
Sheepdog, amigo encantador.
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Todo mundo conhece o grande e peludo Old English Sheepdog. Mas, que tipo de companheiro ele �?
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Al�m da apar�ncia encantadora que o faz brilhar na televis�o em pap�is importantes, como a Priscila da TV Colosso ou o Z� da rec�m-terminada novela Vira Lata, o Old English Sheepdog tem um temperamento muito especial. Esse monte de p�los tamanho "fam�lia" � um apaixonado por pessoas. Larga qualquer coisa para ficar com elas. Mas exige ser amado e sabe como cobrar aten��o.
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Felicidade para o Sheepdog � ficar com gente. Se voc� costuma passar o dia em lugar, ele estar� l� de plant�o. Mesmo que pare�a cochilar - prazer que n�o dispensa. � como se fosse a sombra do dono. "De tanto o meu Sheepdog vir atr�s de mim, desenvolvi o h�bito de me virar com cuidado quando ando pela casa, para evitar trope��es e tombos", revela Gilson de Freitas, que tem um exemplar de sete anos.
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Capaz de permanecer parado por horas, o Sheepdog est� sempre pronto para a a��o. Se voc� acha o m�ximo passear e exibi-lo, �timo. Convide-o e ele ir� com total disposi��o. Quer caminhar? O entusiasmo ser� enorme. H� crian�as por perto? Bastar� esbo�ar um chamado para ele come�ar a correr e a rolar.
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Encorpado, com todos aqueles p�los sobre os olhos e um t�pico bamboleio, ele se movimenta distribuindo simpatia e ... alguns pequenos esbarr�es. Mob�lia, objetos, transeuntes; sempre h� algo em seu caminho que o faz passar por desajeitado, atraindo ainda mais carinho. Mesmo que nas competi��es esportivas isso possa destin�-lo ao banco dos reservas. Elias de Oliveira, adestrador h� 21 anos, um dos propriet�rios da Alternativa Dog Show, especializado em Agility, compara: "As demais ra�as saltam obst�culos com convic��o mas o Sheepdog reduz a velocidade antes de pular, provavelmente devido � redu��o da vis�o devido aos p�los". Para aumentar a visibilidade, June Wilkinson, dona de tr�s exemplares e secret�ria do Great London Old English Sheepdog Club, na Inglaterra, sugere manter os p�los da frente amarrados acima dos olhos com uma fita ou um el�stico.
Presen�a ......
Assim como o Sheepdog se entrega totalmente �s pessoas, detesta ficar s�. S�nia Aparecida Cruz e Silva, com a experi�ncia de quem cria h� 15 anos pelo Canil Campos Nevados, em S�o Paulo, recomenda habitu�-lo a n�o estar sempre acompanhado. "Para ele n�o reclamar, acostume-o desde pequeno a ficar s�, pelo menos algumas horas por dia", sugere.
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Latir � um recurso que usa para chamar a aten��o. O faz com um som rouco, de timbre t�o caracter�stico que � at� citado pelo padr�o da ra�a. Um Sheepdog no quintal, sem estar adaptado, logo late. Se voc� fizer carinho em outro c�o e ele ficar com ci�mes, tamb�m late. N�o deixa por menos e pode ir al�m. Por exemplo, enfiando a cabe�a entre as suas m�os. Ou ent�o empurrando o outro c�o como se perguntasse "e eu"?. �s vezes, � ainda mais enf�tico: "O Sheepdog latiu e pulou em meu colo porque eu brincava sentado com um filhote de Lhasa Apso", diverte-se Gilson.
