
Terrier Brasileiro, conquistou os estrangeiros.
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Nossa �ltima reportagem sobre este c�o, em abril de 1995, mostrava sua escalada final em dire��o ao reconhecimento internacional como ra�a. Naquela �poca, depois de muita luta, faltava apenas corrigir no padr�o oficial a forma de descrever algumas caracter�sticas da ra�a. Feita a corre��o, dois meses ap�s, em junho de 1995, o Fox Paulistinha, j� com o nome de Terrier Brasileiro, que condizia melhor com o status de ra�a internacional, garantia o seu espa�o na cinofilia mundial. Ele e o Fila se tornaram as �nicas ra�as representantes do Brasil, ao lado das centenas aceitas pela Federa��o Cinol�gica Internacional (FCI).
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E se � verdade que havia um certo preconceito da cinofilia e at� de uma parte do p�blico sobre o Terrier Brasileiro - mesmo que ele fosse h� 5 anos aceito como ra�a no Brasil - o reconhecimento internacional caiu como um ponto final no discurso daqueles que o chamavam de "c�o de rua". "Com o reconhecimento internacional, a id�ia de que o Paulistinha � um vira-lata acabou", constata Celso Bittencourt dos Anjos, presidente do Clube Ga�cho do Terrier Brasileiro e criador do Canil Terra da Pituva, em Porto Alegre - RS. "Depois do reconhecimento, notei que as pessoas est�o dando mais valor ao Terrier Brasileiro", avalia In�s Regina Maciel, criadora h� dez anos pelo Canil Petit Souvenir, em S�o Paulo - SP.
Atr�s da Fama ......
Com o sinal verde para o mundo da cinofilia internacional, o sonho de uma divulga��o efetiva do Terrier Brasileiro em outros pa�ses pisou no campo da realidade. Enfim, a ra�a poderia ir ao encontro da nata da cinofilia, desfilando em conceituadas exposi��es do exterior, onde a imprensa especializada e os ju�zes e criadores do mundo todo marcam presen�a. Sabedores dessa import�ncia, no ano passado, pela primeira vez, os dois presidentes de clubes da ra�a no Brasil, Marina Vicari Ler�rio, do Clube do Fox Paulistinha e criadora pelo Canil Tabo�o em S�o Paulo - SP, e Celso dos Anjos levaram um casal de Terriers Brasileiros para as pistas estrangeiras, na Fran�a, �ustria e Hungria. A semente estava plantada. Se o fato de a ra�a ser uma novidade j� desperta a curiosidade de qualquer um, imagine ent�o se ela der um verdadeiro show. Foi o que ocorreu. O c�o de Marina, o Ping�im, faturou nada menos que o segundo lugar entre as ra�as do grupo Terrier, na maior exposi��o da Fran�a, o que significa simplesmente que foi um dos vinte melhores do evento, do qual participaram 8 mil c�es de diversas ra�as. O Terrier Brasileiro ganhava os seus primeiros 15 minutos de fama em v�rias televis�es europ�ias. "A ra�a foi assunto de reportagem para tev�s e revistas da Fran�a, Pol�nia, �ustria e Hungria, Jap�o, Dinamarca e R�ssia", lembra Marina. "Queriam saber detalhes sobre o trabalho para a ra�a ser aceita pela FCI, al�m de caracter�sticas temperamentais e qualidades como ca�adora."
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Nas ruas do velho mundo, a gra�a do Terrier Brasileiro tamb�m atraiu as pessoas. "Alguns perguntavam que ra�a era, outros achavam que se tratava de um Jack Russel, que talvez tenha entrado na forma��o do nosso c�o e cuja semelhan�a - ainda que nem seja t�o grande - quase impediu o reconhecimento do Terrier Brasileiro pela FCI, que resiste em aceitar ra�as novas quando h� outras parecidas", conta Celso. Mas teve quem logo de cara identificasse o Terrier Brasileiro. "Imagino que fosse gente com cultura cin�fila, pois por duas vezes disseram em plena rua: 'look a Brazilian Terrier', recorda Marina. Para completar a divulga��o da ra�a l� fora, Marina e Celso acasalaram seus c�es e deixaram a ninhada na Fran�a.
