls�o, maior o pulo. E isso tamb�m � fundamental numa persegui��o, quando ele pode ter de transpor barreiras. Para desenvolver todas essas capacidades - agilidade, velocidade e flexibilidade - o Dobermann precisa ter um equil�brio perfeito entre tamanho dos ossos, musculatura e encaixe das articula��es. Mas nem sempre � isso que se v�.
Angula��es ......
O que determina a abertura da perna e a capacidade de realizar movimentos r�pidos em todas as dire��es com desenvoltura s�o as boas angula��es formadas pelos ossos dos membros traseiros e dianteiros. A partir de 1990, diante da import�ncia das angula��es principais, o padr�o passou a especific�-las mais detalhadamente. "Cerca de 60% dos Dobermanns que passam pela minha escola de adestramento t�m problemas de angula��o", afirma Jo�o Pereira, juiz e adestrador h� 23 anos, dono do Canil Siborg (onde tem atualmente 16 Dobermanns), ex-instrutor do canil da Pol�cia Militar e do Clube Bandeirante do Dobermann. Isso compromete tanto a agilidade quanto a velocidade do c�o. "Um Dobermann fisicamente correto demora apenas dois segundos para sentar; um ruim demora o dobro", ilustra Pereira. "Pode parecer insignificante, mas far� diferen�a caso o c�o precise agir para evitar o disparo do rev�lver de um ladr�o, por exemplo", lembra. "Um c�o de f�sico mais perfeito realiza as atividades f�sicas com maior corre��o, � o que se presume. No entanto, isso depende tamb�m do temperamento", observa Zanizar.
......
Em provas nas quais resist�ncia e velocidade s�o testadas, c�es mal angulados tamb�m perdem pontos. "Comparados com um Dobermann correto, eles precisam dar o dobro de passos para fazer um percurso", afirma Rangel. "Isso causa um desgaste f�sico maior e, portanto, mais cansa�o, comprometendo muito a cobertura de grandes extens�es", completa.
......
Pernas tortas, muito compridas ou muito curtas tamb�m dificultam a atividade f�sica. "Cerca de 30% dos c�es que acompanho t�m as pernas tortas", estima Pereira. "Eles cansam antes e correm menos do que os outros", conta. "C�es com calcanhares virados para dentro (jarretes de vaca) perdem alcance de passada e portanto t�m maior dificuldade de percorrer grandes dist�ncias", explica Peduti. "Os ligamentos come�am a doer. Alguns at� chegam a mancar quando for�am muito e outros caem de joelhos depois de um salto", fala Pereira.
Osso e M�sculo ......
O peso dos ossos e o tamanho dos m�sculos s�o determinantes da movimenta��o t�pica da ra�a. A partir de 1990, o padr�o tamb�m mostra preocupa��o com isso: aumentou a altura m�xima permitida, introduziu o peso que o c�o deve ter e passou a considerar "falta desqualificante" em pistas de julgamento qualquer varia��o maior que dois cent�metros - para mais ou para menos.
......
C�es leves n�o t�m massa e subst�ncia. J� os muito pesados t�m menos agilidade, velocidade e flexibilidade. No caso do Dobermann, desvios para menos s�o os mais freq�entes, e devem ser evitados. Afinal, um Dobermann "fino" demais pode ser muito �gil, mas n�o assusta ningu�m e perde o impacto no ataque. Rangel cita um caso que aconteceu na casa de um amigo, com tr�s Dobermanns de estrutura leve e um Dogue Alem�o tomando conta de seu quintal. Certa vez, o dono estava viajando e um homem invadiu a casa. Encontraram o ladr�o morto do lado de fora (provavelmente pela mordida do Dogue, devido � extens�o do estrago) e os tr�s Dobermanns esfaqueados. Ou seja, o ladr�o sozinho venceu os tr�s ao mesmo tempo, e ainda conseguiu pular o muro.
......