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N�o se surpreenda com greves de fome. Foi o que fez a Sheepdog de Zoraia Fernandes Arnold, de Maring�. Numa vez, recusou comer porque a dona viajou, at� ela voltar tr�s dias depois. Noutra, por Zoraia n�o escov�-la nem lev�-la a passear como de costume, na correria de uma mudan�a. Dar uma "gelada" em quem ama � mais uma t�cnica para demonstrar desagrado. Renata Cristina Galbiati, criadora pelo Sea Starr Kennel, em S�o Paulo, conta que seu Sheepdog preferido ficou desapontado quando ela casou e o "trocou" pelo marido. Depois do casamento, de t�o decepcionado passou a ignor�-la quando ela o chamava ou a se esconder na casinha. Com a filha de S�nia ocorreu o mesmo. Depois que casou, quando vinha visitar a m�e, o c�o s� fazia festa ao marido - ignorava a filha mesmo quando chamado. Outro Sheepdog de S�nia foi menos "civilizado". "Algumas vezes em que me entreti lendo e n�o o levei a passear no hor�rio de costume, destruiu as �ltimas p�ginas do livro 'culpado'; curiosamente sempre nas �ltimas."
Proezaz ......
Al�m da express�o inteligente descrita no padr�o, quem tem um Sheepdog se orgulha da esperteza dele. Desde a facilidade com que ele abre portas antes de completar um ano de idade, como cita Zoraia, at� reconhecer a proximidade da casa ao voltar de um passeio. Elizabeth Miranda, criadora h� 16 anos pelo Canil Hunter's Moon, em S�o Paulo, descreve: "Quando percebem que estamos chegando, ficam em p� dentro do carro e latem bastante." Conta tamb�m da Sheepdog de uma amiga que ficava com ela nos fins de semana. Era s� chegar a segunda-feira para a cachorra ir com freq��ncia ao port�o inspecionar se a dona se aproximava.
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Sua capacidade de observa��o chega a surpreender. Joan Long, secret�ria do Clube do Sheepdog nos Estados Unidos e representante da ra�a no American Kennel Club (AKC), d� exemplos. Toda manh�, Joan desliga um alarme que � acionado por movimentos no jardim, e solta um Sheepdog que dorme em casa. Numa ocasi�o, como o c�o ficava parado na porta e se negava a sair, Joan percebeu n�o ter desligado o alarme. "O Sheepdog aprendeu, ap�s uma tr�s ocorr�ncias, que eu devia desativar o alarme antes de ele pisar no jardim, para n�o disparar", comenta. Em outra oportunidade, ela foi ao banheiro e sua Sheepdog ficou na porta. O pager tocou. "Quando cheguei na sala para telefonar, l� estava ela, sentada a esperar, provando que sabia para onde eu iria logo ap�s o toque do pager."
Dobro do Tempo ......
Mais do que sentir prazer em obedecer, o Sheepdog parece encarar a obedi�ncia como forma de ganhar pontos em simpatia, com o dono. "Na coleira, por exemplo, sabe como se portar, mas 'leva' o dono e s� obedece depois de uma boa puxada, como se dissesse 't� bom, j� que tem que ser assim, vamos como voc� quer' ", analisa S�nia. Ela conta que toma o caf� na cozinha com tr�s Sheepdogs: um macho e duas f�meas. Quietinhos, esperam por alguns eventuais peda�os de p�o. Basta ela dizer "acabou" e todos levantam e saem. "Olha que n�o ensinei isso" ressalta.
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Com a experi�ncia de quem adestrou cerca de dez Sheepdogs, Elias comenta precisar do dobro do tempo para treinar essa ra�a comparada a outras. "�s vezes, parecem n�o prestar aten��o e n�o ver a hora da aula acabar", diz. "Mas depois que aprendem, s�o obedientes." Essa caracter�stica aparece em diversos depoimentos. June diz: "O Sheepdog n�o aprende com a mesma rapidez de um Pastor Alem�o, mas quando aprende, � sol�cito". Joan confirma: "Demora mais para assimilar, mas aprende. Se voc� diz 'n�o suba no sof�', ele n�o sobe. Se pega o que n�o deve, larga na hora como um comando. N�o faz s� o que quer, nem age apenas em troca de algo que o beneficie".
