ANDRÉ
LUIZ E O PENSAMENTO ESPÍRITA
CIDADES ESPIRITUAIS
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ALLAN KARDEC: |
ANDRÉ LUIZ
(IN
SÍNTESE)
| "Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito. Estava convicto de não mais pertencer ao número de encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos." (Nosso Lar, 1, FEB) | |
| "Sentia-me, na verdade, amargurado duende nas grades escuras do horror. Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo terrível senhoreando-me, muita vez gritei como louco, implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me subjugava o espírito."(Nosso Lar, 1) | |
| "Perdera toda a noção de rumo. O receio do ignoto e o pavor da treva absorviam-me todas as faculdades de raciocínio, logo que me desprendera dos últimos laços físicos, em pleno sepulcro!" (Nosso Lar, 1, FEB) | |
| "E a estranha viagem prosseguia... com que fim? Quem o poderia dizer? Apenas sabia que fugia sempre... O medo me impelia de roldão. Onde o lar, a esposa, os filhos?" (Nosso Lar, 1) | |
| "De início, as lágrimas lavavam-me incessantemente o rosto e apenas, em minutos raros, felicitava-me a benção dso sono. Interrompia-se, porém, bruscamente, a sensação de alívio. Seres monstruosos acordavam-me, irônicos; era imprescendível fugir deles." (Idem) | |
| "Suicida! Suicida! Criminoso! Infame! - gritos assim, cercavam-ne de todos os lados. Onde os sicários de coração empedernido? Por vezes enxergava-os de relance, escorregadios na treva espessa e, quando meu desespero atingia o auge, atacava-os mobilizando extremas energias." (Nosso lar, 2) | |
| "Em vão, porém, esmurrava o ar nos paroxismos da cólera. Gargalhadas sarcásticas feriam-me os ouvidos, enquanto os vultos negros desapareciam na sombra." (Nosso lar, 2) | |
| "Para quem apelar? Torturava-me a fome, a sede me escaldava. Comezinhos fenômenos da experiência material patenteavam-se aos meus olhos. Crescera-me a barba, a roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região desconhecida."(Nosso lar, 2) | |
| "A circustância mais dolorosa, no entanto, não era o terrível abandono a que me sentia votado, mas o assédio incessante de forças perversas que me assomavam nos caminhos ermos e obscuros." (Nosso Lar, 2) | |
| "E quando as energias me faltaram de todo, quando me senti absolutamente colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-me, pedi ao Supremo Autor da Natureza me estendesse mãos paternais, em tão amargurosa emergência." (Nosso Lar, 2, FEB) | |
| "Ah! é preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime elixir de esperança. (Nosso Lar, 2, FEB) | |
| "Foi nesse instante que as neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus. Um velhinho simpático me sorriu paternalmente. Inclinou-se, fixou nos meus os grandes olhos lúcidos, e falou: "Coragem, meu filho! O Senhor não te desampara." (Nosso Lar, 2, FEB) | |
| "Clarêncio, que se apoiava num cajado de substância luminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altos muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas."(Nosso Lar, 2, FEB) | |
| "Branda claridade inundava ali todas as coisas. Ao longe, gracioso foco de luz dava a idéia de um pôr do sol em tardes primaveris. À medida que avançávamos, conseguia identificar preciosas construções, situadas em extensos jardins." (Nosso Lar, 3, FEB) | |
| "Recordei, então, que nunca fixara o Sol, nos dias terrestres, meditando na imensurável bondade d'Aquele que no-lo concede para o caminho eterno da vida."(Nosso Lar, 3, FEB) | |
| "A essa altura, serviram-me caldo reconfortantre, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos."(Nosso Lar, 3, FEB) |
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"Amigos, por quem sois,
explicai-me em que novo mundo me encontro... De que
estrela me vem, agora, esta luz confortadora e brilhante?