Finl�ndia ......
Hoje, h� aproximadamente quase dois anos do reconhecimento, quisemos saber como est� a ra�a mundialmente. E tivemos uma surpresa. H� Terriers Brasileiros espalhados por diversas partes. S�o poucos, � claro. Mas j� chegaram � �frica do Sul, Fran�a, �ustria, Finl�ndia, Portugal, Espanha, Argentina, Venezuela, Estados Unidos e at� ao Jap�o. Entramos em contato com os propriet�rios da ra�a em alguns desses pa�ses e, para orgulho dos brasileiros, eles apostam nas qualidades do nosso c�o e fazem planos promissores. O reconhecimento internacional � sem d�vida a mola propulsora do entusiasmo estrangeiro. A finlandesa Pirjo Korpinenp, que mora em Yp�j� e tem tamb�m c�es da ra�a Jack Russel e Schnauzer, � um bom exemplo da import�ncia - muitas vezes decisiva - do fator reconhecimento internacional. Anos atr�s, sua prima que mora no Brasil foi visit�-la e, como ganhou de Pirjo um filhote de Schnauzer, disse que pensaria numa ra�a para retribuir a gentileza. "Na �poca, h� uns 5 anos, minha prima me ligou, falando sobre o Terrier Brasileiro", lembra Pirjo. "Procurei-o em uma enciclop�dia e percebi que me agradaria, pois gosto de c�es pequenos com p�lo curto e al�m disso ele era descrito como inteligente." Para decep��o de Pirjo que adora participar de exposi��es, a enciclop�dia tamb�m informava que a ra�a n�o era reconhecida pela FCI. "Fiquei frustrada e avisei a minha prima para n�o mandar o cachorro, pois n�o poderia lev�-lo a exposi��es." Quase tr�s anos se passaram, at� que em 1996 a prima informou-a sobre o reconhecimento internacional.
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Em junho, desembarcava em solo finland�s um casal de Terriers Brasileiros. Pirjo que j� os levou para v�rias exposi��es em seu pa�s sentiu na pele - a exemplo de Marina e Celso - o interesse das pessoas pela ra�a. Em janeiro desse ano, na maior exposi��o realizada na Finl�ndia, com mais de 6 mil c�es participantes, a pista onde os Terriers Brasileiros desfilavam ficou rodeada de gente. "Era uma pequena multid�o de curiosos, queriam ver aquela ra�a in�dita, e muitos vieram falar comigo", conta Pirjo. "O sucesso foi tanto que j� tenho cinco reservas de filhotes", completa ela que planeja divulgar a ra�a nas pistas da Su�cia, Dinamarca, Est�nia, Let�nia e Litu�nia e tamb�m j� est� providenciando a importa��o de mais tr�s exemplares do Brasil. "Quero criar a ra�a e torn�-la conhecida", afirma.
�ustria ......
A austr�aca Angelika Purkhauser � outra que est� animada com a sua recente cria��o de Terriers Brasileiros, e planos para divulg�-los n�o lhe faltam. F� declarada do Brasil, uniu a simpatia pelo pa�s tropical com o desejo de ter uma ra�a de guarda e resolveu, h� 11 anos, iniciar uma cria��o de Filas Brasileiros. Hoje, ela � presidente do clube da ra�a na �ustria. O Terrier Brasileiro s� apareceria mais tarde em sua vida. Primeiro ela conheceu a ju�za do Brasil, Suzzane Blum, numa exposi��o na Alemanha, em 1990. Foi Suzzane quem comentou com ela, cinco anos depois, que a FCI havia reconhecido outra ra�a brasileira. "Consultei uma enciclop�dia", conta Angelika, que assim que deparou com a fotografia teve certeza de que queria aquele c�o.
