Mastim Napolitano




Mastim Napolitano, gigantesco.

Mastim Napolitano


...... Enorme e massudo. Assim deve ser o Mastim Napolitano. Conhe�a as regras para tanto f�sico.

...... Ele � um dos pesos pesados entre os c�es. Dos poucos que se denominam como ra�a gigante. O Mastim Napolitano j� vem ao mundo superdotado e sua multiplica��o de peso � surpreendente. Nasce em m�dia com 500 gramas e aos 2 meses - acredite se quiser - gira em torno de 12 kg. Com meio ano de vida, pode beirar 50 quilos, bem mais que um Pastor Alem�o adulto. Agora, imagine a quantidade de c�lcio e vitaminas necess�rias para acompanhar um desenvolvimento destes! As doses di�rias s�o o dobro em rela��o �s indicadas para ra�as como o Rottweiler e o pr�prio Pastor. Este brutamontes s� atinge seu peso m�ximo por volta dos 3 anos. Nesta fase, chega a comer - pasmem - quase 3 quilos de uma boa ra��o por dia.

...... Mas, afinal qual � o tamanho de um Mastim Napolitano quando chega ao auge? O objetivo da cria��o do Mastim � um c�o largo, muito forte e n�o pernalta e esguio. Lurdes Souza, do Canil Di Piazza, em Valinhos - SP, afirma: "certamente um c�o muito alto tende a ser estreito e perde o aspecto poderoso". Por�m, em rela��o ao peso, o padr�o ressalta in�meras vezes a import�ncia de uma superossatura e musculatura bastante desenvolvida. Resultado: no mundo, os criadores lutam pelos exemplares bem robustos, com peito largo e pernas grossas. Os c�es de destaque respeitam fielmente a altura pedida pelo padr�o - at� 77 cent�metros para os machos - mas, superam em muito a marca dos 70 quilos, que tamb�m � delimitada. Os exemplares italianos, tidos como os melhores do planeta, t�m uma m�dia de 85 quilos, sendo que h� alguns �timos que beiram os 100. O italiano Guido Vandoni, juiz, criador e autor de v�rios livros sobre a ra�a, comenta que o bom Mastim deve ultrapassar o peso estabelecido, para n�o ter o peito estreito e um f�sico de apar�ncia geral menos poderosa. Tanto que, no Brasil, a maioria dos Mastins est� no peso do padr�o e � considerada pouco encorpada pelos criadores nacionais e estrangeiros que v�m ao Pa�s. N�o se pode negar a melhora do poderio f�sico do plantel nacional, mas ainda h� um bom caminho para chegarmos ao ideal. "H� cinco anos a m�dia dos machos era de apenas 50 quilos", conta Marco Antonio Mota do Canil Montes Calabria, de Recife - PE. "Hoje subimos para uma m�dia de 70 e h� ainda uma minoria que fica acima disto". Nos EUA, a ra�a n�o � reconhecida pelo American Kennel Club, mas h� um clube especializado que tem o seu pr�prio padr�o. L�, n�o h� limite m�ximo para o peso. � comum at� que os canis americanos anunciem em revistas especializadas, ressaltando o superpeso dos seus c�es.

Cabe��o

...... O Mastim Napolitano tem nada mais nada menos que a maior cabe�a da esp�cie canina. Seu aspecto � t�o peculiar que � considerada a caracter�stica mais importante na ra�a. O cr�nio � extremamente largo e achatado entre as orelhas. O focinho muito grosso e curto colabora ainda mais para a apar�ncia gigante. Sem falar das rugas abundantes e da pele solta ao redor do pesco�o (barbelas), que lhe d�o um ar feroz e primitivo. No meio de tantas rugas, h� uma que � considerada marca registrada e um bom exemplar em t�-la: � aquela que sai da altura dos olhos e vai at� o canto da boca, formando uma express�o para l� de carrancuda.

...... No Brasil, h� muitos c�es com cabe�as at�picas. Nelson Iervolino , do Canil Di Iervolino, em S�o Jos� do Rio Preto- SP, e que tamb�m tem um canil na It�lia, comenta que apesar da melhora brasileira nos �ltimos anos, ainda predominam as cabe�as pequenas, com focinho longo e poucas rugas.

...... Mesmo que n�o sejam armas infal�veis, h� algumas dicas para escolher um filhote com boas chances de ficar com uma cabe�a como manda o figurino. Para come�ar, descarte o que tiver mancha branca: � desqualificante pelo padr�o. D� prefer�ncia ao de cabe�a maior e mais enrugada. Quanto mais curto for o focinho, melhor. Caso seja longo, a pele tende a esticar com o crescimento e adeus rugas. Saiba ainda que estas se apresentam de quatro jeitos diferentes no filhote. Primeiro, h� o que nasce com quase nenhuma - este nunca as ter� em abund�ncia . Segundo, o que nasce com elas, mas depois as perde para sempre - tend�ncia maior dos focinhudos. Terceiro, o que nasce com rugas, as perde e mais tarde, entre 7 meses e um ano, fica enrugado de novo. Por �ltimo, o ideal, que nasce enrugado e assim permanece. O que determina estes "tipos" � a linhagem. Portanto, s� tendo conhecimento de ancestrais e tamb�m de outros descendentes dos pais da ninhada � que as chances de fazer uma boa escolha aumentam.

