
Boxer, grande companheiro e protetor.
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Ele une o �til ao agrad�vel. � definido como alerta, corajoso, autoconfiante, forte, veloz e determinado. Tem uma extraordin�ria devo��o � fam�lia, um instinto de prote��o excepcional. A afei��o que dedica �s crian�as � mundialmente conhecida. Quem convive com o Boxer percebe logo a sua boa �ndole e que age com as pessoas de fora sem a mesma agressividade que faz a fama das ra�as de guarda mais ostensivas.
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Ao deparar com um estranho no port�o, o Boxer costuma apenas observ�-lo atentamente enquanto n�o se sentir amea�ado. Mesmo ao perceber algo suspeito n�o toma atitudes totalmente agressivas de in�cio: prefere dar o alarme, latindo. Quando o visitante � bem recebido pelo dono, pode at� mostrar-se amistoso e receptivo. Nada a ver com a reserva e desconfian�a que conviria a um guardi�o linha-dura.
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Atitudes como essas chegam a colocar em d�vida a sua efici�ncia para a guarda. "Entre os c�es classificados como de guarda, � no Boxer que deposito maior confian�a para deixar junto � minha filha e � minha fam�lia. Mas apesar de todos os livros e revistas ressaltarem as habilidades da ra�a como guarda, quando visito conhecidos que t�m Boxers, vejo que os seus c�es n�o tentam me intimidar. Por que ent�o atacariam um intruso qualquer?", perguntou a C�es & Cia o leitor Marco Aur�lio Ciarlini Vollner, capit�o da Pol�cia Militar da Regi�o dos Lagos, no Rio de Janeiro, � procura de um guardi�o para proteger o lar dele. "O Boxer tornou-se um c�o de fam�lia; n�o sei se pode ser considerado de guarda", questiona o respons�vel por assuntos externos do The Kennel Club (TKC), Brian Leonard, que nunca teve um Boxer. H� at� quem se recuse a vender Boxers para guarda. "Conhe�o uma criadora que se indignou quando um comprador lhe pediu um Boxer para fazer guarda e mandou-o procurar um canil de Pastores Alem�es", queixa-se a presidente da Sociedade Paulista do Boxer e criadora da ra�a h� onze anos pelo Canil Macor�, em Embu das Artes, Regina Coloneri. "Cheguei a duvidar da capacidade da minha primeira Boxer para guardar a casa e atacar intrusos, mas estava enganada", enfatiza Sonia Bloes, que come�ou como simples propriet�ria de um exemplar da ra�a e hoje a cria em seu Canil Emery Bowen, de Itapetininga, SP.
Instinto ......
Muita gente que conhece bem o Boxer garante: seu zelo vai al�m da preocupa��o com o bem-estar das crian�as e das pessoas da casa. "Reduzir o Boxer a 'bab�' chega a ser depreciativo. Ele � um c�o de guarda, basta ver o padr�o", diz Regina. A Federa��o Cinol�gica Internacional (FCI) - que adota o padr�o da Alemanha, pa�s de origem da ra�a - diz que o Boxer � "terr�vel" quando desempenha a sua miss�o de guarda. O American Kennel Club, dos Estados Unidos, determina: a ra�a � "instintivamente de guarda e alarme" e "deve ser cautelosa com estranhos". De forma semelhante, o TKC, da Inglaterra, define que a ra�a deve ter instinto de guarda e desconfian�a a estranhos.
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A quest�o � que o estilo do Boxer nada tem a ver com o popular quanto mais fera, melhor. Ele s� revida ao sentir amea�a, como quando h� uma invas�o ao seu territ�rio. "Antes de avan�ar, o Boxer julga a situa��o e a rea��o das pessoas. Ser d�cil e soci�vel n�o o impede de ser corajoso a ponto de defender o dono at� a morte", assegura Hilda Drumond, cin�loga, ju�za de todas as ra�as, que criou Boxers por 45 anos. "Em vez de latir, ele observa para ver se identifica algo suspeito. E se perceber, d� o sinal e avan�a", descreve Patr�cia Carlucci, criadora h� dez anos pelo Alkaid Boxer Kennel, em Ribeir�o Preto, SP. "O extremo apego do Boxer � fam�lia � a sua motiva��o para agir quando h� perigo", refor�a Carlos Rangel, que estudou 19 Boxers na guarda e tem mais de vinte anos de experi�ncia em adestramento, al�m de ser o respons�vel pelo treinamento dos cerca de 70 c�es de guarda da empresa de seguran�a Pires.
