SOS VIDA
 
 

A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS
(COMPREENDENDO FELICIDADE E SOFRIMENTO)

Lori Marli dos Santos

Dentre os sonhos e os projetos de todo ser humano, está a felicidade. Faz parte de nós essa vontade de ser feliz, esse impulso que nos remete à frente, a procura de situações que premiem a alma com o tão cobiçado sentimento.
Mas... onde está a felicidade? Malgrado nossos esforços, ela geralmente nos escapa pelos dedos feito areia fina, parecendo não encontrar-se nunca lá onde nós supúnhamos estivesse ela com todo seu esplendor.
Se a sonhamos no nosso casamento, ela dá a impressão de encerrar-se em casamentos alheios; se a aguardamos na profissão, a realidade desgastante do dia-a-dia confirma-nos o contrário, se a confiamos ao futuro de nossos filhos, a decepção chega antes, sepultando as esperanças mais caras.
E, se o nosso lar é perfeito, o nosso trabalho é reconhecido e nossos filhos saudáveis, ainda assim a infelicidade parece procurar nossas vidas, feita ave agourenta. Hoje, é a doença de alguém querido, amanhã, é a morte inesperada, mais além é a despesa repentina trazendo dificuldades financeiras...
Mas, se o sofrimento tempera a alma resoluta, as dores e os sobressaltos fragilizam as menos convictas, levando-as a perder a fé na vida. D-sesperançadas, presumem que Deus se esqueceu dos homens. Negativi-tas, engrossam a larga fieira dos que vêem apenas a face do mal em toda e qualquer manifestação humana, tornando-se parte ativa do triste batalhão que procura com avidez, em jornais, revi-tas e programas televisivos, as notícias escandalosas que retratam, diariamente, a falência moral da Terra.
A reclamação sistemática e a queixa doentia substituem o antigo desejo de felicidade, natural e saudável, pelo prazer de execrar a vida, tomando-se por desculpa a impossibilidade de se ser feliz neste mundo.


Aí, o que já era ruim, fica ainda pior.
Porém nós, espíritas, que já possuímos razoável conhecimento da lei de Causa e Efeito, sabemos muito bem que não existe acaso na Criação, e que tudo o que nos sucede, assim como também aos nossos semelha-tes, está fundada na justiça de Deus, que dá à cada um segundo as suas obras.

A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS
Quando nos sentimos infelizes, ou estamos com algum problema, é natural que procuremos o socorro espiritual através da leitura edificante. E, se lemos a mensagem de um Benfeitor desencarnado, ou a recebemos de alguém, e esta mensagem se ajusta ao nosso problema, podemos estar certos que ela veio em nosso socorro e com endereço certo: o nosso. Mas, no mais das vezes, nos decepcionamos a medida que vamos lendo a mensagem, porque os Espíritos parecem não concordar nunca com o tamanho dos nossos sofrimentos e angústias. Eles tratam de nossas dores como se fossem bençãos, dão mais razão aos nossos perseguidores que à nós e quase nos obrigam a desculpar aquele que nos fere; falam de Jesus e da imensa injustiça da Cruz quando queríamos que concordassem com a enorme injustiça de "nossa" dor, que passassem a mão em nossa cabeça e afastassem o mal que nos atormenta, de qualquer jeito.
A decepção, geralmente é grande. E não entendemos como podem ser tão frios esses Benfeitores, diante da enormidade de nossos sofrimentos. Chegamos até a pensar: " Será que eles sabem mesmo o que é sofrimento? Eu acho que não, pois estou aqui em meio a tanta dor e eles ainda dizem que devo agradecer à Deus as minhas lágrimas!"
Certa feita, uma amiga minha, profundamente revoltada com a vida, desabafou: "Eu estou cheia de tudo!... A falta de sorte e de dinheiro está acabando comigo e com minha família... Hoje em dia é impossível ser feliz sem dinheiro, você sabe, e lá em casa falta dinheiro até para o necessário, quanto mais para alguma compra ou passeio... A juventude está indo embora e estou ficando feia, velha... Puxa vida!... Também sou filha de Deus... Mas por que recebi tão pouco da vida? Por que Deus me esqueceu? Se ao menos eu pudesse ter estudado, feito uma faculdade..."
E tome lágrimas... Mas aí eu tinha à mão o livro Agenda Cristã, de André Luiz, dei-o à ela para que o abrisse, e, "por acaso", saiu a seguinte mensagem:
"A beleza física pode provocar tragédias imprevisíveis para a alma, se esta não possui discernimento. Excessivo dinheiro é porta para a indigência, se o detentor da fortuna não consolidou o próprio equilíbrio. Demasiado conforto é desvantagem, se a criatura não aprendeu a arte de desprender-se... Enorme cabedal de conhecimento, em meio de inúmeras pessoas ignorantes, vulgares ou insensatas, é fruto venenoso e amargo, se o espírito ainda não se resignou à solidão." (Cap. 27)
Ela leu, releu, pensou um pouco e disse: "Não tem nada a ver comigo! Acho que não abri o livro com fé e por isso não deu certo. Deixa eu abrir de novo...
Aí ela abriu o livro outra vez, mas a resposta foi ainda mais contundente:
"Com Jesus, a renúncia será um privilégio para você; o sofrimento glorificará sua vida e a prova dilatará seus poderes..." (cap. 39)
Prudentemente, minha queixosa amiga mudou de assunto.
Gostando ou não gostando, nossos amigos da Espiritualidade Maior estão certos e nós, em esmagadora percentagem, estamos reclamando sem razão, indevidamente. E isso porque a matéria, ou a carne que nos reveste o espírito, momentaneamente, proporciona essa ilusão, de que tudo começa e termina na matéria, que a vida se limita à alguns anos à procura da felicidade e que vida espiritual é algo que a maioria de nós ainda quer ver para crer...
Se ligássemos maior importâcia ao Espírito e menor caso à matéria, seria fácil perceber que os Benfeitores estão com a razão, e se olhássemos a vida pelo mesmo prisma deles, a felicidade não pareceria tão inatingível, tão longínqua.
Mas, que ótica é essa, que faz com que encarnados e desencarnados pareçam falar línguas diferentes a ponto de quase não se entenderem?
Para que possamos compreender perfeitamente o que nos dizem os Benfeitores do Espaço, em suas mensagens de esclarecimento, devemos, antes de tudo, substituir termos e palavras referentes à vida material, pelo seu verdadeiro sentido para a vida e-piritual, posto que nossa estada na Terra é considerada mero aprendizado e os acontecimentos existenciais, lições novas ou repetidas.
Sob essa lógica, o sinônimo espiritual para nossa posição, problemas e sofrimentos é o seguinte:

SORTE: estudo da prudência
AZAR: aprendizado de paciência
BELEZA FÍSICA: enfrentamento de tentações
FEALDADE: reeducação de valores
POBREZA MATERIAL: estímulo ao trabalho
RIQUEZA E ABUNDÂNCIA: dádivas transitórias
PODER: discernimento e misericórdia
SERVIDÃO: mapeamento da humildade
PENÚRIA: reaprendizado da posse
DOENÇA FÍSICA: cura espiritual
CONTRARIEDADES: domínio da irritação
PROVOCAÇÕES: exercício da tolerância
TENTAÇÕES: curso de vigilância
FILHOS-PROBLEMA: tarefa de abnegação
PAIS INTOLERANTES: disciplina da compreensão
UNIÃO INFELIZ: aprendizado de amor
INJUSTIÇAS: apostolado do perdão
FRUSTRAÇÕES: curso de perseverança
PROVAS: teste divino para ver como estamos.

Ilustrando, podemos criar uma pessoa com as seguintes características, retiradas das afirmativas acima: JOÃO É FEIO, POBRE E AZARADO. Uma vida assim, à primeira vista, nos parece de uma injustiça extrema, o tipo de existência que não desejamos "nem mortos", como se diz, por nos parecer a mais pura essência da infelicidade. No entanto, é a prova mais pedida pelos Espíritos elevados, assim como a doença. Chico Xavier se enquadra nessa característica, mas, quem se atreve a dizer que ele é infeliz?
Outro exemplo: MARIA É BELA, RICA, FAMOSA E ADMIRADA. Eis o que procuramos avidamente, eis, para nós, o supra-sumo da felicidade na Terra. Mas, paradoxalmente, é a prova mais temida pelos Espíritos Superiores, devido às armadilhas e tentações que encerra. A Princesa Diana ilustra muito bem esse quadro provacional.
Mas, não devemos concluir disso tudo, que estamos na Terra unicamente para expiar e sofrer, sem chances de ser feliz, pois que sofrimento e expiação é o nome que nós damos à má vontade em progredir, à rebeldia e ao amor exagerado à matéria.
A felicidade real é possível, lá mesmo onde nossos olhos, por medo ou por ignorância, enxergam somente a infelicidade.
Deus é nosso Criador, mas nós somos os artífices de nossa própria grandeza.
MEIMEI, esse luminoso Espírito que tanto bem nos ofertou através da mediunidade de Chico Xavier, disse, certa feita que "toda criatura terrestre, embora não perceba, vive a despedir-se do mundo, pouco a pouco, despachando, cada dia, com os próprios atos, a bagagem que encontrará na estação do destino." (Cap. 87 - Ideal Espírita)
O que fomos e o que fizemos ontem, somos hoje. Ou, utilizando as palavras de MEIMEI, nós somos hoje o conteúdo da bagagem que nós despachamos ontem, com nossos próprios atos, para a estação do aqui e agora.
Herdamos felicidade ou tristeza, de nós mesmos, intransferivelmente, como colheita obrigatória de nossas atitudes frente à vida.
É impossível passar pelo mundo, e aprender as coisas do mundo, sem sofrer. Mas o sofrimento diminui quando nós amadurecemos e toma-mos consciência de que sua importância está em razão direta com a nossa rebeldia ou o nosso temor. Quanto mais obedientes e resignados à Deus, maior a luz interior, maior a felicidade da consciência tra-qüila e cada vez menos agressiva, cada vez menos importante, essa incompreendida faceta do aprendizado terreno, que nós chamamos de... sofrimento.