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Mais uma vez, o fato de a ra�a ser brasileira somou-se � vontade de adquirir um cachorro semelhante ao Jack Russel, ra�a que Angelika criara no passado. "O Terrier Brasileiro surgiu na hora certa, meus Jack Russels morreram e eu estava querendo um terrier para deixar junto com os meus cavalos", conta. A primeira vez que Angelika viu um Terrier Brasileiro pessoalmente foi o de Marina, na exposi��o em Viena, em 1996, na qual a ra�a estreava fora do Brasil. "Como Marina n�o estava, eu a localizei pelo cat�logo e ela me enviou um casal." Em maio, Angelika pretende lev�-los a uma exposi��o na Alemanha, e no ano que vem ir� acasal�-los para ter - como ela mesma ressalta - a primeira ninhada austr�aca da hist�ria do Terrier Brasileiro. Fundar um clube para a ra�a tamb�m faz parte de seus planos. "Preciso esperar que mais algumas pessoas comecem a criar, pois s� h� meus dois exemplares aqui. A�, sim, farei o clube ou talvez um �nico para as ra�as brasileiras", idealiza Angelika, que acredita no potencial do nosso Terrier. "S� para ilustrar, tenho cerca de 20 amigos querendo um c�o desses."
Fran�a ......
Outra que viu pela primeira vez o Terrier Brasileiro na tourn�e feita por Marina e Celso foi a francesa Petit Ren�e, que j� criou a ra�a Spitz Alem�o. "J� tinha ouvido falar dele, quando o vi, gostei da apar�ncia e do jeito ativo e encomendei ao Celso uma f�mea", fala Petit. O exemplar de Petit chegou � Fran�a em setembro. Como o regulamento do pa�s exige a quarentena de seis a nove meses para os c�es importados, a cadela, enquanto a reportagem estava em andamento, ainda n�o havia participado de exposi��es, mas j� estava inscrita para uma, prevista para mar�o. "As pessoas que me visitam fazem coment�rios favor�veis � ra�a. O estilo do Terrier Brasileiro ter� sucesso na Europa, por isso pretendo encomendar mais dois exemplares e iniciar a cria��o", fala Petit. "Tamb�m � poss�vel que eu arrume machos para acasalar na Fran�a mesmo, pois sei que uma ninhada nasceu e permaneceu aqui no ano passado, e o pr�prio presidente do clube dos terriers da Fran�a tem um Terrier Brasileiro."
Espanha ......
Na Espanha, a ra�a tamb�m tem os seus f�s. Um deles � o criador de Filas, Eduardo Benito Ruiz. Antes mesmo do reconhecimento internacional, Eduardo contatou Marina. Ele, que j� tinha escrito alguns artigos para revistas cin�filas espanholas, estava preparando um perfil sobre o Fox Paulistinha na enciclop�dia Los Perros e queria mais informa��es. Marina uniu o �til ao agrad�vel. Para agradec�-lo por divulgar a ra�a na obra e ainda aproveitar para divulg�-la mais ainda, encontrou o presente ideal: um casal de exemplares. Deu certo. Em 1992, Jos� Salvador Martinez, outro espanhol criador de Filas Brasileiros, que freq�entava a casa de Eduardo, conheceu pessoalmente o Terrier Brasileiro e comprou dele um casal. "Interessei-me pelos c�es pois via como eram ativos e alertas, deixando os Filas mais atentos e sempre em movimento", conta Jos�. "Agradou-me a id�ia de cri�-los juntos, para que se completassem na guarda." Na �poca, Jos� sabia que a ra�a n�o era reconhecida pela FCI e que em virtude disso n�o teria uma grande aceita��o do p�blico. "Na Europa, � dif�cil comercializar uma ra�a que n�o pode ser registrada e levada em exposi��es, tanto que a maioria dos filhotes das tr�s ninhadas que tive foi dada de presente."
