
Pastor Belga, mil habilidades.
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O temperamento desses vers�teis c�es � muito semelhante, mas cada variedade tem suas pr�prias caracter�sticas.
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Poucos brasileiros conhecem bem esses elegantes Pastores Belgas. J� em sua terra natal e outros pa�ses vizinhos, como Holanda e Fran�a, al�m dos EUA, s�o mais populares. S� para dar uma id�ia: enquanto no Brasil, no ano passado, foram registrados apenas 265 exemplares, na Fran�a, segundo o Clube Fran�ais du Chien de Berger Belge, alcan�aram um total de 4.775 registros. H� quatro variedades de Pastores Belgas. Fisicamente, as �nicas distin��es que apresentam est�o na cor e no tipo de pelagem. Tanto que o padr�o oficial, respons�vel pela descri��o das caracter�sticas das ra�as, � o mesmo para todos. "Se fossem raspados, seria muito dif�cil dizer quem � quem", comenta Maria Ang�lica Garcia, do Stanovoi Kennel, Fortaleza - CE. O Groenendael, de pelagem longa e negra, � o mais difundido aqui, embora ainda seja confundido com o Pastor Alem�o preto. Os outros tr�s s�o praticamente desconhecidos. S� aparecem na cor bege mesclada com preto, combina��o denominada fulvo-encarvoado. Por�m, cada um tem um tipo de pelagem: longa, no Tervueren; curta, no Malinois, e dura e levemente encaracolada no Laekenois, que � o mais raro dos quatro no mundo. Apenas na Holanda, � bastante conhecido e criado. No Brasil, sequer h� not�cias.
V�rios Dons ......
No temperamento, possuem muito em comum. Afinal, a origem deles � a mesma. Todos descendem de antigos c�es de pastoreio da Europa. No final do s�culo 19, as variedades, com a apar�ncia que conhecemos hoje, come�aram a ser selecionadas, e assim surgiram as diferen�as temperamentais. A cin�loga Hilda Drumond explica: "a partir do momento que h� um processo de sele��o de cruzamentos para fixar certas caracter�sticas f�sicas, a carga gen�tica vinculada a elas tamb�m influi nas caracter�sticas temperamentais". Para detectar as diferen�as entre os tr�s Pastores Belgas mais conhecidos - Groenendael, Tervueren e Malinois, C�es & Cia falou com dois criadores europeus, dois americanos e um canadense, que os conhecem bem. Veja no texto ao lado da foto de cada um, os tra�os temperamentais de alto destaque (os mais marcantes na variedade) e aqueles que tamb�m merecem ser ressaltados.
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Os Pastores Belgas s�o incrivelmente r�sticos e habituados � vida ao ar livre. Adaptam-se a qualquer ambiente clim�tico devido � pelagem densa e espessa, que resiste ao clima de esta��es bem marcadas da B�lgica, com calor, neve e chuvas. Muito ativos, adoram correr por horas seguidas. Da� a necessidade de viverem em ambientes espa�osos, onde possam se exercitar � vontade. Sen�o, passear na rua, duas ou tr�s vezes por dia, � condi��o obrigat�ria para o bem-estar desses c�es. �geis e de estrutura especialmente feita para andar bastante, podem vigiar grandes �reas sem se cansar. Toda essa vitalidade em conjunto com o alto grau de obedi�ncia e a devo��o em servir ao homem, os tornam aptos a v�rias outras atividades. S�o excelentes competidores em esportes caninos, como o agility, que exige rapidez para vencer obst�culos, e o flyball, prova de habilidade em pegar uma bola e trazer ao dono. Desempenham igualmente bem trabalho de busca e salvamento, guia de cegos, guarda e c�o de pol�cia - fun��o para a qual s�o muito utilizados na B�lgica. Ali�s, a atua��o de c�o policial salvou os Pastores Belgas da extin��o durante as duas Grandes Guerras. Ao contr�rio da maioria das ra�as, que nesses per�odos foi quase dizimada, eles foram preservados gra�as � habilidade nos servi�os militares como mensageiros, patrulheiros de fronteiras e auxiliares da Cruz Vermelha, entre outras tarefas. O Malinois faz at� parte do livro dos recordes, o Guiness Book, como o maior farejador de drogas de todos os tempos. Durante a ECO 92, no Rio de Janeiro, tamb�m foi escolhido para fazer a seguran�a do Presidente Bush, dos Estados Unidos.
