Ecstasy e anfetaminas


As anfetaminas e drogas aparentadas s�o estimulantes do sistema nervoso central com a��o semelhante a da adrenalina, subst�ncia produzida naturalmente pelo organismo. Compreendem medicamentos utilizados para tratar de depress�o, obesidade e diversas outras afec��es, como o mal de Parkinsons, narcolepsia e leve disfun��o cerebral em algumas crian�as. Outras drogas, de estrutura qu�mica pr�xima � anfetamina, s�o utilizadas para diminuir o apetite. Muitas pessoas usam essas drogas para permanecer despertos, estudando para provas ou dirigindo, melhorar o ritmo no atletismo, combater os efeitos dos depressores e obter efeitos euforizantes.
Ecstasy

As anfetaminas podem ser misturadas a outras subst�ncias e usadas por via oral, inaladas ou injetadas.

Efeitos:

Os efeitos das anfetaminas, como os da adrenalina, s�o exercidos, n�o somente sobre o c�rebro, mas sobre o cora��o, pulm�es e outros �rg�os. No caso de doses prescritas pelos m�dicos, provocam perda de apetite, aumento do ritmo respirat�rio e card�aco, eleva��o da press�o arterial e dilata��o das pupilas. Quando a dose � maior, observa-se a boca seca, febre, transpira��o, dor de cabe�a, vista turva e vertigens. As doses mais fortes provocam palidez, ritmo card�aco muito r�pido ou irregular, tremores, perda de coordena��o, colapso. Foram constatados casos de morte devido a anfetaminas, como resultado de hemorragias cerebrais, falhas card�acas ou febres muito intensas.

A curto prazo, observa-se aumento de energia e vivacidade, desaparecimento do cansa�o e sentimento de bem-estar. Quando a dose � aumentada, os usu�rios ficam faladores, agitados e superexcitados. Podem se sentir potentes e superiores. O comportamento fica estranho, repetitivo. Muitos deles tornam-se agressivos e hostis. Para as crian�as hiperativas, devido a uma disfun��o cerebral pequena, essas drogas t�m um efeito calmante, mas podem retardar o crescimento. Depois de um uso prolongado, produzem uma exagera��o dos efeitos, a curto prazo. Por desestimular o apetite, os usu�rios cr�nicos ficam com car�ncia vitam�nica e m� nutri��o e sofrem de uma fraqueza geral, dormem mal e podem adquirir v�rias infec��es. Podem, igualmente, conhecer uma psicose (perturba��o mental muito semelhante � esquizofrenia paran�ica) causada pelas anfetaminas. Trata-se de uma exagera��o dos efeitos, por fortes doses, mas esses sintomas desaparecem, geralmente, dentro de alguns dias ou semanas ap�s a supress�o das drogas. Os usu�rios inveterados de anfetaminas podem ser levados a atos de viol�ncia irracional, devido � confus�o mental e distor��es da percep��o causados pelas drogas, viol�ncia que esta pode causar.

Os usu�rios de anfetaminas podem recorrer a outras drogas, como o �lcool e os barbit�ricos, para combater os efeitos desagrad�veis das anfetaminas, podendo vir a ficar dependentes dessas drogas. As inje��es de anfetaminas tamb�m presentes na solu��o podem bloquear pequenos vasos, causar les�es renais e provocar problemas pulmonares ou card�acos. As m�es que tomam anfetaminas tendem a ter crian�as apresentando problemas de absten��o da droga.

Toler�ncia e depend�ncia:

O uso regular de anfetaminas provoca toler�ncia e alguns efeitos, o que obriga a aumentar a dose para obter os mesmos resultados. Entretanto, a toler�ncia n�o surge, para todos os efeitos, no mesmo ritmo. O uso constante pode trazer depend�ncia psicol�gica, o que leva ao desejo obsessivo de recorrer � droga, muito maior que no caso dos opi�ceos. No caso de depend�ncia f�sica, a aus�ncia da droga acarreta cansa�o, sono mais longo e agitado, irrita��o, fome canina e estado de depress�o que pode, em alguns casos, levar ao suic�dio. Podem surgir tamb�m acessos de viol�ncia. Essas perturba��es podem ser momentaneamente evitadas por uma nova administra��o da droga.

A anfetamina, a dexanfetamina, a metanfetamina e o metilfenidato s�o subst�ncias sujeitas � notifica��o da Receita "A", fornecida, mediante recibo, pela sanit�ria dos Estados, Distrito Federal ou Territ�rios, aos profissionais legalmente habilitados e a receita ser� arquivada nas farm�cias e drogarias.

O ecstasy

A droga hoje conhecida como "ecstasy", ou "p�lula do amor", foi inicialmente desenvolvida para uso psiqui�trico, no tratamento da paran�ia. Alguns neurologistas tamb�m a prescreviam como moderadora do apetite. A droga provoca perda total da inibi��o e, de acordo com os que a consomem, "intensifica��o do sentimento de amor ao pr�ximo." Sob o efeito da droga, a pessoa tem a impress�o de que � agrad�vel, simp�tica e muito sens�vel. Nas danceterias � principais locais de consumo � s�o comuns cenas de grupos de pessoas caindo e rolando abra�adas pelo ch�o.

O ecstasy � muito popular nos campus universit�rios dos Estados Unidos, e na Europa atualmente o consumo s� fica abaixo da maconha e do haxixe. At� um livro sobre o ecstasy e a dan�a j� foi escrito� A droga vem se alastrando pelo mundo, e tornou-se um problema cr�nico at� na mu�ulmana Indon�sia. L�, at� mesmo os taxistas da capital, Jacarta, admitem consumir ecstasy em seus per�odos de servi�o.

Em 1995, na Inglaterra, uma mo�a de 18 anos morreu depois de tomar um �nico tablete da droga, fato que n�o desestimulou o consumo no pa�s, onde se estima que o n�mero de p�lulas consumidas a cada fim de semana seja de um milh�o e meio. No Brasil, a pol�cia paulista j� manifestou preocupa��o com o avan�o da droga, enquanto que no Rio de Janeiro j� foram apreendidos de uma s� vez 1.053 comprimidos de ecstasy.

Al�m da desinibi��o, a droga estimula a pessoa a dan�ar continuamente, sem descanso. A maior parte das mortes registradas foi decorr�ncia disso; a pessoa movimenta-se sem parar, sua abundantemente, o corpo esquenta demais (pode chegar a 42�C e cozinhar os �rg�os internos) e a desidrata��o � fulminante. A droga tamb�m provoca um aumento dos batimentos card�acos e da press�o sang��nea, al�m de ser extremamente t�xica para o f�gado, que pode at� parar de funcionar.

Uma outra mat�ria de jornal "aconselhava" os usu�rios da droga a descansarem de tempos em tempos durante a dan�a e beberem bastante l�quido, dando aten��o aos sinais do corpo, como taquicardia e sede, que chega a ser t�o intensa que a l�ngua gruda no c�u da boca. No entanto, como a pessoa sob o efeito da droga n�o fica exatamente com o dom�nio total da sua vontade, ao procurar atender esses conselhos o usu�rio pode, sem perceber, beber �gua em demasia, provocando um colapso do sistema antidiur�tico do corpo, o que tamb�m acarreta a morte. H� registro de um viciado que morreu depois de ingerir de uma s� vez 14 litros de �gua. Quando ingerido com �lcool o ecstasy pode causar, al�m de alucina��es, choque cardiorrespirat�rio.
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