Louis 16 e Marie Antoinette

Um amor
al�m da trag�dia...
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LOUIS XVI (1754-1793)
"Que o Senhor nos proteja, pois somos jovens demais para reinar!" - assim se manifestaram Louis XVI e
Marie Antoinette quando foram proclamados reis, ap�s a morte de Louis XV, em 1774.
Louis XVI e Marie Antoinette eram n�o somente
jovens, mas, principalmente, despreparados para governar; os
esfor�os educacionais tinham se focalizado no irm�o mais velho
de Louis XVI, que morreu prematuramente. As qualidades naturais
do novo monarca - piedade, lealdade, sentido do dever,
curiosidade e interesse na tecnologia - n�o eram as requeridas de um rei.
E sua falta da presen�a pessoal contrastava com a
magestade de seus predecessores. Seu amor pelo povo (que era
rec�proco) n�o poderia compensar a sua total falta de decis�o,
que provou ser fatal para a monarquia.
Quando Louis XVI foi coroado rei da Fran�a, em 1774, tinha
somente 20 anos de idade. Com o passar dos anos, aprendeu a
governar melhor. Come�ou, ent�o, a fazer mudan�as. Aboliu o
feudalismo e a tortura, restituiu a cidadania aos protestantes e
promoveu a reconvoca��o dos Estados-Gerais. Todas as a��es de
Louis XVI tinham em vista sempre um �nico objetivo: favorecer o
povo franc�s e impedir a sua revolta.
As a��es de Louis XVI foram direcionadas � favor da maioria
miser�vel francesa: os camponeses e os escravos. Por muitos
s�culos, um sistema feudal desumano estave em uso em toda a
Fran�a, e os camponeses eram a principais v�timas deste
sistema. Compunham 75% da popula��o. A aboli��o do feudalismo
deu � eles mais liberdade.
Representar as id�ias do povo no governo, levaria o governo para
mais perto do povo. Um
sistema, com representantes de todas as
prov�ncias da Fran�a realizaria esse intento. Louis XVI o
conseguiu chamando o Estado-Geral para o governo, em maio 1789.
Este era formado por um grupo de pares de deputados das cidades e
prov�ncias francesas. O Estado-Geral n�o era utilizado pelos
governos desde 1614. Colocado originalmente ao mesmo n�vel do
rei, Louis XVI teve que aprovar todas as leis que lhe passaram,
inclusive remover as direitas dos nobres sobre os escravos e os
camponeses. Uma outra lei reduziu a pot�ncia da Igreja,
negando-lhe o direito de cultivar a pr�pria terra. Dando for�a
ao Estado-Geral, Louis XVI come�ou a usar as id�ias do povo no
governo franc�s.
Mas a Fran�a desejava o fim da monarquia, de qualquer jeito, o
que ocorreu em 10 de agosto de 1792. Satisfeito o desejo dos
revolucion�rios, Louis XVI foi afastado do trono e preso, com
sua fam�lia.
Por um voto apenas, foi condenado � morte, mais tarde, acusado
de trai��o � Fran�a.
Antes de sua morte, Louis XVI declarou ao povo: "Espero que
o derramamento de meu sangue contribua para a felicidade de
voc�s e da Fran�a. " Sua cabe�a foi cortada fora em uma
guilhotina. Sabiam todos, no entanto, que Louis XVI , at� o
momento de sua morte, era favor�vel � melhorara e �
satisfa��o da Fran�a e do seu povo.
O trabalho de
Louis XVI, como rei, antes e durante da revolta francesa , n�o
foi f�cil. Com uma esposa supostamente traidora e maus ministros, Louis XVI conseguiu
fazer o melhor em uma conjuntura p�ssima. A chamada do
Estado-Geral foi a principal mudan�a para o melhor, assim como a
aboli��o do feudalismo, uma altera��o necess�ria e urgente.
Mas veio a queda da monarquia e a morte do Louis XVI, e em
seguida a morte de quase toda sua fam�lia... (Tradu��o
AltaVista)
copyright 1995 - Peder Larson
(http://www.cas.usf.edu/english/walker/mla.htm)
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MARIA ANTONIETA (1755-1793)
Marie Antoinette (nome de casada), nasceu Antonia de Lorraine em 2 de Novembro de 1755 em Vienna,
Austria. Ela era a filha mais jovem e mais bela de Francisco I e
Maria Theresa, imperadores da Austria. Marie Antoinette estava
destinada a tornar-se Rainha de Fran�a. Ela desposou o pr�ncipe
herdeiro em 1770, aos 14 anos de idade. Quatro anos depois,
tornou-se rainha quando seu marido foi coroado rei Louis XVI.
