Husky Siberiano




Husky Siberiano, belo e independente.

Husky Siberiano


...... Sua semelhan�a com o lobo remete a um passado primitivo. A seu lado, tem-se a sensa��o de resgatar o elo perdido com uma vida livre e selvagem, quando homens e lobos estabeleceram os primeiros pactos de colabora��o m�tua. O olhar ativo e penetrante - muitas vezes iluminado por encantadoras �ris azuis - completa a apar�ncia ex�tica. Originalmente desenvolvido para o trabalho de puxar tren�s, o Husky � hoje um dos c�es preferidos em diversos pa�ses. No Brasil, est� entre as cinco ra�as mais criadas desde 1990. O mesmo ocorre no Jap�o, It�lia e Espanha.

...... A grande popularidade do Husky deve-se muito � sua chamativa apar�ncia do que a quaisquer outras caracter�sticas, desconhecidas da maioria das pessoas. Donna Beckman, presidente da Siberian Husky Club of America, concorda. "O apelo da beleza ex�tica do Husky, muito explorado no cinema e na TV, supera o interesse por artigos e reportagens sobre seu comportamento", diz. "Cerca de 90% daqueles que procuram um Husky o fazem por impulso pensando s� na beleza do c�o", confirma V�nia Regina Haga, do Huskyland Siberians, em S�o Paulo. Luiz Ot�vio Cavalcante, do Canil Siberice, em Foz do Igua�u, tem uma estat�stica um pouco mais favor�vel, mas ainda assim espantosa. Para ele, 70% dos compradores n�o conhecem as peculiaridades da ra�a, apenas querem um c�o de olhos azuis. A presidente do Clube dos C�es N�rdicos de Portugal, Manoela Gaspar, tamb�m vivencia essa situa��o em seu pa�s. "A pessoa se encanta com o cachorro e compra sem pensar."

...... At� a� nada de novo, visto que a maioria das ra�as atrai inicialmente seus futuros propriet�rios pelo aspecto f�sico. A quest�o � que o Husky definitivamente n�o � para qualquer um. Al�m de muito ativo, seu comportamento independente difere daquele tradicionalmente associado aos c�es. E o comprador desavisado pode ver o seu entusiasmo se transformar em decep��o depois de conviver algum tempo com a ra�a. Esse � o caso do paulistano Jos� Luis Sotello. Ele se impressionou com a beleza de uma filhote e a levou para casa. Hoje, a cadela est� com onze meses, e Jos� Luiz, desesperado com o comportamento irrequieto dela. "J� perdi a conta de quantos sapatos destruiu e de quantos buracos cavou no jardim", diz. "Minha casa est� em reforma, e nem a colher do pedreiro se salvou dos dentes da Husky. S� n�o destr�i martelo porque o cabo � de ferro", completa. Sotello conta que j� encontrou no canteiro de areia v�rios ossos, p�es de queijo e petiscos enterrados por ela. Al�m disso, se queixa que a cadela pula em cima das pessoas e que quando a prende no canil, n�o ag�enta o barulho. "Ela n�o para de uivar."

Resgate

...... Sotello � apenas mais um dos cerca de quinze donos arrependidos que procuram a SOS Husky, anualmente, uma entidade filantr�pica, mantida pelo Clube do Husky Siberiano de S�o Paulo, e especializada em recolocar c�es devolvidos. Nos Estados Unidos, existe uma verdadeira 'rede' - com endere�o na Internet e tudo - empenhada em resolver problemas semelhantes. Gerry Dalakian, secret�ria nacional do Husky Rescue Network, diz que a entidade recoloca cerca de 250 Huskies todos os anos. "Desse total, cerca de 100 s�o devolvidos por donos decepcionados, e 150 s�o recuperados de abrigos municipais", revela. Gerry conta que os interessados em adotar um devem responder a um formul�rio para que a entidade trace seu perfil e encontre o Husky mais adequado a ele. O futuro dono tem de assinar um contrato que prev� at� o confisco do c�o, caso n�o cumpra determinadas exig�ncias.

