Oh! Como � bom e agrad�vel viverem unidos os Irm�os!
� como o �leo precioso sobre a cabe�a, o qual desce para a
barba, a barba de Aar�o, e desce para as golas de suas vestes.
� como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Si�o.
Ali Ordena o Senhor a Sua b�n��o,
E a vida para sempre.
Que o Supremo Arquiteto do Universo nos Ilumine Em Luz - Vida - Amor
Assim Seja!
AS CRENDICES POPULARES - O PAPEL DA ANTI-MA�ONARIA
N�s, Ma�ons, sofremos, sempre, com as crendices populares, o fanatismo de ataques e a
falaciosa assertiva de que fazemos pacto com o dem�nio. A isto, nos associam ao bode
preto. Sem d�vida, fruto da anti-ma�onaria. Este tema, sem d�vida, � bastante
interessante, pois aniquilar�, de vez, com as maldades implac�veis com que nos atacam.
Come�arei apresentando uma carta recebida do tio de minha esposa, Nildo de Freitas G�es,
Barretos/SP, um Ma�om em todos os sentidos do termo - bom pai, bom marido, bom
profissional sem d�vida alguma, uma pessoa boa e querida por todos: No dia da minha
inicia��o na Ordem, recebi uma bela carta, do Irm�o Edson Modugno, hoje secret�rio da
Loja Amor e Caridade, em Petr�polis; continua��o da carta: Como se v�, nestas duas
cartas a mim dirigidas, o trato Ma��nico � muito diferente do que normalmente se
costuma pensar. Ao inv�s de mantermos um pacto oculto com o dem�nio, praticar rituais de
satanismo e outras crendices sem qualquer fundamento, h� sempre um apoio e um carinho
fraternais - n�o s� entre os Ma�ons, como com qualquer pessoa. Conhe�o, inclusive, o
caso de uma esposa de Ma�om que, sem conhecer a Ordem, tinha certa preocupa��o de seu
marido nela entrar, at� que pessoas fizeram por ela diversas coisas, sem qualquer
interesse, desconhecendo serem elas Ma�ons. Ao ser questionada sobre o ingresso de seu
marido na Ordem, n�o hesitou em concordar, pois descobrira que aquelas pessoas eram
Ma�ons. Assim trabalham os Ma�ons, ou seja, fazem o bem a qualquer pre�o, sem
necessitar de reconhecimento, ou exigir aprova��o do que fizeram. Os Ma�ons trabalham
em sil�ncio, uma vez que o bem que n�s fazemos n�o precisa ser revelado. No entanto,
somos alvos de ataques maliciosos, de anti-ma�ons. De tudo o que vimos at� agora, j� se
pode concluir que a Ma�onaria n�o possui qualquer mist�rio, a n�o ser a curiosidade e
a maledic�ncia de pessoas que n�o t�m o menor compromisso com a verdade. Ser Ma�om,
adotar a Ma�onaria como entidade, deixar que ela fa�a parte de voc�, n�o � tarefa
f�cil. N�o somos, tamb�m, fan�ticos, irreligiosos ou ateus est�pidos. A maior prova
disso � que n�o criticamos qualquer religi�o, seita, ra�a ou pensamentos filos�ficos.
A Ma�onaria � uma associa��o constitu�da por homens de bem, cujos valores morais s�o
elevados. Esta breve introdu��o se fez necess�ria, para analisarmos as crendices
populares. Conjuntamente, veremos que ela faz parte de ataques anti-ma��nicos. O leitor
j� observou que sempre fazemos uma pequena introdu��o, antes de entrarmos no assunto.
� para que a leitura fique mais agrad�vel e, com isso, se possa entender melhor o que
desejamos apresentar ao p�blico profano - ou leigo. A primeira e, talvez, a mais forte
crendice popular, deriva do bode-preto. Quem ser� esta figura sinistra e assustadora? Na
realidade, o bode � encarado no esoterismo de diversas maneiras: fonte do materialismo, a
mat�ria sobre o esp�rito, a brutalidade, se analisarmos pelo lado negativo. No entanto,
h� corrente doutrin�ria que entende o bode como o elemento da natureza que est� nos
campos, de cabe�a ereta e, por andar pr�ximo das montanhas, seria o ser ( que n�o voa )
que estaria mais perto de Deus. H� uma par�bola antiga, de um homem que queria ver Deus,
mas n�o conseguia e, ent�o, perguntou a um s�bio como faria. Deveria ele subir uma
montanha? O s�bio respondeu que n�o bastava subir a montanha, pois ainda assim ele n�o
veria Deus, mas, sem d�vida alguma, estaria mais perto dele. A mensagem � de grande
import�ncia. N�o basta estar acima para se estar perto de Deus, ou para v�-lo. No caso,
em uma figura metaf�rica, a subida ao topo de uma montanha significa o caminho para
encontrar a Deus, ou seja, o homem deve passar pela vida no intuito de encontrar e ver
Deus. A montanha � como uma caminhada, uma jornada, onde o homem, ao chegar ao fim, pode
ser at� que n�o tenha visto Deus, mas, sem d�vida, estar� mais perto dele. Ent�o, por
que n�o olharmos para o bode como uma figura que se encontra no alto das montanhas,
cabe�a erguida e com for�a para dominar seus inimigos?