(Casa de Bourbon).
A arquiduquesa Antonia desenvolveu-se no ambiente altamente moral
da corte da sua m�e, Maria Theresa, uma l�der forte e amada por
seu povo. Maria Thereza arranjou a uni�o de Antonia com o Delfin
(pr�ncipe da coroa) da Fran�a para cimentar uma alian�a entre
�ustria e Fran�a. Em 1770, na idade de quatorze anos ,
Marie Antoinette saiu de sua terra
natal rumo ao pal�cio franc�s de Versalhes, para casar-se.
Louis, o noivo, nos seus quinze anos, era t�mido, gordinho, e um
pouco ap�tico. Negligenciou seus deveres reais a favor da ca�a
e da marcenaria. Tamb�m sofreu de
fimose, o que o impediu de gerar filhos pelos primeiros sete anos
de sua uni�o. O povo, n�o sabendo nada disto, responsabilizou
Marie Antoinette pela sua falha em gerar herdeiros para o trono -
porque seria responsabilizada dessa forma, frequentemente, por
todas as coisas al�m de seu controle...
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Assim que chegou na corte francesa, Marie
Antoinette ocupou a suite da rainha, onde teve que observar as
obriga��es impostas a uma soberana francesa : apar�ncia,
recep��es matinais, audi�ncias, repastos p�blicos, entre
outras coisas.
A obriga��o preliminar da rainha,
naturalmente, era fornecer um herdeiro para a dinastia, mas foi
preciso esperar onze anos pelo nascimento do primeiro Delfin
(1781-1789). Combinando supostos romances p�blicos com sua
desaten��o �s r�gidas normas da corte, a jovem e rebelde
rainha foi enredada numa teia de maldades que nunca diminuiu
mesmo quando, mais tarde, devotou a maior parte de seu tempo a
suas quatro crian�as: Madame Royale, o primeiro Delfin, uma
outra filha que morreu na infancia, e o futuro Louis XVII
(1785-1795). A partir do nascimento dos filhos, Marie Antoinette
amadureceu, transformando-se em esposa e m�e devotada.
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A corte de Versalhes era mais r�gida do que
a corte de Maria Theresa, e Marie Antoinette muitas vezes bocejou
e riu abertamente durante cerim�nias reais. Com o passar do
tempo, tornou-se cada vez mais rebelde. Insistia em sair sozinha
ou com alguns companheiros, dispensando sua corte particular.
Escolhia seus
pr�prios amigos e sua pr�pria roupa,
recusando-se a usar espartilhos, entre outras coisas... Quando
seu irm�o visitou a corte francesa, foi recebido sem etiqueta, o
que o levou a comentar depois, com desaprova��o, que a rainha
n�o fazia seu trabalho.
As hist�rias dos excessos de Marie Antoinette s�o exageradas
vastamente. Entretanto, melhor que ignorar a crise financeira
crescente na Fran�a, ela reduziu a equipe de funcion�rios reais
da casa, eliminando muitas posi��es desnecess�rias, baseadas
unicamente no privil�gio. No processo de redu��o de gastos,
ofendeu os nobres, adicionando sua ira �s hist�rias
escandalosas espalhadas por intrigantes reais, incluindo o Duque
D'Orleans, cujo o filho se transformou mais tarde em Louis XVIII.
Era a nobreza o grande obst�culo � reforma social, pois que se
recusava colaborar nas reformas financeiras dos ministros do
governo, e n�o o rei e a rainha, favor�veis � mudan�a. Em
verdade, Antoinette e Louis foram apontados como danosos ao povo,
n�o somente por suas personalidades, que n�o agradavam os
franceses, mas pela mudan�a da ideologia pol�tico-social dos
s�culos 18 e 19, que n�o mais aceitava o absolutismo real.
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Marie Antoinette foi criticada duramente
pelo seu pendor excessivo para festividades, contudo foi Louis
XVI quem a carregou oficialmente para os entretenimentos da
corte. Seus esfor�os na �rea cultural, no entanto, tiveram um grande
impacto: o n�mero dos teatros
cresceu, e houve uma mudan�a radical nos repert�rios musicais e
teatrais (que deram boas-vindas a estrangeiros - demasiados
estrangeiros, diga-se!). A rainha, resoluta, moderna e aberta �
mudan�as, gostava e favorecia compositores como Gluck, Piccini,
Salieri, Sacchini, e outros.