...... Criadores s�rios e preocupados com o futuro dos seus c�es tamb�m alertam os novos donos sobre o que � realmente um Husky. Kathleen Kanzler, criadora h� 36 anos pelo Innisfree Kennel, nos EUA, diz que n�o costuma receber reclama��es porque, quando algu�m compra um Husky seu, sabe o que est� fazendo. "Fa�o v�rias perguntas e conto tudo o que posso para deix�-lo ciente dos desafios que ter�", informa. "Se achar que a pessoa n�o dar� as condi��es adequadas para um Husky, n�o vendo. N�o entrego um filhote para quem trabalha fora o dia todo, mora em apartamento ou n�o admite ver seu belo jardim destru�do." V�nia faz o mesmo quando percebe que o comprador n�o conhece a ra�a. Antes de vender, aviso que o Husky precisa de bastante espa�o e exerc�cio, que perde muito p�lo na �poca da muda, que � independente e que faz artes", conta. "O candidato tem que saber que o Husky � capaz de virar uma casa do avesso", avisa Anita Soares, vice-presidente do Clube do Husky Siberiano de S�o Paulo e criadora pelo Antique's Place Kennel, em S�o Paulo. "Tem at� quem ache que eu n�o quero vender, mas o que eu n�o quero mesmo � entregar um filhote a algu�m que n�o esteja preparado para ter um Husky", diz.

...... Criado para correr muitos quil�metros puxando cargas em terreno acidentado, o Husky � musculoso e cheio de energia. Adora se movimentar e � daqueles que se entediam logo - por isso, costuma queimar seu 'g�s' cavando o jardim, roendo m�veis, perseguindo gatos ou pulando muros e port�es em busca de aventuras.

...... A maioria deles tamb�m cultiva o "hobby" de mastigar objetos como pratos de comida, escovas e tapetes - o que significa que precisam ser vigiados constantemente. Segundo Anita, o habitat ideal para um Husky � o quintal, n�o o interior da casa. "Quando eles ficam do lado de fora, o m�ximo que podem fazer � cavar um t�nel de tr�s metros, como fizeram no meu jardim", conta. Tais atitudes se multiplicam ao extremo em Huskies sem espa�o e est�mulos para se ocupar. Da�, ser o ideal passear com eles todos os dias, pelo menos meia hora, e dar chances para que se distraia sozinho.

...... Por �ltimo, � preciso lembrar que devido ao instinto de explorador e andarilho incans�vel, quem se arrisca a manter port�es abertos ou muros baixos - com menos de 2,5 metros - na certa um dia acordar� sem o c�o. Passear com um Husky sem coleira ou bobear com a porta entreaberta nas entradas e sa�das de casa, com ele solto no jardim, tamb�m s�o situa��es contra-indicadas. Al�m do esp�rito curioso por novos horizontes, o Husky deixa o seu jeito travesso vir � tona e cria - o que � para ele - uma divertida brincadeira de fazer o dono correr atr�s dele. "Certa vez saindo de um veterin�rio numa avenida em S�o Paulo, deixei a coleira de um dos meus Huskies, o Kiev, cair no ch�o", lembra Anita. Kiev saiu feito uma bola, atravessando as ruas da cidade. �s vezes parava numa �rvore, olhava marotamente para a dona, que corria em sua dire��o, esperava ela chegar bem perto e, pronto, iniciava uma nova disparada. "A brincadeira durou uns 3 quil�metros, at� que consegui peg�-lo num "golpe" r�pido, quando se aproximava da Marginal Pinheiros." Hist�rias semelhantes envolvendo Huskies n�o s�o raras e se o propriet�rio n�o tiver sorte e resist�ncia para acompanhar o ritmo desenfreado da ra�a, a coisa pode acabar mal. "O ideal, se poss�vel, � ir de carro atr�s dele", fala a adestradora Maria Ernestina Souza Bastos que em outubro passou por uma situa��o dessas, quando foi na casa de uma cliente. Bastou que a porta se entreabrisse para o Husky aproveitar a fresta e iniciar sua correria. "Fui � ca�a dele de carro. Cada vez que ele parava, eu tamb�m parava", conta. "O espertalh�o queria mesmo era brincar, ele esperava eu abrir a porta, descer do carro, e desembestava feito um doido outra vez. Demorou cerca de meia hora, mas consegui captur�-lo."

Encantos

...... Essas coisas t�picas da ra�a podem levar algumas pessoas ao desespero, mas outras se divertem e admiram a sua maneira travessa e - muitas vezes - at� meio selvagem. A independ�ncia do Husky e a capacidade de resolver problemas por si mesmo, s�o apreciadas pelos f�s da ra�a. "Durante uma nevasca, com poucas condi��es de visibilidade, ele decide qual o melhor caminho a seguir e sabe como desviar de um abismo", exemplifica Anita. "O Husky n�o depende tanto de n�s quanto outras ra�as, n�o � submisso, tem personalidade pr�pria."