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Um estranho, mesmo que pare�a ter se tornado amigo de um Boxer, n�o fica livre de ser reavaliado na pr�xima visita. "Se eu deixar o Boxer com um desconhecido, o c�o at� gostar� da companhia; mas se a pessoa deixar de ser bem-vinda, possivelmente ser� defensivo, trocando contato com olhares e rosnados", prev� Bruce Cattanach, criador da ra�a h� 40 anos em Harwell, Oxfordshire, Inglaterra, e ex-presidente do principal clube ingl�s da ra�a, o British Boxer Club. "O Boxer � um dos poucos c�es capaz de se transformar, indo da extrema docilidade � extrema agressividade, por�m mantendo o autocontrole", acredita Gilberto Rocha, criador da ra�a h� 22 anos, pelo Gama Grass Kennel, de Sorocaba, SP.
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Cara de bravo, postura alerta e peito projetado para a frente - essas caracter�sticas f�sicas d�o ao Boxer uma apar�ncia que atemoriza. Numa pesquisa realizada com cem pessoas por C�es & Cia (edi��o 197), a cara do Boxer foi considerada a mais intimidadora entre as sete ra�as de guarda mais populares. "Intimida��o � 80% da efici�ncia na guarda", destaca Rangel. "� prefer�vel n�o arriscar para saber o que se esconde por tr�s da cara de mau do Boxer", diz Hilda. "As pessoas t�m mais medo da cara de bravo das minhas Boxers do que a das minhas Rottweilers", afirma Sonia, que hoje tem seis Boxers. O oficial e adestrador da Pol�cia de St. Louis, nos EUA, Edward Meyer, comenta: "Recentemente, um conhecido me recebeu com um Boxer solto ao lado. Com minha experi�ncia, fiz amizade com o c�o em poucos minutos e passei inclusive a m�o na cabe�a dele. Mas, com essa mesma experi�ncia, eu n�o entraria naquela casa sem o dono por perto; o vigor f�sico e a vigil�ncia atenta do Boxer me imp�em respeito."
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A propriet�ria Sonia afirma: "N�o tenho mais qualquer d�vida sobre as aptid�es da ra�a para a guarda." Ela � testemunha de dois casos reveladores. Um dia sua Boxer estava presa e de repente ficou bastante impaciente. Sonia resolveu solt�-la e viu-a sair correndo. Seguiu-a com o olhar e percebeu que havia um ladr�o dentro do quintal. Aterrorizado, ao ver o cachorro correndo em sua dire��o, o invasor logo pulou o muro e fugiu. Em outra oportunidade, Sonia j� tinha duas Boxers. Ao voltar para casa de madrugada encontrou uma porta, que esquecera de fechar, escancarada provavelmente pelo vento. As duas Boxers, deitadas ao lado, tomavam conta. "Achei incr�vel. Elas poderiam ter entrado na sala, bem mais confort�vel", diz ela.
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Testemunha tamb�m desse instinto, Marianne Monteiro, de S�o Paulo, tem dois Boxers em casa comprados para companhia, que sempre receberam os visitantes bem, �s vezes com pulos de amizade. Mas um dia dois entregadores de g�s entraram sem aviso e os c�es partiram pra cima deles, arrastando uma tampa de concreto bem pesada � qual estavam presos. A m�e de Marianne, ao ouvir os latidos, ordenou que parassem. Obedeceram de imediato, mas mantiveram os entregadores sob vigil�ncia. Resultado: aqueles homens nunca mais voltaram. Outra vez, Marianne chegou em casa e encontrou no por�o os pedreiros que reformavam sua casa. Chamavam por socorro e os dois Boxers mantinham-se sentados, de olho na porta. "Eram pessoas desconhecidas que, por descuido, hav�amos deixado sozinhas com os c�es soltos", conta.
Em A��o ......