Muitos franceses odiavam a rainha por seu sangue austr�aco e
suas maneiras anteriormente frivolas. Foram espalhados boatos de
que teria tido casos numerosos. O mais persistente centrou-se na
na pessoa do Conde Hans Axel Fersen, um diplomata sueco. Ele era,
definitivamente, um dos favoritos da rainha, mas � duvidoso que
foram amantes. Injuriosamente, Marie Antoinette era insultada em
can��es, em retratos e em panfletos pornograficos. Foi
publicada, igualmente, uma autobiografia falsificada, em que a
rainha confessava seus supostos pecados, chamando-se de
prostituta.
Marie Antoinette tamb�m foi chamada de Madame Deficit e
responsabilizada pelos problemas financeiros do pa�s. � verdade
que apreciava uma pr�diga vida festiva, mas, a esse respeito,
sua m�e lhe escreveu, advertindo-a de que "uma rainha pode
somente se degradar por imprud�ncias e estravag�ncias em
�pocas dif�ceis." Mas Marie Antoinette n�o era t�o tola
e daninha quanto o povo acreditava. E certamente n�o � verdade
que tenha dito "Se o povo n�o tem p�o, que coma
brioche!", ou "o povo que morra de fome!". Como
mulher e estrangeira, fizeram dela um bode expiat�rio
conveniente para os problemas da na��o, e parece que nenhuma
cal�nia contra ela era demasiada selvagem, pois se acreditava em
tudo que se dizia a seu respeito.
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Quando amadureceu,
Marie Antoinette tornou-se menos extravagante. Tentou mudar sua
imagem desgastada, vestindo-se com simplicidade e posando para
retratos com suas crian�as, mas seus esfor�os tiveram pouco
efeito no povo descrente. Ironicamente, o dano maior � sua
reputa��o foi criada por um esc�ndalo em que n�o tomou parte:
o caso do colar de diamantes.
O Cardeal de Rohan desejava melhorar seu status social em
Versalhes, e uma mulher chamada Condessa de La Motte ofereceu-lhe
ajuda. Infelizmente para o cardeal, Jeanne de La Motte n�o era
realmente um condessa. Era uma h�bil vigarista. Jeanne contratou
uma mulher para vestir-se como Marie Antoinette, e encontrar-se
com o cardeal nos jardins de Versalhes, � noite. A rainha falsa
deu ao cardeal uma rosa e afastou-se depressa, deixando o cardeal
sob o ilus�o que se tinha encontrado realmente com Marie
Antoinette.
O passo seguinte de Madame La Motte, foi dizer ao cardeal que a
rainha queria comprar um colar de diamantes, e que era de seu
interesse a provid�ncia do mesmo. Obediente, o cardeal obteve o
colar e deu-o a mme La Motte, esperando a rainha pagar por ele.
Naturalmente, Marie Antoinette nunca viu o colar; mme La Motte
deu os diamantes para seu marido, que examinou-os em Londres e
depois os vendeu. Quando os joalheiros exigiram o pagamento, o
caso do colar de diamantes tornou-se p�blico. O cardeal e o mme
La Motte foram presos. O cardeal foi julgado e absolvido, mas mme
La Motte foi encarcerada, depois de a�oitada publicamente.
Conseguiu, mais tarde, fugir para Londres, onde espalhou boatos
maliciosos sobre Marie Antoinette.
Embora Marie Antoinette fosse totalmente inocente no caso,
acreditou-se largamente que ela havia aceitado o colar e depois
se recusado a pagar por ele. Chegaram a circular boatos de que
tinha tido um caso com mme La Motte!
O caso do colar de diamantes contribuiu expressivamente para a
ruina de Marie Antoinette.
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Em 1789, irrompeu a revolu��o francesa.
Suas causas foram muitas, mas a grande f�ria dos
revolucion�rios se focalizou em Marie Antoinette. Em 5 de
outubro, uma multid�o de mulheres parisienses marchou sobre
Versalhes, pedindo aos gritos o sangue da rainha. Alguns membros
da multid�o eram homens, na verdade, vestidos de mulher, sob a
desculpa de era menos prov�vel que as tropas reais ateassem fogo
nas mulheres.