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S�o c�es muito afetuosos. Como bem explica a criadora e ju�za francesa Fran�oise Sarlat, do Chenil Bressuire, os Pastores Belgas precisam ter contato conosco para ficarem felizes. "Se permanecerem soltos no jardim, sem nenhuma aten��o, tornam-se tristes". Com crian�as, vale a virtude dos s�bios: paci�ncia, uma qualidade t�pica dos c�es de pastoreio. O alto instinto protetor em rela��o �s pessoas pr�ximas, faz com que andem circundando o dono em vez de seguirem ao lado, caracter�stica t�o peculiar que o pr�prio padr�o a comenta. Defendem com coragem extrema a propriedade e os donos. Outra caracter�stica interessante � que n�o abandonam o territ�rio para perseguir um invasor em fuga. Trata-se de mais uma heran�a da vida de pastor, na qual n�o podiam largar o rebanho sozinho. De pessoas estranhas n�o gostam nem um pouco. Caso n�o sejam devidamente apresentados pelos donos, avan�am mesmo. O ataque tamb�m apresenta uma peculiaridade. Mordem e soltam, repetidamente. Dessa maneira, ficam menos expostos ao agressor, pois n�o permanecem agarrados a ele, sujeitos a revides. Como c�es de alarme, deixam um pouco a desejar - latem para qualquer coisa, seja o gato no telhado ou o ladr�o pulando o muro.
Como Nasceram ......
Por reunirem muitas aptid�es, em suas origens, no s�culo 18, foram utilizados para ajudar os pastores a vigiar e conduzir os rebanhos de ovelhas em grandes migra��es. Quando n�o estavam nessas miss�es, tomavam conta da casa e da fam�lia. A apar�ncia atual desses c�es s� come�aria a surgir no final do s�culo 19. Em 1891, o veterin�rio Adolphe Reul foi incumbido de estabelecer e aperfei�oar uma ra�a de pastoreio nacional. Reuniu mais de cem c�es em Curenghen, Bruxelas, e descobriu que entre eles havia um grupo com caracter�sticas homog�neas: porte m�dio, altura entre 50 a 55 cent�metros, peso aproximado de 18 quilos, olhos marrom-escuros, orelhas pequenas, eretas e triangulares, t�rax estreito, garupa com linha superior horizontal e cauda longa. Diferiam apenas no comprimento, textura e cor da pelagem. No ano seguinte, era redigido o primeiro padr�o do Pastor Belga, reconhecendo tr�s variedades: p�lo longo, curto e duro, sem restri��o de cores. A partir de 1899, come�aram a restringir as colora��es aos tipos de pelagens, dando origem ao Groenendael, Tervueren, Malinois e Laekenois. Em 1900, as quatro variedades dos Belgas foram reconhecidas como ra�a pela entidade belga Societ� Royal Saint Hubert. Desde aquela �poca, o cruzamento entre as variedades � proibido - norma seguida tanto pela Federa��o Cinol�gica Internacional (FCI), como pelo American Kennel Club (ACK). A entidade americana, entretanto, os reconhece como ra�as distintas, exce��o ao Laekenois, ainda n�o aceito.
Desafio ......
O n�mero reduzido de Pastores Belgas no Brasil propicia um dos maiores desafios da cria��o de c�es, no mundo: evitar as conseq��ncias da consang�inidade. Ou seja, do acasalamento entre parentes. Jos� Olivio, do Canil Stanovoi, comenta: "h� exemplares com dorso arqueado para cima, o que prejudica a movimenta��o e implica em menor resist�ncia para andar". Rosangela Rodrigues Remo, do Canil Berger Noir, Volta Redonda - RJ, aponta muitos c�es com altura fora do padr�o - pernaltas ou baixos demais. Ambos os casos tamb�m comprometem o bom desempenho da ra�a como andarilha. Shalom Somoggi, do Canil Royal Belgians Ranch, de S�o Paulo - SP, acrescenta que existem c�es com pelagem rala demais. "A consang�inidade � o principal fator; podem haver tamb�m casos de rec�m-chegados do exterior, em fase de adapta��o clim�tica." Exemplares com musculatura pouco desenvolvida s�o freq�entes. Das duas uma. Ou � consang�inidade, que pode afetar a boa predisposi��o gen�tica muscular. Ou � falta de exerc�cio. Outro defeito s�o orelhas muito longas. Os Pastores Belgas devem t�-las de curtas a m�dias. No in�cio, elas ficam ca�das. Levantam entre o primeiro e o sexto m�s de vida. Ao escolher um filhote opte por aquele que tiver as menores, entre toda a ninhada. Por serem mais leves, as chances de levantar aumentam. Shalon avisa: "� normal que o filhote levante uma delas e a outra permane�a ca�da por mais algum tempo". Uma dica do criador � n�o passar a m�o nas orelhas do filhote at� ficarem completamente eretas.. "Pode danificar a cartilagem, impedindo que levantem". Valeska Ilienko, do Russia's House Kennel, Joinville - SC, aconselha um teste de comportamento com o filhote, ante de adquiri-lo. "Jogue uma bola ou ofere�a comida para a ninhada", diz. "Escolha o mais competitivo: aquele que faz de tudo para pegar uma bola e que sobrep�e aos demais na disputa por alimento. A atitude de timidez, muitas vezes, implica em c�es com desvios comportamentais e at� agressivos".
