
NOSSO GRUP0
"Confrades irritadiços, padecendo melindres pessoais infindáveis, são os arbustos carcomidos por vermes de feio aspecto..." |
Nosso grupo de
trabalho espírita-cristã, em verdade, assemelha-se ao campo
consagrado à lavoura comum.
Almas em
pranto que o procuram simbolizam terrenos alagadiços que nos
cabe drenar proveitosamente.
Observadores agressivos e rudes são espinheiros magnéticos que
devemos remover sem alarde.
Freqüentadores enquistados na ociosidade mental constituem gleba
seca que nos compete irrigar com carinho.
Criaturas
de boa índole, mas vacilantes na fé, expressam erva frágil que
nos pede socorro até que o tempo as favoreça.
Confrades
irritadiços, padecendo melindres pessoais infindáveis, são os
arbustos carcomidos por vermes de feio aspecto.
Irmãos
sonhadores, eficientes nas idéias e negativos na ação,
representam flores improdutivas.
Pedinchões
inveterados, que nunca movem os braços nas boas obras,
afiguram-se-nos folhagem estéril que precisamos suportar com
paciência.
Amigos
dedicados ao mexerico e ao sarcasmo são pássaros arrasadores
que prejudicam a sementeira.
O companheiro, porém, que traz consigo o coração, para servir,
é o semeador que sai com Jesus a semear, ajudando
incessantemente a execução do Plano Divino e preparando a seara
do Amor e da Sabedoria, em favor da Humanidade, no Futuro Melhor.
ANDRÉ LUIZ
(Coragem, 36, CEC)
CONDUTA ESPÍRITA NO TEMPLO
| "A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo..." |
Entrar
pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões,
sem provocar alarido ou perturbações.
O templo é local previamente escolhido para encontro com as
Forças Superiores.
*
Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação,
bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito
ao lar de oração.
Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.
*
Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de
interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos
e desequilíbrios vários.
O silêncio favorece a ordem.
*
Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no
auditório, reservando-os para os visitantes e pessoas
fisicamente menos capazes.
O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.
*
Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso
das sessões, aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera
Superior no que tange ao bem geral.
A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de
todos.
*
Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade,
abraçando os encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.
A disposição de servir, por si só, já simplifica os
obstáculos.
*
Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou
quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos
para ritual, tão usados em diversos meios religiosos.
Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as
civilizações terrenas.
*
Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos
irmãos dirigentes da Casa, para não acumpliciar-se,
inadvertidamente, com pregações de princípios estranhos aos
postulados espíritas.
Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.
*
Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio
de coletas, peditórios ou venda de tômbolas (bingo), à vista
dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes
podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.
A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a
todo custo.
ANDRÉ
LUIZ
(Conduta Espírita, 11, FEB)
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