Quando Marie Antoinette ouviu seu nome sendo pronunciado pela
multid�o, que se aproximava, permaneceu calma, dizendo apenas:
"eu sei que vieram a Paris exigir minha cabe�a, mas eu
aprendi de minha m�e a n�o temer a morte e eu a esperarei com
serenidade." Quando a multid�o apareceu do lado de fora do
pal�cio,
Lafayette, o chefe da Guarda Imperial e
Deputado da Nobreza nos Estados-Gerais, recomendou-lhe mostrar-se
no balc�o. Bravamente , por�m, Marie Antoinette saiu
e enfrentou-os sozinha. E porque as vozes exigiam: "
Disparem! Disparem!", a rainha curvou sua cabe�a,
com humildade, aguardando o disparo fatal. Mas Lafayette protegeu-a com seu corpo, nesse instante e, curvando-se,
beijou-lhe as m�os. Foi considerado um grande her�i, e seu
gesto impressionou a multid�o, que passou a gritar: "Longa
vida � Rainha!"
A fam�lia real permaneceu prisioneira por anos. Em 1791, ,
espalharam-se boatos de que Axel Fersen, suposto amante de Marie
Antoinette, teria arranjado a fuga da fam�lia real. O plano era
para Louis e Marie Antoinette sair de Paris em um carro pequeno,
r�pido; suas crian�as viajariam em separado, para evitar
suspeitas. Mas Marie Antoinette recusou-se a deixar as crian�as,
insistindo que a fam�lia deveria seguir unida, em um carro
maior, embora mais lento. Foi uma decis�o que selou seu destino,
porque a fam�lia real foi reconhecida e presa, na vila de
Varennes. (Fersen, que dirigia o carro de fuga, sobreviveu �
revolu��o francesa, mas foi assassinado em 1809, na Su�cia,
por revolucion�rios suecos.)
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Depois que tentativa fracassada de fugir de
Paris, Marie Antoinette continuou a procurar ajuda, dentro e fora
da Fra�a. Porque o rei era ap�tico, restou-lhe negociar com os
revolucion�rios no interesse da fam�lia real. Tamb�m incitou
secretamente a �ustria a interceder em Fran�a. Quando a
�ustria e Prussia declararam guerra � Fran�a, Louis e Marie
foram acusados de passar segredos militares ao inimigo. Em 10 de
Agosto de 1792, a fam�lia real foi presa sob suspeita de
trai��o e, em 21 de Janeiro de 1793, o rei Louis XVI foi
condenado e executado na guilhotina.
Ap�s a morte de Louis, seu irm�o (Louis futuro XVIII), que
havia escapado da Fran�a anos antes, proclamou Louis Charles,
filho de Marie Antoinette, para ser o novo rei da Fran�a. Por
v�rios meses ap�s a morte do pai, Louis Charles e sua irm�,
Marie Therese Charlotte, permaneceram na pris�o com Marie
Antoinette. As crian�as adoeciam freq�entemente, e a rainha
preocupava-se com eles, sem muito poder fazer. Mal�volamente, os
carcereiros decidiram separar Charles Louis de sua m�e, e ele
foi colocado na cela abaixo da dela, onde ela poderia ouvi-lo
gritar. Algumas semanas mais tarde, Marie Antoinette foi separada
de sua filha, tamb�m. A rainha foi retirada dali no meio da
noite e levada � uma cela s�rdida, na Conciergerie. Louis
Charles e Marie Therese Charlotte permaneceram no templo. Nunca
viram sua m�e outra vez.... 
Marie Antoinette foi tratada cruelmente durante seus dias finais
de cativeiro. Seus filhos foram afastados dela e sua melhor
amiga, a Princesa de Lambelle, foi morta e sua cabe�a posta
sobre um p�lo e exibida em desfile na frente da rainha. Marie
Antoinette seguiu o destino de seu marido e foi guilhotinada em
16 de outubro de 1793. Exposta ao esc�rnio p�blico, atrav�s
das ruas de Paris, em um carro aberto, manteve sua dignidade at�
o final. No cadafalso pisou acidentalmente no p� do executor, e
suas �ltimas palavras foram, "Senhor, eu pe�o seu perd�o.
Eu n�o tive inten��o. "
Marie Antoinette foi executada sem provas para os crimes de que
foi acusada...
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http://www.geocities.com/Athens/Aegean/7545/MarieAntoinette.html
(Tradu��o
AltaVista)
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