Os entrevistados dizem que falta ossatura a muitos Dobermanns no Brasil. "Alguns mais parecem galgos", observa Peduti. "Ossos finos aumentam a vulnerabilidade a chutes e quedas, e podem levar a fraturas e tor��es", lembra Rangel. "Um dos meus c�es de ossatura harmoniosa mas leve torceu a pata dianteira pulando um obst�culo e ficou traumatizado", comenta. Outro caso que Rangel relata � o de um Dobermann que, durante um ataque, quebrou a perna em tr�s partes, devido � forma��o �ssea comprometedora. Ainda que o c�o tenha perseguido e lutado com o ladr�o, imobilizando-o (atitude para a qual havia sido treinado), se n�o tivesse o problema, teria evitado essas fraturas e a cirurgia de alto custo � qual teve de ser submetido. Os c�es de ossatura leve �s vezes s�o excessivamente pernaltas, o que os deixa desequilibrados. "J� tive uns quatro mais altos do que o permitido pelo padr�o, aqui no meu canil: eles tinham a mobilidade comprometida, dificultando a rea��o em um ataque", conta.
......
Por outro lado, um Dobermann grande, com ossatura muito pesada e pouca massa muscular, fica mais lento, e tem maior dificuldade de saltar e correr do que os proporcionais. Outro problema que eventualmente aparece s�o c�es com pernas excessivamente longas, pois ficam sem equil�brio.
......
Segundo os entrevistados, tamb�m est� faltando massa muscular aos Dobermanns brasileiros. Na verdade, uma coisa � conseq��ncia da outra. C�es com estrutura �ssea delicada normalmente t�m m�sculos menores, pois o potencial de crescimento deles depende do volume dos ossos. Sem uma boa musculatura, um c�o de guarda perde for�a, resist�ncia e velocidade para se impor em uma luta. Pouca musculatura tamb�m prejudica a capacidade de saltar: o Dobermann precisa de m�sculos para alimentar seu "sistema propulsor". Junto com angula��es corretas, s�o m�sculos bem-delineados que permitem a grande mobilidade e velocidade do Dobermann. A musculatura tamb�m tem um papel importante na resist�ncia do cachorro em corridas e caminhada
......
s. O extremo oposto, ou seja exemplares exageradamente musculosos, � raro, mas igualmente indesej�vel: m�sculos em excesso deixam o c�o pesado demais, e comprometem sua agilidade. "A seguran�a com c�es de guarda exige que eles sejam, na medida certa, resistentes, fortes e velozes tanto para defender adequadamente o territ�rio como para tentar reduzir a vantagem das armas de fogo", define Rangel.
Mordida ......
Uma das armas mais poderosas de um c�o de guarda � a sua mordida. Num ataque, a capacidade de abocanhar corretamente, fixar os dentes e segurar a "presa" � o que faz a diferen�a entre o sucesso ou o fracasso. Por isso, o Dobermann deve ter mand�bulas fortes, e mordida ampla: o focinho tem de ser largo na regi�o dos dentes da frente; e sua boca, quando aberta, deve alcan�ar at� os molares. A denti��o tem de ser completa, e a mordedura, em tesoura (os quatro dentes da frente da arcada superior devem se sobrepor aos quatro de baixo). Isso praticamente impossibilita retirar algo que esteja sendo mordido pelo cachorro, enquanto sua boca permanecer fechada. "Ao lado dos dentes incisivos, os caninos, mais longos, funcionam como uma trava que se finca e segura firme", diz Rangel.
......
T�m aparecido alguns c�es prognatas - com os dentes inferiores fechando � frente dos de cima, como nos Buldogues. O Dobermann tem um focinho longo que, ainda que deva ter boa largura na regi�o dos dentes da frente, n�o � t�o largo como nas ra�as naturalmente prognatas. Isso significa que quando ele morde, a �rea de apoio � pequena e exige um encaixe mais perfeito para fixar bem a presa. Um Dobermann prognata n�o consegue. "� o que observamos nos treinos: fica f�cil tirar da boca deles a luva usada para receber as mordidas durante o ataque, porque suas mand�bulas t�m menos press�o", conta Rangel. Se o c�o resistir, ter� de fazer muita for�a, e ficar� mais cansado.
......