Ass�dio ......
A afei��o do Sheepdog se estende aos estranhos. Ao ouvir a campainha, pode latir ou correr ao port�o, mas na espera de um sinal de amizade. Convidado a brincar, ent�o, faz a festa. "Chegam a ser inconvenientes com as visitas; v�m perto, cheiram, encostam a cabe�a na perna e brincam; se a pessoa n�o for afei�oada a c�es tenho de prend�-los", conta Bruno de Morais de Queiroz, criador h� seis anos, em Belo Horizonte. O Sheepdog s� mostra irrita��o, se o estranho passar dos limites. "Um b�bado tocou a campainha para pedir comida e falava alto, agressivo. Meus c�es ficaram loucos, latiram bastante; se ele entrasse, provavelmente seria atacado na excita��o daquela hora", prev� Bruno, que observa que a ra�a n�o gosta de discuss�es em voz alta. "Late e fica no meio da briga, como se dissessem: 'Parem com isso'."
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Ao passear, o Sheepdog � amistoso com os c�es que se aproximam. Late e os convida para brincar. Mas n�o se intimida com os grandes, metidos a briguentos. Coragem � uma das suas caracter�sticas. "Vi um Sheepdog atacado por um Rottweiler n�o negar fogo at� a briga ser apartada", relata Bruno. S�nia afirma: "Pode parecer incr�vel, mas o meu Sheepdog pegou pelo pesco�o um Dobermann que o atacou e, ap�s jog�-lo ao ch�o, sentou-se em cima imobilizando-o, sem machucar." A ra�a costuma conviver bem com c�es - n�o � de come�ar uma provoca��o. Quando se aproxima de gatos e aves, � para pastore�-los ou proteg�-los.
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Viaja bem de autom�vel. "� s� abrir a porta; vai sentadinho, bem comportado", descreve S�nia. "A minha, no carro, senta e olha para fora; se cheira o meu pesco�o, assim que eu ordeno, ela para", conta Zoraia.
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Tem grande disponibilidade para acompanhar o dono no cooper e nas peladas. Seu porte � adequado e adquire o condicionamento necess�rio. O andar bamboleante desaparece quando galopa. Elias recomenda sair sempre com coleira para as corridas n�o serem interrompidas com "empacadinhas" de aprecia��o pelo o que acontece em volta. Sua pelagem pega folhas e gravetos com alguma facilidade, exigindo cuidados ap�s o esporte. Vale recomendar que o filhote de Sheepdog, assim como os das ra�as de porte grande, n�o seja for�ado em corridas antes da musculatura estar formada (normalmente ao redor dos nove meses), para n�o causar problemas nos ligamentos, mais freq�entes na coluna. "Para iniciar a saltar � melhor esperar mais, pelo menos 18 meses", recomenda o veterin�rio Mauro Alves, h� oito anos na profiss�o.
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Nas brincadeiras com crian�as, o Sheepdog �, em geral, o �ltimo a cansar. E as protege. Bruno n�o esquece de uma das atua��es que presenciou. O seu Sheepdog se postou entre uma garotinha com um ano de idade e uma escada, impedindo-a de arriscar-se a desc�-la. Renata teve uma experi�ncia semelhante. A filha dela, ainda beb� em um andador, foi impedida de chegar na escada gra�as ao Sheepdog. A ra�a pode usar esse instinto protetor nas mais diferentes oportunidades. Por exemplo, pulos e agita��o eram normais quando a m�e de S�nia brincava com uma Sheepdog. Mas, ao ficar parcialmente imobilizada por um derrame cerebral, a cachorra passou a se conter e ser mais cuidadosa.
Cosmopolita ......
