A MA�ONARIA E A INDEPEND�NCIA DO BRASIL
De acordo com o Decreto n� 125 de 29 de setembro de 1.821, o rei de Portugal D. Jo�o VI
extinguiu o reinado do Brasil e determinou o regresso de D. Pedro com toda a fam�lia real
para Portugal. Nessa �poca, funcionavam no Rio de Janeiro, a Loja Ma��nica Com�rcio e
Artes, da qual eram membros v�rios homens ilustres da corte como o Conego Janu�rio da
Cunha Barbosa, Joaquim Gon�alves Ledo e Jos� Clemente Pereira entre outros. Esses
ma�ons reunidos e ap�s terem obtidos a ades�o dos irm�os de S�o Paulo, Minas Gerais e
Bahia, resolveram fazer um apelo a D. Pedro para que permanecesse no Brasil e que culminou
com o celebre "Como � para o bem de todos e felicidade geral da na��o, estou
pronto, diga ao povo que fico".
Mas n�o parou ai o
trabalho dos ma�ons. Come�ou-se logo em seguida, um movimento coordenado, entre os
irm�os de outras prov�ncias brasileiras com o intuito de promover a Independ�ncia do
Brasil.
Os movimentos
nativistas para a convoca��o de uma assembl�ia constituinte e a concess�o do t�tulo
de "Pr�ncipe Regente Constitucional e Defensor Perp�tuo do Reino Unido do
Brasil", autorgado a D. Pedro, pelos brasileiros, acirrou ainda mais os �nimos entre
os portugueses e nativistas.
Nessa �poca, havia na
metr�pole, tr�s lojas ma��nicas funcionando, a "Com�rcio e Artes", a
"Esperan�a de Niter�i" e a "Uni�o e Tranq�ilidade", e nenhuma
pessoa era iniciado em qualquer das tr�s lojas, sem que fossem conhecidas suas opini�es
sobre a Independ�ncia do Brasil e o ne�fito jurava n�o s� defend�-la como tamb�m
promov�-la.
Em princ�pios do ano
de 1.822, funda-se no Rio de Janeiro, o Grande Oriente, onde se filiaram todas as lojas
existentes naquele oriente, sendo eleito seu primeiro Gr�o Mestre Jos� Bonif�cio de
Andrada e 1� Grande Vigilante Joaquim Gon�alves Ledo.
A 13 de julho de 1.822,
por proposta de Jos� Bonif�cio, D. Pedro � iniciado na ma�onaria na loja Com�rcio e
Artes e logo elevado ao grau de Mestre Ma�on. Enquanto isso, crescia em todo o Brasil, o
movimento pela Independ�ncia, encabe�ado pelos ma�ons.
Os acontecimentos se
sucediam, at� que a 20 de agosto de 1.822 � convocada uma reuni�o extraordin�ria do
Grande Oriente e nessa reuni�o assume o malhete da loja, Joaquim Gon�alves Ledo que era
o 1� Grande Vigilante, devido a aus�ncia de Jos� Bonif�cio que se encontrava viajando.
Joaquim Gol�alves
Ledo, profere um eloq�ente e en�rgico discurso, expondo a todos os irm�os presentes, a
necessidade de se proclamar imediatamente a Independ�ncia do Brasil. A proposta foi posta
em vota��o e aprovada por todos e em seguida lavrou-se a ata dessa reuni�o.
Presume-se que a c�pia
da ata dessa memor�vel reuni�o, tenha sido enviada a D. Pedro, juntamente com outros
documentos que o alcan�aram na tarde do dia 7 de setembro de 1.822 as margens do riacho
Ipiranga e culminou com a proclama��o da Independ�ncia do Brasil oficialmente naquele
dia e que a hist�ria assim registra.
Eis a�, porque o dia
20 de agosto foi escolhido para ser o dia do ma�om brasileiro. Foi nesse dia que
realmente passamos a ser na��o e independente.
A Ma�onaria e a Independ�ncia do Brasil
A. Ten�rio D'albuquerque