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Em mar�o do ano passado, Jos� esteve no Brasil e soube que a ra�a estava sendo reconhecida pela FCI. A partir da novidade, a perspectiva dele mudou. "Uma vez reconhecido, o apelo do Terrier Brasileiro sobre os europeus � grande. Al�m de as pessoas daqui gostarem de ra�as raras, ele tem qualidades que est�o em alta como o tamanho pequeno, o p�lo f�cil de tratar e o temperamento ativo e disposto a aprender", conclui o criador que est� esperando a documenta��o de seus c�es chegar do Brasil para iniciar a carreira nas pistas.
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Enquanto isso n�o ocorre, ele j� levou um de seus exemplares para um julgamento "extra oficial" numa exposi��o em Murcia e orgulha-se: "Os ju�zes que analisaram meu c�o foram Javier Sanchez, ex-presidente do clube dos terriers da Espanha, e Rainer Vuorinen, finland�s especializado em terriers. Ambos disseram que nunca viram um Terrier Brasileiro melhor que o meu e eles j� estiveram no Brasil observando os exemplares da�". Animado com o Terrier Brasileiro, Jos� pretende comprar mais dois c�es do Brasil e propor um artigo sobre a ra�a para a revista espanhola El Mundo del Perro. "� a revista especializada em c�es mais antiga da Espanha e, por ser distribu�da em v�rios pa�ses da Europa, um artigo nela funcionaria como um grande impulso para a ra�a."
Portugal ......
A brasileira Irene Mahle Toller que mora em Portugal desde 1989 e j� criava a ra�a no Brasil h� 17 anos, chegou a desistir de criar quando mudou para l�. "Em 1992, trouxe dois exemplares do Brasil, acasalei-os e fui ao Clube de Canicultura Portugu�s registrar a ninhada", conta Irene. "Tive uma decep��o quando soube que, por n�o serem aceitos pela FCI, eu n�o poderia registr�-los ou apresent�-los em pistas." Ainda assim, Irene obteve mais uma ninhada para tentar divulgar a ra�a, mas n�o teve sucesso e doou a maior parte dos filhotes. "Agora com o reconhecimento internacional vou recome�ar, participar de exposi��es e divulgar o Terrier Brasileiro", garante. "Com o pedigree de valor mundial, os portugueses certamente se interessar�o pela ra�a."
�frica ......
A Tail�ndia e a �frica do Sul tamb�m n�o s�o terrenos desconhecidos do Terrier Brasileiro. A respons�vel por essa 'peregrina��o' � a brasileira Sayomi Tasaki, que hoje mora na �frica do Sul. Sayomi j� teve um exemplar da ra�a quando residia no Brasil. Depois, vivendo na Tail�ndia e saudosa do temperamento cheio de vida da sua ex-cadela resolveu importar um exemplar do Brasil, em 1994. Dois anos depois, Sayomi foi para a �frica.
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Agora, ela pretende obter o registro da cachorra no territ�rio sul-africano, por�m necessita de um pedigree internacional. Entre os planos de Sayomi est� pedir uma assessoria do Clube do Fox Paulistinha de S�o Paulo para obter o documento e vir ao Brasil acasalar sua cadela. "N�o pretendo iniciar uma cria��o propriamente dita, mas sim ter mais um exemplar e presentear meus amigos com o resto da ninhada, pois muitos querem um c�o igual ao meu."
Gra�a Brasileira ......