Os homens transformaram o bode em s�mbolo de bestialidade, por usar ele chifres e se
parecer com o dem�nio. Assim, dizem que os Ma�ons s�o bodes pretos - talvez pelo uso do
terno preto. A vida � dual. Basta analisarmos o s�mbolo do Tao�smo: O que significa
duas bolinhas, uma preta e uma branca, com mais duas bolinhas da mesma cor, dentro umas
das outras? A dualidade da vida - em tudo de bom, pode haver algo ruim, como em tudo de
ruim, pode haver algo de bom. Assim, se observarmos o bode como a figura distinta, no p�
das montanhas, de cabe�a ereta e " terno preto ", at� poder�amos aceitar a
confus�o de nos chamarem de bode ou se admitir que haja um bode escondido na Ma�onaria.
No entanto, isto n�o passa de uma crendice. Mas, j� que tocamos no ponto do bode, vamos
analisar seu aspecto esot�rico, sem que isto tenha qualquer rela��o com a Ma�onaria.
Repetimos: n�o h� qualquer rela��o com a Ma�onaria. Somente para se ter uma id�ia,
segue foto criada por um anti-ma�om ferrenho, extra�da do livro " Is It True What
They Say about Freemasonry? ", de Art deHoyos e S. Brent Morris, Masonic
Information Center, Silver Spring, Maryland, 1997: O respons�vel pelas divulga��es
medonhas da Ma�onaria foi um ex-ma�om, L�o Taxil, que, antes de morrer, se arrependeu
das barb�ries que provocou. No entanto, j� era tarde, pois ele havia germinado uma
semente pavorosa, que os incultos preferiram acreditar. A foto acima foi imputada � uma
teoria de que Albert Pike, Grande Comendador do Conselho do grau 33, teria proferido sua
doutrina entitulada Luciferian Doctrine ". N�o passou de mais uma id�ia absurda de
Taxil. Seguem as fotos de Albert Pike e L�o Taxil. Albert Pike L�o Taxil Sem d�vida, �
mais f�cil se acreditar no lado negativo do que no positivo. No entanto, at� o presente
momento, apresentamos suficientes argumentos de que as cal�nias contra a Ma�onaria n�o
passam de fal�cias produzidas por mentes fracas, despreparadas e sem qualquer fundamento.
Viu-se, na foto acima, um bode - meio homem -, �s portas de um Templo Ma��nico. N�o
passa, pois, de uma id�ia absurda e fantasiosa de Taxil. O bode, no esoterismo, possui
diversas interpreta��es - fecundidade, aterialidade, capta��o de cargas negativas,
animal pr�prio para o sacrif�cio ( mensagem em Lev�tico - b�blia entre o cap�tulo 4 e
o 23, h� vinte e tr�s vers�culos que mencionam o bode ) e, vulgarmente, conhecido como
a semelhan�a de sat�. Na foto abaixo, aparece o bode a quem atribuem a figura de sat�:
Em determinadas aldeias, h� um bode como s�mbolo de prote��o, uma vez que a ele se
atribui a capacidade de captar as cargas negativas, sendo certo que para estes alde�es,
nem mesmo a Idade M�dia crist� teve o cunho de abandonar esta figura. A figura de P�,
metade homem, metade bode, tamb�m contribui para as crendices sem fundamento. Ali�s, a
palavra p�nico � derivada de P�, pois conta o mito que ele era t�o feio e assustador,
que sua pr�pria m�e teria fugido logo ap�s o seu nascimento. Assim, P� vivia nas
florestas, assustando, as pessoas. O bode, vulgarmente, est� sempre associado a coisas
mal�ficas, mas � s�mbolo, tamb�m, de fertilidade. Com rela��o ao bode preto, a quem
insistem afirmar ser uma figura da Ma�onaria, s� podemos chegar a tr�s conclus�es: os
Ma�ons procuram se aperfei�oar enquanto homens, sendo certo que a cren�a em Deus �
forte e sem ela n�o se pode ser Ma�om. Assim, poder�amos adotar a primeira id�ia, de
que o bode vive no alto das montanhas e, simbolicamente, perto de Deus. A figura preta
viria pelo terno que se usa. A segunda conclus�o, � que as pessoas ignorantes insistem
em afirmar que a Ma�onaria cultua sat� e, na terceira, que no Templo Ma��nico se
