O álcool é a droga psicoativa mais comumente usada e abusada em todos os países do globo, uma vez que não é de comercialização proibida, exceto em algumas regiões, onde seu uso é restrito a certas áreas e para certas pessoas.
Quando uma pessoa ingere o álcool, a droga é absorvida pelo estômago e passa à corrente sangüínea, alcançando todos os tecidos do corpo. Seus efeitos dependem de uma série de fatores que variam de usuário para usuário, como peso, altura, idade, se a pessoa havia se alimentado ou não etc. Alguns efeitos do uso moderado do álcool são a perda dos freios inibidores e a intensa excitação. Já os principais efeitos do uso excessivo do álcool são a fala "arrastada", a náusea e o vômito. O álcool, mesmo consumido em pequenas doses, causa um significativo distúrbio no julgamento e na coordenação motora, exigidos para se dirigir um automóvel com segurança. Esse consumo pode também dar causa a várias formas de manifestação de violência, especialmente as de natureza doméstica, onde figuram como grandes vítimas as mulheres e as crianças. Ao contrário do fumo, o álcool só se torna danoso para o usuário quando consumido em excesso.
O álcool ingerido em grandes quantidades dificulta também a assimilação de vitaminas pelo organismo, principalmente a B1, essencial para a saúde dos nervos, motivo pelo qual os alcoólatras têm os nervos afetados.
No alcoolismo crônico é comum a ocorrência do "delirium tremens"; o alcoólatra treme pelo corpo todo, sua temperatura pode chegar acima de 40ºC e o suor é tão abundante que ele pode morrer de desidratação; a pele fica avermelhada em razão dos danos aos vasos sangüíneos sob a pele. Os nervos afetados podem causar impotência; o indivíduo também pode ficar estéril em razão dos efeitos tóxicos no esperma. A alta ingestão de álcool aumenta os riscos de câncer na boca, garganta e esôfago, além de provocar gastrite e úlcera; no fígado podem surgir cirrose, hepatite e câncer. O álcool ainda pode causar pressão alta, arritmia, ataques cardíacos, derrames cerebrais e danos aos músculos cardíacos. Os eletroencefalogramas de alcoólatras mostram que há um encolhimento cerebral; a destruição das células cerebrais provoca deterioração intelectual, perda de memória e demência. Também são comuns sintomas de depressão.
As mulheres alcoólatras grávidas podem prejudicar de forma irreversível seus futuros filhos. O álcool cruza a barreira placentária e se distribui no líquido amniótico e em vários tecidos fetais, dando causa à "síndrome alcoólica fetal". As crianças nascidas com esta síndrome apresentam, entre outros, os seguintes sintomas: peso e altura inferiores à média, diâmetro reduzido da cabeça, rosto assimétrico, fissuras na pálpebra, deslocamento da pélvis, anomalias cardíacas, deficiência da performance motora, retardo mental, epilepsia, hérnias etc.
O consumo constante e excessivo do álcool pode trazer danos irreversíveis para quase todos os tecidos do corpo humano, principalmente para o cérebro.