Quando faltam dentes, o c�o sente dor ao morder e sua gengiva pode at� sangrar. O dente que faria "par" com o que est� ausente pode machucar a gengiva quando o c�o aperta as mand�bulas para morder com for�a. A gravidade do problema vai depender de quais dentes est�o faltando. "A falta de dentes da frente � pior do que a falta de dentes de tr�s, sobretudo se for um canino ou um outro dente grande", explica Rangel. O pr�prio cachorro entende que falta de dentes ou mordida errada atrapalham a efici�ncia do ataque - muitos deles perdem o interesse durante essa parte do treinamento. "J� vi isso acontecer com um prognata durante uma prova de adestramento", revela. "Apenas um c�o com grande agressividade n�o seria prejudicado no trabalho pela falta de dentes", acrescenta Zanizar.
Solu��es ......
Escolher um filhote que se transforme num adulto pr�ximo da perfei��o n�o � tarefa f�cil nem para os especialistas, muito menos para um leigo. No Dobermann, a maioria dos defeitos � sutil, e outros n�o aparecem em filhotes novinhos. Com dois meses, um Dobermann j� deve ser robusto e passar a impress�o de for�a. Verifique a ossatura de bra�os e pernas, que devem ser grossos e proporcionais ao corpo. Mas ainda assim, nessa idade, tudo pode mudar e a garantia de uma ossatura adequada n�o � plena. � poss�vel, ainda, fazer uma s�rie de brincadeiras para testar o temperamento. Jogue uma bolinha rasteira ao ch�o em um ambiente que n�o tenha barulhos ou movimentos que dispersem a aten��o dos filhotes. Veja quais exemplares v�o busc�-la. Esse teste serve para detectar como � o instinto de guarda do filhote. "Descarte os que n�o forem atr�s dela, pois mostram que n�o gostam de ser comandados", observa Pereira. Jogar um molho de chaves no ch�o tamb�m � �til para checar a curiosidade e o destemor do filhote: mesmo com dois meses, n�o deve se assustar.
......
Isso � tudo que se pode observar no filhote at� quatro meses. Da� em diante, j� � poss�vel analis�-lo de forma mais ampla. Observe os aprumos (p�s t�m de ser virados para a frente, e as pernas, paralelas); os metatarsos (osso entre os dedos e o calcanhar) t�m de estar perfeitamente perpendiculares ao ch�o, quando vistos de tr�s. Observe ainda se as patas dianteiras est�o muito apoiadas no ch�o, se os p�s est�o virados para dentro ou para fora, se os dedos s�o muito separados, e se os cotovelos est�o muito perto do ch�o - todas essas caracter�sticas s�o indesej�veis. A movimenta��o tamb�m j� pode ser verificada. Leve-os para caminhar por uns 20 metros e veja quais "tran�am" as pernas (tran�ar uma ou duas vezes � normal; mais � sinal de problemas).
......
O melhor � comprar o filhote com seis meses ou mais. Nessa fase, suas caracter�sticas est�o mais definidas, e a denti��o j� est� completa. Para testar o instinto de guarda, por exemplo, ameace-o com uma vara enquanto ele est� preso a uma coleira peitoral com a guia frouxa. "Se ele procurar a prote��o do dono, � sinal de medo e total inseguran�a; o correto � ele se aproximar com curiosidade, mostrando ser equilibrado e corajoso", diz Rangel. O problema � que normalmente as ninhadas s�o vendidas antes dos seis meses.
Sa�de ......
T�o importante quanto escolher um filhote de boa estrutura � comprar um saud�vel. Entre as doen�as heredit�rias mais comuns no Dobermann est�o a Cardiomiopatia (altera��o do funcionamento do cora��o, como a dilata��o que provoca problemas de circula��o sang��nea), S�ndrome de Wobbler (m� forma��o das v�rtebras cervicais), Hipotiroidismo (dist�rbio da tire�ide, mais comum em f�meas), e Doen�a de Von Willebrand (defici�ncia de coagula��o sang��nea). "Todas as fam�lias de Dobermanns carregam a Cardiomiopatia em seu sangue, em maior ou menor grau", afirma o veterin�rio paulista Edgar Morales Brito - que j� cuidou de mais de 2 mil Dobermanns em 13 anos, � juiz especializado na ra�a e criador h� 25 anos pelo Canil Von Weissensee, em S�o Paulo. Normalmente aparece de forma s�bita e leva, imediatamente, � morte. "Em meu consult�rio, cerca de 10% dos Dobermanns tiveram Cardiomiopatia", estima o veterin�rio Ailton Blois, que j� tratou cerca de mil exemplares nos �ltimos 23 anos. Segundo Edgar, a S�ndrome de Wobbler acomete 5 % dos exemplares que atende, e o Hipotiroidismo cerca de 30 %. A S�ndromede Wobbler aparece com mais freq��ncia em Dobermanns entre tr�s e seis anos. O c�o come�a a andar cambaleante, podendo at� ficar completamente paralisado. No Hipotiroidismo, os sintomas s�o excesso de peso, letargia e problemas de pele. S� pode ser detectado por testes de laborat�rio. J� a S�ndrome de Von Willebrand afeta cerca de 2 a 3% dos Dobermanns que passam pela cl�nica de Blois. Nesses, cortes provocados por qualquer ferimento sangram sem parar.