praticariam sacrif�cios. Ocorre, por�m, que ningu�m ouve falar, abertamente, de seitas
de adora��o a sat�. A �nica conclus�o certa � que n�o existe na Ma�onaria esta
figura folcl�rica. N�o h� qualquer bode ou bode preto. Quem assim afirma, � porque
desconhece, totalmente, o esp�rito ma��nico. Devemos, mais uma vez, a L�o Taxil, as
aberra��es cometidas, inclusive no que diz respeito ao culto ao dem�nio e � adora��o
a um inexistente bode. Ali�s, se admitirmos que todos os seres viventes s�o filhos de
Deus e que a natureza faz parte da obra Divina, n�o podemos conceber qualquer mal em
animais, plantas e demais seres. Os homens, alguns o s�o, mas quanto aos animais, pela
pr�pria falta de discernimento, n�o h� como se atribuir maldade. O pr�prio S�o
Francisco de Assis, padroeiro particular deste autor, amava a todos os animais,
indistintamente. Como, ent�o, ir contra a este maravilhoso vulto da Hist�ria? Admitirmos
que os animais possuem bestialidade ou seriam encarna��es sat�nicas, seria uma
incoer�ncia e estar�amos desprestigiando o pr�prio Francisco de Assis - figura bondosa
e Santo, por excel�ncia. A natureza � bela e belos s�o seus frutos. O bode, pobre do
bode, � fruto desta natureza e, a n�o ser por figuras metaf�ricas ou mitol�gicas, o
animal n�o tem qualquer rela��o com anomalias e bestialidades. Pensemos, por exemplo,
como j� tivemos oportunidade de escutar, que determinada planta deveria ser exterminada
do jardim, porque d� Ora, da mesma forma que os animais, as plantas s�o belas e s�o
fruto da natureza. A natureza, por sua vez, � fruto do Grande Arquiteto do Universo. Como
atribuir a animais e plantas qualquer malef�cio? Analisemos, agora, uma outra situa��o:
- nossa mente � poderosa e nosso corpo expele cargas el�tricas. Isto n�o � esoterismo,
mas pura metaf�sica. Pois bem, admitamos, ent�o, que nossa mente � um r�dio de pilha,
um receptor, um canal aberto. Temos, do outro lado, o Cosmos, o Universo, a Bondade
Divina, como transmissor. Se mantivermos nosso r�dio nesta sintonia, aberto �s
vibra��es positivas do Cosmos, captando toda a nossa energia para o bem, em tudo veremos
o bem. Ao contr�rio, se desprezarmos o Cosmos e nos mantivermos canalizados no mal, nosso
r�dio estar� aberto a outras freq��ncias indesej�veis. Voc� gosta de funk? N�o?
Ent�o n�o ligue seu r�dio em uma esta��o que s� toca este tipo de m�sica. Assim
funciona nosso poder mental. Se estivermos aptos ao bem, somente o bem receberemos. Mas,
se sintonizarmos o mal, como esperar o bem e ver nas coisas belas da vida a obra do Grande
Arquiteto do Universo? Concluindo esta passagem, do bode preto, podemos concluir que, como
animal que �, ser vivente e fruto da natureza, � uma maledic�ncia afirmar tratar-se de
s�mbolo da besta. Assim, observando o s�mbolo do Tao�smo - [ -, podemos concluir tudo o
que foi mencionado anteriormente. Se sua mente estiver aberta ao bem - que � o que se
espera de todo o Ser vivente na Terra, o mal n�o lhe atingir� e voc� n�o conseguir�
encontrar no bode, nas plantas e na Ma�onaria, qualquer malef�cio. Sem d�vida alguma, a
maior crendice popular origina do bode preto. No entanto, somente para finalizar esta
parte, quando, ent�o, analisaremos outras formas de anti-ma�onarismo, inclusive na parte
destinada � Internet, devemos lembrar que h� festas abertas na Ma�onaria, para quem
desejar adentrar no Templo. Se voc� tiver algum conhecido Ma�om, pe�a a ele para lhe
informar sobre o fato. Tenho certeza que, depois desta leitura e de alguma festa em que
voc� participar, seus conceitos sobre Ma�onaria ser�o outros. E, quem sabe, voc� n�o
ser� um futuro Ma�om, a lutar em prol da Ma�onaria e de nossa P�tria?