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O arremesso da imagina��o ostenta energia
ilimitada quanto o infinito, plasmando telas
caleidosc�picas de maravilhosos efeitos.
A objetiva da mem�ria desvela os sucessos mais
rec�nditos do destino transato ressuscitando o hausto
grandioso da vida a palpitar nas trilhas eternas.
A engrenagem do racioc�nio articula os passos da
criatura com sutileza admir�vel no sil�ncio do
santu�rio craniano.
Na mente, desfruta o homem da liberdade maior e o
pensamento viaja sem peias, nos v�os do esp�rito que
muitas vezes nem se debuxam no rosto. Em sua atmosfera
h� sempre zonas inacess�veis, acontecimentos
inexplorados e imperscrut�veis para todas as demais
criaturas encarnadas.
Nem mesmo as fantasias arrojadas de escritores geniais,
os transportes da poesia, os matizes mais raros da
pintura, as harmonias da m�sica excelsa ou os avan�oas
originais do progresso contempor�neo desnudam o c�rebro
humano nos pujantes tesouros de que disp�e.
Por mais turbilhon�rias que sejam as paisagens ao
derredor, o homem det�m na pr�pria exist�ncia
introspectiva uma cidadela francamente isolada e
invis�vel. Contudo, � justamente nela que o Esp�rito
benfeitor ou malfeitor em qualquer condi��o, pela
sintonia mental, logra penetrar transpassando-a em todos
os escaninhos, decifrando-lhe todos os mist�rios.
Razo�vel considerar, portanto, que o esp�rito
desencarnado ret�m o maior instrumento de sondagem da
mente humana: a sua pr�pria mente livre.
No ref�gio em te entrincheiras nos momentos mais agudos
da tarefa que te cabe realizar, � na mente, n�cleo
vibrat�rio onde enxameiam os faculdades da alma, que
recebes o bafejo nutriente dos Emiss�rios da
Espiritualidade Superior, em visitas ben�volas de
carinho santificante, ou o sopro doentio das entidades
infelizes que te procuram, atrav�s das hipnoses
perturbadoras da obsess�o.
Se o psic�logo, o poeta, o compositor, o pintor ou o
cientista, ainda corporificados na Terra, com todas as
suas for�as e cria��es arrebatadoras, n�o te
conseguem surpreender a fortaleza interior, os
desencarnados, ainda aqueles de posi��o menos digna e
desprovidos de todos os recursos de eleva��o,
paradoxalmente, invadem-na sempre que permites, por
verdadeiros v�ndalos do esp�rito, violadores de alma,
saqueando-te as energias em obscuros processos de
vampirismo e destrui��o.
Urge estudemos os impulsos do instinto, os prod�gios da
emo��o, os poderes da vontade e as for�as do
pensamento.
Por isso mesmo, reportando-nos � ci�ncia moderna quando
alinha os m�ritos da medicina psicossom�tica e da
an�lise ps�quica, � natural reverenciemos a sabedoria
permanente do Cristo em nos advertindo, para a
valoriza��o da vida em qualquer tempo: "Orai e
vigiai para n�o ca�rdes em tenta��o".
ANDR� LUIZ
(Sol Nas Almas, 7, CEC)
OBSESS�O
PENSAMENTO E OBSESS�O - O
estudo da obsess�o, conjugado � mediunidade, se
realizado em maior amplitude, abrangeria o exame de quase
toda a Humanidade terrestre.
Expressamos tal conceito, � face do pensamento que age e
reage, carreando para o emissor todas as fecunda��es
felizes ou infelizes que arremessa de si pr�prio, a
determinar para cada criatura os estados ps�quicos que
variam segundo os tipos de emo��o e conduta a que se
afei�oe.
Enquanto n�o se aprimore, � certo que o esp�rito
padecer�, em seu instrumento de manifesta��o, a
resultante dos pr�prios erros. Esses desajustes, como �
natural, n�o se limitam � comunidade das c�lulas
f�sicas, quando em disfun��es m�ltiplas por for�a
dos agentes mentais viciados e enfermi�os; estendem-se,
muito especialmente, � constitui��o do corpo
espiritual, a refletir-se no c�rebro ou gabinete
complexo da alma, a� ocasionando os diversos sintomas de
perturba��o do campo encef�lico, acompanhados dos
fen�menos psico-sensoriais que produzem alucina��es e
doen�as da mente.
