O Engenheiro e o Poeta

�lvaro de Campos � considerado o mais moderno dos heter�nimos de Fernando Pessoa. Engenheiro naval, possuidor de tr�s fases: a do Opi�rio; a mecanicista, whitmaniana; e a do sono e cansa�o, a partir de � A Casa Branca, Nau Preta�, poema escrito em 11 de outubro de 1916.

Na primeira fase, � composta do poema Opi�rio e de dois sonetos. A segunda fase comp�e-se dos seguintes poemas: Ode Triunfal, Dois Excertos de Odes, Ode Mar�tima, Sauda��o a Walt Whitman e Passagem das Horas. Com exce��o do segundo poema, predomina nesta fase o esp�rito nietzschiano, a inspira��o de Walt Whitman e do Futurismo italiano de Marinetti , que se aclimata ao caso portugu�s atrav�s do Sensacionalismo, concebido em resumo como intelectualiza��o da sensa��o.

Outras caracter�sticas marcantes da segunda fase, foram as desordem de sensa��es, a inquietude do ap�s-guerra, dinamismo e a integra��o na civiliza��o da m�quina.

Homem da cidade, �lvaro de Campos desumaniza-se, ao tentar explicar a li��o sensacionista de Alberto Caeiro ao mundo da m�quina. N�o consegue acompanhar como um super-homem a pressa mecanicista, e deprime-se, chegando a escrever um poema dedicado � Alberto Caeiro, poema em que, apesar do respeito ao mestre, lhe apresenta queixas.

Surge a terceira fase de Campos sobretudo devido � falta de adapta��o �s teorias de Caeiro e � desilus�o pr�pria ap�s-guerra. Esta fase � marcada pela revolta, inconformismo, enternecimento moralista, senso de fragilidade humana e senso do real, desprezo ao mito do hero�smo, torpor expresso em sono e cansa�o e a preocupa��o com o existencial. Essa a imagem, em resumo, de uma das mais expressivas personalidade de Fernando Pessoa.

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