"O ataque do Boxer n�o deixa nada a desejar ao de outras ra�as", avalia o adestrador Rangel. Ele explica: seu ataque � r�pido, com excelente mobilidade, sendo a velocidade e resist�ncia superiores a algumas ra�as de guarda mais pesadas; � determinado e decidido para a luta; o dinamismo se alia � silhueta menor que a de outras ra�as de guarda e o tornam um alvo dif�cil pouco alvej�vel; atua bem no escuro devido � audi��o e faro; a forma��o dent�ria extremamente bem projetada e desenvolvida e mais a musculatura firme da mand�bula lhe d�o uma mordida muito poderosa. "O Boxer � mais veloz compensando a maior velocidade de arranque do Rottweiler com uma maior resist�ncia para manter o ritmo em um confronto; supera o maior peso do Rottweiler com um �mpeto de ataque maior devido � sua maior decis�o e rapidez, e sobrepuja a maior agilidade do Dobermann com um ataque mais impetuoso por ter uma vitalidade maior", compara Rangel.
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Facilmente adestr�vel e control�vel pelo condutor, o Boxer tamb�m costuma responder aos comandos sem resistir, ao contr�rio das ra�as mais dominantes. Rangel, em seus testes com os 19 Boxers - tinham idades entre 6 meses e 3 anos - concluiu que eles retiveram muito bem o aprendizado quando adestrados. "Treinei-os e depois os entreguei a fam�lias que os trataram como c�es de estima��o. Passados seis a oito meses, submeti-os a provas de ataque e eles responderam perfeitamente", conta. Mais que control�vel, o Boxer tem autocontrole, qualidade importante para evitar acidentes.
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"O conjunto de suas caracter�sticas o tornam interessante para a guarda profissional", considera Rangel. Na Pires, cada c�o trabalha em dupla com um vigilante e s� deve atuar quando agredido ou solicitado pelo condutor. "O Boxer age exatamente assim", explica Rangel, que tornou-se entusiasta da ra�a e pensa em adot�-la na empresa. "S� n�o o fiz at� agora por me faltar o tempo exigido para uma implanta��o dessas", justifica. "O potencial do Boxer permite que seja bem mais aproveitado profissionalmente do que �. Se n�o aconteceu at� hoje, � devido � tradi��o muito forte do Pastor Alem�o desde o in�cio do s�culo", teoriza. Meyer, como oficial e adestrador da pol�cia americana, confirma na pr�tica: "Me adaptei bem aos Pastores e n�o vejo por que substitu�-los."
Elogios ......
Como companhia, as opini�es sobre a ra�a formam um coro afinado. "O Boxer � um c�o de estima��o para os americanos", declara Meyer. "Encaramos o Boxer como um c�o de companhia", exp�e Tracy Hendrickson, respons�vel pelo Boxer Rescue, do Boxer Club of America. "Na Inglaterra tamb�m � assim", diz Cattanach. "Pelo menos 70% das pessoas que me ligam querem um Boxer para companhia", estima Regina.
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O amor incondicional �s crian�as � sempre lembrado. "Nesse ponto o Boxer � imbat�vel. Nem mesmo o Collie tem tanta paci�ncia com elas", garante Hilda. "Minha filha aprendeu a andar agarrando um Boxer e o mordia, mas ele nem se mexia para n�o machuc�-la", conta. Sonia relata: "Houve uma �poca em que a minha Boxer chorava em frente ao port�o, sempre no mesmo hor�rio. Um dia entendi o porqu�: a vizinha levava a filha pequena � pra�a em frente para tomar sol e a Boxer queria sair para brincar com ela." Tracy resume: "Boxer e confian�a devem andar juntos." E informa: "Dos 208 c�es recebidos pela nossa institui��o, apenas dois apresentavam antecedentes ruins, ou seja, morderam o dono ou algu�m da fam�lia. Isso aconteceu por algum desvio comportamental gen�tico ou foi desenvolvido por maus tratos". Rangel complementa: "No Boxer, os desvios comportamentais s�o menos freq�entes que em outras ra�as."