"Em Nova York e em outras metr�poles americanas, muitos Sheepdogs vivem em apartamentos e n�o h� reclama��es", comenta a secret�ria do clube americano da ra�a, Joan. O dono tem de fazer caminhadas di�rias para o c�o gastar energias. A troca de p�lo � regular, sem per�odos de muda, um ponto a favor, pois os p�los soltos ficam retidos na pelagem e com a escova��o adequada n�o se espalham pela casa.
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O porte grande impressiona alguns cond�minos de pr�dios, mas n�o chega a ser empecilho. "Quando o s�ndico viu o meu Sheepdog chegando - ele havia autorizado sem v�-lo -, assustou-se. Imaginou que o barulho seria t�o grande quanto ao tamanho", conta Gilson, que morava sozinho, trabalhava fora e s� voltava � noite. O Sheepdod ficava com uma Lhasa Apso e um Basset Hound. Nunca destruiu nada, a n�o ser os brinquedinhos. Os passeios eram feitos duas vezes ao dia, quando Gilson acordava e ao voltar do trabalho, por cerca de meia hora. "N�o tive qualquer queixa. Ainda hoje, depois de mudarmos para uma casa, passeamos. Ele adora. Se eu estiver do lado de fora, e ele dentro, � s� chamar que abre a porta com facilidade e vem todo alegre."
Mudan�as ......
O Sheepdog nasce preto-e-branco, e muda gradativamente de cor, entre os dois e seis meses. As manchas pretas clareiam para tons de cinza, a partir da raiz. At� os dois anos a cor j� deve ser a definitiva. O nariz, l�bios e o contorno dos olhos costumam nascer sem pigmenta��o nessa ra�a. J� nos primeiros dias, pontos pretos aparecem. Naqueles que a pigmenta��o se completa, a demora � de um a oito meses. Mesmo assim, alguns deles podem ficar com apenas 50% das p�lpebras pigmentadas.
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O bom filhote � ativo, curioso e brincalh�o, com pelagem brilhante. N�o � introvertido, nem agressivo. Se voc� peg�-lo ou tirar comida dele, n�o deve rosnar. N�o � desej�vel pelagem marrom. Olhos verdes, amarelos, cinza e castanho-claro s�o proibidos (devem ser escuros ou ambos azuis). Corrimento no nariz ou nos olhos sinaliza queda de resist�ncia e poss�veis problemas de sa�de. S�nia recomenda apertar o joelho do c�ozinho. "Se estiver volumoso e ele choramingar pode ser por problemas na calcifica��o dos ossos", adverte. Joan lembra: "verifique tamb�m que os pais tenham o bom temperamento da ra�a e que submetidos a exames de raios-X, estes n�o indiquem displasia."
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Corta-se o ergot (quinto dedo) e a cauda at� o quinto dia de vida. Para um exemplar saud�vel, que come uma boa ra��o, em geral n�o � preciso complementar o c�lcio. O ideal � o veterin�rio acompanhar a evolu��o da ossatura nos primeiros meses, j� que cresce r�pido. A ra�a costuma ser saud�vel. Na maioria das vezes que vai ao veterin�rio, � por falta de cuidados adequados de higiene. "Dos mais de cem Sheepdogs que tratei, cerca de setenta tinham problemas de pele", comenta o veterin�rio Mauro Alves. A veterin�ria �ris Clinckspoor, que atua h� 15 anos e tamb�m j� teve mais de uma centena de pacientes Sheepdogs, confirma. "De cada quatro consultas, tr�s s�o sobre problemas de pele." Sensibilidade �s picadas de pulgas e carrapatos � uma causa comum e acarreta queda de p�los, machucados e coceira intensa. Outra causa � a umidade na pelagem, que favorece a prolifera��o de bact�rias e fungos, com coceiras intensas e mau cheiro. Sem tratar, a resist�ncia imunol�gica cai e outras doen�as podem aparecer. Antibi�ticos, antiss�pticos ou fungicidas s�o ministradas conforme a causa. Excesso de sol no nariz e p�lpebra despigmentados s�o causas dadermalite solar. "J� tratei cerca de vinte casos desse tipo", comenta Mauro. Os sintomas s�o bolhas na regi�o sem pigmenta��o e grande sensibilidade. De tanta dor, o c�o fica abatido e prostrado. Passam-se cremes e lo��es. Filhote com 50% ou mais do nariz e p�lpebras pigmentados aos dois meses t�m maiores chances de completar a pigmenta��o e n�o desenvolver o problema.