...... Para Kathleen, o maior prazer em ter um Husky � poder contar com um amigo de verdade, e n�o com um "escravo" que obedece cegamente e faz tudo o que o dono quer. "O Husky nos olha de frente, n�o com um ser inferior", diz. Al�m disso, tem dignidade e exige respeito. "Se levar uma bronca n�o merecida, vai dar uma 'gelada' em quem fez a injusti�a", garante Donna. Mas isso n�o deve ser confundido com indiferen�a ao dono. "Quando volto para casa eles reconhecem o barulho do meu carro de longe com o motor desligado, e ficam me esperando no port�o, abanando o rabo e uivando, todos juntos", completa V�nia, que tem 13 Huskies. "Costumo desligar o motor para n�o perceberem a minha aproxima��o, mas � in�til." Kathleen conta que uma vez, seus c�es presenciaram uma queda de seu marido no meio da neve. "Imediatamente todos reagiram latindo, como se perguntassem se ele estava bem."

...... A maneira diferente de se comunicar � outro atrativo. "Parece que ele conversa conosco quando responde com aqueles resmungos", diz Cavalcante. Al�m dos "resmungos", o Husky prefere uivar a latir - essa � outra caracter�stica que o aproxima dos lobos. Chuva, noites de lua-cheia, um p�r-de-sol avermelhado ou solid�o s�o as ocasi�es que mais o "inspiram". Tem at� quem pense que ele n�o late, o que n�o � verdade - s� n�o � comum.

Relacionamentos

...... A docilidade irrestrita a todas as pessoas (inclusive estranhas) tamb�m encanta os admiradores. "Se recebo visitas, os meus c�es pulam, abanam o rabo e at� deitam no ch�o de barriga para cima para serem afagados", conta Fabr�cio Renato Minuscoli, do Kazalimsky Kennel, em Porto Alegre. "Canso de ver desconhecidos passarem a m�o nos meus c�es do lado de fora do port�o", confirma Mariana Hoffmann, do Canil Bukharin, em Cruz Alta - RS. As crian�as, mesmo quando os seus limites s�o ultrapassados, ele n�o morde nem ataca. "O m�ximo que faz � se retirar ou encerrar a brincadeira", diz. A �nica recomenda��o � n�o deixar um Husky sozinho com crian�as pequenas, ele costuma pular nas brincadeiras e pode machuc�-las sem querer.

...... Embora 'd�cil com gente, o Husky n�o convive bem com outros animais ou c�es. Ainda que o padr�o da ra�a diga que n�o deve ser agressivo com outros c�es, a maioria dos criadores afirma que Husky os considera como rivais com quem disputa a lideran�a. Essa tend�ncia � mais forte entre os machos. Eles podem lutar at� a morte. � dif�cil separ�-los: �gua fria � encarada com 'refresco', e cham�-los simplesmente n�o adianta. "O jeito � entrar no corpo-a-corpo, arriscando levar uma mordida perdida", diz Anita. Segundo a criadora, entre as f�meas tamb�m existe lideran�a, mas a mais forte se imp�e com atitudes dominantes como olhares profundos e rosnados. J�, em se tratando do conv�vio com outras ra�as, as f�meas de Husky n�o aceitam outras f�meas. Se essas forem de ra�as grande, brigar�o; se forem pequenas, � poss�vel que as "cace".

...... Gatos, p�ssaros, roedores e outros bichinhos de estima��o tamb�m s�o encarados como presas. Os Huskies os perseguem e os matam mesmo. "Uma vez vendi um filhote que foi para uma fazenda e vivia perseguindo uma ovelha; quando conseguiu atac�-la, o dono teve de intervir para evitar o fim da pobrezinha", conta Minuscoli. "Em outra, levei um casal de Huskies para meu s�tio, onde criava 30 frangos. Na primeira chance que tiveram, abriram a porta do galinheiro e mataram todos", acrescenta. Anita teve experi�ncia parecida com seus gatos. "Eles provocavam os Huskies em cima do muro, e os c�es pulavam o dia inteiro at� que conseguiam peg�-los pelo rabo. N�o sobrou nenhum."