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� importante tratar o Boxer de acordo com a sua natureza soci�vel. "Ele aprecia a companhia humana e precisa dela", diz Tracy. Regina deixa de vender Boxers a quem pretende mant�-los presos num canil o dia todo. "Para conciliar as fun��es de guarda e companhia, como � esperado para a ra�a, o Boxer precisa ter contato com o dono; pode at� ficar preso, mas n�o em excesso por ser t�o carinhoso." Cattanach alerta: "O comprador precisa saber com anteced�ncia da adora��o do Boxer por contato f�sico e do seu h�bito de pular nas pessoas da casa." A criadora de Boxers h� seis anos, em Guaratinguet�, SP, do canil Decesario, Monique Rodrigues, orienta: "Quem se incomoda com demonstra��es de afeto desse tipo, deve educar o Boxer desde filhote ou considerar outra ra�a."
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As qualidades de guarda do Boxer podem ser perdidas por motivos gen�ticos, devido � falta de cruzamentos cuidadosos. "Nem todos os Boxer t�m temperamento de guarda", constata Monique, que al�m de criadora � veterin�ria. Regina, como presidente de clube especializado, orienta: "Acasalar exemplares com temperamento fraco gera Boxers com pouco instinto de prote��o. Isso n�o deve ser feito, pois � indesejado para a ra�a."
Sucesso ......
Em pa�ses como os da Gr�-Bretanha, onde processos judiciais por desrespeito aos direitos do pr�ximo s�o temidos, c�es confi�veis t�m espa�o garantido. Isso explica porque o Boxer mais que dobrou o n�mero de registros por l� nos �ltimos dez anos e o Rottweiler e o Dobermann despencaram a menos da metade. Hoje, mais de dois Boxers s�o registrados na Gr�-Bretanha para cada Rottweiler que obt�m registro. Uma fant�stica invers�o na situa��o de dez anos atr�s, quando para cada Boxer quase dois Rottweilers eram registrados. "Nenhum ingl�s quer um c�o violento na sua propriedade", afirma Cattanach. "O Boxer � uma alternativa aos c�es de guarda mais bravos. Certamente os compradores de Rottweiler e Dobermann de ontem t�m tudo para ser os compradores de Boxer de hoje", diz Leonard.
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Nos EUA a mentalidade anti-viol�ncia tamb�m ganha espa�o e o Boxer cresce junto. "Acredito demais na aceita��o cada vez maior do Boxer, porque nenhuma pessoa neste pa�s quer ter problemas com mordidas de cachorros", diz Tracy. Nos �ltimos dez anos, os registros de Boxer no AKC quase dobraram e aumentaram sete vezes acima da m�dia de todas as ra�as caninas. J� os de Dobermann ca�ram um ter�o e o Rottweiler, que crescia sem parar at� 1993, desde ent�o perde registros ano ap�s ano.
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A prefer�ncia do brasileiro vai por um caminho completamente oposto. Enquanto o Boxer avan�ou quase 20% no �ltimo dec�nio no Brasil, o Rottweiler extrapolou e disparou com quase 1400% de aumento nos registros. Mas as mudan�as ocorridas em outros pa�ses podem prenunciar uma nova era para o Boxer verde-amarelo. O pr�prio caso do leitor Vollner, procurando um guardi�o menos agressivo, pode ser um indicativo.
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A consci�ncia pelos direitos dos cidad�es n�o p�ra de aumentar. At� mesmo no uso profissional, a ra�a pode deslanchar. Rangel n�o descarta a id�ia de incluir Boxers no plantel da Pires - atualmente com cerca de 80% de Pastores Alem�es, 14% de Dobermanns e 6% de Rottweilers. "Muita gente ainda desconhece as virtudes do Boxer, mas tenho certeza de que os incr�dulos ficar�o impressionados ao v�-lo em a��o."
Tumores ......