O Terrier Brasileiro tem muitas qualidades para conquistar o mundo. "Ele representa a alegria, o calor e a amizade: tudo o que os brasileiros t�m de melhor", diz a austr�aca Angelika, que na verdade se refere � esperteza, � energia, � capacidade para aprender e para se exercitar que o caracterizam. A francesa Petit conta que ficou encantada com o temperamento da ra�a. "� gostoso ter c�es espertos, cheios de energia, brincalh�es e alegres." Sayomi � outra que se diz deslumbrada com a forma vibrante e cheia de a��o e a maneira como assimilam r�pido as coisas. Os c�es da finlandesa Pirjo, por exem-plo, aprenderam a subir em suas costas quando ela agacha no ch�o e a andar apenas nas patas de tr�s, sem terem sido ensinados.
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Entre os brasileiros, a facilidade de aprendizado do Terrier Brasileiro j� � conhecida h� muito. O adestrador Gilberto Miranda, que treina c�es para a televis�o e j� trabalhou com 50 exemplares da ra�a, afirma: "� o mais f�cil de ensinar entre todos os terriers e um dos melhores entre os c�es pequenos". Fa�anha not�vel, j� que de forma geral os terriers s�o c�es de vontade pr�pria, pouco sol�citos em atender ordens.
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A vivacidade da ra�a somada � intelig�ncia e � leveza de movimentos faz com que Gilberto a considere excelente para adestramentos especiais como os para comerciais e espet�culos.
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Pirjo arrisca at� um palpite: "Acho que v�o virar um sucesso aqui no m�ni-agility, um esporte em que a Finl�ndia � a campe� europ�ia". De fato, segundo a opini�o de um especialista nesse esporte, o adestrador Jeov� de Oliveira, da Alternativa Dog Show, em Santo Andr� - SP, essa ra�a � a melhor entre as pequenas que participam do agility. "� ativa, esperta, brincalhona e tem uma estrutura fina e leve, que facilita os exerc�cios", comenta. E Pirjo incentiva: "Quem sabe n�o teremos, em breve, um Terrier Brasileiro da Finl�ndia campe�o mundial de agility". Para completar, a sa�de da ra�a � de ferro. O veterin�rio Lu�s Seravalli, que j� cuidou de mais de 100 exemplares, afirma que "dificilmente a ra�a apresenta algum problema, a n�o ser alergias, comuns a todos os c�es". Gastar a enorme energia � muito importante para o Terrier Brasileiro. Se n�o houver um quintal grande, Lu�s recomenda passeios di�rios.
Vers�o Nova ......
A hist�ria mais conhecida do Terrier Brasileiro que aparece em livros e no padr�o da ra�a diz que descendem de c�es locais cruzados com o Jack Russel, o qual foi trazido por brasileiros que estudaram na Europa. H� outra teoria mais recente, que vem ganhando adeptos, inclusive defensores da anterior. Ela aponta como ancestral da ra�a, o Fox Terrier, que teria chegado ao Brasil com as embarca��es portuguesas e holandesas. "Ca�adores de roedores, como o Jack Russel ou o Fox P�lo Liso n�o teriam sido trazidos pelos estudantes ao retornarem ao Brasil", opina Marina Vicari Ler�rio. "Encontramos c�es parecidos com o Terrier Brasileiro nos lugares por onde os portugueses e holandeses passaram: Jap�o, Argentina, Uruguai e Chile." Marina acrescenta que as linhas curvas do Terrier Brasileiro se assemelham mais ao tipo f�sico do Fox P�lo Liso de 150 anos atr�s do que com as formas retil�neas do atual Fox P�lo Liso.
Padr�o Oficial Padr�o ainda sem tradu��o oficial pela CBKC
FCI: 341, de 4/6/96
Pa�s de Origem: Brasil
Nome no pa�s de origem: Terrier Brasileiro
Utiliza��o: ca�a de animais de pequeno porte, guarda e companhia.
