LSD e alucinógenos


As drogas alucinógenas são conhecidas da humanidade já há milênios e até hoje ainda estão presentes em alguns grupos humanos em sua forma mais primitiva, através do consumo direto de certos tipos de cactos e cogumelos. Uma índia mexicana diz que os cogumelos — que ela chama de "fungos sagrados"— a levam para um mundo onde "tudo acontece e tudo se sabe". Quando volta da viagem, ela então relata aos outros o que os fungos lhe disseram.
LSD

Apesar de provavelmente ser o tipo de droga mais antigo conhecido, foi apenas na década de 60 que os alucinógenos deram um impulso decisivo para a já então irrefreável queda da humanidade. Foi a época da chamada contracultura. Tendo como pano de fundo o objetivo nobre do pacifismo, jovens do mundo inteiro protestavam viciando-se numa droga alucinógena chamada LSD, o ácido lisérgico. O LSD é a mais comum das drogas alucinógenas e foi descoberto em 1938 pelo Dr. Albert Hofmann sendo considerada uma das mais potentes drogas químicas.

O LSD era utilizado com o objetivo de "aumentar o estado de consciência", para o que ajudava também a bizarra prática da trepanação a que alguns se submetiam, que consiste simplesmente em fazer um buraco no crânio.

O LSD, comumente chamado de "ácido", é vendido nas ruas em tabletes, cápsulas e, ocasionalmente, na forma líquida. Não possui cheiro, muito menos cor. Costumeiramente é consumido por via oral. Usualmente o LSD é vendido como "microponto", onde a droga é prensada em pequenas e coloridas cartelas de papel com figuras das mais diversas. Os efeitos do LSD duram de 3 a 12 horas, dependendo da dose consumida.

Os alucinógenos são substâncias que distorcem a realidade e o estado de percepção. Podem desencadear o aparecimento de estados psicóticos, depressão, pânico e alucinações incontroláveis. A mais conhecida das drogas alucinógenas é mesmo o LSD, uma substância de ação potentíssima, cerca de 300 mil vezes mais forte que a maconha. O viciado em LSD tem, entre várias outras, as seguintes reações:

Sensação de perda do limite entre o próprio corpo e o espaço em redor;

Sensação de que os odores podem ser tocados;

Sensação de que os sons podem ser vistos;

Sensação simultânea de alegria e tristeza;

Sensação de que se pode voar;

Sensação de pânico e de grande vulnerabilidade;

Tentativas de suicídio e surgimento de impulsos homicidas;

Perda de controle sobre os pensamentos;

Reação de "flashback" (alucinações que surgem até vários meses após o uso do LSD).

Vários trabalhos científicos demonstraram que o LSD provoca alterações nos cromossomos, causando assim graves deformidades nos fetos.

Poder-se-ia discorrer sobre várias outras drogas alucinógenas, como a mescalina e os chás de cogumelos, mas os efeitos são muito semelhantes aos provocados pelo LSD. Ressalte-se apenas que a droga conhecida como PCP (cloridrato de fenciclidina) foi originalmente desenvolvida para uso veterinário, como anestésico. Hoje, é habitualmente usada pelos viciados em combinação com álcool, maconha, heroína, cocaína, barbitúricos e com o próprio LSD.

O cloridrato de fenciclidina é num pó cristalino, branco. Pode ser inalado, injetado ou ingerido em líquido ou cápsulas, mas, mais freqüentemente, é fumado com a maconha ou salsa seca. É denominado "pó de anjo" e "pílula da paz".

O PCP é uma droga difícil de catalogar, pois doses diferentes produzem efeitos diferentes, que podem se aproximar dos de um estimulante, analgésico, anestésico ou alucinógeno. Ainda, reações diversas podem ocorrer com pessoas que tomaram doses iguais.

Após ter ingerido uma pequena dose de PCP, a pessoa sente uma alteração forte da consciência que tem do seu corpo e uma modificação de sua percepção de tempo e do espaço e ainda estímulos visuais e auditivos. A droga pode revelar problemas afetivos ou mentais, até então desconhecidos. Com doses mais elevadas, os efeitos se parecem com o da esquizofrenia e se observam ilusões, confusão mental, sensação de distância da realidade e alucinações.
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