Preven��o � Sele��o ......
A ra�a � resistente a doen�as. Mas como qualquer outra, n�o est� livre de problemas heredit�rios. Os criadores e veterin�rios estrangeiros, entrevistados por C�es & Cia, citam quatro males com maior possibilidade de serem de origem gen�tica. Em todos, a �nica forma de preven��o � selecionar os cruzamentos, retirando seus portadores da reprodu��o.O primeiro � a displasia, problema de m�-forma��o �ssea entre o quadril e as pernas. Comum em ra�as de grande porte, a verifica��o da doen�a � feita por meio de chapas radiogr�ficas. Causa muito muita dor, dificuldade de movimenta��o e pode deixar o c�o aleijado. Existem cirurgias paliativas, que podem atenuar a dor e melhorar a movimenta��o. A epilepsia tamb�m ocorre nos Pastores Belgas. O c�o tem convuls�es, saliva��o intensa e, em alguns casos, perde o controle sobre as fun��es intestinais. Pode-se manifestar em exemplares novos, com cerca de um ano, ou mesmo nos mais velhos, acima dos cinco. N�o h� cura definitiva, mas e poss�vel reduzir o n�mero de crises por meio de medicamentos espec�ficos. Doen�as visuais, eventualmente aparecem. Uma � a atrofia progressiva da retina, desenvolvida por volta dos seis anos, que causa cegueira. A outra chama-se pannus. Os vasos sang��neos dos olhos incham e cobrem parte do globo ocular, causando cegueira. Aparece, em geral, entre os cinco e sete anos de idade. H� tratamento � base de ester�ides, como a cortisona, mas n�o elimina o mal. Apenas evita que avance. No Brasil, tudo indica que as importa��es de Pastores Belgas foram bem felizes. Entre os cinco criadores brasileiros e os tr�s veterin�rios entrevistados, houve unanimidade em afirmar que n�o existem casos registrados de nenhum desses problemas.
Malinois ......
Ele � o representante de p�los curtos da turma. Tem o nome da cidade belga "Malines", cujo clube cin�filo ajudou a promov�-lo. � atualmente o c�o preferido para o uso policial. Foi apontado como o que tem a cara de mais bravo e, por unanimidade pelos criadores, como o que possui a maior fama de mau. Destaca-se dos outros em caracter�sticas de ataque: � o mais f�cil de adestrar para ataque, e o que tem o mais Forte instinto natural para atacar. Re�ne, com exclusividade, em alto destaque, os itens Corre e salta amea�adoramente no port�o e Fica pr�ximo ao port�o de forma que os passantes o vejam.
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Caracter�sticas de alto destaque:
- Cara de bravo
- Latidos freq�entes
- Corre e salta amea�adoramente no port�o
- Fica pr�ximo ao port�o, de forma que todos os passantes o vejam.
- Fama de mau
- Forte instinto natural para atacar
- Facilidade de adestrar para ataque
- Excita-se facilmente com ru�dos
- Ativo, anima o ambiente
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Outras caracter�sticas que merecem ser ressaltadas:
- Facilidade para aprender obedi�ncia
- D�-se bem com outros c�es
Padr�o Oficial CBKC n� 15 de 07/4/1994
FCI n� 15f de 10/10/1989.
Classifica��o FCI: Grupo 1: C�es Pastores e Boiadeiros (exceto os su��os). Se��o 1: C�es Pastores. Pa�s de origem: B�lgica.
Nome no pa�s de origem: Berger Belge - Groenandael, Malinois, Tervueren, Laekenois.