Sum�rio Hist�rico: os ancestrais do Terrier Brasileiro n�o s�o origin�rios do Brasil. No s�culo passado e in�cio deste, era costume jovens brasileiros estudarem em universidades europ�ias, principalmente na Fran�a e na Inglaterra. Era comum esses jovens voltarem para o Brasil casados e suas mulheres trazerem consigo c�es do tipo Terrier de pequeno porte. Eles retornavam �s fazendas que haviam deixado para estudar. Os pequenos c�es adaptavam-se � vida nas fazendas onde acasalavam com os machos e as f�meas da regi�o. Em conseq��ncia disso surgiu uma nova ra�a cujo fen�tipo fixou-se em algumas gera��es. Com o desenvolvimento das grandes metr�poles, os fazendeiros, juntamente com suas fam�lias e os empregados foram atra�dos pelos grandes centros urbanos. Desse modo, o pequeno c�o sofreu novas altera��es no modo de vida.
Apar�ncia Geral: o Terrier Brasileiro � um c�o de porte m�dio, esbelto, de constru��o harm�nica e estrutura robusta, sem ser excessivamente pesado, corpo de apar�ncia quadrada com linhas nitidamente curvas, o que o destingue de maneira inequ�voca do retil�neo Fox Terrier de p�lo liso.
Temperamento E Comportamento: incans�vel, alerta, ativo, e esperto; meigo e af�vel com �ntimos, desconfiado com estranhos.
Cabe�a: vista de cima, de formato triangular, larga na base, bem larga entre as orelhas, estreitando-se acentuadamente a partir dos olhos. Vista de perfil, a linha superior do focinho � ligeiramente ascendente da ponta do nariz ao stop, marcado por uma eleva��o curta e pronunciada na sutura naso-frontal e, ligeiramente arqueada at� o occipital.
Cr�nio: arredondado, linha superior moderadamente arqueada. Visto de cima, as linhas laterais convergem em dire��o aos olhos. A dist�ncia, entre o canto distal dos olhos e a inser��o da orelha � igual � dist�ncia entre os cantos proximal e distal do olho. Sulco sagital bem desenvolvido.
Stop: pronunciado
Focinho: visto de cima, a linha que liga os cantos externos dos olhos e a trufa, forma um tri�ngulo is�sceles forte e bem cinzelado na regi�o suborbital, com a inclina��o na raiz do focinho que acentua o stop.
Trufa: moderadamente desenvolvida e bem pigmentada, de cor escura, com narinas abertas.
L�bios: secos, perfeitamente ajustados aos maxilares, de modo que os superiores possuam sobre os inferiores sem ultrapassar, permitindo completo fechamento.
Bochechas: secas e bem desenvolvidas
Dentes: dentadura completa de 42 dentes, bem inseridos e bem desenvolvidos. Mordedura regular e perfeita oclus�o em tesoura, com os caninos superiores perfeitamente encaixados � frente dos inferiores.
Olhos: inseridos na metade da dist�ncia entre protuber�ncia do occipital e a trufa, bem afastados. A dist�ncia entre os cantos externos dos olhos � igual � dos cantos externos dos olhos � extremidade da trufa. Olhando para a frente, os olhos s�o moderadamente salientes e desenvolvidos, com as sobrancelhas levemente acentuadas. Arredondados, vivos, bem abertos e de express�o inteligente, de colora��o o mais escuro poss�vel. A variedade azul tem os olhos cinza-azulados e a variedade marrom, olhos marrons, verdes ou azuis.
Orelhas: inseridas lateralmente, na linha dos olhos, bem afastadas entre si, revelando bom espa�o craniano. Formato triangular e termina��o em ponta. Portadas semica�das, com a parte ca�da voltada para a frente, apontando para a parte externa dos olhos. As orelhas n�o s�o operadas.
Pesco�o: de comprimento moderado, bem proporcionado ao tamanho da cabe�a, harmoniosamente inserido, tanto junto � cabe�a quanto ao tronco. Seco, sem barbelas, linha superior ligeiramente curva.
Tronco: bem proporcionado, sem ser muito pesado, de apar�ncia quadrada com linhas nitidamente curvas.