Bastante saud�vel, o Boxer � resistente e f�cil de cuidar. Mas est� sujeito a alguns males gen�ticos. Entre eles, tumores. Cattanach explica que a Universidade de Cambridge pesquisa o assunto: "Os tumores s�o comuns no Boxer e ainda ningu�m entende o porqu�." Monique Rodrigues com seus conhecimentos de criadora e veterin�ria, acrescenta: "Mais da metade dos Boxers desenvolve algum tipo de tumor, a maioria benigno. Os mais comuns s�o o de pele e o de boca, embora os c�nceres de mama, ov�rio e test�culos tamb�m aconte�am." Tracy indica: "Costumam aparecer depois de 6 anos de idade." A solu��o pode ser cir�rgica ou quimioter�pica. "Estima-se que muitos Boxers v�o apresentar em alguma fase de suas vidas a Hiperplasia da Gengiva", informa Monique. O mal � um crescimento anormal das gengivas que chega a cobrir os dentes, levando o c�o a comer menos, especialmente alimentos duros. Esse excesso de gengiva � retirado por cirurgia. Outro problema gen�tico, menos comum, � o crescimento anormal do cora��o: a Cardiomiopatia. N�o h� como conter a dilata��o do m�sculo. A doen�a � fatal. "Apesar de o mal ser bastante freq�ente, os sintomas podem demorar a aparecer e muitas vezes n�o � detectado. Em mais de cem c�es atendidos, vi apenas quatro com ele", informa Monique. Os afetados se cansam com extrema facilidade, tossem, tornam-se ap�ticos e preferem passar boa parte do tempo deitados. Nos casos mais adiantados, � poss�vel perceber uma dilata��o abdominal. A confirma��o do problema � feita com eletrocardiograma e ecocardiograma.
Padr�o Oficial CBKC n�144 a, de 8/4/94
FCI n�144 d, de 14/4/93
Pa�s de origem:Alemanha
Nome do pa�s de origem: Deutscher Boxer
Utiliza��o: Guarda e companhia.
Obs: Exigida prova de Trabalho para o Campeonato
Apar�ncia Geral: o Boxer � um c�o de talhe m�dio, compacto, de figura quadrada, com ossatura robusta e de pelagem curta. A musculatura � seca, poderosamente desenvolvida, modelagem nitidamente definida. Sua movimenta��o � energ�tica, poderosa e nobre. O Boxer n�o � r�stico, pesado, muito leve, nem lhe falta subst�ncia.
Propor��es Importantes:
- Comprimento do tronco: a constru��o � de figura quadrada, isto �, a horizontal da cernelha e as duas verticais, uma tangenciando a ponta do ombro e a outra a ponta do �squio, formando um quadrado.
- Profundidade de peito: o peito alcan�a abaixo dos cotovelos, sendo a metade da altura na cernelha.
- Comprimento da cana nasal: a propor��o cr�nio-focinho � de 2:1; medidos o cr�nio do stop, canto medial do olho at� o occipital e da ponta da trufa ao stop
Car�ter: � da maior import�ncia e ponto de maior aten��o. A liga��o e a fidelidade do Boxer para com seu dono e seu territ�rio, sua vigil�ncia, sua intr�pida coragem como defensor e guardi�o, s�o conhecidas h� muito tempo. D�cil no meio familiar, mas desconfiado para com os estranhos; de temperamento alegre e amistoso nas brincadeiras, mas terr�vel quando desempenha uma miss�o. Sua docilidade, energia e coragem, sua mordacidade natural, a acuidade do seu olfato o tornam um c�o f�cil de educar e de induzir. � igualmente agrad�vel por suas exig�ncias m�nimas, territorialidade e tradi��o como c�o de guarda, de defesa e de servi�o. De car�ter franco, n�o reserva espa�o para a falsidade ou trai��es, mesmo em idade avan�ada.
Cabe�a: � a parte do Boxer que lhe confere o aspecto caracter�stico: bem proporcionada ao tronco sem parecer leve nem muito pesada. O focinho, o mais largo e poderoso poss�vel. A estrutura da cabe�a obedece � rela��o proporcional entre as medidas do focinho e as do cr�nio. Visto de qualquer �ngulo, o focinho guarda uma propor��o correta com o cr�nio, isto �, n�o pode parecer muito pequeno. A pele, normalmente, n�o apresentou rugas. Entretanto, com o movimento natural das orelhas, conforme cada posi��o, pode haver forma��o de rugas. Com origem na face dorsal da raiz do focinho, rugas naturais, levemente marcadas, descem simetricamente, pelas faces laterais.
Cr�nio: o cr�nio bem modelado, isom�trico, com os faces planas, sem relevo, levemente arqueado, sem ser curto, abobadado, ou plano; moderadamente longo e o occipital moderadamente pronunciado.