" André Luiz |
| "Estamos nas esferas espirituais vizinhas da Terra, e o Sol, que nos ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivifica o corpo físico." (Nosso Lar, 3, FEB) | |
| "Decorridas algumas semanas de tratamento ativo, saí, pela primeira vez, em companhia de Lísias. Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Passados alguns minutos, eis-nos à porta de graciosa construção, cercada de colorido jardim." (Nosso Lar, 8) | |
| "Entramos. Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, mostrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções, descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas." (NOSSO LAR,17) | |
| "Quando o discípulo está preparado, o Pai envia o instrutor. O mesmo se dá, relativamente ao trabalho. Quando o servidor está pronto, o serviço aparece..."(Nosso Lar, 26, FEB) | |
| "As câmaras de Retificação estão localizadas nas vizinhanças do Umbral. Os necessitados que aí se reúnem não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima, nos primeiros tempos de moradia em "Nosso Lar". (Nosso Lar, 26, FEB) | |
| "Memória inquieta, coração oprimido, em poucos instantes localizei-a no passado. Era Elisa. Aquela mesma Elisa que conhecera nos tempos de rapaz. Estava modificada pelo sofrimento, mas não podia ter quaisquer dúvidas." (Nosso Lar, 40) | |
| "Ouça, minha amiga - falei com emoção forte -, também eu me chamo André e preciso ajudá-la. Conte comigo, dorovante... Até agora, não tenho propriamente uma família em "Nosso Lar". Mas você será aqui minha irmã do coração." (Nosso Lar, 40) |
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"Vive o amor sublime no corpo
mortal, ou na alma eterna? Na Espiritualidade o noivado
é muito mais belo, porque não existem véus de ilusão
a obscurecer o olhar." |
| "Recolhido ao quarto confortável e espaçoso, orei ao Senhor da Vida agradecendo a bênção de ter sido útil. A "proveitosa fadiga" dos que cumprem o dever não me deu ensejo a qualquer vigília desagradável. Daí a instantes, sensações de leveza invadiram-me a alma toda e tive a impressão de ser arrebatado em pequenino barco, rumando a regiões desconhecidas." (N.L., 36) | |
| "Desembarquei com precipitação verdadeiramente infantil. Reconheceria aquela voz entre milhares. Num momento, abraçava minha mãe em transbordamentos de júbilo." (Nosso Lar, 36) | |
| "Fui conduzido então por ela, a prodigioso bosque, onde as flores eram dotadas de singular propriedade - a de reter a luz, revelando a festa permanente do perfume e da cor. Tapetes dourados e luminosos estendiam-se dessa maneira, sob as grandes árvores sussurrantes ao vento." (Nosso Lar, 36) | |
| "Minhas impressões de felicidade e paz eram inexcedíveis. O sonho não era propriamente qual se verifica na Terra. Eu sabia, perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras de Retificaçào, em "Nosso Lar", e tinha absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso."(Nosso Lar, 36) | |
| "Ligado o receptor, suave melodia derramou-se no ambiente, embalando-nos em harmoniosa sonoridade, vendo-se no espelho da televião a figura do locutor, no gabinete de trabalho."(Nosso Lar, 24) | |
| "Daí a instantes, começou ele a falar: - Emissora do Posto Dois, de "Moradia". Continuamos a irradiar o apelo da colônia, em benefício da paz na Terra."(Nosso Lar, 24) | |
| "Estamos ouvindo "Moradia", velha colônia de serviços muito ligada às zonas inferiores."(Nosso Lar, 24) | |
| "Assombrava-me, sobretudo, a imensidade dos serviços espirituais nos planos de vida nova a que me recolhera. Pois havia cidades de espíritos generosos, suplicando socorro e cooperação?" (Nosso Lar, 24) |
| "André, amanhã acompanharei nossa irmã Laura à esfera carnal. Se lhe apraz, poderá vir conosco para visitar sua família."(Nosso Lar, 48) | |