Nome no Brasil: Pastor Belga - Groenendael (grafia diferente do belga), Malinois, Tervueren, Laekenois.
Utiliza��o: pastoreio e guarda
Prova de trabalho: para o campeonato, independente.
APAR�NCIA GERAL: c�o mediol�neo, harmoniosamente proporcionado, inteligente, r�stico, habituado � vida ao ar livre, feito para resistir �s intemp�ries das esta��es de varia��es atmosf�ricas, t�o freq�entes no clima belga. Pela harmonia de suas formas e o porte, de cabe�a erguida, o Pastor Belga transmite essa elegante robustez que tornou-se o apan�gio dos representantes selecionados duma ra�a de trabalho. � aptid�o inata de guardi�o de rebanhos, ele junta as preciosas qualidades do melhor c�o de guarda da propriedade; diante da necessidade, ele �, sem a menor hesita��o, o renitente e ardoroso defensor de seu dono. Vigilante e atento; seu olhar, esperto e inquiridor, revela a sua intelig�ncia.
CABE�A: bem cinzelada, moderadamente longa e seca. O comprimento do cr�nio e do focinho s�o sensivelmente iguais, no m�ximo, com uma vantagem muito t�nue para o focinho, o que confere, ao conjunto, uma sensa��o de fino acabamento.
Trufa: preta, narinas bem abertas.
Focinho: de comprimento m�dio e largura diminuindo suavemente. Cana nasal reta; visto de perfil, as linhas superiores do cr�nio e do focinho s�o paralelas. Boca com articula��o e boa abertura.
L�bios: finos, de oclus�o bem ajustada; a boa pigmenta��o do epit�lio recobre a cor vermelha das mucosas.
Bochechas: secas, bem planas, se bem que, musculadas.
Dentadura: maxilares bem desenvolvidos, providos de dentes fortes e brancos, alinhados e firmemente engastados nos alv�olos. Mordedura em tesoura, isto �, os incisivos superiores ultrapassam, tocando, com a face posterior, a face anterior dos incisivos inferiores. A mordedura em torqu�s, isto �, toque de topo dos incisivos superiores com os inferiores, preferida pelos pastores e vaqueiros, � tolerada.
Stop: moderadamente definido.
Arcadas superciliares: n�o proeminentes, focinho bem cinzelado sob os olhos.
Cr�nio: de largura m�dia, em rela��o ao comprimento da cabe�a; com a testa mais para plana que arqueada e o sulco sagital pouco acentuado; visto de perfil, as linhas superiores do cr�nio e do focinho s�o paralelas.
Olhos: de tamanho m�dio, e no plano da pele, com formato ligeiramente amendoado, de cor marrom, preferencialmente escura, rima das p�lpebras preta. Express�o franca, inteligente, de olhar esperto e inquiridor.
Orelhas: inser��o alta, de comprimento proporcional, nitidamente triangulares, base com a concha bem arredondada, portadas empinadas e retas.
PECO�O: bem desenvolto. Ligeiramente alongado, bem musculado, isento de barbelas, alargando-se suavemente para os ombros.
Nuca: linha superior com t�nue arqueamento.
MEMBROS ANTERIORES: ossatura toda consistente, musculatura forte e seca.
OMBROS: esc�pulas longas e inclinadas, bem articuladas e amoldadas ao t�rax, fazendo o �ngulo ideal com o �mero, de forma a proporcionar o movimento fluente dos cotovelos.
BRA�OS: trabalham em planos verticais, paralelos ao plano medial, corretamente direcionados para a frente.
Ante-bra�os: longos e bem musculados.
Metacarpos: fortes e curtos; os carpos s�o bem modelados (nets), sem tra�os de raquitismo.
Patas: mais para redondas; d�gitos arqueados e bem fechados;almofadas com sola espessa e flex�vel, unhas escuras e grossas.
TRONCO: robusto, sem rusticidade . O comprimento, da ponta do ombro � ponta do �squio (n�dega), nos machos, � pr�ximo a altura na cernelha. As f�meas podem ser mais alongadas.
Antepeito: visto de frente, de pouca largura, sem ser estreito.
Peito: pouco largo, mas, em compensa��o, profundo, como em todos os animais de grande resist�ncia. A caixa tor�xica � estruturada por costelas arqueadas no ter�o superior.
Cernelha: marcada.
Linha Superior: dorso e lombo retos, amplos, poderosamente musculados.