Stop: nitidamente marcado, formado pelo frontal e a cana nasal. A cana nasal n�o deve ser encurtada, como no Buldogue, nem ca�da para frente. O comprimento da cana nasal � igual � metade do comprimento do cr�nio (rela��o C/F = 2:1). O frontal apresenta um sulco mediano, sutilmente profundo especialmente entre os dois olhos.
Trufa: fica um pouco mais alta em rela��o � raiz, larga, preta, levemente arrebitada, com narinas largas, separadas pelo fino sulco mediano da trufa.
Focinho: bem desenvolvido nas tr�s dimens�es de maneira equilibrada.
Sua forma � determinada pela:
- forma e articula��o dos maxilares;
- disposi��o dos caninos inferiores e alinhamento das arcadas dent�rias;
- maneira com que os l�bios se amoldam a essa estrutura.
Os caninos, de bom tamanho, s�o o mais afastado poss�vel. O plano anterior do focinho �, portanto, largo, quase quadrado, formando um �ngulo obtuso com a linha superior do focinho. O contorno do l�bio superior pousa no contorno do inferior. O l�bio inferior, no ter�o anterior da mand�bula, curvada para cima, n�o pode ultrapassar muito � frente nem, tampouco, ocultar-se sob o l�bio superior. O queixo projeta-se � frente do l�bio superior, de maneira bem n�tida, tanto de frente, quanto de perfil, sem por isso, assemelhar-se ao do Buldogue. Tanto os incisivos inferiores, quanto a l�ngua, devem ficar ocultos, enquanto a boca estiver fechada. Os seis incisivos s�o bem alinhados, inclusive os incisivos pin�a; entretanto, os inferiores alinham-se em reta. Os dois dentes s�o fortes, sadios e normalmente inseridos. A mand�bula avan�a em rela��o � maxila e assume uma forma levemente encurvada para cima.
L�bios:os l�bios arrematam a forma do focinho. O superior � espesso, formando um acolchoado, que preenche o espa�o do prognatismo entre a arcada superior e inferior e fica apoiado nos caninos inferiores.
Dentes:o Boxer � naturalmente prognata. A maxila � larga desde a raiz, mantendo essa largura, em toda a sua extens�o, diminuindo muito pouco, na dire��o da ponta do queixo. Tanto a maxila quanto a mand�bula s�o muito largas na ponta do focinho.
Faces:fortemente desenvolvidas, em virtude da robustez dos maxilares, sem que com isso, sejam fortemente pronunciadas em relevo saliente: apenas, fundem-se ao focinho em leve curva.
Olhos: marrom-escuro, com a orla das p�lpebras escura, de tamanho m�dio e inser��o faceando com a superf�cie da pele. De express�o energ�tica e inteligente, sem ficar com a express�o carrancuda - amea�adora -, penetrante.
Orelhas: inser��o alta, preferencialmente pequenas e espessura delgada. Em repouso, s�o portadas pendentes bem rente �s faces. Em aten��o, voltam-se para a frente, caindo e fazendo uma dobra bem marcada. Quando operadas, s�o cortadas em ponta, de comprimento moderado, com o pavilh�o auditivo de largura moderada e s�o portadas eretas.
Pesco�o:com a nuca bem evidenciada, por uma curva elegante, na linha superior; de se��o redonda, comprimento e largura m�dios; forte e musculado, pele ajustada em toda a extens�o, sem ser exageradamente lassa, e sem barbela.
Tronco:de constru��o quadrada, compacto e membros retos.
Cernelha: bem marcada.
Linha superior: reta, dorso e lombo curtos, largos e bem musculados.
Garupa: levemente inclinada, larga, com t�nue, quase reto, arqueamento. O osso p�lvico � longo, largo, sendo mais largo nas f�meas.
Peito e antepeito: profundo, descendo ao n�vel dos cotovelos; e igual � metade da altura na cernelha. Antepeito bem desenvolvido.
Costelas: bem arqueadas, sem ser em barril, com as articula��es bem anguladas para tr�s.
Linha inferior: descreve uma curva elegante, ligeiramente esgalgada.
Lombo: curto, compacto e r�gido.
Cauda: de inser��o mais para alta que baixa, amputada, portada acima da horizontal.