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Pelagem bem cuidada � saud�vel e embeleza. Escovar, desembara�a, ventila e facilita a boa secagem. A grande maioria dos entrevistados recomenda escovar embolamento. Escova��o excessiva - di�ria, por exemplo - pode quebrar os p�los. A melhor escova � a de pinos. Ap�s os banhos, que podem ser dados a cada duas semanas, use o secador, abrindo os p�los para o ar circular pr�ximo � pele e garantir uma boa secagem. N�o use rasqueadeira, pois quebra o p�lo, arranca o subp�lo e a pelagem n�o arma. Para maior higiene, aparam-se os p�los na regi�o genital, ao redor do �nus e entre os dedos das patas. Limpe os ouvidos uma vez por semana, "com algod�o e �leo mineral da linha infantil", recomenda Mauro, pois as orelhas ca�das e peludas favorecem otites. O principal sintoma � o mau cheiro. Trata-se com antibi�tico, parasiticida ou fungicida, conforme a causa. Quando h� excesso de p�los internos, o que desfavorece a ventila��o e acaba causando mau cheiro, deve ser arrancado com as m�os.
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Como outras ra�as de grande porte, o Sheepdog est� sujeito � displasia coxo-femural (mau encaixe entre a cabe�a do f�mur e a bacia). Segundo dados da Orthopedic Foundation For Animals, dos Estados Unidos, 22,2% de 6.963 Sheepdogs analisados no per�odo de janeiro de 74 a julho de 91, tinham o mal. A melhor maneira de evit�-lo � n�o cruzar os portadores, detectados por radiografias a partir dos dois anos de idade. Na Inglaterra, a revista do The Kennel Club, entidade m�xima da cinofilia local, publica os aprovados em uma tabela anual. "Quem n�o submete seus Sheepdogs ao teste � suspeito e, conseq�entemente, evitado; por isso, a displasia n�o � um problema grave na Inglaterra", avalia June. Renata adverte: "Devemos aumentar o controle da displasia em nosso pa�s, pois aqui o mal est� aumentado".
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O tempo normal de vida ra�a � de dez a doze anos.
Padr�o Oficial CBKC: 16 de 30/4/95. FCI: 16 de 15/4/88
Pa�s de origem: Gr� Bretanha.
Nome no pa�s de origem: Bobtail
APAR�NCIA GERAL: robusta, parecendo ser inscrita num quadrado, de estrutura muito harmoniosa e constitui��o robusta. Absolutamente alto sobre as patas, todo revestido de pelagem abundante. Robusto, musculado, firme e sua express�o � muito inteligente. As formas originais n�o devem ser modificadas artificialmente por meio de aparo com tesoura ou de tosa.
CARACTER�STICAS: dotado de grande vigor, apresentando uma linha superior ligeiramente inclinada e, visto de cima, um tronco em forma de p�ra. Apresenta, no trote, um bamboleado t�pico, embora sua movimenta��o seja o passo de camelo ou o passo normal. Seu latido tem um timbre pr�prio.
TEMPERAMENTO: d�cil e car�ter igual. Corajoso, fiel e digno de confian�a; de forma alguma t�mido ou agressivo, se n�o for provocado.
CABE�A E CR�NIO: proporcional ao talhe. O cr�nio � volumoso e qui�� de formato quadrado. As regi�es suborbit�rias s�o bem arqueadas e o stop bem marcado. O focinho � forte, quadrado e truncado; seu comprimento � quase igual � metade do comprimento total da cabe�a. A trufa � robusta e de cor preta. As narinas s�o grandes.