...... � importante lembrar que n�o adianta tentar convencer um Husky a fazer o que ele n�o quer. Devido � sua grande independ�ncia, normalmente s� faz o que est� afim. Por isso n�o � um candidato muito aplicado em aulas de obedi�ncia. A autora do II Grande Libro dei Cani da Slitta, Valeria Rossi, que o diga. ex-criadora e adestradora de Pastor Alem�o, uma das ra�as mais dispostas a obedecer o homem, Valeria certa vez topou o desafio de treinar um Husky de um cliente que reclamava da desobedi�ncia dele. At� que teve algum sucesso. O c�o a obedecia para comandos b�sicos, como sentar e ficar. Um dia, em sua fazenda, o Husky avistou um grupo de ovelhas e saiu em disparada atr�s dele. N�o obedeceu aos insistentes berros da treinadora para que parasse. Enfim, Valeria conseguiu agarrar o c�o. "Ele n�o tinha um olhar culpado e sim feliz e orgulhoso", descreve Valeria em seu livro. "Parecia dizer 'olha que maravilha que eu fiz, voc� n�o achou legal?'". Nesse dia, Valeria conta que percebeu o quanto era fascinante um c�o que decide o que fazer e n�o abre m�o do que quer. Resultado: iniciou a cria��o de Huskies e parou de criar Pastores.

...... Embora peludo, o Husky � relativamente f�cil de cuidar. N�o exige banhos freq�entes, tosa, nem muitas escova��es. Segundo os criadores, � limpo, cultiva o h�bito de lamber o p�lo e tem pouqu�ssimo cheiro. Apenas na �poca da muda, que ocorre no m�ximo duas vezes ao ano, o p�lo cai muito, exigindo ser escovado diariamente. A ra�a � tamb�m bastante saud�vel (os problemas mais comuns s�o relacionados � vis�o, como catarata, glaucoma, atrofia progressiva da retina) e pode viver at� 14 ou 15 anos.

Piebald

...... O padr�o da ra�a admite todas as cores e marca��es. Al�m do preto, vermelho e suas varia��es de tonalidades, h� o branco puro e o piebald (ou "malhado"). Conforme o estudo do clube da ra�a na Inglaterra, a variada gama de colora��o no Husky � resultado da combina��o de genes que determinam as duas cores b�sicas (preto e vermelho) com outros quatro genes respons�veis pela sua distribui��o.

...... Geneticamente falando, seria mais raro nascerem Huskies brancos do que malhados, mas por quest�es est�ticas, verifica-se o contr�rio. "Os criadores valorizam a simetria das marca��es, e o piebald exibe uma distribui��o irregular, o que faz com que n�o seja t�o apreciado, e com que os cruzamentos entre eles sejam raros", diz Anita. Mariana, que recentemente adquiriu um piebald, conta que as pessoas se surpreendem quando o v�em, e at� perguntam se � mesmo um Husky.

...... Teoricamente n�o h� nada de errado com esses c�es. No Brasil h� pouqu�ssimos e no mundo s�o minoria. Como atraem menos o interesse dos criadores, s�o menos "trabalhados" por eles, o que faz com que, na m�dia, os exemplares pielbald sejam fisicamente inferiores aos outros, mais comuns.

Mesmo assim, alguns se destacam e obt�m premia��es importantes nas exposi��es de beleza (veja foto). O mesmo ocorre com os brancos. "O que eu mais observo no branco s�o ossos finos, corpo longo e pernas curtas", diz Katleen. "Esses tra�os prejudicam o desempenho do Husky ao puxar tren�s, sua finalidade original."