......
Entre as doen�as adquiridas, as mais comuns s�o problemas de pele como acne e alergias: pelo menos uma vez na vida, quase todo Dobermann vai ter uma. Para evit�-la, recomenda-se redobrar cuidados com a higiene e do local onde o c�o vive. Irrita��es oculares tamb�m s�o bastante freq�entes na ra�a: 80% dos Dobermanns sofrem desse mal, estimam Blois e Brito. "Existem evid�ncias de que ocorrem devido ao formato dos olhos do Dobermann", diz Brito.
Padr�o Oficial Nomes: no pa�s de origem: Dobermann Pinscher.
EUA - Doberman Pinscher. CBKC: Doberman.
CBKC: n� 143, de 2/8/94
FCI: n� 143d, de 14/2/94
Pa�s de origem: Alemanha
Apar�ncia Geral: o Dobermann � um c�o de porte m�dio, forte e musculosamente constru�do. Atrav�s das elegantes linhas de seu corpo, sua estatura arrogante e sua express�o de determina��o, ele configura a estampa de um c�o ideal.
Propor��es Importantes: o tronco do Dobermann se afigura quase quadrado, particularmente no machos. O comprimento do tronco, medido desde a ponta do ombro at� a ponta do �squio (n�degas), nos machos, n�o deve ser maior que 5% da altura na cernelha e, nas f�meas, 10%.
Comportamento e Temperamento: a altitude do Dobermann � amig�vel e calma; muito devotado � fam�lia, ele ama as crian�as. E desej�vel um temperamento e aspereza m�dios. � exigido um limiar de excita��o m�dio com um bom relacionamento com seu dono. De f�cil aprendizado, o Dobermann adora o trabalho, devendo possuir para tal, expressiva habilidade, coragem e dureza. S�o tamb�m exigidos os valores de autoconfian�a e intrepidez, como tamb�m, adaptabilidade e aten��o para se encaixar no ambiente social.
CABE�A
Regi�o do Cr�nio: robusta em propor��o ao tronco. Visto por cima, a cabe�a tem um contorno moderadamente cuneiforme. Visto pela frente, o topo do cr�nio � quase horizontal sem descair para as orelhas. De perfil, a linha superior do focinho � quase reta, em rela��o � linha superior do cr�nio, a qual se arredonda sutilmente para a linha superior do pesco�o. A arcada superior � bem desenvolvida, sem protrus�o. O sulco sagital � brandamente vis�vel. O occipital n�o deve ser eminente. Vistas de frente e de topo, as faces da cabe�a n�o devem ser salientes. O suave arqueamento entre a regi�o posterior da maxila e o osso malar deve se harmonizar com o comprimento total da cabe�a, cujos m�sculos devem ser bem desenvolvidos. Stop: suave mas visivelmente desenvolvido.
REGI�O FACIAL
Trufa: narinas desenvolvidas, mais para largas que para redondas, com aberturas amplas, sem protrus�o no conjunto. Pretas nos c�es pretos, nos marrons, cores correspondentes mais claras. Focinho: em propor��o correta com o cr�nio, devendo ser fortemente desenvolvido e com profundidade. A abertura da boca deve ser ampla, alcan�ando os dentes molares. Na regi�o dos incisivos, superiores e inferiores, o focinho deve ter boa largura. L�bios: pele bem ajustada e bem modelada aos maxilares, o que garante uma oclus�o totalmente cerrada da boca. O pigmento das gengivas deve ser escuro; nos c�es marrons a nuan�a � correspondente e mais clara.