PERTURBA��ES MORAIS - N�o nos
propomos analisar aqui as personalidades psicop�ticas,
do ponto de vista da Psiquiatria, nem focalizar as
chamadas psicoses de involu��o , ou as dem�ncias
senis, claramente necessitadas de orienta��o m�dica;
recordemos, contudo, que na retaguarda dos
desequil�brios mentais, sejam da idea��o ou da
afetividade, da aten��o e da mem�ria, tanto quanto por
tr�s de enfermidades ps�quicas cl�ssicas, como, por
exemplo, as esquizofrenias e as parafrenias , as
oligofrenias e a paran�ia , as psicoses e neuroses de
multif�ria express�o, permanecem as perturba��es da
individualidade transviada do caminho que as Leis Divinas
lhe assinalam � evolu��o moral. Enquanto se lhe
mant�m a interna��o no instrumento f�sico
transit�rio, at� certo ponto ela consegue ocultar no
esconderijo da carne os resultados das paix�es e abusos,
extravag�ncias e vicia��es a que se dedica.
Assim vive na paisagem social em que transita, at� que,
arredada de semelhante vaso pela influ�ncia decisiva da
morte, n�o mais suporta o regime de fantasia,
obrigando-se a sofrer, em si pr�pria, as conseq��ncias
dos excessos e ultrajes com que, imprevidente, se
desrespeitou.
Torturada por suas pr�prias ondas desorientadas, a
reagirem, incessantes, sobre os centros e mecanismos do
corpo espiritual, cai a mente nas desarmonias e
fixa��es conseq�entes e, porque o ve�culo de c�lulas
extraf�sicas que a serve, depois da morte, �
extremamente influenci�vel, ambienta nas pr�prias
for�as os desequil�brios que a senhoreiam,
consolidando-se-lhe, desse modo, as inibi��es que, em
futura exist�ncia, dominar-lhe-�o temporariamente a
personalidade, sob a forma de fatores m�rbidos,
condicionando as disfun��es de certos recursos do
c�rebro f�sico, por tempo indeterminado.
ZONAS PURGATORIAIS - Entendendo-se que
todos os delinq�entes deitam de si oscila��es mentais
de terr�vel car�ter, condensando as recorda��es
malignas que albergam no seio, compreendemos a
exist�ncia das zonas purgatoriais ou infernais como
regi�es em que se complementam as tempor�rias
cria��es do remorso, associando arrependimento e
amargura, desespero e rebeli�o.
Na intimidade dessas prov�ncias de sombra, em que se
agrupam multid�es de criminosos, segundo a esp�cie de
delito que cometeram, Esp�ritos culpados, atrav�s das
ondas mentais com que essencialmente se afinam, se
comunicam reciprocamente, gerando, ante os seus olhos,
quadros vivos de extremos horror, junto dos quais
desvairam, recebendo, de retorno, os estranhos
padecimentos que criaram no �nimo alheio.
Claro est� que, embora comandados por Intelig�ncias
pervertidas ou bestializadas nas trevas da ignor�ncia,
esses antros jazem circunscritos no Espa�o, fiscalizados
por Esp�ritos s�bios e benfazejos que disp�e de meios
precisos para observar a transforma��o individual das
consci�ncias em processo de purifica��o ou
regenera��o, a fim de conduzi-las a provid�ncias
compat�veis com a melhoria j� alcan�ada.
Semelhante supervis�o, entretanto, n�o impede que estas
vastas cavernas de tormento reeducativo sejam, em si,
imensas penitenci�rias do Esp�rito, a que se recolhem
as feras conscientes que foram homens. A� permanecem
detidas por guardas especializados, que lhe s�o afins, o
que nos faz definir cada "purgat�rio
particular" como "pris�o-manic�mio", em
que as almas embrutecidas no crime sofrem, de volta, o
impacto de suas fecunda��es mentais infelizes.
Tiranos, suicidas, homicidas, carrascos do povo,
libertinos, caluniadores, malfeitores, ingratos,
traidores do bem e viciados de todas as proced�ncias,
reunidos conforme o tipo de falta ou defec��o a que se
renderam, se examinados pelos cientistas do mundo
apresentariam � Medicina os mais extensos quadros para
estudos etiol�gicos das mais obscuras enfermidades.
Deduzimos, assim, que todos os redutos de sofrimento,
al�m t�mulo, n�o passam de largos por�es do trabalho
evolutivo da alma, � fei��o de grandes hospitais
carcer�rios para tratamento das consci�ncias
envilecidas.
