TheHunter's Page - Submetralhadoras

Submetralhadoras


Podemos definir a submetralhadora como uma arma autom�tica que atira com cartuchos de pistola, suficientemente leve para ser disparada do ombro ou da cintura, com ambas as m�os sem a necessidade de outro apoio. Por causa dessa sua facilidade de manuseio ela �, �s vezes, denominada metralhadora de m�o.

Essa � uma arma que pode ser vista em m�os de agentes secretos fazendo a guarda de altos dignit�rios e presidentes, nas m�os de policiais de elite e em m�os de policiais de toda parte. Tanto na selva de concreto de S�o Paulo, nas favelas do Rio de Janeiro ou nas regi�es mais in�spitas e afastadas de nosso pa�s, as submetralhadoras t�m servido de conforto e demonstrado ser um confi�vel instrumento de trabalho ao policial que dela necessita.
Micro Uzi

Origem e hist�ria


Todas as inova��es e desenvolvimentos em armas de fogo tiveram, como n�o poderia deixar de ser, sua origem durante os per�odos de guerra ou nos anos que as antecederam.

A submetralhadora, por sua vez, n�o foi exce��o e sua origem data da Primeira Guerra Mundial. Come�aram como armas desajeitadas, mal elaboradas para prop�sitos especiais durante o primeiro conflito mundial, e se tornaram uma das armas mais usadas na Segunda Grande Guerra. Ainda hoje, seriam de emprego militar, n�o fosse o surgimento dos modernos fuzis de assalto que com sua maior pot�ncia e muito maior alcance, as relegaram ao segundo plano.

A primeira submetralhadora, a Villar Perosa - que tinha esse nome por causa do local onde era fabricada e n�o por causa do nome de seu inventor, que se chamava Bethel Abiel Ravelli - tinha uma apar�ncia estranha, com seus dois canos e seus dois carregadores colocados por cima da culatra.

Ravelli desenhou esse "trambolho", que disparava o fraco cartucho 9 mm Glisenti (equivalente ao .380 ACP) - por incr�vel que possa parecer - como arma anti-a�rea.

O ex�rcito italiano achou que essa arma seria de uma terr�vel efici�ncia se fosse instalada nos guid�es de bicicletas de seus "Bersaglieris de elite".

Os alem�es, por sua vez, gostaram da id�ia de armar suas tropas com submetralhadoras (mas n�o gostaram da Villar Perosa nem das bicicletas) e resolveram criar a sua pr�pria. A primeira submetralhadora alem� foi a MP-18, desenhada por Hugo Schmeisser. N�o era grande coisa, mas nos anos que se seguiram os germ�nicos refinaram de tal forma a id�ia que, � �poca da Segunda Grande Guerra, tinham a melhor submetralhadora do mundo, a MP-40.

Os alem�es previram que o conflito seria uma guerra de massas e sabiam que seria imposs�vel treinar milh�es de homens para atirar com o fuzil regulamentar como atiradores de elite. Qualquer um pode ser treinado para utilizar uma submetralhadora de forma efetiva em pouco tempo. Um soldado que n�o pode atingir uma casa com seu fuzil a 100 metros ainda assim pode ser extremamente perigoso com uma submetralhadora. Basta lembrar o que os finlandeses e suas submetralhadoras Suomis fizeram com os russos nos combates de 1939 e 40.

Os ingleses quando perceberam os estragos que os alem�es faziam com suas MP-40 nos campos de batalha, desenvolveram sua Sten. E os norte-americanos, que n�o estavam tendo condi��es de fabricar suas dispendiosas e bem elaboradas Thompson calibre .45 em tempo h�bil e em quantidades suficientes, viram-se obrigados a procurar uma solu��o mais econ�mica para o problema e come�aram a fabrica��o em s�rie da fe�ssima M3 AI, logo apelidada de "grease gun" (engraxadeira) devido a sua semelhan�a com este instrumento.
Thompson Calibre .45 ACP
Essa busca por solu��es cada vez mais engenhosas no desenvolvimento de submetralhadoras continuou ap�s o t�rmino da guerra mundial e deu origem ao surgimento das fabulosas Uzis, Ingrams e a moderna H&K MP-5.
Mini Uzi

Classifica��o


As submetralhadoras classificadas como de 1� gera��o t�m a caracter�stica de serem armas caras, constru�das com materiais de �tima qualidade, coronha de madeira e acabamento primoroso. Foi justamente seu excesso de qualidade que as condenou como armas militares, j� que sua produ��o era lenta e dispendiosa dentro de uma economia abalada pelo esfor�o de guerra. Um exemplo t�pico foi a j� citada Thompson calibre .45 dos norte-americanos e outro a ZK 383 de fabrica��o tcheca. A Smith & Wesson Modelo 1940 foi fabricada em pequenas quantidades tamb�m pode ser inclu�da nesta classifica��o.

As submetralhadoras de 2� gera��o podemos definir como armas de fabrica��o econ�mica, usando estamparia de metal e soldagem. Eram armas baratas e f�ceis de fabricar em grandes quantidades, mas algumas delas possu�am uma qualidade excepcional como � o caso da MP-40 (Schmeisser) alem� e da Sten inglesa.