Maxilares/Dentadura/Dentes: maxilares poderosos, tanto o superior quanto o inferior, mordedura em tesoura, 42 dentes corretamente engastados e de tamanho m�dio. Olhos: de tamanho m�dio, ovais e de cor escura. Nuan�as mais claras s�o permitidas em exemplares marrons. P�lpebras bem ajustadas e revestidas pela pelagem. Alopecia das p�lpebras � altamente indesej�vel.
Orelhas: de inser��o alta, portadas eretas e operadas com um comprimento proporcional � cabe�a. Nos pa�ses cuja otectomia (cirurgia est�tica de orelha) � proibida, as orelhas inteiras s�o igualmente reconhecidas (de prefer�ncia, tamanho m�dio, com a borda anterior caindo rente �s faces).
Pesco�o: de bom comprimento, sendo proporcional ao tronco e � cabe�a. � seco e musculado. O contorno emerge gradualmente, com uma curvatura suave. Portado empinado exibe muita nobreza.
TRONCO:
Cernelha: pronunciada tanto no comprimento quanto na altura, especialmente nos machos, determinando, desse modo, a inclina��o da linha superior subindo da garupa para a cernelha.
Dorso: curto e firme, de boa largura e bem musculado.
Peito: de comprimento e largura em correta propor��o ao comprimento do tronco. A profundidade, com costelas suavemente arqueadas, deve ser de, aproximadamente, 50% da altura na cernelha. Peito de boa largura e antepeito especialmente bem desenvolvido.
Lombo: de boa largura e bem musculado. A f�mea pode ser mais longa no lombo em raz�o da necessidade de espa�o para a lacta��o.
Linha inferior: do final do esterno � p�lvis perceptivelmente esgalgada.
Garupa: suavemente ca�da, dificilmente percept�vel do osso sacro � raiz da cauda, parecendo bem arredondada, sem ser reta nem muito ca�da, de boa largura e bem musculada.
Cauda: de inser��o alta e amputada curta, na regi�o aproximada da articula��o da segunda com a terceira v�rtebra caudal (duas v�rtebras caudais permanecem vis�veis). Nos pa�ses cuja caudectomia � proibida, a cauda pode permanecer �ntegra.
MEMBROS:
Anteriores: generalidades - visto de qualquer �ngulo, s�o quase retos, verticais e fortemente desenvolvidos. Ombros: esc�pula bem ajustada contra o t�rax, ambos os lados da borda da esc�pula s�o bem musculados alcan�ando acima do �pice da v�rtebra tor�cica, o mais inclinado poss�vel e bem acoplado ao dorso. O �ngulo com a horizontal � de, aproximadamente, 50%. Bra�o: de bom comprimento, bem musculado, com o �mero fazendo um �ngulo com a esc�pula, aproximado de 110� a 115�. Cotovelo: trabalhando bem ajustado ao t�rax, sem ser para fora. Antebra�o: forte e reto. Bem musculado. Comprimento em harmonia com o corpo inteiro. Corpo: forte. Metacarpo: ossatura forte. Visto de frente, reto. Visto de perfil, somente uma suave inclina��o, m�ximo 10�. Patas anteriores: pequenas e compactas. D�gitos bem arqueados para cima (p�s-de-gato). Unhas curtas e pretas.
Posteriores: generalidades - visto por tr�s, o Dobermann parece, por causa do seu bom desenvolvimento muscular p�lvico na coxa e garupa, largo e arredondado. Os m�sculos correndo do osso p�lvico para a coxa e a perna resultam numa largura bem desenvolvida, assim como na regi�o das coxas; na regi�o da articula��o dos joelhos e nas pernas. Os posteriores fortes, retos e paralelos.
Coxa: de bom comprimento e largura, bem musculada. Boa angula��o coxofemoral, fazendo um �ngulo aproximado de 80� a 85� com a horizontal.