Cernelha: bem pronunciada, harmonizando-se com os membros anteriores.
Linha Superior: firme e reta, ligeiramente ascendente da cernelha para a garupa, com dorso relativamente curto e musculoso.
Lombo: firme e curto, e em perfeita e harm�nica conex�o com a garupa.
Garupa: bem desenvolvida e musculosa, ligeiramente inclinada, contorno curvo, com inser��o de cauda baixa.
Antepeito: pouco pronunciado, moderadamente largo, permitindo um perfeito aprumo dos anteriores.
Peito: esterno longo, com costelas bem arqueadas em raz�o de sua orienta��o horizontal, moderadamente arqueado. Peito longo, bem profundo alcan�ando o n�vel dos cotovelos.
Linha Inferior: moderadamente curva ascendente no ventre, sem ser muito esgalgada.
Cauda: curta, caudectomia na articula��o da segunda com a terceira v�rtebra caudal. A cauda natural � curta, n�o alcan�ando o n�vel dos jarretes, de inser��o baixa, robusta, portada alta sem ser curvada sobre o dorso.
Membros Anteriores: vistos de frente, retos, moderadamente afastados, mas alinhados com os posteriores que tamb�m s�o retos, por�m mais afastados.
Ombros: longos, com esc�pulas anguladas aproximadamente entre 110 e 120 graus.
Bra�os: �mero aproximadamente do mesmo comprimento da esc�pula.
Cotovelos: trabalhando bem ajustados ao t�rax, no mesmo n�vel do esterno.
Carpos: angula��o aberta.
Metacarpos: vistos de frente, retos e finos.
Patas: fechadas, corretamente direcionadas para a frente e cujos d�gitos mediais s�o maiores.
Posteriores: fortemente musculados, coxas bem desenvolvidas, pernas em propor��o �s coxas. Jarretes altos, metatarsos retos, angula��es bem abertas.
Coxas: bem desenvolvidas e musculadas.
Joelhos: de angula��o aberta.
Pernas: proporcionais � coxa.
Jarretes: aprumados.
Patas: fechadas, compactas, mais longas que a das anteriores.
Movimenta��o: movimenta��o elegante, livre, r�pida com passadas curtas.
Pele: seca, bem ajustada ao corpo, sem flacidez.
Pelagem: bem curta, lisa, de textura fina, sem ser macia, bem assentada ao corpo, do tipo p�lo de rato. Densa o suficiente para n�o permitir que a pele seja atrav�s. Mais rala na cabe�a, orelhas, regi�o inferior do pesco�o, parte inferior e face interna dos membros e face posterior da coxa.
Cor: fundo branco predominante com marca��es em preto, azul ou marrom. As seguintes marca��es t�picas e caracter�sticas devem estar presentes: marca��o castanha acima dos superc�lios, nas faces laterais do focinho e na face interna e borda das orelhas. Essas marcas poder�o estar presentes em outras partes do corpo na passagem do branco para o preto. A cabe�a dever� estar sempre marcada em preto na regi�o frontal e nas orelhas, podendo apresentar estrias e manchas brancas, preferencialmente no sulco frontal e faces laterais do focinho, distribu�das o mais harmoniosamente poss�vel
Talhe: altura na cernelha: machos de 35 a 40 cm, f�meas de 33 a 38 cm, peso m�ximo 10 quilos
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padr�o dever� ser considerado como falta e penalizado na exata propor��o de sua gravidade.
- defeitos de estrutura
- aprumes
- pelagem longa ou at�pica
- falta das marcas caracter�sticas
- porte ereto das orelhas
- ombros sobrecarregados ou soltos
Desqualifica��es:
- aus�ncia de garupa, levemente angulada
- agressividade excessiva ou timidez
- prognatismo superior ou inferior
- falta de harmonia e tipicidade de constru��o.
Nota: os machos devem apresentar dois test�culos de apar�ncia normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
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