Padr�o Oficial

CBKC n� 270 de 25/04/94.
FCIn� 270b de 18/04/79.
Pa�s de origem: Estados Unidos.
Nome no pa�s de origem: Siberian Husky.
APAR�NCIA GERAL: o Husky Siberiano � um c�o de trabalho, de porte m�dio, r�pido, �gil, fluente e gracioso em a��o. Seu corpo, moderadamente compacto, pelagem densa, orelhas eretas e cauda em pincel, revelam sua heran�a n�rdica. Sua movimenta��o caracter�stica � suave e sem esfor�o aparente. Sua performance original, no arreio de tren� � muito eficiente, transportando cargas leves, a velocidade moderada, atravessa grandes dist�ncias. As propor��es e formas de seu corpo, refletem esse equil�brio b�sico entre a velocidade, a for�a e a resist�ncia. Os machos da ra�a Husky Siberiano s�o bem masculinos mas, nunca grosseiros; as f�meas, bem femininas, sem fragilidade estrutural. Em condi��es ideais, com sua musculatura firme e bem desenvolvida, o Husky Siberiano n�o transporta peso excessivo.
CABE�A: cr�nio de tamanho m�dio e proporcional ao tronco, topo ligeiramente arredondado, afinando, gradualmente, do ponto mais alto em dire��o aos olhos.
FOCINHO:de comprimento m�dio, isto �, a dist�ncia da ponta do nariz ao stop � bem definida e a cana nasal � reta, do stop�ponta do nariz. A largura do focinho � m�dia afinando gradualmente para a trufa, sem que a ponta seja coniforme ou rombo�drica. Os l�bios s�o bem pigmentadas e bem ajustados; os dentes fecham-se com a mordedura em tesoura.
ORELHAS: tamanho m�dio, triangulares, de inser��o alta e pr�ximas. Espessas, bem revestidas, com a face posterior (concha ac�stica) levemente arqueada, e rigidamente empinadas, verticais, com as pontas levemente arredondadas.
OLHOS: amendoados, moderadamente afastados e inseridos sutilmente obl�quos. A express�o � penetrante mas amig�vel, interessada e at� com uma pitada de mal�cia. A cor dos olhos podem ser marrom ou azul; � aceit�vel um de cada cor ou particoloridos.
TRUFA: preta, nos exemplares de cor cinza, castanho e preta; f�gado nos c�es cor de cobre; podem ser de cor de carne nos c�es branco puro. � aceit�vel o "nariz de neve", rajado de rosa.
TRONCO:pesco�o de comprimento m�dio, arqueado e, em stay, mantido erguido. No trote, adianta o pesco�o, portando a cabe�a sutilmente � frente.
OMBROS: a esc�pula � inclinada, fazendo um �ngulo, aproximado, de 45� com o solo. O �mero � ligeiramente angulado para tr�s, desde a ponta do ombro at� o cotovelo, nunca vertical. Os m�sculos e ligamentos, que mant�m os ombros articulados ao t�rax, s�o firmes e bem desenvolvidos.
PEITO: profundo e forte, sem ser muito largo, com o ponto mais baixo logo atr�s dos cotovelos e no mesmo n�vel. Costelas bem arqueadas, desde a articula��o com a espinha, achatando-se nos flancos, de modo a proporcionar liberdade de a��o.
DORSO: � reto e forte, com a linha superior nivelada da cernelha � garupa. De comprimento m�dio, sem ser curto nem excessivamente longo. O lombo � tendido e seco, mais estreito que o t�rax e, no ventre, ligeiramente esgalgado. A garupa faz um �ngulo com a linha superior, mas nunca a ponto de comprometer a propuls�o dos posteriores. De perfil, o comprimento do tronco, da ponta dos ombros ao extremo posterior da garupa, � ligeiramente maior que a altura na cernelha.
POSTERIORES: visto por tr�s, e em stay, os membros s�o paralelos e moderadamente afastados. As coxas s�o bem musculadas e poderosas, joelhos bem angulados, jarretes curtos com articula��es bem definidas. Erg�s devem ser removidos.
PATAS: de tamanho m�dio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas s�o bem acolchoadas, com a sola resistente. Em "stay", as patas ficam corretamente direcionadas para a frente.
CAUDA: bem revestida, com o formato da cauda da raposa e inserida logo abaixo do n�vel da linha superior e, geralmente, portada acima da linha do dorso, fazendo uma graciosa curva em foice, quando o c�o est� em aten��o, sem enrolar para os lados, nem achatar-se sobre o dorso. Em trabalho ou em repouso, � normal a cauda ficar ca�da. P�los, de comprimento m�dio, aproximadamente, do mesmo tamanho em todas as dire��es, conferindo o aspecto de uma escova redonda.