Como submetralhadoras de 3� gera��o, podemos citar a Uzi israelense e a Ingram norte-americana, que exibem a principal caracter�stica dessa classe, que � o carregador encaixado no cabo, o que as torna pequenas e compactas.
Ingram M10
Considerada por muitos como a rainha das submetralhadoras, e exemplar t�pico das de 4� gera��o, � a H&K MP-5. Essa arma, por disparar com sistema de ferrolho fechado, possui uma enorme precis�o.
Existem modelos de submetralhadoras de 3� gera��o e (principalmente) de 4� gera��o que, por suas caracter�sticas peculiares, podem ser enquadradas em alguma forma de subcategoria, ou seja, a das pistolas-metralhadoras, pois seu tamanho irris�rio n�o permite emprego t�tico igual a de submetralhadoras de tamanho m�dio padr�o. Nessa subcategoria est�o inclu�das as Mini-Uzi, as Ingrams e as H&K MP-5K.
H&K MP-5K
As Mini-Uzis, as pequenas H&Ks e Ingrams, foram desenvolvidas para o porte dissimulado, embaixo de casacos, por parte dos agentes de seguran�a de altos dignit�rios, ou para uso em certas situa��es espec�ficas de combate urbano anti-guerrilha. E, sendo armas especializadas que s�o, seu emprego requer um treino intenso e s�o melhor usadas por grupos especiais dentro da pr�pria pol�cia, que podem se dar ao luxo de aprenderem seu correto emprego.

Mini-uzi com silenciador
J� as submetralhadoras de tamanho normal s�o armas de simples aprendizado, e podem ter seu emprego de forma mais generalizada, tanto quanto as espingardas e carabinas.

Seja qual for o modelo adotado, � de fundamental import�ncia que venha equipado com coronha.

No caso das submetralhadoras - diferente das espingardas - sua coronha (mesmo modelos de metal, retr�til) n�o machucam o rosto do atirador no momento do disparo, gra�as ao seu pequeno retrocesso e aumentam (e muito) a precis�o.

� poss�vel afirmar que, como armas de combate, as "subs" s�o mais efetivas e vers�teis que as espingardas (shotguns).

Potencial e t�tica


Sua efetividade anti-ve�culo � adequada; seus proj�teis em calibre 9 mm (ou .45 ACP) t�m for�a suficiente para penetrar a lataria de um ve�culo e ferir seriamente quem estiver por dentro. Assim, podem perfurar portas e janelas de esconderijos de marginais e outros obst�culos semelhantes.

Apesar de dispararem cartuchos de pistolas nos calibres 9 mm e .45 ACP, seu cano mais longo lhes d� maior poder de penetra��o e um bom acr�scimo em pot�ncia. Isso faz com que seu alcance efetivo exceda, com algumas exce��es, os 100 metros, desde que as t�cnicas corretas sejam empregadas.

A submetralhadora n�o possui alcance e penetra��o excessivos; ela os tem na medida certa. N�o h� excesso como os fuzis de assalto e n�o h� falta de penetra��o em seus disparos como as espingardas.

Essa � a arma adequada para as opera��es policiais, tanto nas grande cidades quanto nas �reas rurais.

Imagine uma situa��o - que infelizmente � muito comum nos grande centros - onde policiais t�m a obriga��o de invadir uma resid�ncia, j� que em seu interior seq�estradores armados est�o na imin�ncia de executar seus ref�ns.

N�o � por acaso que, tanto a SWAT norte-americana quanto a GSG-9 germ�nica e todas as demais for�as policiais de elite do mundo empregam a submetralhadora para essas tarefas. Seu pequeno tamanho (mesmo com a coronha extendida) e seu peso leve permitem que ela seja manobrada facilmente dentro dos estritos espa�os encontrados no interior de uma casa ou apartamento. Sua pot�ncia e seu poder de fogo s�o suficientes para controlar qualquer seq�estrador. Sua precis�o � maior que a de uma rev�lver ou pistola, e em locais estreitos ela pode ser manobrada mais facilmente do que um fuzil.
H&K MP-5
Nessas ocasi�es, mais do que nunca, se faz necess�rio o uso de submetralhadoras, com emprego de rajadas curtas de dois ou tr�s disparos por vez. Quem n�o consegue manej�-la assim, pode fazer uso do tiro intermitente ou selecionar um modelo que tenha ajuste para "BURSTS" (rajadas de tr�s disparos) e a escolha da muni��o adequada para evitar ferir pessoas inocentes.

N�o � dif�cil treinar algu�m no emprego correto da submetralhadora. Essa arma pode ser usada com precis�o por qualquer pessoa regularmente treinada. Elas podem ser manejadas t�o bem por algu�m de pequena estatura quanto por indiv�duos maiores e mais fortes.

Certos modelos, quando usados no sistema de disparo intermitente (tiro a tiro), s�o t�o precisos quanto uma carabina .38 Special; mas elas brilham realmente � no uso de rajadas curtas. A� mostram todo o seu potencial.

Para ocasi�es onde se faz necess�rio disparos em ambientes fechados ("Close Quarter Battle" - CQB), � importante o emprego de proj�teis de ponta oca ou de fragmenta��o como a "Glaser", para diminuir o perigo de ricochete e aumentar seu impacto contra o marginal, provocando a sua incapacita��o r�pida de forma a impedi-lo de ferir ou matar a sua v�tima.

Para o trabalho policial em �reas remotas, esse tipo de arma � tamb�m altamente recomend�vel, seja para uso em locais de espessa vegeta��o ou em campos abertos.

A submetralhadora pode ser empregada em rajadas longas somente a uma dist�ncia muito curta e, se isso for feito, a forma mais adequada de us�-la � fazendo disparos instintivos, sem o uso das miras.

Uma rajada dessas a curta dist�ncia, � t�o efetiva (ou mais) quanto o disparo de uma espingarda 12 carregada com chumbo grosso.

Sempre que o alvo estiver a mais de 7 ou 8 metros, esse tipo de disparo deve ser evitado e o atirador faz melhor se fizer uso das miras.

Por todas as suas qualidades j� mencionadas, � f�cil perceber que a "sub" � uma das armas mais funcionais para o emprego em a��es policiais de alto risco e � uma grande aliada do policial operacional.
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