Ventre: desenvolvimento moderado, em curva harmoniosa no prolongamento da linha inferior do peito. Nem cheio, nem esgalgado.
Garupa: suavemente inclinada e moderadamente larga.
MEMBROS POSTERIORES: robustos, sem rusticidade, trabalhando no mesmo plano dos anteriores e aprumados.
Coxas: robustas e fortemente musculadas. O joelho fica no prumo do �lio.
PERNAS: longas, largas, musculadas e corretamente anguladas com os jarretes, mas sem excesso. Jarretes curtos, desenvolvidos e musculados. Visto por tr�s, perfeitamente paralelos.
Metatarsos: consistentes e curtos. Os erg�s s�o indesej�veis.
Patas: ligeiramente ovais, d�gitos arqueados e bem fechados; almofadas espessas com sola flex�vel; unhas escuras e grossas.
CAUDA: bem inserida, forte na raiz, de comprimento m�dio. Em repouso, portada pendente com a ponta, ligeiramente, recurvada para tr�s, no n�vel do jarrete; em movimento, eleva-se e acentua a curva do segmento distal, sem, entretanto, em movimento algum, enrolar ou desviar-se.
PELAGEM
M�scara: tende a envolver os l�bios, a comissura e as p�lpebras em uma s� �rea preta.
Cores:
Tervueren: a cor fulvo-encarvoado, sendo a mais natural, ficara como a preferida. O fulvo � saturado (quente), nem claro nem esmaecido. O exemplar que n�o se apresentar com a cor de satura��o, desejada, n�o poder� pretender a qualifica��o Excelente e, menos ainda, um certificado de C.A .C., C.A .C.I.B. ou reserva deles.
Malinois: unicamente o fulvo-encarvoado com m�scara preta.
Groenendael: unicamente o preto unicolor.
Laekenois: fulvo, com tra�os de encarvoado, principalmente no focinho e na cauda. Um pouco de branco � tolerado no antepeito e nos d�gitos.
P�lo: de aspecto, comprimento e dire��o variados. Em todas as variedades, o p�lo �, sempre, abundante, denso, bem texturado, formando juntamente com o subp�lo lanoso um excelente inv�lucro protetor.(Este crit�rio foi adotado para os Pastores Belgas, como o objetivo de disting�ir as variedades da ra�a).
Pele: el�stica, bem esticada por todo o corpo. As mucosas externas s�o fortemente pigmentadas.
TALHE: Machos, 62 cm. F�meas, 58cm. Toler�ncia de 2 cm para o m�nimo e 4 cm para o m�ximo.
MOVIMENTA��O: l�pida e fluente, com m�xima cobertura de solo. O Pastor Belga, em movimento, parece sempre infatig�vel. Por seu temperamento exuberante, h� uma tend�ncia marcante mais para o movimento em c�rculos do que em linha reta.
FALTAS:
Car�ter: agressivo ou medroso.
Trufa, l�bios, p�lpebras: tra�os de despigmenta��o.
Dentadura: prognatismo superior leve, aus�ncia de pr�-molares; aus�ncia do primeiro pr�-molar que fica logo atr�s dos caninos, tolerada, sem penaliza��o falta de dois pr�-molares ou apenas um outro, qualquer que seja, degrada um qualificativo.
Olhos: Claros.
Ombros: muito verticais.
Posteriores: fracos, jarretes retos
Patas: espalmadas.
Cauda: portada muito alta, formando anel, desviada do alinhamento do plano medial do tronco.
P�lo: aus�ncia de subp�lo.
Cor: cinza, cores poucos saturadas ou esmaecidas; m�scara com cores reservas.
DESQUALIFICA��ES:
Dentadura: prognatismo superior pronunciado ou prognatismo inferior; falta de tr�s premolares, qualquer que sejam ou de dois molares � poss�vel de desqualifica��o.
Orelhas: ca�das ou recuperadas.
Cauda: ausente ou amputada, qualquer que seja o motivo.
Cor: manchas brancas fora de antepeito ou dos d�gitos. Tervueren e Malinois, aus�ncia de m�scara.
Car�ter: exemplares inacess�veis ou muito agressivos, como os hipernervosos e medrosos. No julgamento ser� levado em conta o car�ter calmo e ousado.
Sexo: machos mon�rquidos ou cript�rquidos.