REENCARNA��O DE ENFERMOS - Dos abismos
expiat�rios, volvem � reencarna��o quantos se mostrem
inclinados � recupera��o dos valores morais em si
mesmos.
Transportados � novo ber�o, comumente entre aqueles que
os induziram � queda, quando n�o se v�em objeto e
amorosa ternura por parte de cora��es que por ele
renunciam � imediata felicidade nas Esferas Superiores,
s�o resguardados no recesso do lar.
Contudo, renascem no corpo carnal espiritualmente
jungidos �s linhas inferiores de que s�o advindos,
assimilando-lhes, facilmente, o influxo aviltante.
Reaparecem, desse modo, na arena f�sica. Mas, via de
regra, quando n�o se mostram retardados mentais, desde a
inf�ncia, s�o perfeitamente classific�veis entre os
psicopatas amorais , segundo o conceito da "moral
insanity", vulgarizado pelos ingleses, demonstrando
manisfesta perversidade, na qual se revelam
constantemente brutalizados e agressivos, petulantes e
p�rfidos, indiferentes a qualquer no��o da dignidade e
da honra, continuamente dispostos a mergulhar na
criminalidade e no v�cio.
Aqueles Esp�ritos relativamente corrigidos nas escolas
de reabilita��o da Espiritualidade desenvolvem-se, no
ambiente humano, enquadr�veis entre os psicopatas
ast�nicos e ab�licos , fan�ticos e hipert�micos, ou
identific�veis como representantes de v�rias doen�as e
del�rios ps�quicos, inclusive aberra��es sexuais
diversas.
OBSESS�O E MEDIUNIDADE - Tais enfermos
da alma, tantas vezes submetidos, sem resultado
satisfat�rio, � insulina e � convulsoterapia, quando
recomendados ao aux�lio dos templos esp�ritas, poder�o
ser tidos como m�diuns? Sem d�vida, s�o m�diuns
doentes, afinizados com os fulcros de sentimento
desequilibrado de onde ressurgiram para novo aprendizado
entre os homens.
Por certa quota de tempo, s�o int�rpretes de for�as
degradadas, �s quais � preciso opor a interven��o
moral necess�ria, do mesmo modo que se prescreve
medica��o aos enfermos.
Trazendo consigo as seq�elas ocultas da interna��o na
prov�ncia purgatorial, de que volvem pela porta do
ber�o terrestre, exteriorizam ondas mentais viciadas que
lhes alentam as disfun��es dos implementos f�sicos,
ondas essas pelas quais recolhem os pensamentos das
entidades inferiores a lhes constitu�rem a cobertura da
retaguarda.
Apesar disso, devem ser acolhidos nos santu�rios do
Espiritismo por medianeiros de planos que � preciso
transformar e ajudar, porquanto um Esp�rito renovado
para o Bem - Lei do Criador para todas as criaturas - �
pe�a importante para o reajustamento geral dessa ou
daquela engrenagem conturbada na m�quina da vida.
DOUTRINA ESP�RITA - For�oso �
considerar que a atividade religiosa, digna e vener�vel,
em qualquer setor da edifica��o humana, exprime socorro
celeste aos desajustes morais de quantos se demoram na
reencarna��o, buscando a restaura��o precisa.
E, compreendendo-se que elevada percentagem das
personalidades humanas traz, no imo do pr�prio ser,
ra�zes e brechas de comunh�o com o pret�rito de
sombra, atrav�s dos quais s�o suscet�veis de sofrer os
mais estranhos processos de obsess�o oculta - a se
reavivarem, constantes, nos diversos per�odos et�rios
que correspondem ao tempo de forma��o dos d�bitos
c�rmicos que buscam equacionar no corpo terrestre -, �
justo encarecer, assim, a oportunidade e a excel�ncia do
amparo moral da Doutrina Esp�rita, como sendo o recurso
mais s�lido na assist�ncia �s v�timas do
desequil�brio espiritual de qualquer matiz, por
oferecer-lhes, no estudo nobre e no servi�o
santificante, o clima indispens�vel de transmuta��o e
harmoniza��o, com que se recuperem, no dom�nio dos
pensamentos mais �ntimos, para assimilarem a influ�ncia
ben�fica dos agentes espirituais da necess�ria
renova��o. (MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, Cap.
XXIV: Obsess�o)
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