...... � importante que o nariz (trufa) seja escuro, caso contr�rio � sinal de despigmenta��o e o padr�o desqualifica. Os olhos podem ser azuis at� os seis meses, mas depois devem escurecer, acompanhando a cor da pelagem.

Hist�ria

...... O Mastim Napolitano descende do grande molosso romano, descrito no s�culo 1 no livro De Re Rustica. Foi difundido em toda a Europa pelas legi�es do imp�rio romano, ao lado das quais combateu. Contribuiu na forma��o de diversas ra�as de mastins em v�rios pa�ses da Europa. Conservou-se ao longo de v�rios s�culos na regi�o de N�poles e arredores. O nome Mastim Napolitano surgiu em 1947, quando a ra�a passou a ser resselecionada. Em 1949, foi reconhecida oficialmente na It�lia.

Bom Trato

...... Para manter o seu gigante saud�vel, alguns cuidados devem ser tomados. Antes de mais nada, certifique-se que os pais do filhote n�o t�m displasia coxo-femural. Como a cria��o brasileira de Mastim n�o faz o controle da doen�a atrav�s da tradicional chapa radiogr�fica, ou voc� faz um acordo com o propriet�rio do pai e da m�e para que a fa�am ou, pelo menos, informe-se sobre o estado de sa�de deles e de filhos de outras ninhadas. Ra�as que crescem muito r�pido t�m mais chances de ficarem descalcificadas, conseq�entemente o c�o fica manco e com o aspecto "torto". N�o bobeie! Al�m da ra��o de primeira qualidade, fa�a um acompanhamento passo a passo com o seu veterin�rio. Certifique-se que as dosagens de c�lcio e vitaminas est�o acompanhando o aumento de peso. � importante que o c�o esteja sem vermes, para absorver bem os nutrientes. O ch�o no qual vive deve ser �spero sob pena de deix�-lo com problemas de postura. Comil�o por natureza, o Mastim tem tend�ncia � obesidade. N�o d� mais comida do que o necess�rio e exercite-o diariamente, com caminhadas de trinta minutos.

...... O aumento excessivo do volume estomacal pode favorecer a tor��o g�strica. Percebe-se quando a barriga incha muito. O �nico tratamento � a cirurgia e, mesmo assim, tem que ser feita em at� duas horas - na maioria dos casos � fatal, pois, at� o dono perceber e lev�-lo ao veterin�rio, j� foi. A�, � preciso duas cautelas: primeiro, n�o permita que o c�o fa�a esfor�os f�sicos bruscos por no m�nimo um hora depois de comer. Segundo, cuidado com a alimenta��o. N�o d� apenas uma refei��o ao dia, divida, em duas ou tr�s, a quantidade total. Caso voc� d� ra��o seca, a sede pode faz�-lo beber muita �gua, o que � arriscado. Portanto, suspenda a �gua por uma hora.

...... O tip�o enrugado do Mastim tamb�m merece cuidados. As p�lpebras ca�das exp�em a conjuntiva e propiciam infec��es oculares. Limpe diariamente os olhos com �gua boricada para evitar problemas s�rios que podem exigir at� cirurgias. Dermatites tamb�m s�o mais freq�entes em ra�as que t�m rugas. Seque bem o c�o ap�s o banho ou exposi��o � chuva. Entre os 6 a 12 meses, a grande produ��o hormonal aumenta as chances de acne. Como preven��o, passe semanalmente um pano com �lcool ou vinagre.