MEDIDAS: propor��es m�dias, normais no Pastor Belga macho de 62 cm na cernelha: altura na cernelha: 62cm;
comprimento do tronco (da ponta do ombro � ponta do �squio): 62cm;
comprimento do dorso (da cernelha � crista do �leo): 41 cm;
per�metro tor�xico, medido logo atr�s dos cotovelos, m�nimo: 75cm;
profundidade de peito: 31 cm;
dist�ncia do esterno ao solo: 31cm;
comprimento da cabe�a: 25cm;
comprimento do focinho: 12,5 � 13cm.
VARIEDADES:
A - P�LO LONGO: curto na cabe�a, face externa das orelhas e ter�o distal dos membros, salvo a face posterior do antebra�o que � revestido de p�los longos franjados do cotovelo ao carpo. Longo e liso no restante do tronco e mais longo e abundante ao redor do pesco�o e antepeito, onde forma uma juba. Na entrada do pavilh�o auditivo a pelagem forma tufos e abaixo da base das orelhas s�o eri�ados emoldurando a cabe�a. As faces posteriores das coxas s�o guarnecidas de p�los muito longos e muito abundantes formando culotes. A cauda � revestida de p�los longos e abundantes formando uma plumagem.
Groenendael: pelagem preta uniforme.
Tervueren: a cor fulvo-encarvoada, sendo a mais natural, ficar� como a preferida. O fulvo � saturado (quente), nem claro nem esmaecidas. O exemplar que n�o se apresentar com a cor de satura��o desejada, n�o poder� pretender a qualifica��o Excelente e, menos ainda, um certificado de C.A .C., C.A .C.I.B. ou reserva deles. Para a m�scara, foi definido um limite m�nimo de seis oito pontos de pigmenta��o da pelagem: as duas orelhas, as duas p�lpebras superiores, os dois l�bios, inferior e superior, devem se pretos. O p�lo longo s� admite a cor fulvo-encarvoado: (ver pelagem e faltas).
FALTAS:p�lo lanoso, encaracolado ou ondulado, comprimento insuficiente.
Groenendael: reflexos avermelhados na pelagem, culotes cinza.
Tervueren: indesej�veis: cinza, cores de satura��o insuficiente ou esmaecidas, aus�ncia de encarvoado ou distribu�do em placas pelo corpo. M�scara insuficiente ou de cores reservas. Excesso de encarvoado.
B - P�LO CURTO: muito curto na cabe�a, face externa das orelhas e segmento distal dos membros. Curto no resto do tronco; mais denso na cauda e em torno do pesco�o onde se desenha um colar que nasce na base das orelhas estendendo-se at� a garganta. A face posterior das coxas � franjada de p�los mais longos. A cauda � eri�ada.
MALINOIS: p�lo curto, fulvo-encarvoado com m�scara preta. Os mesmos 6 pontos de pigmenta��o m�nima da pelagem tais que, definidos para o Tervueren s�o mantidos. Qualquer outra cor, diferente do Fulvo-encarvoado, n�o � reconhecida para o Tervueren.
FALTAS: p�los meio longos, onde deve ser curto, p�los duros disseminados entre os p�los curtos, p�lo ondulado. Aus�ncia total do encarvoado ou presente em placas, m�scara insuficiente ou de cores reversas. O excesso de encarvoado pelo corpo � indesej�vel.
C - P�LO DURO: o que caracteriza, sobremaneira, esta variedade, � o grau de rusticidade e de aspereza do p�lo, que se apresenta eri�ado. O comprimento �, sensivelmente, igual em todas as partes do corpo: em torno de 6 cm. Nem os p�los em torno dos olhos, nem os que revestem o focinho s�o t�o longos para dar � cabe�a o aspecto de Barbet, ou Briart entretanto, a presen�a desses p�los � obrigat�ria. A cauda n�o forma plumagem.
Laekenois: P�lo duro fulvo com tra�os de encarvoado, principalmente, no focinho e na cauda.
FALTAS: P�los muito longos, sedosos, encaracolados, ondulados ou curtos; subp�lo aparecendo por entre a pelagem. P�los excessivamente longo em torno dos olhos ou guarnecendo a mand�bula (barbicha). Cauda em tufos.
CRUZAMENTO INTER VARIEDADES: qualquer acasalamento entre variedade � proibido, salvo em casos bem particulares, por concord�ncia das comiss�es de cria��o nacionais competentes (texto lavrado em 1974, Paris).
Nota: os machos devem apresentar dois test�culos de apar�ncia normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
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