| "Possuído de Júbilo intenso, agradeci, chorando e rindo ao mesmo tempo. Ia, enfim, rever a esposa e os filhos amados..." (Nosso Lar, 49, FEB) | |
| "Imitando a criança que se conduz pelos passos dos benfeitores, cheguei à minha cidade, com a sensação indescritível do viajante que torna ao berço natal depois de longa ausência." (Nosso Lar, 49, FEB) | |
| "Gritei minha alegria com toda a força dos pulmões, mas as palavras pareciam reboar pela casa sem atingir os ouvidos dos circunstantes. Compreendi a situação e calei-me, desapontado. Abracei-me à companheira, com o carinho da minha saudade imensa, mas Zélia parecia totalmente insensível ao meu gesto de amor."(Nosso Lar, 49, FEB) | |
| "Mas, doutor, salve-o, por caridade! Peço-lhe! Oh! não suportaria uma segunda viuvez."(Nosso Lar, 49, FEB) | |
| "Um corisco não me fulminaria com tamanha violência. Outro homem se apossara de meu lar. A esposa me esquecera. A casa não mais me pertencia. Valia a pena ter esperado tanto para colher semelhantes desilusões?" (Nosso Lar, 49, FEB) | |
| "Chegou a noite e voltou o dia, encontrando-me na mesma situação de perplexidade, a ouvir conceitos e a surpreender atitudes que nunca poderia ter suspeitado." (Nosso Lar, 49, FEB) | |
| "Aproximei-me da filha chorosa e estanquei-lhe o pranto, murmurando palavras de encorajamento e consolação, que ela não registrou auditiva, mas subjetivamente, sob a feição de pensamentos confortadores." (Nosso Lar, 49) | |
| "Roguei ao Senhor energias necessárias para manter a compreensão imprescindível e passei a interpretar os cônjuges como se fossem meus irmãos." (Nosso Lar, 50) | |
| "Reconheci que Zélia e Ernesto se amavam intensamente. E, se de fato me sentia companheiro fraternal de ambos, devia auxiliá-los com os recursos ao meu alcance. (Nosso Lar, 50) | |
| "Ao fim da semana, chegara ao termo de minha primeira licença nos serviços das Câmaras de Retificação. A alegria tornara aos cônjuges, que passei a estimar como irmãos."(Nosso Lar, 50) | |
| "À luz dormente e cariciosa do crepúsculo, tomei o caminho de "Nosso Lar", totalmente modificado. Naqueles rápidos sete dias, aprendera preciosas lições práticas no culto vivo da compreensão e da fraternidade legítimas." (André Luiz, Nosso Lar, 50, FEB) |
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"Aquela melodia
renovava-me as energias profundas. Levantei-me vencendo
dificuldades e agarrei-me ao braço fraternal que Lísias
me estendia. Seguindo vacilante, cheguei a enorme salão,
onde numerosa assembléia meditava em silêncio,
profundamente recolhida. Da abóbada cheia de claridade
brilhante, pendiam delicadas e flóreas guirlandas, que
vinham do teto à base, formando radiosos símbolos de
Espiritualidade Superior. Ninguém parecia dar conta da
minha presença, ao passo que mal dissimulava eu a
surpresa inexcedível. Todos os circunstantes, atentos,
pareciam aguardar alguma coisa. Contendo a custo
numerosas indagações que me esfervilhavam na mente,
notei que ao fundo, em tela gigantesca, desenhava-se
prodigioso quadro de luz quase feérica. Obedecendo a
processos adiantados de televisão, surgiu o cenário de
templo maravilhoso. Sentado, em lugar de destaque, um
ancião coroado de luz fixava o alto, em atitude de
prece, envergando alva túnica de irradiações
resplandecentes. Em plano inferior, setenta e duas
figuras pareciam acompanhá-lo em respeitoso silêncio.
Altamente surpreendido, reparei Clarêncio participando
da assembléia, entre os que cercavam o velhinho
refulgente. |
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"A VIDA NÃO CESSA. A
VIDA É FONTE ETERNA E A MORTE É O JOGO ESCURO DAS
ILUSÕES." |
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