Joelho: articula��o forte, sendo formada pela coxa com a perna, bem como a r�tula. Angula��o aproximada de 130�. Perna: de comprimento m�dio e em harmonia com o comprimento total do membro posterior. Jarrete: m�dio forte e paralelo. A t�bia articula-se com o metatarso na articula��o do jarrete (�ngulo em torno de 140�). Metatarso: curto e vertical. Pata posterior: como as anteriores, os d�gitos s�o curtos, arqueados e compactos. Unhas curtas e pretas.
Movimenta��o: de especial import�ncia tanto para a capacidade de trabalho quanto para a apar�ncia externa. Movimenta��o el�stica, elegante, �gil e boa cobertura de solo. Os membros anteriores alcan�ando o mais longe poss�vel. Os posteriores fornecendo uma propuls�o el�stica e de boa amplitude. Anteriores e posteriores de lados opostos movendo-se simultaneamente. Apresenta boa estabilidade nos posteriores, ligamentos e articula��es.
PELE: ajustada, toda bem amoldada e bem pigmentada.
Pelagem: P�los: curtos, duros e retos. Muito bem assentos, lisos e igualmente distribu�dos em toda a superf�cie. Sem subp�los. Cor: preto ou marrom, com marca��es vermelho ferrugem claramente definidas e limpas; no focinho, uma ilha em cada face e acima dos olhos, no topo dos superc�lios, na garganta, duas marcas no antepeito, no metacarpo, metatarso e p�s, na face interna das coxas, nos membros e sob a cauda.
TALHE:
Altura: no ponto mais alto da cernelha. Machos 68 - 72cm, f�meas de 63 - 68cm. O tamanho m�dio � o desejado. Peso: Machos em torno de 40 - 45 quilos e f�meas em torno de 32 - 35 quilos.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padr�o dever� ser considerado como falta e penalizado na exata propor��o de sua gravidade. Cabe�a: muito pesada; muito estreita; muito pequena; muito longa; muito pouco stop; nariz romano; linha superior do cr�nio muito inclinada; mand�bula fraca; olhos redondos ou rasgados; olhos claros; bochechas muito pesadas; l�bios pendentes; olhos protuberantes ou muito profundos; orelhas de inser��o muito alta ou muito baixa; comissura labial ca�da. Pesco�o: ligeiramente curto; muito curto; pele solta na garganta; barbela; muito longo (em desarmonia); pesco�o de ovelha.
Tronco: falta de firmeza do dorso; garupa ca�da; oscila��o de dorso; dorso carpeado; arqueamento de costelas insuficiente ou excessivo; profundidade ou largura de peito insuficiente; linha superior muito longa; falta de antepeito; cauda de inser��o muito alta ou muito baixa; esgalgamento insuficiente ou excessivo.
Membros: angula��o muito aberta ou muito fechada; cotovelos soltos; desvio da posi��o padr�o e do comprimento de ossos e articula��es; patas muito compactas ou espalmadas; jarrete de vaca, expuls�o de jarretes; jarretes muito juntos; patas abertas ou cedidas; dedos tortos; unhas claras.
Pelagem:marca��o muito clara ou de contorno indefinido; marca��o suja; m�scara muito escura; mancha preta no metacarpo; marca��o no peito quase invis�vel ou muito grande; p�los longos, macios, encaracolados ou foscos. Pelagem fina, alopecia; grandes tufos de p�los principalmente no tronco; subp�lo vis�vel. Car�ter: autoconfian�a inadequada; temperamento muito forte; aspereza muito alta; limiar de excita��o muito baixo ou muito alto.
Talhe: desvio do tamanho em mais de 2cm no determinado pelo padr�o resulta baixo n�vel de qualidade. Movimenta��o: bamboleante; curta ou dura; passo de camelo.
Desqualifica��es: Gerais: caracter�sticas sexuais acentuadamente reversas. Olhos: amarelos (olhos de falc�o), olhos lou�ados. Dentadura: prognatismo superior, mordedura em torqu�s, prognatismo inferior e falta de dentes. Pelagem: manchas brancas, p�los acentuadamente longos ou ondulados, pelagem acentuadamente fina ou grandes �reas de alopecia. Car�ter: exemplares medrosos, nervosos ou agressivos. Talhe: desvio maior que 2 cent�metros.
Nota: os machos devem apresentar dois test�culos de apar�ncia normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal
![]()