Membros anteriores: visto de frente, os membros anteriores devem ser retos e paralelos, com uma forte ossatura.
Ombros: com esc�pula longa e inclinada, amoldada ao t�rax, sem ser muscularmente carregado.
Bra�os: longos, com uma forte ossatura, articula��es firmes e o �mero fazendo um �ngulo reto (90�) com a esc�pula.
Cotovelos: bem ajustados, trabalhando paralelos, rente ao t�rax.
Antebra�os: verticais, longos e fortemente musculados por musculatura seca.
Carpos: fortes, bem marcados, embora sem volume.
Metacarpos: curtos, quase verticais.
Patas: pequenas, redondas, compactas, e almofadas plantares com a sola bem resistente.
Posteriores: musculatura muito forte, m�sculos r�gidos, com relevo bem modelado.
Coxas: longas e largas. Articula��es coxofemorais e dos joelhos o mais fechadas poss�vel.
Joelho: com o exemplar em stay, deve tangenciar a vertical da ponta do �lio.
Pernas: muito musculosas.
Jarretes: fortes, bem definidos, com a ponta n�o voltada para cima e o �ngulo pr�ximo aos 140�.
Metatarso:curto, pouco inclinado fazendo um �ngulo com o solo de 95� - 100�.
Patas: levemente mais longas que a dos anteriores, com almofadas robustas.
Movimenta��o: vigorosa, com muita propuls�o e nobreza.
Pele: ajustada, el�stica e sem rugas.
Pelagem:
P�lo: curto, duro, brilhante e bem assentado.
Cor: fulvo (dourado) ou tigrado.
Dourado: apresenta-se em diversas tonalidades, indo e vindo do vermelho escuro ao amarelo claro; as tonalidades m�dias, o vermelho amarelado, s�o as mais caracter�sticas. A m�scara preta.
Tigrado: desenha-se em linhas, de cor escura ou preta, sobre as diversas tonalidades j� descritas. O contraste entre a cor das listas e a cor-base deve ser n�tido.
As marcas brancas n�o devem ser proscritas; elas podem, at� mesmo, ser muito agrad�veis.
Talhe: altura m�dia na cernelha, na vertical que passa no cotovelo: machos 53 - 63 cm; f�meas 53 - 59 cm.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padr�o dever� ser considerado como falta e penalizado na exata propor��o de sua gravidade.
Car�ter e temperamento: fraco; agressivo; trai�oeiro; pouco corajoso.
Cabe�a: sem tipicidade e express�o; fisionomia carrancuda; dentadura alterada por doen�a, inser��o defeituosa dos dentes: cabe�a de Pinscher, de Buldogue; exemplar que baba; orelhas mal cortadas; se inteira, orelha portada em rosa, ou voltada para tr�s, semi-ereta, ou r�gida; dentes ou l�ngua � mostra com a boca fechada; olhos claros (de rapina); canal nasal descendente; focinho pontuado ou muito leve; trufa marrom, clara em certos pontos.
Pesco�o: curto, grosso e barbela.
Tronco: antepeito muito largo; falta de profundidade de peito; ombros soltos; t�rax muito baixo entre os anteriores; esgalgado; barrigudo.
Dorso: carpeado; cedido; magro.
Lombo: longo, estreito; nitidamente selado; n�o muito firme na conex�o com a garupa.
Garupa: ca�da, muito arqueada, estreita; inser��o baixa de cauda.
Anteriores: frente francesa, ombros soltos, cotovelos soltos, metacarpos fracos, p�s de lebre, abertos ou achatados.
Posteriores: altos; retos; r�gidos; angula��o insuficiente; pobremente musculados; jarretes de vaca; pernas em barril; membros abertos.
Movimenta��o: bamboleante, pouca cobertura de solo, passo de camelo.
Cor: m�scara excedendo os seus limites, listas tigradas muito juntas ou algumas poucas, reconhec�veis. Interfer�ncias de cores; marcas brancas indesej�veis, tais que, a cabe�a seja inteira ou metade branca. Outras cores de c�es cuja cor-base � invadida por mais de um ter�o de branco.
Nota: os machos devem apresentar dois test�culos de apar�ncia normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
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