Padr�o Oficial

CBKC n� 197a de 11/4/94
FCI n� 197f De 19/11/91
Pa�s de origem: It�lia (N�polis).
Nome no pa�s de origem: Mastino Napolitano.
Apar�ncia geral: de porte grande e com forma��o de um braquimorfo, cujo comprimento do tronco � maior que a altura na cernelha.
Propor��es importantes:
Altura na cernelha: machos de 65 a 73cm; f�meas de 60 a 68 cm (o clube especializado da ra�a na It�lia informou a C�es & Cia que a medida 73 cm para machos est� errada, valendo os dados do item Talhe)
Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.
Cabe�a: 30% da altura, aproximadamente.
Rela��o cr�nio-focinho: 2 por 1
Comportamento e car�ter: car�ter firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo, injustificadamente, defensor da propriedade e das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.
Cabe�a: braquicef�lica, massuda, com o cr�nio largo na altura dos zigomas; seu comprimento total atinge cerca de 30 % da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da p�lpebra, surge uma prega t�pica e bem marcada indo at� a comissura labial. As linhas superiores do cr�nio e do focinho s�o paralelas.
Cr�nio: largo e achatado, particularmente entre as orelhas e ligeiramente convexo na regi�o anterior. A arcadas zigom�ticas s�o muito pronunciadas, mas com m�sculos planos. A largura � maior que 50 % do comprimento total da cabe�a. As arcadas superciliares s�o muito desenvolvidas, a sutura met�pica � marcada, a ap�fise occipital apenas marcada.
Regi�o Facial:
Trufa: sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se al�m da linha anterior dos l�bios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmenta��o acompanha a da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrons nos de pelagem mogno.
Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo pr�ximo a 33% do comprimento total da cabe�a. As faces laterais s�o paralelas, de maneira que, visto de frente, d� ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.
L�bios: de pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente, os l�bios superiores formam um "V" invertido. A linha inferior do focinho � formada pelo contorno do l�bio superior .Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto esterno do olho, com as mucosas vis�veis.
Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dent�rias perfeitamente encaixadas. A mand�bula deve ser bem larga com incisivos alinhados.
Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior, a face anterior dos incisivos da mand�bula (mordedura em tesoura).
Olhos: de inser��o frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das p�lpebras tendendo ao redondo. A cor �ris acompanha a cor da pelagem.
Orelhas: em rela��o do talhe do c�o, s�o pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigom�ticas. Quando inteiras, s�o achatadas e portadas pendentes e rentes �s faces; quando operadas formam um tri�ngulo quase equil�tero.
PESCO�O:
Perfil: linha superior levemente arqueada.
Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.
Forma: de tronco de cone e bem musculado, o per�metro, na metade do seu comprimento, � igual a 80% da altura na cernelha.
Pele: a linha inferior do pesco�o � rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, come�a logo atr�s da mand�bula e termina na metade do comprimento do pesco�o.
Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura na cernelha em 10 %.
Linha Superior: a linha superior do dorso � reta onde a cernelha se apresenta larga, longa e n�o muito elevada.
Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura da cernelha. A regi�o lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa tor�cica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O per�metro tor�cico ultrapassa em 25% a altura na cernelha. (altura + 25%).
Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angula��o em torno de 30�. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcan�ar a linha superior do lombo.
Peito: largo, amplo com os m�sculos peitorais bem desenvolvidos. A largura est� em rela��o direta com a do t�rax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno est� situada no mesmo n�vel da ponta do ombro.
Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o n�vel dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto permanece 33%. Em repouso � portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se at� a horizontal, ou um pouco mais alto do dorso.
Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer �ngulo s�o verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.
Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um �ngulo de 50� a 60� com a horizontal. A musculatura � bem desenvolvida com m�sculos longos e bem contornados. O �ngulo da articula��o esc�pulo-humeral � de 105� a 115�.
Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados � parede tor�cica.
Antebra�os: de comprimento quase igual ao do bra�o em posi��o perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura seca e bem desenvolvida.
Corpo: articulado na vertical do antebra�o,bem largo, seco e liso.
Metacarpo: chato, articulado, no prumo do antebra�o. Inclinado em torno de 70� a 75� com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.
Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Membros posteriores: no conjunto s�o robustos e poderosos, cuja propor��o assegura a propuls�o necess�ria ao movimento.
Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo um �ngulo em torno de 60� com a horizontal. Larga com m�sculos grossos e prominentes, claramente evidenciados. Angula��o coxo-femoral � de 90�.
Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50� a 55�, dotada de robusta ossatura e musculatura bem modelada.
Joelhos: angula��o femoro-tibial em torno de 110� a 115�.
Jarretes: bem longos em rela��o �s pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angula��o tibio-tarsiana em torno de 140� a 145�.
Metatarso: robusto e seco, de forma quase cil�ndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25 % da altura na cernelha. Erg�s, eventualmente presentes dever�o ser amputados.
Pata: menor que a dos anteriores, redondas com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Movimenta��o: constitui uma das caracter�sticas t�picas da ra�a. A passo � indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote � caracterizado por uma forte propuls�o dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastim Napolitano raramente galopa.Andadura preferida: passo e trote. O chouto � tolerado.
Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente, na cabe�a onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pesco�o, aonde forma barbela.
P�lo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no m�ximo 1,5cm, uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer in�cio de franja.
Cor: de prefer�ncia cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como tamb�m, mogno, fulvo e fulvo avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avel�, cor de rola (rolinha) e isabela.
Talhe: altura na cernelha: machos 65 a 75 cm e f�meas 60 a 68 cm, com uma toler�ncia de mais ou menos 2 cm.
Peso: machos 60 a 70 quilos; f�meas 50 a 60 quilos.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padr�o deve ser considerado como falta e penalizado na exata propor��o de sua gravidade.
Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.
Desqualifica��es:

  1. retrognatismo ( prognatismo superior);
  2. converg�ncia ou diverg�ncia acentuada das linhas cr�nio e focinho;
  3. cana nasal c�ncova ou muito arqueada;
  4. despigmenta��o total da trufa;
  5. despigmenta��o total da orla das duas p�lpebras;
  6. estrabismo bilateral;
  7. aus�ncia de rugas, pregas ou barbelas;
  8. monorquidismo, criptorquidismo;
  9. anurismo (aus�ncia de cauda), braquiurismo (cauda curta); cong�nito ou adquirido;
  10. manchas brancas muito extensas;
  11. manchas brancas na cabe�a.

NOTA: os machos devem apresentar dois test�culos de apar�ncia normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.



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