OLHOS: de inser��o bem separada. Os olhos s�o escuros ou de cores diferentes. Os dois olhos azuis s�o aceitos. Os olhos claros s�o considerados falta. Prefere-se o contorno dos olhos pigmentados.
ORELHAS: pequenas e portadas achatadas contra as faces.
MAXILARES: dentes s�lidos, grandes e regulamente alinhados. Articulados em tesoura: os maxilares s�o fortes e proporcionam uma articula��o em tesoura perfeita, regular e completa, isto �, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo e s�o nascidos ortogonalmente aos maxilares. Os incisivos em torqu�s s�o tolerados mas, n�o almejadas.
PESCO�O: de bom comprimento, robusto e graciosamente arqueado.
ANTERIORES: perfeitamente retos, de ossatura muito forte, sustentando o tronco de modo que n�o pare�a de pernas curtas. Os cotovelos trabalham bem ajustados junto ao t�rax. As esc�pulas s�o bem obl�quas e s�o mais fechadas na cernelha do que na ponta dos ombros. Ombros carregados s�o considerados falta. Estando em esta��o, a cernelha � mais baixa que o lombo.
TRONCO: mais para curto e compacto, costelas bem arqueadas, peito bem profundo e amplo.
POSTERIORES: o lombo � muito robusto, largo e levemente arqueado. Os posteriores s�o bem mais desenvolvidos redondos e bem musculados. As pernas s�o longas e bem desenvolvidas. Os joelhos s�o bem angulados e os jarretes bem curtos. Visto por tr�s, os jarretes s�o perfeitamente retos e as patas corretamente direcionadas para a frente.
PATAS: pequenas, redondas e compactas. D�gitos bem arqueados, almofadas plantares espessas e duras. Os erg�s devem ser removidos.
CAUDA: � usado amputar completa a cauda.
MOVIMENTA��O: a passo, o Bobtail bamboleia as posteriores � maneira dos ursos. No trote, o alcance � f�cil e a propuls�o fornecida pelos posteriores � poderosa, os membros deslocam-se em planos paralelos ao plano medial do corpo. O galope � muito el�stico. A passo lento, alguns exemplares podem ter a tend�ncia ao passo de camelo. Durante a movimenta��o o c�o pode portar a cabe�a naturalmente baixa.
PELAGEM: abundante, de textura bem �spera; o p�lo n�o � reto mas, eri�ado e isento de cachos. O subp�lo � uma forra��o imperme�vel. A cabe�a e o cr�nio s�o bem revestidos de p�los. As orelhas s�o moderadamente guarnecidas. O pesco�o � bem guarnecido, bem como os membros anteriores, principalmente o contorno. A pelagem � mais abundante nos posteriores do que no resto do corpo. � preciso dar mais qualidade � qualidade, � textura e � abund�ncia do p�lo do que o simples comprimento.
COR: todos os tons de cinza, acinzentado ou azul Os troncos e os posteriores t�m cor uniforme com ou sem pequenas manchas brancas (luvas) nas extremidades dos membros. As marcas brancas nas regi�es unicolores devem ser desencorajadas. A cabe�a, o pesco�o, os membros anteriores e a face ventral ao tronco devem ser brancas com ou sem marcas. Qualquer tom de marrom � considerado falta.
TALHE: a altura m�xima para os machos: 61 cm, para as f�meas: 56 cm. O tipo e o equil�brio das formas t�m maior import�ncia e n�o deve de forma alguma serem sacrificadas somente pelo talhe.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padr�o dever� ser considerado como falta e penalizado na exata propor��o de sua gravidade, assim como a cabe�a muito pequena e o passo de camelo continuado.
NOTA: os machos devem apresentar dois test�culos de apar�ncia normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
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