LORI MARLI DOS SANTOS
- [email protected]

 
 
SOS VIDA

VOCÊ SABIA?
SOS - abreviatura do inglês SAVE OUR SOULS, e que foi adotado em 1906 pela Conferência Radiotelegráfica de Berlim, é um sinal radiotelegráfico internacional de pedido de socorro. Fazendo parte dos chamados, mensagens e do tráfego de pedido de socorro, deve ser transformado em código Morse sob a forma de três letras juntas, sem intervalos:
SOS (...---...) (Fonte: Larousse)

 

ENTIDADES EM FOCO

CDV - Centro de Defesa da Vida

"Abençoe-nos Jesus, o amigo incondicional de todas as horas !"
Somos o CDV/CENTRO DE DEFESA DA VIDA, entidade que pela teimosia de um decidido grupo universalista, teima em sobreviver desde 12.12.1978, lutando na prevenção ao suicídio, EM DEFESA DA VIDA !
0 trabalho do CDV é universalista, humanitarista e estabelece parceria com todos os movimentos religiosos dignos desse nome, ou seja os que tem sensibilidade para enxergar os problemas e disposição para através de esforços contínuos e bem orientados, gerar a luz que irá ocupar o lugar da escuridão.
Desde 12.12.1978 que vimos desenvolvendo nosso potencial em Campinas/SP na prevenção ao suicídio e o resultado foi a comprovada redutibilidade de -90% (graças à Deus).


POR UMA NOVA UTOPIA, Pedro J. Bondaczuck
Graças ao apoio a RAC-Rede Anhanguera de Comunicação, editamos essa excelente obra literária (ver nosso site:
http://www.topshop.com.br/cdv
mais detalhes sobre a obra) que estamos disponibilizando para o
estabelecimento de parcerias (a partir de cem exemplares, concedemos
desconto de 50% sobre o preço de capa que é de R$15,00 e concedemos 30 dias para pagamento: detalhe, as despesas de remessa são por nossa conta). Várias Associações já estão nos prestigiando, inclusive a USE=UNIÃO DAS SOCIEADES ESPÍRITAS DO ESTADO DE SÃO PAULO e a LIVRARIA, DISTRIBUIDORA E EDITORA ESPÍRITA "NOSSO LAR"(defronte a FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO
PAULO) já nos prestigiam nessa iniciativa !
No entanto, necessitamos, com URGÊNCIA do decidido apoio de outros grupos que possibilite o escoamento de pelo menos 2.000(dois mil)exemplares, para obtermos os recursos necessários para reativação das 10(dez) linhas telefonicas de Campinas e São Paulo, presentemente mudas por fatores alheios a nossa vontade !!!
0utro site: estamos organizando outro site que poderá ser visitado:
http://www.aleph.com.br/cdv

Na expectativa do aporte de Vosso apoio, despedem-se mui
fraternalmente,
CDV/CENTRO DE DEFESA DA VIDA

Meimei Leão Rodrigues - Presidenta
Manoel R. B. Neto - Voluntário

[email protected]

ATENÇÃO: Você ou sua Entidade também podem participar (gratuitamente*) de nossa página! Entre em contato conosco, para maiores detalhes, ou envie-nos os dados da Instituição que você deseja ressaltar, com todos os detalhes possíveis (pode acompanhar fotografia), que nós faremos a sua divulgação.

* O Instituto de Divulgação Espírita André Luiz não tem fins lucrativos.

 

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