MOVIMENTA��O:a caracter�stica do Husky Siberiano � a movimenta��o suave e fluente e, t�o leve, que parece n�o fazer o menor esfor�o. R�pido e �gil, devendo ser apresentado nas exposi��es com a guia frouxa. Para exibir, o alcance dos anteriores e a propuls�o dos posteriores, o trote deve ser um pouco mais r�pido. No exame de ida e volta, a passo, o Husky Siberiano n�o converge os membros numa trilha �nica, mas � medida que a velocidade aumenta, os membros convergem e se aproximam gradualmente, at� que as almofadas plantares pisem sobre a linha da proje��o no solo, do eixo longitudinal do corpo. Conforme as pegadas convergem, os membros anteriores e posteriores movimentam-se no mesmo alinhamento, com os joelhos e cotovelos movimentando-se corretamente direcionados para a frente. Cada membro posterior se move para alcan�ar a pegada do anterior do mesmo lado. Durante a movimenta��o a linha superior se mant�m firme e nivelada.
PELAGEM: dupla, de comprimento m�dio, apar�ncia peluda, sem ser longa a ponto de empanar o contorno bem definido do c�o. Subp�lo macio e denso, de comprimento necess�rio para armar a pelagem de cobertura. Os p�los s�o retos, suavemente assentes, uniformes, sem ser �speros ou eri�ados. A aus�ncia de subp�lo durante a �poca da muda � normal. � permitido aparar os bigodes e tufos entre os dedos e em volta das patas para apresenta��o mais elegante. Em qualquer outra parte do c�o a tosa n�o deve ser tolerada devendo ser severamente penalizada.
COR: de preto ao branco puro, todas as cores s�o permitidas. A variedade de marca��es na cabe�a � comum, incluindo muitas combina��es, n�o encontradas em outras ra�as.
TEMPERAMENTO: o temperamento caracter�stico do Husky Siberiano � amig�vel, gentil, mas tamb�m atento e expansivo. N�o demonstra as qualidades possessivas do c�o de guarda, nem � desconfiado com estranhos ou agressivo com outros c�es. Algumas atitudes de reserva e dignidade podem ser esperadas de um c�o amadurecido. Sua intelig�ncia, tratabilidade e boa disposi��o, tornando uma companhia agrad�vel e um c�o disposto ao trabalho.
TAMANHO - ALTURA - PESO: machos de 53cm a 60cm na cernelha. F�meas, 51 a 56cm (20 a 22 polegadas) na cernelha. Peso - machos: 20,5 a 27 quilos (45 a 60 libras). F�meas, 16 a 22 quilos (35 a 50 libras). O peso � proporcional � altura. As medidas mencionadas acima, representam os limites de altura e peso. N�o h� prefer�ncia para qualquer dos extremos.
SUM�RIO: as mais importantes caracter�sticas do Husky Siberiano s�o: tamanho m�dio, ossatura moderada, propor��es bem balanceadas, movimenta��o fluente e livre, pelagem apropriada, cabe�a e orelhas agrad�veis, cauda correta e boa disposi��o. Qualquer apar�ncia de excesso de ossatura ou peso, movimento restrito ou desajeitado, pelagem longa e �spera, � penaliz�vel. O Husky Siberiano nunca parece t�o pesado ou grosseiro a ponto de sugerir um animal de carga, nem � t�o leve e fr�gil para sugerir um animal de corrida. Em ambos os sexos, o Husky Siberiano revela grande resist�ncia. Acrescentem-se as faltas j� registradas, as faltas estruturais comuns a todas as ra�as, t�o indesej�veis no Husky Siberiano como em qualquer outra ra�a, embora n�o sejam especificamente mencionadas aqui.
FALTAS: cabe�a grosseira ou pesada, cabe�a muito cinzelada. Focinho pontudo ou grosseiro, focinho curto ou comprido, stop insuficiente, qualquer mordedura, que n�o em tesoura. Orelhas muito grandes em propor��o � cabe�a, inseridas muito separadas, sem ser fortemente eretas. Olhos de inser��o obl�qua ou muito pr�ximos. Pesco�o muito curto e grosso, pesco�o muito longo. Ombros retos, ou soltos. Peito muito largo, costelas em barril, sem curvatura ou fracas. Dorso fr�gil ou selado, dorso carpeado, linha superior inclinada. Metacarpos fracos, ossos muito pesados, muito estreito ou frente muito larga, cotovelos abertos. Joelhos retos, jarretes de vaca, posteriores muito fechados ou abertos. Dedos fracos ou espalmados, patas muito grandes e grosseiras, patas muito pequenas e delicadas; desvios para dentro ou para fora. Cauda quebrada ou enrolada, excessivamente empulmada, de inser��o muito alta ou baixa. Movimentos curtos, saltitantes ou arritmados, bamboleantes ou desajeitados; movimento cruzado, movimenta��o de caranguejo. Pelagem longa, �spera ou felpuda, textura muito �spera ou sedosa, trimming de pelagem fora das regi�es permitidas.
DESQUALIFICA��ES:machos, acima de 60 cm e f�meas, acima de 56cm.
NOTA: os machos devem apresentar dois test�culos visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.



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