
ANTE
OS PEQUENINOS
A
criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por
ela.
Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e
auxílio, educação e entendimento.
Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito
adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo fato de estar
reiniciando o trabalho de reencarnação, tornando-se, por isso
mesmo, um observador rigorista de tudo que você fala ou faz.
A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que
lhe dermos agora.
Toda criança é um mundo espiritual em construção ou
reconstrução, solicitando material digno a fim de
consolidar-se.
Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles,
dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos
outros em relação à você.
A criança é um capítulo especial no livro do seu dia-a-dia.
Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelôs,
apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos,
como acontece à nós, e chegará o dia em que despedaçarão
perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.
Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de
formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo
que o serviço de reeducação dele, na essência, pertence aos
pais ou aos responsáveis e não a você.
Se veio a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de
pequeninos travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na
consideração que você deve aos adultos que respondem por ele.
ANDRÉ
LUIZ
(Sinal
Verde, 14, CEC)

MATERNIDADE
Vemos em cada manifestação da Vida determinadameta de
desenvolvimento, qual anseio do próprio Deus a concretizar-se.
Na Criação, o clímax da grandeza.
Na caridade, o vértice da virtude.
Na paz, a culminância da luta.
No êxito, a exaltação do ideal.
Nos filhos, a essência do amor.
No lar, a glória da união.
De igual modo, a maternidade é a plenitude do coração feminino
que norteia o progresso.
Concepção, gravidez, parto e devoção afetiva representam
estações difíceis e belas de um ministério sempre divino.
Láurea celeste na mulher de todas as condições, define o
inderrogável recurso à existência humana, reclamando
paciência e carinho, renúncia e entendimento.
Maternidade esperada.
Maternidade imprevista.
Maternidade aceita.
Maternidade hostilizada.
Maternidade socorrida.
Maternidade desamparada.
Misto de júbilo e sofrimento, missão e prova, maternidade, em
qualquer parte, traduz intercâmbio de amor incomensurável, em
que desponta, sublime e sempre novo, o ensejo de burilamento das
almas na ascensão dos destinos.
Principais responsáveis por semelhante concessão da Bondade
Infinita, as mães guardam a chave de controle do mundo.
Mães de sábios...
Mães de idiotas...
Mães felizes...
Mães desditosas...
Mães jovens...
Mães experientes...
Mães sadias...
Mães enfermas...
Ao filtro do amor que lhes verte do seio, deve o Plano Terrestre
o despovoamento dos círculos inferiores da Vida Espiritual, para
que o Reino de Deus se ergua entre as criaturas.
*
Mães da Terra! Mães anônimas!
Sois vasos eleitos para a luz da reencarnação!
Por maiores se façam os suplícios impostos à vossa frente,
não recuseis vosso augusto dever, nem susteis o hálito do
filhinho nascente - esperança do Céu a repontar-vos do
peito!...
Não surge o berço em vosso coração por acaso.
Mantende-vos, assim, vigilantes e abnegadas, na certeza de que se
muitas vezes cipoais e espinheiros são vossa herança
transitória entre os homens, todas vós sereis amparadas e
sustentadas pela Bênção do Amor Eterno, sempre que marchardes
fiéis à Excelsa Paternidade da Providência Divina.
ANDRÉ LUIZ
(O Espírito de Verdade, 50, FEB)
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